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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Queda livre

 


No abismo de minha alma mergulho,

Como na imensidão do espelho.

Nada enxergo... Não nego,

Completa escuridão, além do perigo.


Nenhuma brisa, só escuto a solidão,

Os meus pés soltos no ar.

Sem a luz como posso respirar?

A esperança, mera ilusão.


Nada tenho, tornou-se perene,

A dor constante se faz presente.

Na peleja de cada dia, ainda há quem pene,

No pulsar que não mais se sente.


A inquietude...

Perdeu-se na juventude.

Na alma de criança,

Passo a passo na andança.


Sem dó torturam o coração,

O aprisionam em seus grilhões.

Como o psicopata vive sem emoção,

Mais um na multidão, entre milhões.


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