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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Pequenas peças


 

Somente uma chance -

De escapar de toda essa arbitrariedade que nos rodeia.

E mantermos distantes daqueles que por uma razão ou não, 

Julgam-se  superiores.

Há um nível extraordinário de imbecilidade espalhado pelo ar,

Teimando nos sufocar, covardia.

No entanto, é preciso agir com cautela e discernimento,

A batalha se conquista com estratégia, e não com o ataque iminente,

Cautelosa rebeldia disfarçada de boa vontade.


Estou humana –

Isso será comum?

Tanta sensibilidade,

A conexão com o Universo.

Sentir o que a maioria não se dá conta,

Sem nenhuma relevância.


A densidade atmosférica,

Para muitos conscientes ou não,

Emanando uma energia nefasta.

A vida perdendo todo o sentido,

Arrefecendo as energias.

Às vezes, bate o cansaço,

Persistindo na resistência.


Luz e sombras –

A dualidade.

Um grande véu sombrio,

 Apossando-se de suas retinas.

Perdendo o foco do que é imprescindível,

Por detrás das cortinas,

O jogo político.

Mudanças maquiavélicas,

Agenda global,

Demonstração de forças.

Estratégias,

A manipulação,

Escancarada a corrupção.


O enorme tabuleiro da geopolítica,

Antes os aliados,

De um instante ao outro,

Declarados inimigos.

Do nada a mira,

Tornando-nos alvos.

Santa insanidade,

Levando-nos a cruel realidade.


Somos as pequenas peças,

De mais uma rodada fadada ao fracasso.

Se não está no topo,

Você é quem sustenta toda essa engrenagem.

Escassos direitos,

Inúmeros deveres.

O peso da caneta em suas costas,

A mira do fuzil em sua cabeça.


É uma eterna luta entre o gato e o rato,

O sobrenatural ditando as regras.

A violência crescente,

A periferia um depósito de gente.

O negro fascista se achando o ariano,

Contenção de despesas, a gentrificação,

Sugada energia vital.


Nenhuma comida sobre as mesas,

Crianças com a barriga vazia chorando a míngua.

Enquanto, muitos comemoram ao lado,

Sentindo-se os privilegiados,

Em completa dissociação.

Não há remorsos ou resquícios de empatia,

A dor alheia não tem importância.

Isso me causa asco,

Também ânsia.


O que vale é a consciência,

Cada um age de acordo com o livre arbítrio,

O momento é de reflexão.


Quero continuar,

Manter as mãos limpas,

Sem sangue inocentes, dignidade.

Partindo da democracia,

Subtraindo o autoritarismo vigente.

Colorindo um lindo arco-íris no céu,

Todos trabalhando em sociedade,

Cumprindo o seu papel.



segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Alinhamento espiritual


 

Reivindico o que é meu por direito,

A minha energia,

Opositora dessa densidade.

Tomo...

Aposso-me do meu Eu Superior,

E não do que o outro queira para si.


Não pode me atingir nenhum mal,

Declaro-me da luz.

Mas não se engane, nunca,

Também tenho sombras.


A dualidade habita o meu ser,

Tenho forças para emergi-las no instante propício.

A proteção vem de onde menos se espera, imprescindível,

Não há argumentos, 

Para quem não tem raciocínio,

O discernimento é indispensável.

Tudo é questão de justiça,

Não venha com pensamentos rasos,

Infundadas justificativas.


A conexão do Universo,

Alimenta-me com o prana.

Alinhando-me com quem realmente sou,

E não com o que muitos desejam, miseráveis.


Sou rica do que nenhum dinheiro possa comprar,

O amor próprio e a compaixão,

Por aqueles que sobrevivem marginalizados.


Eu reivindico –

Tomo posse – 

Compartilho com quem o deseja,

A luminescência é soberana.

Quanto mais se faz presente,

Mais e mais se regenera, está selado.

Auxilia-me a força vital,

O sopro da vida –

Eterna gratidão.


Transparência da alma


 

Há uma tempestade...

Aqui dentro,

Que teima fluir, realidade.

Perpetuando os caminhos,

Desenvolvendo a sua trajetória.


Água corrente –

Em abundância,

Corre a todo o instante.

O tempo –

Este percorre feito o vento.

Hoje mais parece uma tartaruga,

De tão lento,

Deixando o vazio.

Desenhando espaços em branco, 

Com sua tinta invisível.


Não sei porque, gratidão,

A Espiritualidade me faz tão sensível.

Posso ouvir o burburinho,

O canto dos pássaros,

Em meio ao barulho dos vizinhos -

Festejando em um dia pleno de chuva,

Alimentando certa alegria,

Fomentando a energia.


Não me importo, claridade,

Cada um contribui com a sua verdade.

