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sábado, 21 de junho de 2025

Solitude da poesia


Em solitude  -

Transbordo-me em poesia.

Transmutando a realidade,

Co-criando a verdade.


A tormenta  -

O caos –

Por entre as palavras, 

A sororidade, 

As letras –

Em completa sonoridade. 

Vagando por trilhas sonoras,

O deleite em harmonia. 

Aos positivos presságios,

Uma dose certa de loucura -

Impondo um pouco de paz.


Na desordem urbana,

Hibernando na essência. 

Ao meu ser, Eu Superior, 

A devoção, íntimo louvor.

Direcionada pelo som do rock n’ roll,

Silenciando a mente, 

O lugar de abrigo.

Fugindo do perigo iminente,

Descobrindo o aconchego. 

Das batalhas diárias,

Por vencidos cada obstáculo,

Com as raízes criando vínculos.

Fugindo das situações arbitrárias, 

Blindando-me da maldade,  contrárias. 


A poesia  -

É um salto para a consciência, 

Uma válvula de escape, espiritualidade. 

Obstruindo o estado de consternação, 

Leva-nos à evolução. 

Destruindo o efeito manada.

Elaborando os pensamentos, 

Levando-nos à lógica do raciocínio. 

Com seu alto poder crítico,

Arrefecendo o declínio. 

Levantando a cabeça, 

Mesmo correndo riscos. 

Não sermos mais uma peça, 

Neste defasado quebra cabeça. 


Grito pela vida


Sempre se repete a velha História, 

O que muda são os personagens. 

O sangue escorrendo através dos livros didáticos,

Contando o que apenas lhes convém. 

Escondendo um vil jogo de interesses, 

Armando conflitos,  gerando a manipulação. 

Os ricos fomentando guerras, 

Enquanto,  os pobres morrem em ação. 


Eles regem as ferramentas, 

No poderio bélico  -

Gerando a corrupção. 

Os inocentes vagam feito zumbis,

Desumana consequência.

Indo de uma ponta à outra,

Atrás do básico, 

À procura da defasada alimentação.

Na busca incessante por água,

À olhos vistos dos sonhos à destruição. 

Repetindo o mesmo conto de terror, 

Para quem não tem escolha, o horror. 

Ao invés de construir,  a comunhão,

Optam por destruir,  perde-se a razão. 


Gerando conflitos, 

Contas manufaturadas insuflando riquezas.

Quem é que nada nessa maré de devassidão?

Cada vez mais o número de óbitos, crescente,

Todos os dias é uma batalha a ser vencida,

Sem nem ao menos um pão para forrar a barriga. 

Crianças indefesas, 

Também os ingênuos animais.

A Natureza virando pó e cinza,

A fumaça Impregnando a paisagem -

Infelizmente,  não é uma miragem,

O cheiro tomando conta da ambiência,  

Incessantemente odor da putrefação. 


O holocausto nosso de cada dia,

O genocídio à céu aberto. 

Tratados como gados, desnorteados,

Sem saber se seremos o próximo, 

O alvo na alça de mira.

Para os tempos atuais,

Desacreditadas condições. 

O ser humano não evoluiu em nada,

Imperfeita ascensão. 

Estamos atrasados, 

Na contramão da evolução. 

Contradizendo a tecnologia, 

O coração mecanizado –

Engrenagens enferrujadas,

Indo em direção à extinção. 


O dinheiro não compra(rá) tudo,

Se o Planeta Terra não estiver em perfeito estado,

O oxigênio será um item caro.

Bombas e mais bombas,

Espalhando-se por vários países, 

Com destino incerto.

Cidades inteiras se transmutando em desertos,

O que será das próximas gerações, 

Obrigadas a recomeçar do zero.


Sobrevivemos sem o mínimo de conscientização, 

Munidos pela ilusão da ambição,  

Motivados pelo ego e vaidade. 

Saciando o ódio através da desigualdade,

Em algum momento, 

Acontecerá o iminente colapso.

