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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Vidas perdidas


Vidas -

Que são perdidas.

Na ilusão,

Que anda na contramão.

Liberdade -

Esta é apenas uma expressão.

Corpos vagueiam feitos andarilhos,

E aí daquele que sair dos trilhos -

Como castigo tem a sua ceifada de encontro à parede.


São almas que perambulam,

Indivíduos usados como objetos.

Olhos atentos para o inimigo logo ali por perto,

Como porcos na lama se chafurdam -

Na espera que haja um novo amanhã.

Aquele que, às vezes, nunca vem,

E embora vão as esperanças, perecem.

E num lampejo, dão-se conta do que fizeram,

Em um pequeno instante de mente sã.


Vidas perdidas -

Na labuta desgastante.

Dias sombrios -

Como não pensaram nisto antes?


Com passado,

No presente -

Um futuro incerto.


O que fazer para reverter esta situação?

Corpos marcados,

Sonhos perdidos -

Pela violência mutilados.


Mas como dar o primeiro passo,

E sair desse ciclo vicioso sem perder o compasso?


Então, vivem em seu efeito dominó,

Apertando mais e mais este nó.


Toda escolha tem a sua consequência,

E atinge quem não tem nada a ver com esta frequência.


Pelas estradas seguimos em plena sociedade,

Travestidos de zumbis... Pés descalços pela lamentação.

Nada mais de nos iludir, nada mais de menção,

Quem deveria proteger, torna-se o algoz.

Quem foi que aprendeu a dividir, diz-me a verdade,

A paz é somente uma quimera no sonho atroz.


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