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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A busca pelo Divino


 

Sinto-me perdida,

Vagando sem direção.

Cadê o pertencimento,

O acolhimento?

Somente o do próprio coração,

Minando em cada estação.


Alguns com tanto,

Outros com nada.

Sozinha –

Na busca pelo caminho,

Percorrendo a longa estrada.


Qual será o peso,

Dessa encarnação?

Dessolada em meio às tribulações,

Semeando a paz,

Seguindo o destino.

Aos adormecidos,

Enorme desatino.


O sentimento mútuo,

Não existe o reconhecimento.

Na brincadeira com as palavras,

O singelo acalanto.

Em sonhos profundos,

Acordada co-criando devaneios.

Presenciando vidas em curso natural,

Aqui do meu canto –

Buscando o primordial.


De compartilhar vivências,

Dividir experiências.

Multiplicando o alinhamento,

Ressoando na igual essência.

Este é o desejo mais profundo,

Que emerge do fundo da alma.

Ao verdadeiro, devolvendo a calma.


Recolho-me ao que sou, liberdade,

Iluminando a percepção, verdade.

Nesta imensa corda bamba,

A terceira dimensão.

Transmutando as energias,

Transformando-as em brandas.

Compete-me o exercício da equalização,

Disseminando a baixa vibração.


Na evolução,

Não se alimenta a competição.

O ego é inexistente,

Almejo o que for coerente.

Ativando o DNA, as fitas,

Desbloqueando outros sentidos.

O que nos for permitido,

Redescobrindo o poder da Natureza.

Com a exuberante beleza,

Contribuindo com a leveza.


Por causa de muitos,

O caos ainda habita no âmago.

Trazendo amargura e dor,

Plantando o desamor.

Permanece aqui dentro,

Como meio de sobrevivência – 

A esperança.

As turbulências, as tempestades,

Culminando no ápice.


Na alquimia do esplendor,

Ecoa o vazio.

Florescendo o início,

Reconectando-me ao essencial.

Ao meu Eu Superior,

A Centelha Divina.

Relembrando-me,

Que posso parecer solitária,

No mundo físico.

Porém, a ancestralidade,

Faz-me ressurgir, a Fênix.

Refazendo-me das cinzas,

Transformando-me,

Belo girassol.

Pois, sempre me resgata, enleio,

Em seu berço, o farol.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Carta para Dezembro - 2.025


 

Quem diria,
Que viria Dezembro de dois mil e vinte e cinco, então,
Enchendo-nos de emoção.
Ontem parecia ser trinta e um de dezembro de dois mil e vinte e quatro,
O tempo não passou rápido,
Simplesmente voou impondo novos planos, obrigando-nos a recalcular a rota para não colidirmos com a realidade.
O que era novo ficou velho e, agora somos presenteados com mais trinta e um dias desse pequeno ciclo, fazendo-nos sonhar com outros desafios e obstáculos a serem superados.
Não há porque desistirmos!
A vida na terceira dimensão nos impõe novos caminhos revendo as trilhas, vencendo os labirintos.
Quando transmutamos as densas energias em luz, revigorando o bem estar.
Os dias ganham novos ares, uma lufada de ar, mesmo naqueles momentos em que tudo parece desabar.
No entanto, a nossa resiliência é feito água, sempre procurando uma maneira de nos encontrar.
Esses últimos dias, têm sido assim.
É uma perca de tempo darmos margem ao desespero.
E, no instante certo, a turbulência cessa rejuvenescendo o nosso semblante pesado.
A magia se une com a vibração da alma, cocriando os alinhamentos energéticos, delineando cada espaço que devemos tomar posse.
Infelizmente, não seremos acompanhados por aqueles que tanto desejamos.
No curso, afastaremos naturalmente quem não vibra em nossa frequência e atrairemos aqueles que estão no igual grau de evolução.
Dezembro é o mês de nos renovarmos, jogando tudo fora, realizando a faxina daquilo que não nos serve mais e, como consequência, abrindo espaço ao novo, renovando o modo de pensamento, revisitando cada recôndito de nossas essências.
Não adianta almejar uma vida de felicidade, se não dermos brechas para que ela aconteça.
Esse entendimento não deve vim somente com as luzes de natal e nem com o brilho do final do ano novo.
Esse deve ser um exercício diário realizado com perseverança até nas horas mais cinzentas.
Por mais que procuramos nos policiar e não cairmos em baixa densidade, porque os inimigos estão sempre a espreita, a fim de capturar um pequeno deslize, puxando-nos para o seu lado
É necessário que a luminescência seja uma constante.
Sou grata por cada instante que a ancestralidade se manteve e permanece ao meu lado para garantir, mesmo sem merecer o seu cuidado.
Deliciosamente mágico,
Elevando os nossos corações.
Zum... Zum... Zum... De alegria,
Esperança brotando com os sonhos.
Maravilhosos vislumbre de paz,
Brilhando em nossos olhares.
Redescobrindo o encaminhamento da felicidade,
Orgulho de sermos imperfeitos, porém, dignos de toda paz.
Que em dezembro possamos nos transmutar em seres humanos melhores;
Que sejamos prósperos;
Que sejamos dignos dessa morada;
Que sejamos gratos por todas as conquistas!
Que a saúde, paz e conquistas positivas possam reinar em nossas vidas!
Gratidão!
Gratidão!
Gratidão!

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Consciência interdimensional (05/11/2025)



Noite de Lua cheia... 

Super Lua!