Tornar-nos-emos poeira em meio à terra,

Que longe da multidão de intrusos,

Regenerar-se-á com paciência,

Revelando o verdadeiro espetáculo  -

Longe da ingrata plateia. 


quarta-feira, 18 de junho de 2025

Carta para a humanidade XXVII


E nessa inquietude vamos sobrevivendo,

Na tentativa de nos agarrar à esperança,

Como se ela fosse a última tábua da salvação. 

Às vezes, é tão desgastante,

Mesmo que tenhamos um nível de consciência. 

No entanto,  tudo parece ser tão denso –

Como se não fôssemos suportar.


A maldade humana se enraizando por todos os poros,

A sensação que tenho é de ser apenas a ponta do iceberg,

Gerando esse looping infinito. 

Como é possível admitir tantos desmantelos que vão nos destruindo,  aniquilando.

Pouco a pouco arrancando um por um os resquícios da transmutação. 

Por ora, é difícil resistir toda essa densidade nos abater...

É preciso um ou alguns momentos de descanso,

Dessa forma recuperarmos as forças. 


Até quando viveremos asfixiados pela narrativa de guerras,

Onde vidas inocentes se perdem pelo meio do caminho. 

Querendo ou não somos obrigados a trilhar descalços por cima de seus escombros,  ossos e sangue sem possuir nenhuma opção. 


Por alguns segundos ou por muito deles  -

É desesperador não contemplarmos a luz no fim do túnel, 

Como se realmente existisse.

A humanidade está cada vez mais próxima do abismo de suas almas.


O que realmente acontece com as pessoas?


O Planeta Terra nos oferece o que há de mais concreto para a nossa existência. 

Portanto,  o obscuro da essência de uma parte faz com que sejamos aniquilados, martirizados tanto na morte ou mesmo antes dela.


O que será que nos aguarda no próximo dia  -

Ou no novo capítulo dessa longínqua estrada chamada vida?


segunda-feira, 16 de junho de 2025

Extraordinárias aquarelas


Sozinha –

Em meu quarto,

O silêncio desvanecendo no ar.


Uma luz ecoa distante, 

Chamando a minha atenção. 

Altas horas da madrugada, 

Em meio à escuridão. 

Um cômodo alheio, 

Fora de perspectiva. 

Sem o alcance do olhar,

Emudecendo a expectativa. 


O que se passa nos pensamentos, 

De quem está fora dessa realidade?

Qual será a compreensão –

Diante dos fatos?

Tudo parece ser uma incógnita, 

Do que é permitido ou não –

Do que precisa ser vivenciado ou não. 


São tantas as questões, 

Sem nenhuma resposta. 

Do que será que estou,

Completamente disposta?

Apesar da quietude, 

Há um emaranhado.

São tantas as informações, 

Conexão com o meu Eu Superior. 


Não me detenho com migalhas, 

Antes esta seria a falha.

O se contentar com o pouco,

Se mesmo em solitude,

Posso obter o muito.

Aquilo que me compete, admiração, 

Galgando novos caminhos. 

Envolvida no alinhamento, 

Transparecendo na alma –

O avivamento. 


Às vezes, distinguir não é fácil, 

Com o passar do tempo.

Adquirindo experiências, 

Propondo translúcidos movimentos.


A vida na Terra,

Provoca-nos a resiliência. 

Obrigando-nos a sermos fortes,

Brava resistência.

Olhar para dentro de si,

Requer coerência. 

Há muitas luzes acesas,

No âmago da ilusão. 


Quem convive com a própria sombra,

Requer um pouco mais de atenção. 

Ao cair no fundo do poço, 

E com as mãos machucadas,

Escalando cada centímetro.

Reconhecendo-se em sua penumbra,

E por escolha –

Transmutando-se em luz.


Não que esqueceu da turbulência do passado,

Guarda-o em um lugar de destaque. 

Para não mais cair,

E, sim, sobressair, 

Daquele local de aniquilação. 

Tratando as feridas, 

Transmutando-as em cicatrizes –

Desenhando extraordinárias aquarelas.


Carta para alguém que não encontrei


Distante de tudo e de todos, 

Um espaço somente nosso. 

O burburinho deixado de lado,

Na imensurável lealdade. 

