Já que o sono não vem -
Fico aqui a imaginar como seria a minha vida sem tantas preocupações e percalços.
Se tudo aquilo que eu sonhe de fato fosse realidade,
A liberdade não seria apenas estampada na alma como também tatuada no corpo.
Todos de fato reconheceriam pelo brilho do meu olhar, agora turvo e repleto de cicatrizes. Assim como a minha essência ferida e mutilada.
No momento:
Nada de cobranças,
Nem tão pouco eleger os culpados.
Somos frutos das escolhas que realizamos,
E nem sempre colhemos o que plantamos.
Há momentos, por mais que desejamos, não encontramos a saída,
E o cotidiano faz com que nos emaranhamos em um labirinto que parece não ter fim.
Não é sempre que todo mundo é igual ao seu meio -
Ao espaço que convive.
E foi ai que descobri que sou diferente:
Se eles preferem o branco -
Eu fico com o preto.
Se escolhem o funk -
Agarro-me com unhas e dentes o meu velho e bom rock n’ roll.
E se aderem à hipocrisia -
Eu opto pela mais vil e dura realidade mesmo que seja cruel.
Se me criticam -
Se me oprimem -
Não me deixo abater como antes,
E se for necessário: EU GRITO!
Não quero ser mais quem eu não sou.
E se alguém decide ir de encontro a quebrar as regras e rasgar as convenções sociais, quem sou eu para julgar?
Até podem me convidar que eu vou junto,
Quem não tem telhado de vidro que atire a primeira pedra.
O importante é realizar algo que faça com que nos sintamos bem,
O que for de menos -
É só largarmos pelo meio do caminho.
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