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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Dias nublados

 



Os dias são cada vez mais imensos,

Assim como passo às horas do dia a divagar.

Por entre os meus pensamentos,

Que não me levam a nenhum lugar.

Não sei por onde me encontrar,

É longa a minha busca.

Aonde vou parar?

Não tenho certeza se vou me encontrar,

Em dias nublados,

Rodeados de pessoas em completa solidão.

Em dias cinzentos,

Vejo-me em meio à escuridão.


Em meu coração... Sozinha trancada,

De tudo que me cerca a desamparar.

Isolada por palavras que ecoam ao vento,

Em meus ouvidos sem algum entretenimento.

Querendo sentir algum contentamento,

Vou seguindo o caminho rumo a uma direção.

Tentando achar ao menos alguma explicação,

Para essa falta de respeito e humanidade.

Será que nos tornamos covardes?

A ponto de não mais acreditar,

De não mais os outros sentir?


Ficamos desse jeito querendo compreender,

Essa vontade que não passa.

Almejando encontrar algo que não vemos,

Será isto um simples desejo?

Tentando tudo o que acontece entender,

Somente o mundo desfazer -

É somente o que conseguimos ver.


De nós seres humanos,

Já não sabemos o que esperar.

O exato é: 

Nascemos com o medo.

O absurdo é:

Com ele somos criados.

O incerto é:

Crescemos com o medo.

O certo será?

Com ele seremos liquidados.


Tentamos ter a falsa ironia,

De tudo ser mera fantasia.

Com um piscar de olhos fazer desaparecer,

Deixar sem interferência acontecer.

Será assim o fim de mais um dia?

Somos surpreendidos sem surpresa,

Com a realidade invadindo as nossas casas.

Sem dó e nem piedade  cortando as nossas asas,

Esperando que mais um dia amanheça -

Esperando que mais um dia aconteça.


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