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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Ele é como o vento


O meu coração voa solitário... Descompassado,

Triste por sua partida prematura, desolado.

Agora o que restou, fico presa a tua lembrança,

Contando lentamente as horas na esperança.


No dia, o vento repentino tomou conta do lugar,

Em sua bagunça, anunciando o que estava por vir.

O meu corpo na angústia, na completa falta de ar,

Quem me dera... Se estivesse ao meu lado, aqui!


O teu espírito ecoou, está liberto na imensidão,

Não é mais casulo, transformou-se na borboleta.

E a vontade de te ver, ter... Em meu ser desperta,

Impossível não te sentir... Tocá-lo com as mãos.


Voe... Voe... O mais alto que o desejo possa alcançar,

Mas nunca se esqueça, tem alguém para te amar.

O tempo pode ser o que há e nos separa: A barreira,

Esperarei a distância que for preciso, assim queira.


Fecho os meus olhos, vejo-te no espelho em meu olhar,

Acontecendo a magia, alegria que enaltece e faz brilhar.

O teu sorriso e a tua voz, na canção uma doce melodia,

Traz o conforto, tenho comigo a tua serena harmonia.


Sozinho não está, na alma, rodeado por belíssimas flores,

Em meu olfato como mágica, inebria da aura o perfume.

A beleza e o teu encanto enobrecem a perfeição das cores,

Sei que sempre estarás bem, a dor não mais nos consome.


***


Poesia dedicada ao ator Patrick Swayse,

Que deixou saudades em 14.09.09


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