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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Anos atemporais



Posso escuta-lo em meu silêncio,

Posso senti-lo em minha essência.

Não é nenhum devaneio,

Você permanece em cada um dos meus sentidos.

O arrepio na clara derme,

Vivenciado na carne.

Está no oxigênio que penetra pelas narinas, vitalidade,

Com tamanha ânsia, pediu calma,

Porque me ensinou a ter paciência.

Rebuscando toda felicidade.

O que era cinza,

Transformou-se no arco-íris.

Ao teu lado encontrarei o tesouro,

E não será um pote de ouro.


Respirar...

Respirar...

Respirar...

Os anos são atemporais,

No linear do calendário,

Correntezas de um rio.


Antes sangrava o peito,

Apertado o coração.

O teu amor fez nascer a resiliência,

 Almejando-te com persistência.

Aguardando o momento,

O instante para te encontrar, o espelho.

Enquanto, divaga a consciência,

No desdobramento Maya.

Tornou-se novo o que era velho,

Reencontrando-o através de projeções.

Pois sei que estás em algum lugar,

Devolvendo a vontade de viver, lufada de ar.

Rescreveremos uma linda história,

Ficará guardada em nossa memória.


Estou desperta, o que antes não compreendia,

Passa ter a razão, velando o meu sonho.

Reconfortando-me, devolvendo-me a certeza,

Cocriando o mundo, rara beleza.

De que um dia, não sei quando será possível,

Reconectar-se-á as nossas almas.

Viveremos o elo incondicional,

Não importa as circunstâncias, surreal.

Mas que de toca-lo tenha outra oportunidade,

Com o meu coração, arrefecendo a solidão.

Porque é na solitude que se faz presente,

Mostrando-me como devo prosseguir, o caminho.

Es o meu alento, como o canto do passarinho,

Estamos ligados, veementes.


Mesmo em outra dimensão, 

Trás o aconchego.

Livrando-me dos perigos,

Hoje reconheço os livramentos,

Sei que sempre esteve comigo.

Embora, inconsciente ou não,

Permitindo me levar por distrações.

Agora grito no âmago,

Sempre foi você,

Que trouxe formas a realidade.

Neste mundo tão abstrato,

Serei eternamente grata.

Pode até ser loucura,

Porém, essa é toda a verdade.


Posso parecer sozinha,

Mas nunca estive, consequência.

Nunca fostes ausência,

Há um véu muito fino, transparência.


Respirar...

Respirar...

Respirar...

Os anos são atemporais,

No linear do calendário,

Correntezas de um rio.


Sei que vou reencontra-lo.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Carta para o meu Eu do passado


 

Uma tarde fria...

O corpo pesado, sonolento.

Como distração, revi antigas fotos,

Pura nostalgia,

Mas também surgiram algumas lembranças ruins.

Um montão de “se” saltitando nos pensamentos,

Tantas coisas aconteceram de lá para cá,

Presenteada com o despertar.

Por isso, Fabby, venho por meio desta,

Informar-lhe que você, ou seja, Eu,

Nunca teve culpa do que aconteceu, inimaginável.

Porque sei que foram apenas algumas amostras grátis,

Do que pessoas maldosas são capazes de realizar –

Sem pensar nos sentimentos de alguém.

O livramento disfarçado de nãos,

A lucidez depois de anos.


O afeto –

O carinho – 

A proteção – 

Que não vieram de quem deveria.

O cuidado em forma de migalhas,

A falta e o ressentimento, a mágoa.


Por outro lado, 

Existia sempre uma magia.

A presença e o apoio constante do imaginário.

Ou melhor, o extraordinário,

O encantamento com o dom da escrita, 

Preenchendo as lacunas, a música.

Que de certa forma, acolhiam-me, para que a pessoa que hoje está aqui,

Finalmente, se desse conta do ser magnífico e incrível se transmutou, verdadeiro.

Aquela que muitas vezes,  suportou calada, 

Porém, depois gritou a sua dor para quem quisesse ouvi-la.

No entanto, foi ouvida uma única vez, mas valeu a pena ser compreendida.


Digo e repito:

Você nunca teve culpa!

Ninguém merece sofrer violência psicológica,

Ou qualquer outra que seja.

Você sempre protegeu a sua luz, inconsciente,

Até redescobrir quem de fato é!