Talvez seja por isso, que me sinto tão inquieta,

Desejando me transbordar, inconstante. 

Não querendo me contentar com as oferecidas migalhas,

De pessoas que se contentam com o pouco –

Sobrevivendo no incompleto raso. 


Há um sentimento bem mais profundo dentro do meu ser, 

Onde não é externalizado por ser incompreendido.

Se em algum momento, se alguém o compreenderá,  incertezas.

Talvez sim...

Talvez não...

Enquanto,  vou vivendo a deriva, à margem, 

Saindo pela tangente de qualquer maldade –

Em busca da verdade, 

Por consequência a felicidade. 


Pois, completo-me por inteira –

Na luz – 

Na intensidade da essência que permeia todo o meu ser,

Envolvendo o meu Eu Superior.


Tenho consciência dos meus atos,

Até mesmo aqueles em instantes de fraqueza, ou distrações. 

Porque admito que estou humana,

Tenho muito o que aprender na terceira dimensão. 

É este aprendizado que vai me moldando, perspicácia, 

O que torna o que sou.

Independente do espaço físico,

E da energia que está à minha volta.


A aura translúcida reverbera em meu corpo,

Na transmutação da alquimia  -

Desencadeando o equilíbrio. 

Acolhendo-me no amor próprio, 

Sem esperar nada de ninguém. 


O tempo é o meu maior aliado, 

Porque ele é infinito nas esferas multidimensionais. 

E não há nada mais gratificante do que a existência, 

Da desperta consciência. 

Onde somos moldados à feitos extraordinários  

Em dimensões paralelas. 


Gratidão!


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A canalização da intuição



A intuição –

Nunca se engana;

Nunca nos engana;

Nunca me engana. 


É o canal que a ancestralidade encontrou para nos livrar das armadilhas.

***

O despertar nem sempre vem da maneira pela qual desejamos.

E está alinhado com o nosso propósito,  requer muitas renúncias.

Muitas vezes requer que nos afastemos de pessoas das quais gostamos, mas que não estão de igual ao nosso desenvolvimento da consciência. 

Quando percebemos onde exatamente estamos  não nos permitindo levar por distrações, faz com que possamos evoluir.

Não precisamos parar de falar, no entanto,  é necessário nos proteger energeticamente, vislumbrando outro patamar. 

E não ao contrário regredindo, voltando a cometer os mesmos erros do passado.

Está sozinha fisicamente não quer dizer que estamos abandonados.

O não também é a tradução de livramento, às vezes, deixamo-nos envolver e não percebemos.

Se estivermos com uma sensação de paz em nosso interior é porque tem que ser dessa maneira.

Nunca se compare com os outros!

***

A grande maioria sobrevive em um lugar de conveniência, aceitando migalhas e vivendo no desconforto mental,  embora, esteja em um local de luxo. 

A vida na Terra não gira em torno de bens materiais. 

A humanidade ainda não compreendeu o verdadeiro intuito da criação e, anos após anos continua sendo enganada para alimentar as baixas vibrações.

Os despertos são excluídos e/ou poupados por pensarem diferente. 

Porém, não se prenda à ultrapassadas questões.

O verdadeiro caminho nem sempre é o mais tranquilo. 

Reflita sobre tudo isso!


Sejamos luz! 

Crônica de 01/11/2025


O dia amanheceu tão enigmático sob os holofotes do suspense.

O que se daria no momento seguinte?

***

Desejamos o vislumbre da felicidade ofuscando o tédio, buscando uma nova diretriz, mesmo que esta seja divina.

Porque aqui embaixo, os seres humanos andam desnorteados com o seu próprio vazio.

E aos que caminham o curso contrário, são tachados de loucos ou estranhos.

Então,  prefiro viver a minha insanidade, pois, é ela que me completa – 

Transborda-me! 

Por que tenho que mergulhar no vazio de alguém que nem ao menos se reconhece?

O que procuro vai muito além do que a compreensão humana demanda.

***

O nosso corpo na terceira dimensão é tão frágil que um minúsculo mosquito é capaz de elimina-lo.

***

Por quê nos apegarmos à coisas tão pequenas e insignificantes?

Em nosso ser há a Centelha Divina e se olharmos com atenção, seremos capazes de enxergar o que a ilusão não permite.

Compreendo que haja muito barulho e burburinho sobre o que não é verdadeiro, dando-nos amostras dessa ingênua fragilidade que nos desmonta e nem ao menos nos deixa perceber o quanto somos tão volúveis e maleáveis, deixando de escolher o certo e trocando pelo duvidoso, ou melhor, aquilo em que nada combina com a nossa essência. 

***

É preciso ser forte para suportar ser diferente dos outros e, não seguir o efeito manada aos quais se propõe. 

É corajoso aceitar não ser igual diante dos percalços que a sociedade nos impõe. 


Não há nada mais prazeroso do que apreciar a liberdade de pensamentos, sem julgamentos,  pautado no próprio discernimento e raciocínio. 


Sejamos luz!

sábado, 1 de novembro de 2025

Carta para novembro - 2.025

 


Novembro  -

Seja muito bem vindo,

Com todo o seu brilho. 

Com todo o seu aparato de:

 Prosperidade,

Abundância, 

Felicidade, 

Amor próprio. 


Hoje se inicia o décimo primeiro ciclo do ano com trinta dias,

Onde depositamos todo o desejo de esperança por dias iluminados. 

No qual possamos deixar para trás toda essa onda de violência e, gradativamente, todos os transtornos por ela causada.

