Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

terça-feira, 28 de abril de 2026

Dualidades existencial



Sou feita de fases -

E de frases.

Coisas que deveriam ser ditas,

Por outros suprimidas.


Entre luz e sombras, 

Dia e noite,

Doce e salgado.


Perco-me pelos labirintos da alma,

Pelos devaneios de minha essência.

Com calma -

Às vezes, sem resquícios de paciência,

Tentando-me encontrar,

Absolvida em busca de lar.


Desfazendo os quases,

Ignorando os nãos,

Refazendo-me em pequenos sins.


Uma única e incomoda pergunta,

Que insiste em arranhar o coração:

Em quem confiar?

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O poder da manipulação

 


Não há nenhum sentido,

Para os que querem a manipulação,

A verdade não deve ser falada.

Aos que agem com indignação,

A verdade precisa ser demonstrada –

Também confrontada.


São tantas as vertentes,

Em múltiplos paradoxos.

Um tanto quanto paralelos,

Desmisticando os elos.

Espelhando-se na fragilidade humana,

Em impactante vulnerabilidade.


Para quê a educação?

Qual é a razão para ensinar o raciocínio lógico,

Se quanto mais emburrecimento, melhor.

Para os que usufruem de milhões e privilégios,

Enquanto, a classe trabalhadora,

Segue cada vez mais oprimido, endividada.

O fato é que nunca saberemos o fim,

Todos vivenciando um dilema, enfim.

Em um teatro falido,

Em monumentais proporções.


Neste cenário caótico,

Arrefecendo multidões.

Promovendo desenfreadas emoções,

O Governo nos atravessando, avassalador.

Cada um que conviva com a própria dor,

Dando a cara a tapa, o  lado oculto.

Não escondem mais o vil vulto,

Zero demonstração de surpresa.

O que tem a dizer em sua defesa?


Quem é aos seus, não se regenera, crueldade,

Provocando inúmeras atrocidades.

Impactando os despertos,

Saindo da zona de conforto, 

Percorrendo desertos.


O que construímos, desmoronando está,

Falsos castelos de areia.

Somando-se a milhares de vítimas,

Destruídas as histórias, soterrando sonhos.

Assim, são os versos que componho,

Navegando pela rede, 

Ou entranhado em algum fichário na prateleira,

De vez em quando limpando, e não acumular poeira.

Quem os lerão?

Somente mera pretensão.


A dualidade pregando o alto flagelo,

A convivência e o desamor.

A dissociação, deixando rastros,

A perversão no formato da negligência.

Andando de mãos dadas, ampla comunhão,

Recriando a barbaridade desumana.

Em condições deploráveis,

O efeito dominó devastador.

Recriando conflitos,

Desconfigurando o futuro.

O retrocesso, de volta ao passado,

E não é um filme, desolador.


Guerras, batalhas armadas,

Ameaças nucleares,

Ceifando vidas.

Podendo dizimar nações inteiras,

Enterrando-nos em suas loucuras.

Transformando o azul do céu,

Em completo escarcéu,

No tom frio e acinzentado.

Derretendo o asfalto,

Queimando o concreto,

Devastando as verdes florestas,

Eliminando o oxigênio,

De sobra o gás carbônico.


Simplesmente tão inquietante,

Toda essa agitação, ansiedade.

O poder da caneta e sua destruição,

“Governantes” brincando de Deus,

Decidindo quem vai morrer ou não.

Entre os defeitos colaterais, 

E a devastação.


O que de verdadeiro acontece –

Por detrás dos holofotes?

Sem cerimônia, aguardam o instante certeiro,

Para dar o bote,

Uma cobra peçonhenta.

Na hora H, no dia D,

As consequências sofremos no rebote.

Sem dignidade,

Sem alguma condição.

O viver como resistência,

A densidade e suas indulgências.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Carta para Abril - 2.026


 


Hoje é primeiro de abril –

Onde é comemorado o dia da mentira.

Por curiosidade fui pesquisar o motivo e, as razões são tantas. 

Mas prefiro me prender a minha teoria:

A de que vivemos aprisionados em uma ilusão. 

Eles mascaram e forjam a realidade em que nos convencem a trabalhar feito animais de carga para suprir as suas necessidades e luxos.

Mas o que esperamos de abril?

A não ser o alívio para as nossas dores;

A chance de não nos alinhar de acordo com o intuito alheio;

Possuir o privilégio de nos sustentar;

Possuir uma paz plena, sem que sejamos surpreendidos pelo caos.

Eles tentam nos manipular de qualquer maneira para que possamos caminhar direto ao abismo numa insensatez constante e, com os despertos taxados de loucos.

O que é verdade, rotulado como teoria de conspiração, quando no fundo toda desconfiança tem um fundo ou é totalmente verdadeira.

No entanto, o modo que aqui sobrevivemos é sob a mira da tensão, sem mensurar qual vai ser a próxima surpresa ou quando seremos acordados com os estouros de estampidos invadindo nossas casas, iguais a convidados ingratos, sem educação.

Qual é a fonte para todos esses tipos de mazelas que nos martirizam e acabam com os resquícios de nossa paz?

Os dias se passam....

Mas em que percebemos todo esse teatro? 

Cortina de fumaça nos cegando – 

Enchendo o cofre do sistema, abarrotando os poderosos, enquanto, permanecemos anos à fio, mendigando, rastejando por migalhas, sem direito a nada, onde orquestram toda uma sinfonia de sofrimento.

 E o que podemos fazer?

 Aceitarmos calados  não é o caminho.

Por mais que a dor nos marque todos os dias de alguma forma, por mais que pensamos que não vamos conseguir vencer outros obstáculos –

Há uma pequena força que nos impulsiona a sairmos desse buraco que nos desnorteia...

E o meu em particular é a literatura –

É a escrita que vai atenuando o despertar das sombras, que são revolvidas como uma dança de mãos, porém usufruindo de sabedoria e discernimento, mostrando-nos capazes de ser maior do que toda e qualquer turbulência. 

Ao aprendermos a nos controlar e nunca nos adestrar, assim como os demais que vivem enjaulados em uma e qualquer crença limitante. 

O meu desejo da expansão da consciência se faz maior, faço-me livre com a natureza –

Assim está feito!

Por mais que eu caia em algum momento de fraqueza, guardo a minha dor transmutando-a em luz.

Nada é para sempre.

Nada é por acaso. 

Em tudo há o seu aprendizado.

 A vida segue –

Com ela há todas as possibilidades de paz e prosperidade, porque é no que acredito. 

Então, convivo com luz e sombras,

Com essência, as dádivas e os percalços do despertar.

Dessa forma, encontro a felicidade que há em meu espírito.

 Abril –

Que todas as esperanças sejam renovadas!

Que todos possamos viver em paz e protegidos!

Que a Espiritualidade caminhe ao nosso lado nunca nos desamparando.


Que assim seja!

Assim está feito!

Amém!


Que sejamos luz!