Quem disse que isso é verdade?


Este foi o mundo fantasioso,

Co-criado na trilha da solitude. 

Escondendo-me da ausência, 

No desejo latente,

De encontra-lo por outras dimensões. 


O amor se transmuta, volúvel, 

Em formas desconhecidas -

Vencendo o tempo e o espaço físico.


Ultimamente,  tenho andado tão desconectada,

Distraindo-me com outras realidades. 

E lá no fundo –

Mesmo que em outro plano, 

No meu recôndito,

Posso toca-lo com a minha alma.

Desde sempre mostrou-se imponente, 

Sem ter nos tocado.


Nada é perecível, 

Embora, pareça um sonho longínquo.

O anseio antes de tudo,

Oferecer a mão amiga,

Eximindo-o de todo o sofrimento. 


É bem real que a terceira dimensão, 

Traga-nos surpresas desagradáveis. 

Mas também nos revela –

Experiências extraordinárias.


A paciência de reencontra-lo,

Supera todos os obstáculos. 

Tenho o entendimento, 

Que viveremos o que for permitido,

Contrariando qualquer perspectiva pessimista.


Ao olhar para uma de suas fotos, 

Posso perceber em teu olhar,

O quanto isso é possível. 

Entretanto, esta aqui:

Adormecido  -

Guardadinho em meu coração,

Desde a época em que não percebia,

Porém,  pressentia-o por perto. 

E, mais ainda, 

No instante de sua partida.

Quando um redemoinho de vento,

Formou-se no ambiente de meu quarto.


Você esteve...

E sempre estará comigo. 

Você  é...

E sempre será eterno. 


Até um dia.


domingo, 15 de junho de 2025

Espetáculo macabro


 

Qual é o seu lado,

No meio de toda essa confusão?

Corpos dilacerados –

Sonhos destruídos –

Conhecimentos em putrefação. 

Milhares de inocentes, 

Pagando um alto preço pela ambição  -

Infinita consternação. 


O que nos resta:

O medo,

O desespero, 

A aflição. 


A quantas anda a sua saúde?

Batimentos cardíacos -

Em aceleração?

Ou será em ritmos descompassados,

O bombardeio em cima de nossas cabeças –

Sem a preparação da militarização. 

O poderio bélico, 

Distribuído a torto e à direita,

O Estado em manipulação.


Até quando viveremos subjugados, 

Pela total insegurança?

Os governantes por detrás de suas mesas,

Não resolvendo nada.

Apreciam o espetáculo macabro,

A morte por telas,

À quilômetros de distância. 

Na população, 

Provocando ânsia,  a ojeriza.

Longe do alcance do raciocínio lógico, 

Aumentando o número de vítimas –

Cada vez mais crescente.

Não importa:

Se é culpado ou inocente. 

As crianças moldadas na revolta,

Um futuro incerto, 

Que não há presente. 

Uma ou mais balas perdidas,

Batendo em suas portas.

Ao menos sem serem convidadas,

Atravessando janelas,

Apenas trazendo apreensão, 

Ou ceifando a vida, 

Sem compreensão. 

Dos dias contados,

As não idas para a escola.

Retirando o direito da educação, 

Aprender táticas de guerra, obrigação. 


Qual é a vantagem?

Há dias em que a adrenalina, 

Está em alta voltagem. 

Um curto circuito no desenvolvimento, 

Insuflando a defasagem psicológica. 

É o povo pelo povo,

Em plena organização,

Na crescente precariedade.

Nem sempre os bons e os justos,

Contribuem para a leveza da realidade. 


Os jovens crescendo,

Com a falta de discernimento. 

Muitas vezes, obrigados,

A tecerem outros caminhos,

Jamais escolhidos.

Pela ilusão e ambição –

Corrompidos.

O que nos resta é apenas a missão, 

De mostrar mesmo que no fim do túnel, 

Existe uma luz.

Que pode se propagar com a união, 

Se unidos caminharmos com determinação. 


Incrédula trajetória


Ameaças –

Iminentes ataques  -

Tortura física  -

Dilaceração da alma –

Frágil estado psicológico  -

Violência!