Por mais que seja difícil nos reerguer diante da dor, devemos tomar como meta, recriar o Planeta Terra com condições mais humanas para as próximas gerações como para o que estão presentes, mesmo diante de tantos obstáculos apresentados no meio da estrada.

***

Entendo que é ruim todo esse suspense –

Esse clima de tensão pairando entre as linhas do horizonte que, tira-nos o foco do que é o mais importante, emudecendo as nossas vozes.

Independente do que seja, precisamos unirmos e, com uma grande corrente neutralizar a maldade humana encontrando o ponto de equilíbrio, destruindo assim,  todos os muros e grades que nos impedem de ir e vir aonde e quando queremos, desfazendo todas as barreiras e fronteiras impostas pelo pavor de continuarmos trilhando ao apogeu da felicidade. 

***

Com bravura devemos lutar pela queda de Governos que não estejam alinhados com este raciocínio. 

Infelizmente,  a humanidade está muito polarizada olhando apenas para um ou para outro lado.

A nossa visão deve possuir uma maior amplitude e, abranger um número maior ou o máximo de questões a serem revistas e, paulatinamente, possamos reconstruir uma sociedade mais justa tanto para aqueles que têm alto poder aquisitivo,  tanto aos que têm a força braçal para adquirirmos a evolução com a verdadeira ascensão da consciência e o pensamento mais homogêneo, onde tenhamos a oportunidade de falar, aparando as arestas com uma convivência social pautada no tom do respeito.

***

Talvez tudo o que estou aqui relatando, seja apenas uma quimera – 

Ainda um mero devaneio!

O meu anseio se traduz e se resume em apenas três letras: 

PAZ!

Não somente presenteado a uma parcela da Humanidade, porque desse modo não tem como haver o equilíbrio, o que testemunhamos à olhos vistos, todos estarão ameaçados. 

***

Este  é apenas o primeiro dia de novembro:

Que haja o consenso entre os homens.

Os mesmos que vivem alienados pelo poder, por sua sede de ganância e egos inflados que, tornam-os cegos e se deixam levar pela vaidade. 

E, que em algum momento possam parar e refletir que no meio desse cabo de guerra sangrento há uma população inteira aguardando por dias melhores:

Livres do medo, do desespero e da ansiedade, por não saber quando os próximos disparos ou explosões irão ressoar... 

Na alta madrugada,  ou a qualquer horário do dia ou da noite.

Há uma tensão no ar –

Um grito preso na garganta. 

Até quando?


Novembro já é lindo –

Em toda a sua perfeição!



Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Normalidade


 

Desde o início, 

Ronda-nos uma sombra, 

Na dualidade da percepção. 

De fato o que somos?

Ou o que faremos aqui?

Guiando-nos tantas doutrinas,

O flagelo da intolerância. 

O de ter de separar o joio do trigo,

Disseminando o caos,

Como cessar o fatídico perigo?


As horas de incertezas, 

Não brilham mais as luzes.

Na atmosfera cinzenta, 

Tudo parece perder a graça, 

Distante da perfeição. 

Somos teimosos,

Iguais as crianças fazendo pirraça. 


Obrigados a conviver com o medo,

Pagando alheios pecados. 

Generalizando a violência, 

A saúde mental fragilizada,

Gritando por clemência. 

Em alta o poder aquisitivo, 

Quem está a margem,

Sente-se à míngua. 


A ganância e o ego,

Dando as cartas.

No vislumbre do apocalipse, 

A base vem como as marcadas.

Por onde anda a empatia?

No estômago resta a ânsia, 

A população miserável,

Sangrando em meio aos holofotes.

A cada segundo os sobreviventes,

Tendo que mostrar que são fortes.


É uma luta diária,

Entre o sonho e a realidade.

O Estado confisca a felicidade, 

Essa que é a triste verdade. 

O Sistema é máquina  -

De moer gente. 

Sempre foi assim –

Nada de diferente. 


O novo amanhecer presenteado,

Ao que estamos predestinados?

Engolindo à seco,

A perversidade é o combustível.

Será que nunca atingiremos outro nível?

De uma sociedade polarizada.

Armando todos os dias um circo diferente, 

Promovendo-se em palcos, palanques.

Usufruindo do desespero alheio,

Enquanto, a plateia,

Indignada, rodeada pelo vespeiro.


O Governo em estado de omissão, 

Exibindo corpos em putrefação. 

A humanidade falida,

Em constante emburrecimento.

Alienada até o último pensamento, 

Cegos e teleguiados,

Pelo espetáculo da ilusão. 

Todos fazendo malabarismos,

Desejando mais alguns segundos de atenção. 

Forjados por falsas notícias, 

Intitulando-se a salvação da Pátria.

Não passam de meros mortais,

Abarrotando cofres –

Diante do sofrimento do próximo.

Profetas impostores,

Denominando-se de Deus os pastores.

À crimes dando brechas,

Posam de benfeitores,

Mas não passam de trambiqueiros.

Em frente as telas, arruaceiros, 

Choram lágrimas de crocodilo. 


Se há uma luz no fim do túnel, 

Diga-me você. 

O povo interessado na  arte do entretenimento,

No acúmulo de dopamina.

Anulando-se para caber, adrenalina, 

Os sintomas surreais de empobrecimento cultural.

Enquanto isso, próximo às nossas casas, a violência, 

Políticos corruptos, fomentando a guerra,

Destruindo o Planeta Terra. 