Fortalecendo a esperança,

Por dias melhores.

Quem é que não os deseja, o brilho,

Outra roupagem no espelho.

Um sorriso verdadeiro nos lábios,

A minha alma se transveste de luz e cor.

Devolvendo só meu interior,

O próprio amor.

Sem alheia validação,

O que vale é a consciência.

De sermos pessoas do bem,

Em meio ao caos da inércia.


É como se vivêssemos uma distopia,

Inverdades completamente diferentes.

Manipulados –

Sob o efeito da lavagem cerebral.

Perdemo-nos em qual ponto?

Sob quais circunstâncias?

Atordoados com a maldade ao redor,

Almejando em quase desespero,

O despertar alheio.

Aquele que não vêm,

Perdendo a força que nos detém.


sábado, 3 de outubro de 2026

Reflexão dos movimentos


 

Ah minha essência de bruxa...

Que me leva para esse mar de projeções astrais.


Quem eu sou?

Quem somos de fato?

Navegando por essas galáxias perdidas, tentando nos encontrar.


É tudo uma quimera...


Uma alquimia enferrujada,

Na expectativa de desvendar mistérios,

Resolvendo enigmas,

Decifrando códigos,

Apenas mera presunção.


Quem comanda todo esse absurdo,

Orquestrando o destino?

Como premiados sobrevivemos tão descompassados,

As agruras diárias.

Adquirindo a malemolência, 

O jogo de cintura,

Para não ser mais um jogado de escanteio –

Batendo de frente com a Matrix.


A maldade humana não tem cara,

Ela se apresenta com as oportunidades.

Por isso, faz-se necessário estarmos atentos,

Nem sempre é fácil nos manter sadios diante das situações.


De repente, o caos se instala,

Arrebatando-nos juntos em seu imenso redemoinho, 

Afastando -nos de nossos caminhos –

Arrastando-nos em sua maré para distante de sábios conhecimentos.


Há quem passe por esta vida,

Como simples expectadores,

Observando a tudo e a todos com um imenso ar solene de omissão.

Sem servir...

Sem mudar uma única folha do lugar.

Talvez seja inconscientemente ou por preguiça, tal anulação,

 Não se alinhando com a realidade.


Os dias estão cada vez mais densos,

Em meio aos devaneios do cotidiano.

Sobrevivendo as turbulências impostas.

No entanto, não se dão conta, de que precisam viver as suas sombras...

É desse modo que age o despertar.


Toda ação gera uma consequência,

E a estagnação não leva a lugar algum.

É preciso evoluir,

Revolver as energias,

Para progredir e escapar da ilusão.

Porém, a humanidade precisa refletir os seus movimentos,

Mudar a percepção de como enxerga essa etapa de existência.

Ainda há um longo caminho pela frente,

Portanto, é preciso transmutar o alinhamento,

Para que renasça o discernimento.


É imprescindível a transformação!



Porta do paraíso

 



É um alívio me sentir assim,
Completamente anestesiada.
Sem pensar em nada,
No meu amor próprio amparada.

Quem foi que disse que é o fim?
É o começo de tudo,
Dar voz e vazão.
Longe dos holofotes,
Sem qualquer razão.
Desbravando outras dimensões,
A consciência em projeções.
Lapidando as emoções,
Longe de qualquer reação.

Volitando pelo interdimensional,
Cocriando no interior,
Fugindo dessa realidade de caos.
Que tanto atormenta, vigilância,
Desvencilhando-me da arrogância.

Aos olhos da hipocrisia,
Ser colocada em uma caixinha,
Rotulada como anormal.

Quem foi que nomeou o certo?
Quem foi que criou o capitalismo?
O ter – O dinheiro –
Ditando as regras do poder,
Em desespero.
A imbecilidade, a ambição,
Sob o efeito da manipulação.

Parte da humanidade,
Não vale o prato que come, heresia.
Nas descargas os dejetos, hipocrisia.
Atitudes e circunstâncias, 
Agem de acordo com os interesses.
Cristãos volúveis,
Causando-me ânsia.

A solitude,
Nenhum barulho mental.
Levando-me a porta do paraíso,
A contemplar o meu templo.
O tempo voluntário e precioso,
Fornecendo o conforto –
Fomentando a luz.
Luminescência que trago no peito,
É necessidade, harmonia.
O Espírito em transmutação,
Reabastecendo-se de energia.




sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Recíproca densidade


 

Mais um...

Quantas vidas mais?

Familiares desamparados,

Zona de conflito lastimável,

O contrário, ressoa impossível.


Mergulhados nesse mar de obsessão,

Pelo jogo de poder, teor da manipulação.

