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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Carta para Fevereiro - 2.026


 

Reconexão –

Que esta seja a palavra para o início e todo esse mês.

Sem surpresas desagradáveis, que me tiraram do eixo, deixando apenas um enorme buraco em meu peito e, com ele também o silêncio.

Tenho plena consciência de que preciso aceitar tudo aquilo que não está ao alcance de minha jornada.

Há distâncias que são inevitáveis, mas peço a espiritualidade a fé, o discernimento e a sabedoria necessária para superar qualquer obstáculo.

Sei que a compreensão virá no instante oportuno para que tudo finalmente se encaixe em seus devidos lugares, como peças de um enorme quebra cabeça chamado vida.

Ainda existe tanto o que aprender, porém, os seres humanos estão mergulhados no próprio caos, que não enxergam a si próprio, olhando para dentro.

Somos contemplados com a racionalidade, entretanto, abandonamos o livre arbítrio agindo de qualquer maneira, tornando-nos mais primitivos do que o próprio animal que age pelo instinto.

Posso desmoronar, mas levanto.

Posso perder, mas transmuto.

Posso ser excluída, mas me refaço na solitude.

Sou Fênix – 

Acolhendo as cinzas, e depois me moldando no fogo de minha essência.

Porém, o caos veio para tumultuar o que possuímos de mais sagrado: A Paz, fomentando as guerras, onde cada um de nós nos perdemos pouco a pouco. 

Com isso, o retornar da consciência é indispensável para que tenhamos dias melhores formando gerações sem culpa e nem traumas.

No presente momento, tenho a estranha sensação de letargia que vai entorpecendo não somente o meu corpo como também a alma, emudecendo-me.

Início de Fevereiro,

E só desejamos realizar o simples, o seguir em frente, o ir e vir sem nenhum perigo ou atropelo, ainda fugindo de algo que nos faça refém dentro de nossas próprias casas.

Um sentimento de suspensão, adrenalina, falta de ar que vai nos asfixiando...

Até quando suportaremos viver, ou melhor, sobrevivermos sem o mínimo de conforto.

É como se fosse uma equação impossível de ser realizada.

Só preciso ficar bem...

Só preciso está bem...

E colocar em prática todos os meus planos de ser feliz, 

Sem medo, nem objeção, sem culpa.

Ser exatamente como sou, 

Conversar sobre a espiritualidade do meu ponto de vista, do sobrenatural, do extraordinário que está impregnado em minha pele.

A liberdade possuir e plantar as sementes para que em algum momento possam ser colhidas, emanando luz e perseverança.

Ao iniciar mais um ciclo – 

Desejamos que venha repleto de amor e prosperidade.

No entanto, não são todos que estão alinhados ao que realmente merecemos, ou seja, uma humanidade repleta de harmonia e desejo de evoluir.

Porque muitos se encontram presos em uma inércia totalmente diferente ao que se é esperado para expandir o grau de conhecimento.

Fevereiro –

Seja e se faça a força motriz que almejamos e ao menos recomeçar nesta caminhada.

Que seja construída com a sua letra inicial a Felicidade que tanto buscamos.

Recebendo-o de braços abertos em um aconchegante acolhimento.


Felicidade 

Esperança 

Vitalidade 

Eternidade 

Reconhecimento 

Enlevo

Indivisível 

Realizações 

Otimismo


Sou tudo o que desejo para prosperar!


Gratidão por cada dia!


Sejamos luz!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Carta para Janeiro - 2.026


 

A grande maioria estava ansiosa para a virada do ano. 

Porém, sem o intuito de olhar para dentro de si.

A ampulheta demonstra a passagem do tempo que urge feito um animal faminto, entretanto, alimentam-no de maneira equivocada.

Este mesmo tempo é insaciável, ávido por silêncio e acolhimento.  

No entanto, saciam-no de um jeito implacável entregues a vícios e barulhos.

O essencial vive em nosso interior, quando nos presenteamos com a prosperidade, emanando uma nova maneira de ser.

Na correria diária não nos permitimos dar conta do simples, de ver e proporcionar estabilidade.

O ressoar do mundo exterior com o interior precisa ser um instante único, desabrochando boas vibrações.

Pois são as energias positivas de que o Planeta Terra tanto precisa para se nutrir culminando no despertar de tantos outros indivíduos.


