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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Meu habitat

 


Há tempos...

A minha caminhada na estrada tem sido assim,

Com um princípio e nunca um fim.

Feito uma loba solitária,

Com tempestades e nenhuma calmaria.


Por entre rios... Florestas...

Nada sedenta.

Na busca por dias melhores,

Apenas seguindo o instinto.

Com os meus valores,

Pelo infinito.


Para a sobrevivência,

Não pense que vou suplicar

Não pedirei a clemência,

Em plena falta de ar.


Em passos lentos caminho sem pretensão,

De agir e nem calcular.

Alguns sobressaltos, minha reação,

A mata é o meu habitat.


Muitos me negaram uma casa,

Aqui sou livre.

A carta deixa-as sobre a mesa,

Em sensações, não se quebre.


Sou a pessoa que desejo ser,

E não manipulada pelos demais.

Tenho na pele o meu prazer,

Chega de lamentos e nada de ais.


Só queria te encontrar...

E que esta situação fosse diferente.


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