Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

sábado, 6 de novembro de 2021

Desencontros

 


Onde estão as flores?

Por onde andarão os amores?

Tudo ficou pelo caminho,

Pétalas e espinhos,

Espalhados pelo chão.

Cada passo -

Cada légua -

Longe demais,

Sem existir trégua.

Somente lutas,

Travamos nosso combate.

Seguimos em frente,

Nada de ganhadores:

Somente empate.


Onde estão as flores?

Por onde andarão os amores?

Vejo surgir pedras,

Em nossa estrada.

Nossas almas,

Foram cortadas -

Com imensas espadas.

Procuro a saída,

Não consigo -

Desse labirinto,

Nos livrar.

A cada minuto,

Tudo se fecha.

Sangue na flecha,

O tempo nublado.

Transforma-se -

Em escuridão.

Temos que conviver,

Com nossa solidão.

Com nossa falta,

De carinho.

Não enxergo outro caminho,

Só tentativas  em vão.


Onde estão as flores?

Por onde andarão os amores?

Meus sonhos foram ao leu,

Feito folha de papel.

Jogado ao chão amassado,

E pelo destino pisado.

Preciso enxergar,

Um novo horizonte.

Preciso encontrar,

Uma nova fonte.

Onde dela eu beba,

E a sede saciar.

E consiga matar,

Toda essa vontade.

Que tenho de amar,

Eu te encontrei -

Eu te busquei -

Eu te conquistei -

A vida te entreguei.

Não há arrependimentos,

Nesse jogo de azar.

Só existiram contra-tempos,

O de não sermos livres -

E dessa entrega desfrutar.


Da vida:

Criou-se o encontro.

Do destino:

Fez-se o desencontro.


Fez-se a vida.

Fez-se o pranto.

Fez-se o sonho.

Fez-se o encontro.

Fez-se o amor.

Fez-se o desencontro.


Onde estão as flores?

Por onde andarão os amores?

Por onde andarei?

Aonde você está?

Como te encontrar?


Nenhum comentário:

Postar um comentário