Rachou-se o espelho da realidade,
Onde uma parcela da humanidade,
Perdeu-se, na própria vaidade -
Deixou de se reconhecer, negatividade.
Espelhando-se em indivíduos obtusos,
Para trás a própria identidade.
O âmbito se propagou ao sobrenatural,
Revelando a brutalidade carnal.
Sem nenhum consenso,
Nem tão pouco contrassenso.
Gerando discórdia,
Promovendo discurso de ódio.
A racionalidade escassa,
Empatia devassada.
A galope o emburrecimento,
Escalonada a idiotização,
A massa branca apodrecida.
Qual será o ponto de partida,
Mecanismos fora de uso.
A força bruta manipulada,
Em rota de colisão,
Condicionados a contrária direção.
Atordoados –
Sem sabermos quem está com a razão,
Vozes negacionistas para todos os lados.
Direita, esquerda e extrema direita,
Querendo ditar as regras.
O constante atrito,
Aos menos favorecidos,
Tentando sobreviver aos gritos.
A maioria se fazendo de surdos,
Enquanto, vestidos de omissão –
Testemunhas ocular da persuasão.
Há uma chance,
Uma virada de chave -
Movendo a enferrujada engrenagem.
Quem disse que não possuímos energia,
Para combatermos toda essa maldade?
Segue o instinto da resistência,
O bravo ensejo da sobrevivência.
Nada de recuar no meio do caminho,
As rosas florescem em meio aos espinhos.
Por mais complexo,
Por mais difícil que se torne, verdade.
Assumimos os nossos erros,
Emaranhando aos atropelos e tropeços.
Instigante luz no fim do túnel,
Na seca, a água no fundo do poço.
Há de transbordar, vivacidade,
Completando a felicidade.