Uma adrenalina, desencadeia feridas,

Correndo pelas veias, e cicatrizes.

Enredados em podres teias, sem diretrizes,

Onde quem ganha, também perde, realidade.

Nesta sina, triste sanha – Crueldade,

Efeitos colaterais, infinitas artimanhas.


Qual será o futuro da juventude?

Tantas crianças aliciadas,

O Estado febril e opressor.

Ceifando futuros, nenhum despudor,

Não há resquícios de remorso, desamor.


Derramado em qualquer circunstância,

O sangue de inocentes.

Sobrevivendo em modo descrente,

Na pele a dor do abandono.

De um lugar falido,

Saindo totalmente do rumo.

A terceira dimensão, recíproca densidade,

Como última estância, a esperança,

De  vivermos felizes, completa bonança.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Carta para Outubro - 2.026

 



Outubro -

Seja bem vindo,

Trazendo alegria e a festa da Natureza!


Torne-se o contraste com os meus dias,

Um pouco indiferente,

Com os últimos acontecimentos.


Não sei muito como reagir,

Sinto-me como se estivesse anestesiada, procurando por algum sentido que me faça prosseguir nesse ímpeto de sobrevivência.

O meu intuito de doação...

O de querer sempre ajudar, mas que em mínimos detalhes não é nem um pouco reconhecido. 

E  trago isso como uma reflexão sobre o silêncio e o limite buscando me resguardar.

Infelizmente muitos buscam a sua utilidade.


Ainda é primeiro de outubro, 

Uma sensação de cores misturadas,

Tornando-me neutra em todos os sentidos.

Disfarçando o desejo de permanecer quieta em meu canto.

Tentando – Reaprendendo a confiar...

Mas em quem?

Na expectativa de alcançar um novo rumo.

Algum objetivo que justifique toda essa questão de vida que, às vezes, parece que vai dá um nó.

É como se ficasse acuada em um lugar invisível,

 Assistindo as pessoas viverem as suas correrias diárias, ocupadas em uma rotina vazia, fria e sem nenhum sentimento que lhes confortem, não se dando do que verdadeiramente importasse, aos valores humanos dignos de atitude que em algum momento possa dar aval ao discernimento, cocriando um jeito mais ameno e gentil de ser.


Nem sempre é tão fácil e simples...

Há instantes nos quais me fazem asfixiada com tanta vaidade e ambição que agradeço qualquer segundo por permanecer sozinha.

É um respiro para a alma,

Uma lufada de ar para o espírito que no silêncio encontra o bom senso ao sexto sentido, espelhando em outras dimensões, divagando por inúmeras realidades.


Outubro sempre foi especial norteando as minhas percepções.

Que Outubro seja mágico –

Como o alinhamento da consciência que me desperta para o bem,

Ensinando-me a lidar com as minhas sombras.

Permito que a Espiritualidade seja o meu guia em momentos de dúvidas.

Que seja a curas para as minhas... As nossas enfermidades, principalmente, as da alma.

Que sejam sanadas todas as dores e sofrimentos.

Que toda e qualquer iminência de guerra sejam desfeitas.

Que possamos ser prósperos,

Que sejamos benevolentes,

Que todo e qualquer resquício de luz possa ser multiplicado para o bem de todos.

Que Outubro –

Seja repleto de boas novidades.



Assim está feito.

Assim está selado.


01/10/2.026.


sábado, 19 de setembro de 2026

Reminicencias atemporais

 



Há quanto tempo estamos separados ,

É uma vida inteira,

Nesta simples existência.

O coração apertado,

Em busca de um porto seguro.

Sobrevivendo neste profundo caos,

De anseios e esperança.


Por enquanto, permaneço aqui,

Cansada de velhas questões,

Não aceitando migalhas.

Aguardando o finito da terceira dimensão,


Você é tudo o que deveria ter, 

Para me fazer companhia.

Trilhar o livre caminho,

Que planejamos viver juntos.

Mas enveredou por outros lugares,

Que o levaram cada vez mais distante,

Deixando-me sozinha.

Deixando-se impregnar por mentiras,

Não duvido que seja uma grande aventura.


Quando foi que prometemos,  as estrelas,

Sem piscar os olhos,

De não nos deixarmos nunca mais.

Tudo não passou de um sonho,

Hoje restam apenas,

As linhas dos versos que componho.

Os meus lábios sussurram baixinho,

O teu nome.

Ficando marcado no corpo,

O último encontro,

Em outra realidade –

Contemplando a Natureza

Ao som de risos,

Dos cantos dos pássaros,

Demonstrando a completa felicidade.


Volitando pelo espaço sideral,

Na urgência da entrega.

A alquimia da transmutação,

Condensando o espaço e o tempo,

Para a nossa satisfação.