Diante da incredulidade, 

Na manhã seguinte a normalidade. 


sábado, 18 de outubro de 2025

Pontos de intercessão



Os dias seguem descompassados,
Parecendo destoar da vida,
Da real essência. 
O vislumbre se tornando miragem, 
Um sonho aleatório qualquer, 
Desprovido de prazer.
Que nem ao menos sabemos, incertezas,
Se tornar-se-á realidade. 

A verdade tão controversa,
Pairando entre o medo e o desespero. 
Na tentativa da realização com esmero, 
Em contrapartida a confusão. 
Almejando os pontos de intercessão, 
Entre o real e o sobrenatural. 
Os sentidos suspensos no ar,
Por alguma dimensão. 

O ser humano é uma caixa de pandora, 
Nem sempre sabemos o que nela contém. 
Seres tão complexos e volúveis, 
Camuflam-se para atingir vis objetivos. 
Mostrando-se sempre mais sombrios,
Arquitetando planos maquiavélicos.
Com nefasto poderio bélico, 
Por vezes, surpreendendo-nos –
Retirando aa máscaras, 
Encarando como aventuras.
Não existe o sentimento alheio,
Em insanas loucuras.
Para as suas maldades sem freios,
Restando nos transvestir de proteção. 
Seja de qual mérito for,
Blindando-nos com armaduras,
Ou resquícios de persuasão. 
Diga-me qual é a sua condição?

Distraindo-nos com o óbvio,
Por trilhas que não dão em nenhum caminho.
Semeando as rosas,
Também convivendo com os espinhos. 
Espalhando-se o caos,
Arremessados com a turbulência. 
O corpo físico pede clemência, 
Tão natural ligando o modo sobrevivência. 
Há quem diz que é prematuro, 
Este frágil discurso,
Alicerçado na ilusão.
Frases feitas com totais riscos,
Atitudes imperfeitas em rabiscos. 

A Natureza não é um pano de fundo,
E, sim, a transmutação. 
Dos erros cometidos em acertos,
Para que possamos tomar outra direção. 
Com mais consciência, 
Vibrando na prosperidade. 
Reconstruindo a lealdade,
Aquela perdida em algum momento,
Em tom de lamento. 
Ressoando com a imparcialidade, 
Talvez para alguns, 
Uma perda de tempo. 
À outra parecer de equilíbrio, 
Em certo ponto.

Somos poeira de estrelas, 
Criados segundo a divindade. 
Efeitos de luz e sombras, 
Em cada escolha a consequência. 
O desequilíbrio desproporcional,
De maneira proposital?
Materializando a dualidade, 
Quem pode mensurar com exatidão?
A desumanidade  -
A cada dia colocada a prova,
O formato da involução. 
Na contramão do progresso, 
Vislumbramos com cores berrantes,
O tão aclamado retrocesso. 

Com o desejo de paz, incompatibilidade,
Recolhendo os restos mortais –
De um futuro promissor. 
Quantas vezes mais ocorrerão os sinistros,
Engolindo à seco o dissabor. 
No sono a magia da transmutação,
O espírito volita  onde haja necessidade. 
Protegendo e curando, a vitalidade, 
As batalhas,  internas guerras,
O desejo insaciável de proteger a Terra. 
Transformando a energia do Universo, 
Não apenas um multiverso.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Carta para a minha alma



Sei que o caminho...

Não seria nada fácil.

A tão sonhada cura,

Da queda por um instante de imaturidade. 

Levando meses, anos de recuperação, 

Ao amanhecer um passo de cada vez – 

Sangrando  -

Cessando e respirando,

Por um breve momento de incertezas. 


A superação?

Quem duvida?

Coloco-me à prova,

Correspondendo as expectativas, 

Observo-me por outras perspectivas. 


No peito os espasmos Involuntários, 

A respiração ofegante. 

Quem é que controla essa ansiedade?

Com suas batidas descompassadas.

Tremenda descarga de adrenalina, 

Injetada nas veias,

Mãos atadas por invisíveis teias.


Quantos mais surgirão os obstáculos,

Fomentando imensos labirintos?

Deixando-me aprisionada,

Sem saber para onde prosseguir. 

Qual seria o caminho?

Eu ainda não tenho certeza,

Por mais que ande, não há atalhos,

Apenas longas estradas.

Horas a fio em total solitude,

O silêncio remanescente. 

Fazendo-me justa companhia, 

Transcendo na alquimia. 


Tenho a ancestralidade por mim,

Na terceira dimensão. 

Mais alguém?

A humanidade e seus interesses, 

Escondendo a real magnitude.

A verdadeira intenção  -

Estampada na face.

Demolindo alicerces,

Há quem se engana.


O que escondem, o vento sopra,

Ressoa em nossos ouvidos.

Nada e ninguém está desamparado,

Custe o que custar.

Passe o tempo que for, 

Em algum minuto, 

Revela-se sem dó e nem piedade. 

Fragmentando-nos em dor,

Ou nos fortalecendo o alívio. 

Tudo passa, 

Redescobrindo o próprio amor.


Na dualidade da luta brutal,

Entre a realidade e o sobrenatural. 

Reconectando-me com o essencial, 

É uma busca constante. 

Talvez até incessante, 

Para atingir outro nível. 

Quem sabe alcançar novo patamar, 

Reconhecendo-se em outra dimensão. 

Acolhendo-se dentro de si, persuasão, 

Encontrando a infinitude. 

Mesmo com a crença do fim,

Em plena densidade. 