Todos os dias,

Colocado em prática o apartheid. 


Não importa a cor da sua pele,

A cada dia uma nova invenção. 


Rotulados –

Colocados em gavetas.

O valor na sua conta,

O status social -

A supremacia primordial. 

Promovendo a polarização, 

Aos “inferiores” o ridículo. 


Tenho a pele clara, 

Mas na batalha pela igualdade, 

Estou ao lado dos meus irmãos -

Este é o verdadeiro valor da comunhão.


Somos seres humanos, 

O que difere é a melanina.

Não aceito covardia, 

A derme negra sempre o alvo.

Na maior vacilação, 

Nesse estado de injustiça, 

A retaliação. 


Qual é o teu papel, 

Na luta antirracista?

Todos têm um lugar de fala, 

No genocídio negro extremista.

Na quimera da violação, 

Promovendo a desigualdade -

Exercendo a gentrificação.


Pelo contrário:

Nunca vamos nos calar!

Tornamo-nos heróis de nossas próprias vidas,

Somos símbolos constantes da resistência. 

Ninguém é melhor do que ninguém, 

Neste jogo cruel de perseguição. 

O Estado como ferramenta da manipulação, 

Na imperfeita idealização, 

Na banalidade da raça ariana.


Mascarando crimes,

Tampando o sol com a peneira.

Fechando os olhos para as vis arbitrariedades,

Levando a maior parte do seu quinhão, 

Cometendo atrocidades. 

O que é de direito, 

De nos roubar não tem capacidade. 

Da nossa essência, 

Fazendo parte do conhecimento.

Mesmo  nos forjando, 

Entregando o CEP.

Na limpeza ética,

Há centenas de anos.

Na barbaridade de ódio e ambição, 

Mesmo consternados,

Mais um corpo caído ao chão.


Não vamos recuar,

A favela é persistência. 

Com um Governo dando as costas, 

Fazendo de conta,

Vivendo em uma realidade. 

Subjugados – Paralelamente –

Tratados como escória,

Como produtos descartáveis. 

Pagando impostos, 

Sob um olhar racista.

O mesmo sangue que corre nas veias, 

É o que alimenta a triste estatística. 


NÃO VAMOS RECUAR!


NÃO VAMOS NOS CALAR!


Em algum momento da história, 

Mudaremos a trajetória. 


Resquício de estratégias


Destinos fora do radar,

Desvios por escolhas erradas.

Talvez por falta de oportunidades,

A ilusão distorcendo a realidade.

 

Nem sempre é fácil viver o jogo,

Na cartada de mestre, quebrar a mesa.

Os desafios e o ódio,  a sobremesa,

Servindo o prato frio, vil perigo.

 

Na luta cruel pela sobrevivência,

Em dia mantendo a resistência.

Nado contra a correnteza,  persistência,

O resultado,  no desejo da decência.

 

Às vezes, boa vontade,  lufada de ar,

Amenizando o caos, desse lugar.

Enraizada disputa territorial, vaidade,

Ceifando ascensões, essa é a verdade.

 

A ganância alimentada por vícios,

Suprimindo descobertas de ofícios.

Na deslealdade da vida humana,

Corpos tombados, superfície plana.

 

Qual é a razão? Ostentação de poder,

Os dias se perdendo, subtraindo o prazer.

Adrenalina à mil, estresse em alta,

Corrida de gato e rato, do que sentes falta?

 

O Governo e a autarquia paralela,

Exercendo o teatro,  inflando os bolsos.

À custas de inocentes, recolhendo tesouros,

As sombras tomando conta da aquarela.

 

Entre crimes e cometendo pecados,

Zumbis caminhando perdidos.

Nas batalhas cotidianas, não há atalhos,

Pagando o preço,  por atos falhos.

 

De ambas as partes, qual lado for,

As oferendas,  revendo sacrifícios.

Espalhando a discórdia e o desamor,

Por entre becos,  vielas e edifícios.

 

Procriam-se em uma luta desleal,

Sem o menor resquício de estratégias.

