O meu coração voa solitário... Descompassado,
Triste por sua partida prematura, desolado.
Agora o que restou, fico presa a tua lembrança,
Contando lentamente as horas na esperança.
No dia, o vento repentino tomou conta do lugar,
Em sua bagunça, anunciando o que estava por vir.
O meu corpo na angústia, na completa falta de ar,
Quem me dera... Se estivesse ao meu lado, aqui!
O teu espírito ecoou, está liberto na imensidão,
Não é mais casulo, transformou-se na borboleta.
E a vontade de te ver, ter... Em meu ser desperta,
Impossível não te sentir... Tocá-lo com as mãos.
Voe... Voe... O mais alto que o desejo possa alcançar,
Mas nunca se esqueça, tem alguém para te amar.
O tempo pode ser o que há e nos separa: A barreira,
Esperarei a distância que for preciso, assim queira.
Fecho os meus olhos, vejo-te no espelho em meu olhar,
Acontecendo a magia, alegria que enaltece e faz brilhar.
O teu sorriso e a tua voz, na canção uma doce melodia,
Traz o conforto, tenho comigo a tua serena harmonia.
Sozinho não está, na alma, rodeado por belíssimas flores,
Em meu olfato como mágica, inebria da aura o perfume.
A beleza e o teu encanto enobrecem a perfeição das cores,
Sei que sempre estarás bem, a dor não mais nos consome.
***
Poesia dedicada ao ator Patrick Swayse,
Que deixou saudades em 14.09.09
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