O que coopera conosco é a verdade, 

Onde a maioria não está preparada para enxerga-la,

Ledo engano. 

A perspicácia se faz no momento, 

Largando para trás o passado sem lamento.

O prisma se apresenta em nossa frente, 

Basta com quem saibamos vê-lo  com o olhar da alma.

É nesse instante que o extraordinário se faz presente,

Surpreendendo-nos  -

Revelando o outro lado,

A minha eterna gratidão. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Carta para Outubro - 2.025


Primeiro de Outubro –

Um novo ciclo.

Quem diria.. 

Que chegaríamos até aqui mesmo em meio às turbulências dos últimos meses, onde as incertezas se fizeram presentes neste lugar. 

Lugar,  digo, não somente o bairro no qual moramos, como também a este imenso Planeta Terra que dividimos com pessoas de bem, mas também com seres trevosos que compactuam e se alimentam da dor e do sofrimento alheio. 

Entretanto, em meu âmago permanece o desejo de que toda essa densidade se transforme em ações benéficas.


Entre sombras e luz  -

Sobrevivemos em cotidianos hostis.


A humanidade tem em suas mãos o poder de reescrever a própria História, porém,  vive se afundando em uma areia movediça da involução,  promovendo banhos de sangue,  cometendo os mesmos erros, batendo sempre na mesma tecla infundada da ganância,  vaidade e do ego, impondo a intolerância.

O que importa é se sobressair em desfavor dos outros,  não levando em conta a dor e o sofrimento. 

Quantas vezes desejamos experimentar boas vibrações ao sabor de uma conquista, principalmente,  minutos de silêncio sob a vigilância da paz, energias positivas reverberando pelos quatros cantos da Terra.

No entanto,  recebemos um balde de água fria, jogando-nos com tanta força de encontro contra a parede, causando-nos enorme dor.

Não me cansarei de almejar novos ares, de sonhar sempre o melhor e, não me acostumar com o que as trevas que vêm do lado de fora impor as suas maldades.

Nada pode ser maior do que o bem –

Não por sermos superiores ou melhor do que tudo, mas sim, porque desejamos apenas iluminar à todos com o despertar, mesmo sabendo que seja impossível, transformando esta grande morada  o Planeta Terra em um chão que possamos habitat de maneira livre e reconfortante para o bem e o desenvolvimento de todos, de fato acontecendo a evolução, não nos eximindo do cuidado para com o outro. 


A humanidade é necessária para a manutenção do Universo!


Porque é aqui na Terra que encontramos todos os recursos fundamentais para continuarmos não somente a existência da Humanidade como também em paralelo às outras dimensões e seres multidimensionais. 


Que em Outubro aconteça a harmonia, devolvendo o equilíbrio que tanto é primordial para continuar nesta jornada que decidimos enfrentar e alcançarmos um futuro promissor, desvanecendo todas as guerras, conflitos armados ou não.

Somos seres com a capacidade de nos reerguer mesmo diante de tantas tragédias, reconectando-nos com o Eu Superior. 

Somos poeira de estrelas, a divindade cósmica. 

Basta  nos lembrarmos de onde viemos e de que a nossa casa retornaremos. 


Que Outubro nos molde como pessoas melhores -

Como humanos com a capacidade de refletir com verdade os nossos atos.

Que possamos viver em paz e em sintonia com a Natureza, preservando-a e jamais fomentando a sua destruição. 


Outubro seja um brilho em um pacto de amor transcendental!

Sejamos Luz!


Gratidão 


Questão de tempo


Houve um tempo,

Em que sangrei horrores.

Transmutação de mares em agonia,

No qual andei adormecida.

Parecia que sufocaria a alma,

Desejando apenas ser livre.

Ocultando o meu coração,

Pela flecha da deslealdade ferida.

Em meio à escuridão,

Atormentada por sombrias alucinações.

Sangrando o peito em chaga viva,

Restando apenas o desamor.


Tranquei-me no silêncio,

Fortalecendo o brio.

Alimentando a essência,

Reconhecendo-me na luz.

Sou flor em meio à tempestade,

Protegida pela ancestralidade.

Fechando os doloridos machucados,

Tatuando as cicatrizes.

Seguindo por novas diretrizes,

Pagando por todos os pecados 


A lagarta recolhida em seu casulo,

Distante do caos.

Realizando a completa transformação,

Em busca do motivo,  a razão.

Para a sua existência,

Assim, cultivando a paciência.

Não quero mais a solidão,

A solitude me completa.

Exorcizando-me estou,

Na alquimia da equalização.


Nada melhor do que a passagem dos dias,

Florescendo a primavera.

Aquecendo as horas,

Cicatrizando,  enaltecendo a cura.

Olhos radiantes com o canto dos pássaros,

Com o colorido raro,

Co-criando a vida em quimeras.

Vivenciando as aventuras, 

Em meio ao caos, quantas loucuras.


A liberdade dos pensamentos, 

Com o discernimento.

Levar-me-á de volta para casa,

No amor farei lúcida morada.

Aconchegando-me no teu –

Em nosso abraço. 


No instante é um fio de esperança, 

No peito brincando.

Torno-me criança,

Brincando por entre as flores.

Na cartasse outros rumores,

Em sorriso verdadeiros de alegria.

Encantando-me com a magia,

Com a intercessão dos entes passados.

Reverenciando peço as suas bênçãos,

Na derradeira emoção,

Explodindo no céu fogos de artifícios.


Sou livre -

Banhada pela felicidade.

