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quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Espaço condensado

 


Há uma nuvem negra –
Atinge em cheio,
O meu espaço.

Corro milhas,
Não há trilhas –
Aperto os passos.

Tudo condensado,
Cada milímetro –
Descompensado.

Estrada estreita,
Ao longe a porta –
O olhar desbota.

Quanto mais caminho,
Fica distante –
Nada como antes.

A cada segundo,
Sigo à risca –
Quem não petisca?

No livre arbítrio,
Em martírio –
O perjúrio.

Em nuances –
Jogando os dados,
Em cada lance.

Cartas marcadas,
A vida é longa -
Também a estrada.

Cinzenta fumaça -
Completas delongas,
Nem tudo é de graça.

Enredando-nos –
O capitalismo,
Muitos devaneios.

Individualismos.
Tão imperfeitos –
E abstratos.

Será a mudança,
Sem esperança –
De conceitos?

No salve-se –
Quem puder,
Nenhum prazer.

Sem estigma,
Procuro a rezadeira –
Para me benzer.

A realidade -
Das galáxias,
São inverdades.

Aqui na Terra -
É pura utopia,
Na heresia.

Ofusca a visão,
O ser humano –
Em rota de colisão.

Estupefatos –
Mergulhados na hipocrisia,
À todo custo.

Busca pelo respeito,
Orgulho ferido –
Dentro do peito.

Tenta a paz interior,
Da espiritualidade –
A expansão.


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