Seja bem vindo, Janeiro!


Hoje é dia primeiro de janeiro de 2.026, o início de uma enorme jornada que não sabemos quando se findará.

Por isso, devemos refletir e, repensarmos de fato no que faz sermos pessoas melhores.

A humanidade ainda tem muito o que aprender se deseja reconstruir nova consciência, na intenção de transmutarmos essa turbulência, recriando a harmonia entre todos os seres sob essa imensa construção que se chama galáxias.

Se não aprendermos a ser felizes no simples, jamais conseguiremos reverter este jogo.

Este ano que se inicia, possa realmente nos ensinar como podemos sobreviver na Terra, em comum alinhamento com a educação ambiental.

Porque destruindo a Natureza sem nenhum cuidado, estamos nos exterminando, com isso aumentando os fatores de riscos com o fim dos recursos naturais. Essa é a primeira questão a ser repensada.

Que neste início de janeiro, possamos reconstruir um mundo melhor para as nossas crianças, cocriando uma mentalidade mais leve, e vivermos dias mágicos e extraordinários.

Janeiro é feito de luz com a lua, magnífica, assim como os fogos de artifícios que colorem o céu em uma noite iluminada.


Janeiro –

Repleto de prosperidade, 

Repleto de harmonia,

Repleto de abundância,

Repleto de gratidão,

Na busca pela sabedoria e discernimento.


Que toda sombra seja transmuta da em luminescência, afim de sermos pessoas melhores.


Sou grata por quem fui,

Sou grata por quem sou,

Sou grata por quem me tornei,

Sou grata por quem serei.


A essência está em constante movimento, na transformação da consciência.


Gratidão por tudo:

Pelos sins e, principalmente, pelos livramentos em forma de nãos.


Gratidão!

Gratidão! 

Gratidão! Por


Sejamos luz!


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A busca pelo Divino


 

Sinto-me perdida,

Vagando sem direção.

Cadê o pertencimento,

O acolhimento?

Somente o do próprio coração,

Minando em cada estação.


Alguns com tanto,

Outros com nada.

Sozinha –

Na busca pelo caminho,

Percorrendo a longa estrada.


Qual será o peso,

Dessa encarnação?

Dessolada em meio às tribulações,

Semeando a paz,

Seguindo o destino.

Aos adormecidos,

Enorme desatino.


O sentimento mútuo,

Não existe o reconhecimento.

Na brincadeira com as palavras,

O singelo acalanto.

Em sonhos profundos,

Acordada co-criando devaneios.

Presenciando vidas em curso natural,

Aqui do meu canto –

Buscando o primordial.


De compartilhar vivências,

Dividir experiências.

Multiplicando o alinhamento,

Ressoando na igual essência.

Este é o desejo mais profundo,

Que emerge do fundo da alma.

Ao verdadeiro, devolvendo a calma.


Recolho-me ao que sou, liberdade,

Iluminando a percepção, verdade.

Nesta imensa corda bamba,

A terceira dimensão.

Transmutando as energias,

Transformando-as em brandas.

Compete-me o exercício da equalização,

Disseminando a baixa vibração.


Na evolução,

Não se alimenta a competição.

O ego é inexistente,

Almejo o que for coerente.

Ativando o DNA, as fitas,

Desbloqueando outros sentidos.

O que nos for permitido,

Redescobrindo o poder da Natureza.

Com a exuberante beleza,

Contribuindo com a leveza.


Por causa de muitos,

O caos ainda habita no âmago.

Trazendo amargura e dor,

Plantando o desamor.

Permanece aqui dentro,

Como meio de sobrevivência – 

A esperança.

As turbulências, as tempestades,

Culminando no ápice.


Na alquimia do esplendor,

Ecoa o vazio.

Florescendo o início,

Reconectando-me ao essencial.

Ao meu Eu Superior,

A Centelha Divina.

Relembrando-me,

Que posso parecer solitária,

No mundo físico.

Porém, a ancestralidade,

Faz-me ressurgir, a Fênix.

Refazendo-me das cinzas,

Transformando-me,

Belo girassol.