Reverberando a liberdade,

Ressoando quem realmente sou –

Gratidão por tantos livramentos. 

Afinal de contas,

A cada momento surgem novos desafios.

Na corda bamba os riscos,

Envoltos em rabiscos.

Percorrendo cada amanhecer concedido,

No limiar dos minutos.

Neste lugar –

O Planeta Terra.


Houve um tempo,

Em que sangrei horrores.

Transmutação de mares em agonia,

No qual andei adormecida.

Parecia que sufocaria a alma,

Desejando apenas ser livre.

Ocultando o meu coração,

Pela flecha da deslealdade ferida.

Em meio à escuridão,

Atormentada por sombrias alucinações.

Sangrando o peito em chaga viva,

Restando apenas o desamor.


Não importa mais,

Já passou. 

Tudo gira em torno do aprendizado, 

Se não for para ser vivenciado, 

Que caia por terra.

É para ficar o que somente for meu,

O que me prometeu o Universo, 

Transmutando em versos.


domingo, 28 de setembro de 2025

Consagração da Espiritualidade


Um instante, 

Por um milésimo de segundo,

Uma intercessão entre o presente e o passado.

Um filme passando na mente –

Mesmo com dúvidas, realizadas as escolhas, 

Perdendo-me na falta de experiências.

A face molhada no reflexo do espelho, 

Inúmeras contradições. 

Borbulhando no âmago as emoções, 

A alma em sintonia com os pensamentos. 

Trilhando por caminhos descrentes,

Atraída por distrações.

No vislumbre do amor,

O que plantei, colhi o desamor.


Encontro-me em meio às turbulências,

Acolhendo-me no Eu Superior,  o Altar.

Consagrando-me ao Feminino, 

Redescobrindo-me por outras dimensões. 

Na densidade do Planeta Terra,

Sempre haverão velhas questões. 

Às vezes, o que tanto desejamos, realização, 

Não é para acontecer,  encruzilhadas. 

É necessário respirar, seguir em frente, 

Mesmo em meio à tantos caos, inverdades. 

Essa é a chave para a interior felicidade, 

Colocando-me em primeiro,  prioridade. 

Não importa quantas são as verdades, 

Ancestralidade, consagro-me à espiritualidade. 


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Próprio algoz


Boooooommmmmm!!!

De repente,  o estampido –

A explosão!

Acelerando de vez o coração!

O dia vira noite,

Não importa, o toque de recolher. 


Cicatrizes na alma,

Marcas eternizadas no corpo. 

O retrato da omissão,

Um governo corrupto,

Diante da  tragédia.

Mais um dia, fazendo média, 

Com a população sem direitos. 

O desenvolvimento cognitivo,  atrofia,

Não escapa nenhum,  

Nem muito menos parlamentares. 

Proclamando leis,

Promovendo a barbárie. 

Confabulando entre eles,

Tamanha crueldade,

Protelando medidas cautelares.


Os cidadãos de bem,

Tomados como reféns,

Em seus próprios lares.

No asfalto e concreto, 

A cidade cada vez mais densa,

Repleta de poluição. 

A Natureza radiante,

Lembrança distante. 

Perdendo-nos de nós mesmos,

Em mero conformismo. 

Qual é a finalidade de tudo isso, 

Se nada é de verdade, 

Com o outro não há o compromisso?


Criada a humanidade, 

Para ser o seu próprio algoz.

O fundamento do livre arbítrio, 

A desarmonia mental. 

A justificativa para o mal,

O controle da natalidade, 

As mortes em demasia.

Do modo arbitrário,

Totalmente cruel. 

O desequilíbrio dos recursos naturais, 

A luta desenfreada pela sobrevivência. 

Armações políticas,

Favorecendo sempre os seus.

Pares em conchavos, 

Armadilhas transvestidas de deveres.

Subjugando os menos favorecidos, 

Burlando os resultados, 

Na insaciável democracia. 

Denominando falsos reis,

A polarização, promoção do caos.


Nas ruas a efervescência, 

O povo na batalha,  a resistência. 

Clamando por clemência, 

Para desbravar outros horizontes, 

Haja paciência. 

A voz bradando a militância, 

Na face a marca da violência.

O povo sofrendo a intolerância, 

Ansiedade,  depressão  -

Afligindo a irracionalidade,

Ofuscando a incompleta felicidade.


Qual o futuro de nossas crianças?

Uma nação despontando sem o amanhã, 

Por quem deveria vir a proteção, 

Dia a dia marginalizados. 

Uma corja inteira de desalmados,

A favor da manipulação. 

Causando um modo frágil de torpor,

Com tamanha intromissão. 

Independente da raça ou credo,

Se existir ou não, 

Contemplado com a mesma graça. 

Exterminados sem persuasão,

O que cometemos na existência.

Qual é o crime em diligência,

Sem respeito, julgados a revelia.

A ausência da melanina,

Apoderando-se –

Tornando-nos escravos.

A presença da falta de ascensão, 

Levando-nos à destruição. 

Que cada ser humano,  

Mergulhe dentro de si,

Quem sabe há uma chance,

De continuarmos aqui.

A realidade se mostre diferente, 

Infinitamente descrente.


Boooooommmmmm!!!

De repente,  o estampido –

A explosão!

Acelerando de vez o coração!

O dia vira noite,

Não importa, o toque de recolher. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Carta para a humanidade XXXI


A humanidade consiste em um grande desafio para a sua existência. 

Isso não é um jogo qualquer...

Devemos nos preparar por aquilo que ainda está por vir.

