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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Rasgando o verbo

 


Já que o sono não vem -

Fico aqui a imaginar como seria a minha vida sem tantas preocupações e percalços.

Se tudo aquilo que eu sonhe de fato fosse realidade,

A liberdade não seria apenas estampada na alma como também tatuada no corpo.

Todos de fato reconheceriam pelo brilho do meu olhar, agora turvo e repleto de cicatrizes. Assim como a minha essência ferida e mutilada.

No momento:

Nada de cobranças,

Nem tão pouco eleger os culpados.

Somos frutos das escolhas que realizamos,

E nem sempre colhemos o que plantamos.

Há momentos, por mais que desejamos, não encontramos a saída,

E o cotidiano faz com que nos emaranhamos em um labirinto que parece não ter fim.

Não é sempre que todo mundo é igual ao seu meio -

Ao espaço que convive.

E foi ai que descobri que sou diferente:

Se eles preferem o branco -

Eu fico com o preto.

Se escolhem o funk -

Agarro-me com unhas e dentes o meu velho e bom rock n’ roll.

E se aderem à hipocrisia -

Eu opto pela mais vil e dura realidade mesmo que seja cruel.

Se me criticam -

Se me oprimem -

Não me deixo abater como antes,

E se for necessário: EU GRITO!

Não quero ser mais quem eu não sou.

E se alguém decide ir de encontro a quebrar as regras e rasgar as convenções sociais, quem sou eu para julgar?

Até podem me convidar que eu vou junto,

Quem não tem telhado de vidro que atire a primeira pedra.

O importante é realizar algo que faça com que nos sintamos bem,

O que for de menos -

É só largarmos pelo meio do caminho.


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