Pois, sempre me resgata, enleio,

Em seu berço, o farol.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Carta para Dezembro - 2.025


 

Quem diria,
Que viria Dezembro de dois mil e vinte e cinco, então,
Enchendo-nos de emoção.
Ontem parecia ser trinta e um de dezembro de dois mil e vinte e quatro,
O tempo não passou rápido,
Simplesmente voou impondo novos planos, obrigando-nos a recalcular a rota para não colidirmos com a realidade.
O que era novo ficou velho e, agora somos presenteados com mais trinta e um dias desse pequeno ciclo, fazendo-nos sonhar com outros desafios e obstáculos a serem superados.
Não há porque desistirmos!
A vida na terceira dimensão nos impõe novos caminhos revendo as trilhas, vencendo os labirintos.
Quando transmutamos as densas energias em luz, revigorando o bem estar.
Os dias ganham novos ares, uma lufada de ar, mesmo naqueles momentos em que tudo parece desabar.
No entanto, a nossa resiliência é feito água, sempre procurando uma maneira de nos encontrar.
Esses últimos dias, têm sido assim.
É uma perca de tempo darmos margem ao desespero.
E, no instante certo, a turbulência cessa rejuvenescendo o nosso semblante pesado.
A magia se une com a vibração da alma, cocriando os alinhamentos energéticos, delineando cada espaço que devemos tomar posse.
Infelizmente, não seremos acompanhados por aqueles que tanto desejamos.
No curso, afastaremos naturalmente quem não vibra em nossa frequência e atrairemos aqueles que estão no igual grau de evolução.
Dezembro é o mês de nos renovarmos, jogando tudo fora, realizando a faxina daquilo que não nos serve mais e, como consequência, abrindo espaço ao novo, renovando o modo de pensamento, revisitando cada recôndito de nossas essências.
Não adianta almejar uma vida de felicidade, se não dermos brechas para que ela aconteça.
Esse entendimento não deve vim somente com as luzes de natal e nem com o brilho do final do ano novo.
Esse deve ser um exercício diário realizado com perseverança até nas horas mais cinzentas.
Por mais que procuramos nos policiar e não cairmos em baixa densidade, porque os inimigos estão sempre a espreita, a fim de capturar um pequeno deslize, puxando-nos para o seu lado
É necessário que a luminescência seja uma constante.
Sou grata por cada instante que a ancestralidade se manteve e permanece ao meu lado para garantir, mesmo sem merecer o seu cuidado.
Deliciosamente mágico,
Elevando os nossos corações.
Zum... Zum... Zum... De alegria,
Esperança brotando com os sonhos.
Maravilhosos vislumbre de paz,
Brilhando em nossos olhares.
Redescobrindo o encaminhamento da felicidade,
Orgulho de sermos imperfeitos, porém, dignos de toda paz.
Que em dezembro possamos nos transmutar em seres humanos melhores;
Que sejamos prósperos;
Que sejamos dignos dessa morada;
Que sejamos gratos por todas as conquistas!
Que a saúde, paz e conquistas positivas possam reinar em nossas vidas!
Gratidão!
Gratidão!
Gratidão!

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Consciência interdimensional (05/11/2025)



Noite de Lua cheia... 

Super Lua!


Talvez seja por isso, que me sinto tão inquieta,

Desejando me transbordar, inconstante. 

Não querendo me contentar com as oferecidas migalhas,

De pessoas que se contentam com o pouco –

Sobrevivendo no incompleto raso. 


Há um sentimento bem mais profundo dentro do meu ser, 

Onde não é externalizado por ser incompreendido.

Se em algum momento, se alguém o compreenderá,  incertezas.

Talvez sim...

Talvez não...

Enquanto,  vou vivendo a deriva, à margem, 

Saindo pela tangente de qualquer maldade –

Em busca da verdade, 

Por consequência a felicidade. 


Pois, completo-me por inteira –

Na luz – 

Na intensidade da essência que permeia todo o meu ser,

Envolvendo o meu Eu Superior.


Tenho consciência dos meus atos,

Até mesmo aqueles em instantes de fraqueza, ou distrações. 

Porque admito que estou humana,

Tenho muito o que aprender na terceira dimensão. 

É este aprendizado que vai me moldando, perspicácia, 

O que torna o que sou.

Independente do espaço físico,

E da energia que está à minha volta.


A aura translúcida reverbera em meu corpo,

Na transmutação da alquimia  -

Desencadeando o equilíbrio. 

Acolhendo-me no amor próprio, 

Sem esperar nada de ninguém. 