A maioria tem sede de poder movidos pela ostentação e ambição. 

Quanto mais obsessivo, mais provocam dores, sofrimento e agonia.

Infelizmente,  não estou inventando,  fantasiando ou retirando da minha mente fértil. 

Em pleno ano de dois mil e vinte e cinco, a tecnologia deveria ser uma aliada,  porém,  não foi capaz de erradicar o fantasma da fome. 

Pelo contrário,  recriam a cada dia novos martírios e holocaustos com genocídios mais aterrorizantes, onde nem mesmo as crianças e os inocentes não são poupados. 

E, sim, são usados como moeda de troca para abastecer um mercado sombrio, no qual as suas vidas são dispostas como simples produtos.

Subjugados como seres desprezíveis, enquanto, anseiam em simplesmente viver ou apenas um prato de comida. 

O homem dito como ser racional dotado de inteligência é o primeiro a matar, a violentar e abusar deixando sequelas e transtornos como consequências de seus crimes absurdos, demonstrando um enorme abismo em sua psique  que em nada condiz com a conduta de uma sociedade civilizada de acordo com a moral humana 

O fato que a nossa espécie foi disseminada na Terra como baratas assolando o Planeta devorando e destruindo a si próprio.

Era para cuidar e preservarmos, portanto,  não cuidamos nem dos nossos que dirá daqueles que estão do outro lado do Mundo. 

Há seres que nascem sem o menor senso de empatia visando o bem, o prazer e o lucro próprio. 

A evolução humana está bem distante de acontecer!

A tão sonhada luta pela tecnologia apenas prever guerras e destruição em massa.

O verdadeiro sentido da vida se perdeu...

Com tantas preciosidades que encontramos na Natureza com a sua engenharia de sobrevivência,  de nada valeu. Pois somos capazes de nenhum mínimo de reconhecimento, porque almejamos o pulo do gato. No entanto, devastando florestas inteiras criando cenários desértico.

Não estamos aptos por promover o desenvolvimento da mente humana e, sim, recriando mecanismos mesquinhos para a sobrevivermos em uma selva de pedra, onde “ eles” pensam que o dinheiro vale mais – Mero engano!

Se continuarmos a agir dessa maneira os recursos naturais perecerão e, junto com eles toda uma cadeia alimentar também se perderá. 

“O homem é o lobo do próprio homem!”

Enquanto,  mergulhamos de cabeça nesse poço sem fundo, um vazio existencial  nessa síndrome de prepotência, julgando-nos por classes e cor.

Haverá um período em que o status social  será algo sem importância.

Não haverá distinção entre a pessoa mais pobre ou a mais rica.

O que valerá sim, será  a sua força e discernimento intelectual e espiritual  para passar pelas provas de sobrevivência, decidindo pela força de resiliência e sagacidade.

Contanto, estamos vivendo em um período de guerra pelo capitalismo,  em que crimes hediondos  são financiados por aqueles que deveriam nos proteger, porém,  são os primeiros a nós aniquilar. 

Está é apenas a ponta do iceberg.

Muitas coisas terríveis ainda estão por acontecer,  para destruir a HUMANIDADE!


O tempo está se esvaindo nessa enorme e densa ampulheta. 


Se daremos ou não um reset neste retrocesso...

Só o futuro nos demonstrará. 


Como acreditar nesta humanidade?


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Carta para Setembro de 2.025


 

Meu caro Setembro,


Sonhamos com dias melhores, 

Almejamos horas felizes,

Iluminadas como as manhãs coloridas da Primavera.


Que este pequeno ciclo de trinta dias, possa vir a nos ensinar a sermos seres humanos  melhores e, não a oprimir quem está ao nosso redor.


Então,  escrevo pautado nos últimos acontecimentos:

É de conhecimento de uma parte da população de que, não somente o Planeta Terra como todo o Universo está em uma desenfreada guerra sobrenatural,  ou seja, espiritual, onde a luz e as trevas estão travando uma batalha na qual impede o equilíbrio dessas forças. 

Porque para um existir o outro também precisa coexistir.

Mas para quem tende a optar pelas sombras, não deixará a luz predominar uma parcela do Universo,  porque nunca ficarão satisfeitos com tal decisão. 

Por esta razão, promovem um espetáculo de dor  e sofrimento onde se alimentam dessa energia negativa. 

Pode ser difícil,  entretanto,  precisamos reagir para que a luz se torne cada vez mais reativa.

Nunca foi e nunca será fácil!

Mas possuímos o poder de transmutar a sua força negativa. 


Os antônimos se convergem entre si, fundindo-se e se tornando mais fortes.

Desse modo, não podemos nos deixar levar por crenças limitantes.

Nem todo o mal é o que aparenta ser.

Há pessoas que se transvestem de bondade para persuadir os ingênuos e manipula-los.

Ao usarmos de percepção com a mente aberta, possuiremos a oportunidade de sentir o que será melhor para ambos os lados.

Infelizmente, existem aqueles que fomentam o caos  para obter a sensação do medo e do desprezo.

E nos mantermos neutros diante das circunstâncias e das crenças que à cada dia estão mais falidas, fará com que tenhamos outra visão neutralizando as demandas da maldade. 


Tenho a compreensão  de que a mudança se tornará inviável devido às distrações que há espalhadas não somente nos acontecimentos do cotidiano,  mas também pela rede e imagens que chegam sempre instantaneamente através das telas em nossas casas. 