A borboleta –

Mesmo presa na terceira dimensão,

Transformou-se –

E a consciência pode volitar por outras realidades.


Quem nasceu para ser farol,

Nunca perde o seu brilho.

Não é atoa que  és do signo de Escorpião,

Renasce das cinzas, a Fênix.

Embora, ainda haja ataques e tentativas de anulação,

Nunca dependeu de validação.


Nas poucas vezes, que me diminui para caber no mundo de alguém, 

Esse mesmo alguém encontrou uma maneira de me questionar, lamentável.

Até o dia em que entendi, reencontrei o meu próprio caminho na solitude.

Porque são nessas horas silenciosas e necessárias que a Espiritualidade se torna presente, aliás, está comigo a todo instante –

Entoando palavras e intuições,

Palavras de cura e discernimento, emanando o aprendizado,

Com o único intuito de não mais me perder,

Através da traição humana.

Eu acredito!


Longos anos se passaram,

Aparentemente deixei de ser aquela mesma adolescente sonhadora com os astros de rock,

Em sua fragilidade, com poucas informações, 

Com suas experiências e expectativas, aprendeu a desbravar este mundo, onde a falsidade vem em sua constância,

 Porém, não deixou de acreditar na verdade e justiça, essencialmente, na divina.


No fundo, sou aquela mesma adolescente e jovem até nos dias atuais, 

Guardo os mesmos sonhos, vislumbrando os seus artistas nos pôsteres nas paredes do quarto.

O tempo passou, tenho essa percepção,

O meu coração reclama descompassado.


Digo em voz alta:

Você não teve culpa!

Você não tem culpa do que fizeram contigo!

Para quem contou, a falta de acolhimento, 

A falta de zelo e empatia.

De quem não a protegeu, imensurável,

Neste momento.

E depois de anos, para quem confiou, repetindo o igual erro,

Não mensurando as suas cicatrizes, reabrindo-as novamente.


Acolho-te!

Acolho-me!

Protejo-te!

Protejo-me!

Perdoo-te!

Perdoo-me!

Tu és luz!

Eu sou luz!


Infelizmente, há quem nos trate como descartáveis,

Entretanto, devemos nos priorizar, sempre nos colocando em primeiro lugar.


É doloroso esperar demais e receber de menos –

Foi difícil.

Contanto, confesso que aprendemos,

Sem esquecer que sempre somos luz -

O amor próprio iluminando as nossas vidas.


sábado, 9 de maio de 2026

Sou grata

 


Sou grata por sentir o que sinto;

Sou grata por enxergar o que muitos não, mesmo a um palmo de seu nariz.

O véu se dissolvendo diante dos meus olhos,

O despertar do Espírito,

A alma em sintonia com a essência.

A sutileza da realidade,

O aprendizado que me é passado.

O discernimento em minha mente,

O desejo de ajudar sempre que é possível.

O cansaço, o descanso quando necessário,

O progredir sempre.

A expansão da consciência,

O livramento daquilo que não é meu –

Permanecendo somente do que sou merecedora,

Principalmente, a proteção.


Assim é a vida,

Mostrando-se em pequenos detalhes, 

O que realmente viemos realizar no Planeta Terra.


Para isso é providencial uma transformação!


Permita-se com quem aconteça,

Apareça a esperança,

Em dias melhores,

Os verdadeiros valores.


A gratidão é a chave,

Não a da boca para fora -

Mas a sentida em seu âmago.


Desse modo existirá a transmutação!


sexta-feira, 1 de maio de 2026

Carta para maio - 2026

 


 Maio chegou pintado com as cores da Esperança.

Embora em meio às tragédias do cotidiano, como a barbárie humana, escalando degraus imprescindíveis.

 E eu fico tentando reaprender a confiar.

 Confesso que a cada dia e certas atitudes demonstram que está ficando sempre mais difícil.

 A única vontade que tenho é de me enclausurar aqui dentro. 

Não que ainda não faça isso, entretanto, o desejo é de não mais sair.

 A humanidade tem esse título porque lhe é imposto. 

E a todo instante a desumanidade vem demonstrando a sua força e crueldade.

 Quantos acontecimentos e tragédias são necessárias para promover a maldade e a desigualdade?