Tomando dimensões,  tão surreal,

Da esperança cortando as artérias.

 

domingo, 8 de junho de 2025

Vidas oprimidas


Desde a época da escravidão, 

Antes, durante e depois da abolição. 

Há esse regime de perseguição, 

Cor negra tombada, à mercê da exposição. 


Mudou pouca coisa de lá para cá, 

Senzala, transformou-se em favelas.

Vidas oprimidas, entre becos e vielas,

O som dos estampidos,  no dó ré mi fá.


Resultado: Indivíduos estendidos ao chão, 

Não pela lei da gravidade,  opressão. 

O desespero tomando conta do lugar, 

Ansiedade,  depressão,  falta de ar.


Mascaram as leis, Governo genocida, 

Brincam de Deus, ceifando vidas.

Retiram o privilégio de sonhar, jovem preto,

Impondo deveres, nada de direitos.


Atiram primeiro,  grande burrada,

Fascistas de direita, almas nefasta.

A comunidade inteira devastada,

A lamentação da agonia vasta.


De saúde e educação nada de intervenção, 

A ditadura do poderio bélico, a solução. 

São crimes violentos, nenhuma resolução, 

De corpos dilacerados, a profanação. 


Não tarda, desde sempre a resistência, 

A união dos menos favorecidos,  a potência. 

Em meio à dor, pedindo por clemência, 

Os de colarinho branco,  a prepotência. 


Em pleno século XXI,  ressoa surreal, 

O apartheid  sem máscara, consciente. 

Vitimizando pessoas inocentes, 

No racismo de extermínio, brutal.


sábado, 7 de junho de 2025

Regime opressor


É sempre a mesma história,
São vários casos na memória.
A bala perdida –
Acertando alguém indefeso,
A mão do Estado,
Pesando sobre os mais fracos.
A população indignada,
Reviravolta no estômago, ascos.
Na comunidade -
Promovendo o luto.
Ao invés de prover a evolução,
Cometem crimes, sem solução.

Sem dó e nem piedade,
Triturado gente.
O Governo fascista,
A base elitista,
Levando vantagem.
Em alta voltagem,
O regime opressor.
Desde a escravidão,
Alimentando o ódio.
Espírito ditador,
Dilacerando com a dor.

Aos moradores da periferia,
O banho de sangue,
Lavando as calçadas.
Exterminando sonhos,
A insígnia conquistada.
A falsidade com louvor,
A população de bem armada,
Por ferramentas de trabalho.
No reflexo do espelho,
A face cansada.

Mais um corpo favelado,
Estendido no chão.
Menos um CPF,
O crime que cometeu: O CEP.
Forjam os seus teatros macabros,
Oferendas aos deuses ocultos.
Como escudos, a religião,
Pregando em falsos cultos.
Os que estão no poder,
Um jogo de cartas marcadas.
Aos que ficam traumatizados,
Perguntando-se:
Quando será a próxima incursão?
Quantos sacrifícios pelo chão?

Velada corrupção,
Ao poder paralelo,
Poderio bélico, munição.
Na linha de frente,
Os que não compram proteção.
Sobrevivendo sob o elo,
Subjugado – Intimidação.

Quantos ficarão caídos?
A vida rendida na ponta do fuzil,
Vivências frias,
Almejando o colorido.
Nada da normalidade,
De não sermos mais coagidos.

A revolta –
A luta –
A peleja –
De desbravar a coerência,
Perpetuando a ascensão da consciência.
A favor, de interromper a dizimação.
Crescendo as crianças,
Desenvolvendo-se sem medo.
No momento, presente,
Pagando pelos erros adultos.
E não sejamos menos incultos,
À espreita estão os vultos.

Aconteceu novamente,
Os números na lista inseridos,
Na triste e enojada estatística.
A alma devastada,
Na insurgência de mais uma batalha.
Multiplicando-se os protestos,
Os apelos por justiça.
Às últimas na UTI entubada,
Nos corações doloridos.
De que ao amanhecer,
Possamos ressurgir fortes.
Suportando todas as turbulências,
E não nos sufoque –
Essa fumaça densa da hipocrisia.