O tempo é o meu maior aliado, 

Porque ele é infinito nas esferas multidimensionais. 

E não há nada mais gratificante do que a existência, 

Da desperta consciência. 

Onde somos moldados à feitos extraordinários  

Em dimensões paralelas. 


Gratidão!


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A canalização da intuição



A intuição –

Nunca se engana;

Nunca nos engana;

Nunca me engana. 


É o canal que a ancestralidade encontrou para nos livrar das armadilhas.

***

O despertar nem sempre vem da maneira pela qual desejamos.

E está alinhado com o nosso propósito,  requer muitas renúncias.

Muitas vezes requer que nos afastemos de pessoas das quais gostamos, mas que não estão de igual ao nosso desenvolvimento da consciência. 

Quando percebemos onde exatamente estamos  não nos permitindo levar por distrações, faz com que possamos evoluir.

Não precisamos parar de falar, no entanto,  é necessário nos proteger energeticamente, vislumbrando outro patamar. 

E não ao contrário regredindo, voltando a cometer os mesmos erros do passado.

Está sozinha fisicamente não quer dizer que estamos abandonados.

O não também é a tradução de livramento, às vezes, deixamo-nos envolver e não percebemos.

Se estivermos com uma sensação de paz em nosso interior é porque tem que ser dessa maneira.

Nunca se compare com os outros!

***

A grande maioria sobrevive em um lugar de conveniência, aceitando migalhas e vivendo no desconforto mental,  embora, esteja em um local de luxo. 

A vida na Terra não gira em torno de bens materiais. 

A humanidade ainda não compreendeu o verdadeiro intuito da criação e, anos após anos continua sendo enganada para alimentar as baixas vibrações.

Os despertos são excluídos e/ou poupados por pensarem diferente. 

Porém, não se prenda à ultrapassadas questões.

O verdadeiro caminho nem sempre é o mais tranquilo. 

Reflita sobre tudo isso!


Sejamos luz! 

Crônica de 01/11/2025


O dia amanheceu tão enigmático sob os holofotes do suspense.

O que se daria no momento seguinte?

***

Desejamos o vislumbre da felicidade ofuscando o tédio, buscando uma nova diretriz, mesmo que esta seja divina.

Porque aqui embaixo, os seres humanos andam desnorteados com o seu próprio vazio.

E aos que caminham o curso contrário, são tachados de loucos ou estranhos.

Então,  prefiro viver a minha insanidade, pois, é ela que me completa – 

Transborda-me! 

Por que tenho que mergulhar no vazio de alguém que nem ao menos se reconhece?

O que procuro vai muito além do que a compreensão humana demanda.

***

O nosso corpo na terceira dimensão é tão frágil que um minúsculo mosquito é capaz de elimina-lo.

***

Por quê nos apegarmos à coisas tão pequenas e insignificantes?

Em nosso ser há a Centelha Divina e se olharmos com atenção, seremos capazes de enxergar o que a ilusão não permite.

Compreendo que haja muito barulho e burburinho sobre o que não é verdadeiro, dando-nos amostras dessa ingênua fragilidade que nos desmonta e nem ao menos nos deixa perceber o quanto somos tão volúveis e maleáveis, deixando de escolher o certo e trocando pelo duvidoso, ou melhor, aquilo em que nada combina com a nossa essência. 

***

É preciso ser forte para suportar ser diferente dos outros e, não seguir o efeito manada aos quais se propõe. 

É corajoso aceitar não ser igual diante dos percalços que a sociedade nos impõe. 


Não há nada mais prazeroso do que apreciar a liberdade de pensamentos, sem julgamentos,  pautado no próprio discernimento e raciocínio. 


Sejamos luz!

sábado, 1 de novembro de 2025

Carta para novembro - 2.025

 


Novembro  -

Seja muito bem vindo,

Com todo o seu brilho. 

Com todo o seu aparato de:

 Prosperidade,

Abundância, 

Felicidade, 

Amor próprio. 


Hoje se inicia o décimo primeiro ciclo do ano com trinta dias,

Onde depositamos todo o desejo de esperança por dias iluminados. 

No qual possamos deixar para trás toda essa onda de violência e, gradativamente, todos os transtornos por ela causada.