 Em meu cerne recrio um mundo totalmente diferente, cocrio um espaço somente meu, e não há quem tire isso de mim. 

O meu amor próprio, a minha força não dá ao outro o poder da manipulação. 

Porque este mesmo poder é meu.

 Por isso, curvo-me e me rendo somente a espiritualidade e a toda essa egrégora que me protege, que me alça a novos voos, fazendo com que a minha consciência possa se expandir

Porque sou filha do éter!

 Porque sou filha da Terra!

 Porque sou filha do fogo!

 Porque sou filha da água!

 Porque sou filha do ar!

 Onde os elementos se fundem com a minha matéria e não há nada que me tirem desse caminho.

 A espiritualidade é o meu guia, transmutando o espaço, levando-me à outras dimensões.

 Por mais que o caos esteja turbulento lá fora...

É preciso ser luz, onde a essência e o corpo físico se fundem: No coração.

 Deve ter alguma razão ou algum motivo para que tudo aconteça assim. Embora sinta-me presa neste corpo onde a consciência desbrava outros horizontes.

 De alguma maneira, acredito que não seja apenas sensações o que sinto,

O meu espírito relembra não o que fui um dia, mas sim, o que realmente sou.  

Quem sabe um ser interdimensional, em que algum momento decidiu fazer uma viagem para redescobrir maneiras diferentes de apreciar e sentir a natureza na face da Terra.

 Por isso, desejo e maio já é um próspero mês em nossas vidas.

Em que várias sementes se tornarão belíssimos frutos.

 Maio é o mês da reconstrução... 

De bons atos...

Da tão desejada paz!

 A todo momento se renovando em nossos corações.

 Unidos e compartilhando, façamos com que este desejo finalmente aconteça.


 Maravilhoso;

 Atencioso;

 Incrível;

 Otimista!


 Que seja extraordinário em nossas vidas!


 Assim está feito!


 Sejamos luz.


Persistência


 

Um mar revolto,

Um terremoto a nossa volta.

Nada de canção de ninar,

Estrondos cortando o céu.

Luminescência rabiscando o ar,

O Planeta Terra em ebulição.


Quem desvendara a última equação,

De cálculos infinitos?

Decifrando a distância,

Enquanto, pessoas tombam ao chão.

Dissimulada intolerância,

Descartados como velhos troféus.

Ao outro imputando a falta de importância,

Como mercenários tomando de assalto.

Amassadas as panelas, vazio estão os pratos,

A dignidade arrastada na lama e no asfalto.


Como ficamos sob o impacto da turbulência,

Cansados, exaustos no torpor da resistência?

De que adianta gritar senão seremos ouvidos,

Como  a ameaça de tsunami, engolidos.

O caos nos envenenando pouco a pouco,

Até quando nos manteremos dispostos,

E lutar contra toda a maldade?

Neste cabo de guerra, deslealdade,

Por onde andara a verdade?


Em quem confiar? Imprudência,

Persistirmos em velhos erros, incumbência.

O poder da manipulação,

A mente em completa exaustão.

Sob a moral o escárnio,

Sem controle as águas turbulentas.

A massa, a racionalidade lenta,

Todas as pedras nas mãos.

De ambos os lados,

Cadê a consideração?


No final das contas, saímos todos frustrados,

Tamanhas perdas, inconsoláveis.

Perecendo vidas, totalmente falidos,

Dos sentimentos, a dissociação.

Perdemos de fato a noção,

A violência sem cerimônia, ascensão.

O crime em larga escala, falta de razão,

A cada dia mais encurralados.

Não encontramos a saída,

Aos despertos o anseio do retorno,  contrapartida.


Jogados em meio ao olho do furacão,

Na dualidade partindo ou não da emoção.

E qual será o momento propício,

Poderemos ter o sonhado alívio?

É está labuta desde o início,

Almejando o oxigênio.

Nascemos entre a rejeição e a aceitação,

Ou ainda a tolerância.

No pequeno corpo frágil a persistência,

De ser, de se tornar e ser aceito.

Com ou não sem afeto,

Nem sempre obtendo o êxito.

Fazendo-os nos engolir goela abaixo,

Tratados como um qualquer, lixo.

Tornando-nos guerreiros, a essência de luxo,

No empoderamento complexo.