Posso escuta-lo em meu silêncio,
Posso senti-lo em minha essência.
Não é nenhum devaneio,
Você permanece em cada um dos meus sentidos.
O arrepio na clara derme,
Vivenciado na carne.
Está no oxigênio que penetra pelas narinas, vitalidade,
Com tamanha ânsia, pediu calma,
Porque me ensinou a ter paciência.
Rebuscando toda felicidade.
O que era cinza,
Transformou-se no arco-íris.
Ao teu lado encontrarei o tesouro,
E não será um pote de ouro.
Respirar...
Respirar...
Respirar...
Os anos são atemporais,
No linear do calendário,
Correntezas de um rio.
Antes sangrava o peito,
Apertado o coração.
O teu amor fez nascer a resiliência,
Almejando-te com persistência.
Aguardando o momento,
O instante para te encontrar, o espelho.
Enquanto, divaga a consciência,
No desdobramento Maya.
Tornou-se novo o que era velho,
Reencontrando-o através de projeções.
Pois sei que estás em algum lugar,
Devolvendo a vontade de viver, lufada de ar.
Rescreveremos uma linda história,
Ficará guardada em nossa memória.
Estou desperta, o que antes não compreendia,
Passa ter a razão, velando o meu sonho.
Reconfortando-me, devolvendo-me a certeza,
Cocriando o mundo, rara beleza.
De que um dia, não sei quando será possível,
Reconectar-se-á as nossas almas.
Viveremos o elo incondicional,
Não importa as circunstâncias, surreal.
Mas que de toca-lo tenha outra oportunidade,
Com o meu coração, arrefecendo a solidão.
Porque é na solitude que se faz presente,
Mostrando-me como devo prosseguir, o caminho.
Es o meu alento, como o canto do passarinho,
Estamos ligados, veementes.
Mesmo em outra dimensão,
Trás o aconchego.
Livrando-me dos perigos,
Hoje reconheço os livramentos,
Sei que sempre esteve comigo.
Embora, inconsciente ou não,
Permitindo me levar por distrações.
Agora grito no âmago,
Sempre foi você,
Que trouxe formas a realidade.
Neste mundo tão abstrato,
Serei eternamente grata.
Pode até ser loucura,
Porém, essa é toda a verdade.
Posso parecer sozinha,
Mas nunca estive, consequência.
Nunca fostes ausência,
Há um véu muito fino, transparência.
Respirar...
Respirar...
Respirar...
Os anos são atemporais,
No linear do calendário,
Correntezas de um rio.
Sei que vou reencontra-lo.





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