Por mais que seja difícil nos reerguer diante da dor, devemos tomar como meta, recriar o Planeta Terra com condições mais humanas para as próximas gerações como para o que estão presentes, mesmo diante de tantos obstáculos apresentados no meio da estrada.

***

Entendo que é ruim todo esse suspense –

Esse clima de tensão pairando entre as linhas do horizonte que, tira-nos o foco do que é o mais importante, emudecendo as nossas vozes.

Independente do que seja, precisamos unirmos e, com uma grande corrente neutralizar a maldade humana encontrando o ponto de equilíbrio, destruindo assim,  todos os muros e grades que nos impedem de ir e vir aonde e quando queremos, desfazendo todas as barreiras e fronteiras impostas pelo pavor de continuarmos trilhando ao apogeu da felicidade. 

***

Com bravura devemos lutar pela queda de Governos que não estejam alinhados com este raciocínio. 

Infelizmente,  a humanidade está muito polarizada olhando apenas para um ou para outro lado.

A nossa visão deve possuir uma maior amplitude e, abranger um número maior ou o máximo de questões a serem revistas e, paulatinamente, possamos reconstruir uma sociedade mais justa tanto para aqueles que têm alto poder aquisitivo,  tanto aos que têm a força braçal para adquirirmos a evolução com a verdadeira ascensão da consciência e o pensamento mais homogêneo, onde tenhamos a oportunidade de falar, aparando as arestas com uma convivência social pautada no tom do respeito.

***

Talvez tudo o que estou aqui relatando, seja apenas uma quimera – 

Ainda um mero devaneio!

O meu anseio se traduz e se resume em apenas três letras: 

PAZ!

Não somente presenteado a uma parcela da Humanidade, porque desse modo não tem como haver o equilíbrio, o que testemunhamos à olhos vistos, todos estarão ameaçados. 

***

Este  é apenas o primeiro dia de novembro:

Que haja o consenso entre os homens.

Os mesmos que vivem alienados pelo poder, por sua sede de ganância e egos inflados que, tornam-os cegos e se deixam levar pela vaidade. 

E, que em algum momento possam parar e refletir que no meio desse cabo de guerra sangrento há uma população inteira aguardando por dias melhores:

Livres do medo, do desespero e da ansiedade, por não saber quando os próximos disparos ou explosões irão ressoar... 

Na alta madrugada,  ou a qualquer horário do dia ou da noite.

Há uma tensão no ar –

Um grito preso na garganta. 

Até quando?


Novembro já é lindo –

Em toda a sua perfeição!



Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Normalidade


 

Desde o início, 

Ronda-nos uma sombra, 

Na dualidade da percepção. 

De fato o que somos?

Ou o que faremos aqui?

Guiando-nos tantas doutrinas,

O flagelo da intolerância. 

O de ter de separar o joio do trigo,

Disseminando o caos,

Como cessar o fatídico perigo?


As horas de incertezas, 

Não brilham mais as luzes.

Na atmosfera cinzenta, 

Tudo parece perder a graça, 

Distante da perfeição. 

Somos teimosos,

Iguais as crianças fazendo pirraça. 


Obrigados a conviver com o medo,

Pagando alheios pecados. 

Generalizando a violência, 

A saúde mental fragilizada,

Gritando por clemência. 

Em alta o poder aquisitivo, 

Quem está a margem,

Sente-se à míngua. 


A ganância e o ego,

Dando as cartas.

No vislumbre do apocalipse, 

A base vem como as marcadas.

Por onde anda a empatia?

No estômago resta a ânsia, 

A população miserável,

Sangrando em meio aos holofotes.

A cada segundo os sobreviventes,

Tendo que mostrar que são fortes.


É uma luta diária,

Entre o sonho e a realidade.

O Estado confisca a felicidade, 

Essa que é a triste verdade. 

O Sistema é máquina  -

De moer gente. 

Sempre foi assim –

Nada de diferente. 


O novo amanhecer presenteado,

Ao que estamos predestinados?

Engolindo à seco,

A perversidade é o combustível.

Será que nunca atingiremos outro nível?

De uma sociedade polarizada.

Armando todos os dias um circo diferente, 

Promovendo-se em palcos, palanques.

Usufruindo do desespero alheio,

Enquanto, a plateia,

Indignada, rodeada pelo vespeiro.


O Governo em estado de omissão, 

Exibindo corpos em putrefação. 

A humanidade falida,

Em constante emburrecimento.

