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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Carta para maio - 2026

 


 Maio chegou pintado com as cores da Esperança.

Embora em meio às tragédias do cotidiano, como a barbárie humana, escalando degraus imprescindíveis.

 E eu fico tentando reaprender a confiar.

 Confesso que a cada dia e certas atitudes demonstram que está ficando sempre mais difícil.

 A única vontade que tenho é de me enclausurar aqui dentro. 

Não que ainda não faça isso, entretanto, o desejo é de não mais sair.

 A humanidade tem esse título porque lhe é imposto. 

E a todo instante a desumanidade vem demonstrando a sua força e crueldade.

 Quantos acontecimentos e tragédias são necessárias para promover a maldade e a desigualdade?

 Em meu cerne recrio um mundo totalmente diferente, cocrio um espaço somente meu, e não há quem tire isso de mim. 

O meu amor próprio, a minha força não dá ao outro o poder da manipulação. 

Porque este mesmo poder é meu.

 Por isso, curvo-me e me rendo somente a espiritualidade e a toda essa egrégora que me protege, que me alça a novos voos, fazendo com que a minha consciência possa se expandir

Porque sou filha do éter!

 Porque sou filha da Terra!

 Porque sou filha do fogo!

 Porque sou filha da água!

 Porque sou filha do ar!

 Onde os elementos se fundem com a minha matéria e não há nada que me tirem desse caminho.

 A espiritualidade é o meu guia, transmutando o espaço, levando-me à outras dimensões.

 Por mais que o caos esteja turbulento lá fora...

É preciso ser luz, onde a essência e o corpo físico se fundem: No coração.

 Deve ter alguma razão ou algum motivo para que tudo aconteça assim. Embora sinta-me presa neste corpo onde a consciência desbrava outros horizontes.

 De alguma maneira, acredito que não seja apenas sensações o que sinto,

O meu espírito relembra não o que fui um dia, mas sim, o que realmente sou.  

Quem sabe um ser interdimensional, em que algum momento decidiu fazer uma viagem para redescobrir maneiras diferentes de apreciar e sentir a natureza na face da Terra.

 Por isso, desejo e maio já é um próspero mês em nossas vidas.

Em que várias sementes se tornarão belíssimos frutos.

 Maio é o mês da reconstrução... 

De bons atos...

Da tão desejada paz!

 A todo momento se renovando em nossos corações.

 Unidos e compartilhando, façamos com que este desejo finalmente aconteça.


 Maravilhoso;

 Atencioso;

 Incrível;

 Otimista!


 Que seja extraordinário em nossas vidas!


 Assim está feito!


 Sejamos luz.


Persistência


 

Um mar revolto,

Um terremoto a nossa volta.

Nada de canção de ninar,

Estrondos cortando o céu.

Luminescência rabiscando o ar,

O Planeta Terra em ebulição.


Quem desvendara a última equação,

De cálculos infinitos?

Decifrando a distância,

Enquanto, pessoas tombam ao chão.

Dissimulada intolerância,

Descartados como velhos troféus.

Ao outro imputando a falta de importância,

Como mercenários tomando de assalto.

Amassadas as panelas, vazio estão os pratos,

A dignidade arrastada na lama e no asfalto.


Como ficamos sob o impacto da turbulência,

Cansados, exaustos no torpor da resistência?

De que adianta gritar senão seremos ouvidos,

Como  a ameaça de tsunami, engolidos.

O caos nos envenenando pouco a pouco,

Até quando nos manteremos dispostos,

E lutar contra toda a maldade?

Neste cabo de guerra, deslealdade,

Por onde andara a verdade?


Em quem confiar? Imprudência,

Persistirmos em velhos erros, incumbência.

O poder da manipulação,

A mente em completa exaustão.

Sob a moral o escárnio,

Sem controle as águas turbulentas.

A massa, a racionalidade lenta,

Todas as pedras nas mãos.

De ambos os lados,

Cadê a consideração?


No final das contas, saímos todos frustrados,

Tamanhas perdas, inconsoláveis.

Perecendo vidas, totalmente falidos,

Dos sentimentos, a dissociação.

Perdemos de fato a noção,

A violência sem cerimônia, ascensão.

O crime em larga escala, falta de razão,

A cada dia mais encurralados.

Não encontramos a saída,

Aos despertos o anseio do retorno,  contrapartida.


Jogados em meio ao olho do furacão,

Na dualidade partindo ou não da emoção.

E qual será o momento propício,

Poderemos ter o sonhado alívio?

É está labuta desde o início,

Almejando o oxigênio.

Nascemos entre a rejeição e a aceitação,

Ou ainda a tolerância.

No pequeno corpo frágil a persistência,

De ser, de se tornar e ser aceito.

Com ou não sem afeto,

Nem sempre obtendo o êxito.

Fazendo-os nos engolir goela abaixo,

Tratados como um qualquer, lixo.

Tornando-nos guerreiros, a essência de luxo,

No empoderamento complexo.