Outra vez me deixastes,

Não acordei em teus braços.

Diga-me se isso é possível,

O perfume das rosas,

Inebriando o meu quarto.

Só quero outra oportunidade,

De me embriagar novamente,

No deleite de teu clímax.

Sentir-me embalada pelo amor,

E me fazer viva,

Como ao seu lado sempre sou.


Essa distância é um detalhe,

E que está a minha espera.

Desejando-me com a mesma emoção,

Do primeiro dia em que te vi.

 Quando a ingenuidade se fazia presente,

É tudo o que mais quero.


Nesse ínterim,

O meu peito sente o aconchego.

Adormecendo todas as noites,

Com um anseio na alma -

O de te reencontrar.


Não estou mais solitária,

O amor me acompanha, solitude.

Chegará o dia,

Em que o sentirei por inteiro.

Em total completude,

Existirão outras vidas,

Para serem vividas.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Nascente da felicidade


 

Aproxima-se –

O fogo crescente.

Não queima,

É intenso,

Porém, frio.

Revela todo o desprezo,

Da essência invisível.

O olhar negro sombrio,

O culminar da raiva.

Num gesto narcisista,

Diante de sua incredulidade.

O contra golpe,

O silêncio.

Talvez algo inesperado,

Quebrando a expectativa.

Neutralizando os efeitos,

Causando os colaterais.

Disponíveis anseios artificiais,

É tão certo, quanto perspicaz.

Na loucura arrebatadora,

Desbrava a loucura.

Na antítese dos fatos,

Subjugada,

Vilipendiada,

Até a exaustão,

No fundo.

Desconhecem o poder da resistência,

A dor não é infinita.

Fortalece-se na solitude,

A nascente da felicidade.

Espelha-se na dignidade,

Através de papéis e canetas.

Transcende a realidade,

Transmutando as dimensões.

Almejando nova consciência,

Rebuscando o elo com a existência.


A terceira dimensão,

Corta na carne.

O espírito volita a procura de abrigo,

Aprendendo com os erros.

Convivendo com alheias sombras,

Lembrando-se sempre de ser luz.

Em meio às provações,

Infindas  provocações.

Diante da tormenta do caos,

Desviando-me dos perigos.


Rege-me a centelha divina,

O discernimento da luminescência.

Por mais que seja difícil,

Pisar em ovos, ambiente hostil.


Escolho-me –

Acolho-me –

Em minha singela amplitude,

Ser do bem.


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Psicografia 10/09/2.026


O Mundo não é somente o Planeta Terra,

Há um aglomerado de Galáxias que precisam existir.

Os seres ditos humanos ou não, em qualquer espécie há uma dualidade – 

A polarização: Positivos e negativos.

Por isso, compreender quem realmente somos, rege-nos ao equilíbrio ou a um total colapso dessas forças, colocando-nos a mercê de qualquer tipo de sorte,

Sem sabermos por onde caminhar e/ou como devemos agir.

Por isso, permitimo-nos levar por distrações, devido ao cansaço que nos acomete.

Não é nada fácil nos mantermos atentos, no foco, no alerta de permanecermos sempre bem e neutralizarmos os ataques de seres que  negativados demandam em nossa direção.

Ser desperto não é uma escolha, e sim, uma necessidade.

O bem...

O amor...

São as melhores respostas.

Também nos afastarmos de energias ruins, isso nos transmite certo conforto, transmutando e vencendo qualquer obstáculo.

A cura vem com o tempo, conforme o merecimento e a força de vontade de realizarmos boas ações.

A transferência com os outros e, principalmente, conosco, eleva-nos a outros patamares, a outras dimensões, com a expansão da consciência, cocriando o discernimento e o amor próprio.

A solitude têm lições imprescindíveis ao Espírito.

É no silêncio que ouvimos a alma que se expande, e não com aqueles que gritam frases decoradas para nos anularem e manipular o raciocínio, levando-nos a realizar o que tanto desejam, irracionais.

Mas as ameaças não vêm somente do lado externo, o sobrenatural é uma caixa de Pandora.

É preciso nos resguardar -

Devemos aprender a distinguir o que ecoa do fundo de nossa essência, a intuição, de pensamentos externos que sopram aos nossos ouvidos.

Sinceramente não é fácil!

Mas o aprendizado é individual.

Apenas há o direcionamento.

Não podemos mostrar como os eventos se realizarão, porque o futuro depende de escolhas.

A Humanidade deve aprender a caminhar com as próprias pernas, sem repetir os mesmos erros do passado.

E pelo jeito está longe de acontecer.

Apesar de tanta maldade existir em um Planeta tão bonito e exuberante, 

É preciso compartilhar conhecimentos e não a Guerra.