Alienada até o último pensamento, 

Cegos e teleguiados,

Pelo espetáculo da ilusão. 

Todos fazendo malabarismos,

Desejando mais alguns segundos de atenção. 

Forjados por falsas notícias, 

Intitulando-se a salvação da Pátria.

Não passam de meros mortais,

Abarrotando cofres –

Diante do sofrimento do próximo.

Profetas impostores,

Denominando-se de Deus os pastores.

À crimes dando brechas,

Posam de benfeitores,

Mas não passam de trambiqueiros.

Em frente as telas, arruaceiros, 

Choram lágrimas de crocodilo. 


Se há uma luz no fim do túnel, 

Diga-me você. 

O povo interessado na  arte do entretenimento,

No acúmulo de dopamina.

Anulando-se para caber, adrenalina, 

Os sintomas surreais de empobrecimento cultural.

Enquanto isso, próximo às nossas casas, a violência, 

Políticos corruptos, fomentando a guerra,

Destruindo o Planeta Terra. 

Diante da incredulidade, 

Na manhã seguinte a normalidade. 


sábado, 18 de outubro de 2025

Pontos de intercessão



Os dias seguem descompassados,
Parecendo destoar da vida,
Da real essência. 
O vislumbre se tornando miragem, 
Um sonho aleatório qualquer, 
Desprovido de prazer.
Que nem ao menos sabemos, incertezas,
Se tornar-se-á realidade. 

A verdade tão controversa,
Pairando entre o medo e o desespero. 
Na tentativa da realização com esmero, 
Em contrapartida a confusão. 
Almejando os pontos de intercessão, 
Entre o real e o sobrenatural. 
Os sentidos suspensos no ar,
Por alguma dimensão. 

O ser humano é uma caixa de pandora, 
Nem sempre sabemos o que nela contém. 
Seres tão complexos e volúveis, 
Camuflam-se para atingir vis objetivos. 
Mostrando-se sempre mais sombrios,
Arquitetando planos maquiavélicos.
Com nefasto poderio bélico, 
Por vezes, surpreendendo-nos –
Retirando aa máscaras, 
Encarando como aventuras.
Não existe o sentimento alheio,
Em insanas loucuras.
Para as suas maldades sem freios,
Restando nos transvestir de proteção. 
Seja de qual mérito for,
Blindando-nos com armaduras,
Ou resquícios de persuasão. 
Diga-me qual é a sua condição?

Distraindo-nos com o óbvio,
Por trilhas que não dão em nenhum caminho.
Semeando as rosas,
Também convivendo com os espinhos. 
Espalhando-se o caos,
Arremessados com a turbulência. 
O corpo físico pede clemência, 
Tão natural ligando o modo sobrevivência. 
Há quem diz que é prematuro, 
Este frágil discurso,
Alicerçado na ilusão.
Frases feitas com totais riscos,
Atitudes imperfeitas em rabiscos. 

A Natureza não é um pano de fundo,
E, sim, a transmutação. 
Dos erros cometidos em acertos,
Para que possamos tomar outra direção. 
Com mais consciência, 
Vibrando na prosperidade. 
Reconstruindo a lealdade,
Aquela perdida em algum momento,
Em tom de lamento. 
Ressoando com a imparcialidade, 
Talvez para alguns, 
Uma perda de tempo. 
À outra parecer de equilíbrio, 
Em certo ponto.

Somos poeira de estrelas, 
Criados segundo a divindade. 
Efeitos de luz e sombras, 
Em cada escolha a consequência. 
O desequilíbrio desproporcional,
De maneira proposital?
Materializando a dualidade, 
Quem pode mensurar com exatidão?
A desumanidade  -
A cada dia colocada a prova,
O formato da involução. 
Na contramão do progresso, 
Vislumbramos com cores berrantes,
O tão aclamado retrocesso. 

Com o desejo de paz, incompatibilidade,
Recolhendo os restos mortais –
De um futuro promissor. 
Quantas vezes mais ocorrerão os sinistros,
Engolindo à seco o dissabor. 
No sono a magia da transmutação,
O espírito volita  onde haja necessidade. 
Protegendo e curando, a vitalidade, 
As batalhas,  internas guerras,
O desejo insaciável de proteger a Terra. 
Transformando a energia do Universo, 
Não apenas um multiverso.