É um alívio me sentir assim,
Completamente anestesiada.
Sem pensar em nada,
No meu amor próprio amparada.
Quem foi que disse que é o fim?
É o começo de tudo,
Dar voz e vazão.
Longe dos holofotes,
Sem qualquer razão.
Desbravando outras dimensões,
A consciência em projeções.
Lapidando as emoções,
Longe de qualquer reação.
Volitando pelo interdimensional,
Cocriando no interior,
Fugindo dessa realidade de caos.
Que tanto atormenta, vigilância,
Desvencilhando-me da arrogância.
Aos olhos da hipocrisia,
Ser colocada em uma caixinha,
Rotulada como anormal.
Quem foi que nomeou o certo?
Quem foi que criou o capitalismo?
O ter – O dinheiro –
Ditando as regras do poder,
Em desespero.
A imbecilidade, a ambição,
Sob o efeito da manipulação.
Parte da humanidade,
Não vale o prato que come, heresia.
Nas descargas os dejetos, hipocrisia.
Atitudes e circunstâncias,
Agem de acordo com os interesses.
Cristãos volúveis,
Causando-me ânsia.
A solitude,
Nenhum barulho mental.
Levando-me a porta do paraíso,
A contemplar o meu templo.
O tempo voluntário e precioso,
Fornecendo o conforto –
Fomentando a luz.
Luminescência que trago no peito,
É necessidade, harmonia.
O Espírito em transmutação,
Reabastecendo-se de energia.
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