É necessário o recolhimento para que no silêncio possamos refletir e tirarmos as verdadeiras conclusões, não precipitadas. Porém o que for melhor ao darmos a continuidade na face da Terra.

Setembro  -

Que seja de luz e harmonia,

Assim, quebrando o vínculo da violência que impera  na Terra.

Nós seres humanos e, não os desumanos, principalmente,  as crianças,  precisamos co-criar um vínculo com a sabedoria e o discernimento longe de tudo que possa vir a nos causar uma vida inteira de traumas.


Sejamos prosperidade;

Sejamos felicidade;

Sejamos abençoados;

Sejamos bonança;

Sejamos luz!


Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!


domingo, 31 de agosto de 2025

Marginalizados

 


O sistema falido,

A força bruta massacrada.

O poder corrompido,

A população dilacerada.


O som dos traçantes,

Ecoando no espaço. 

Acabou o lazer, decepcionante,

Correria a largos passos.


No meio do desespero, 

Salvem-se quem puder, pressão. 

Táticas de guerra, esmero, 

Infinita insanidade,  consternação. 


O burburinho,  transmuta o silêncio, 

O medo ofuscando o brio.

Marginalizados pela opressão, 

Impotentes, sem direito à indagação. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Do alto da janela


Está tudo tão confuso,

Neste lugar tão obtuso.

Ultimamente,  em silêncio,

Tem andado a minha mente.

Nada acontece de diferente, 

Conflagrado ambiente. 

Confesso que não gosto, como?

Dessa iminente situação. 

A perspicácia feito água parada,

Sem nenhuma exatidão. 


Qual será o intuito,

Nessa grande imensidão?

Onde nos destruímos,  involução, 

Recriando holocaustos.

Condenando-nos a próxima sorte,

Ao futuro nenhum norte.

A futilidade como válvula de escape, 

A superficialidade como engajamento. 


Aqui jaz o meu corpo, 

Nenhum motivo para continuar,  mudança. 

A turbulência sugando a bonança, 

Nada de reconhecimento. 

Do julgamento,  o entretenimento, 

Ainda por descobrir a razão. 

Navegando por um mar aberto,

Sem hesitar a direção. 

Faço-me aos desmantelos,

A nau a deriva,

Com o foco nas perspectivas. 


Observando com cautela, 

Mesmo no alto da janela. 

Escolhendo o que devo ser,

Redescobrindo o prazer.

De qualquer maneira for, 

Com dignidade e louvor.


No íntimo a conexão, 

Fora de moda a retratação. 

Tranquila a consciência, 

Tramando com segurança a paciência. 

Um passo de cada vez,

Caminhando com altivez. 


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Alheios pecados


Sinto-me letárgica em stand by,

Trilhando um caminho,

Acredito não ser o meu.

Porque não faz nenhum sentido,

Em qual momento, 

O meu brilho foi ao leu?


Por mais que eu tente,

Fazer diferente.

Não se encaixam as peças,

Não vejo a esperança. 

Uma pesada sentença, 

Talvez de uma quase morte.

Tornando-me impotente, 

Na reviravolta descrente.


No peito bate forte a abstinência, 

Da leveza do levitar.

Cessando por longas horas,

Os pássaros bailando pelo ar.

Bolas de sabão suspensos ao vento,

Aqui dentro um lamento.


Tenho saudades do que já fui outrora,

Onde nada mais me prendia, nostalgia. 

O teletransporte pela força do pensamento, 

O que sobra hoje é a falta de vontade. 

Presa nesta atmosfera densa,

O espírito desejando a liberdade. 

Do ir e vir perder o medo,

A mercê de alheios pecados.


A mente antes agitada,

Está quieta.

Do levitar falta a sensação, 

O corpo transmuta na hibernação. 

Cadê o frio na barriga, 

Aquele causado pela expectativa?


Os dias se tornaram frios,

Totalmente sem cor.

Derramando-se o mundo,

Em completo desamor.


Sobrevivendo em meio aos caos,

Por labirintos que se cruzam na imperfeição. 

Nos destinos perdidos nas bifurcações, 

Anestesiando as emoções. 

Tornando-nos animais irracionais,

Entrelaçados pela fria involução. 


terça-feira, 12 de agosto de 2025

Ser Entrante


Mergulhei de cabeça, 

Perdi-me na insanidade, 

Deste denso lugar.

Encontrei-me por linhas paralelas, 

Na dádiva do despertar,

Na total asfixia, sem ar.


Para a grande maioria a perdição, 

Ao meu Eu Superior a salvação. 

Fazendo jus ao meu papel,

Fugindo de todo o escarcéu. 

A ilusória alienação, 

Perdendo-se em vícios. 

Sou desse modo,

A princípio,  

Na geração da vida.

Em meio à turbulência, 

Na loucura dessa espiral. 


Onde não me reconheço, 

Talvez seja um Ser Entrante.

Caído sem para quedas, 

Nestas terras distantes. 

A mercê do volitar,

Tomada por nova consciência, 

Clamando por justiça.

Não me acostumando com a banalidade, 

O que é transparência é de verdade?


Os dias correndo em ritmo lento, 

Um olhar seguro para dentro. 

De si, vasculhando cada recôndito, 

No esconderijo da alma.

Expressando toda a calma,

Enquanto,  tudo gira ao redor.

Alimentando-se do próprio amor,

Como os outros a enxergam,  inevitável, 

Não tem problema. 

O foco está em fugir dos dilemas, 

Impostos por lutas corriqueiras. 

Fomentando as aventuras, 

Colocando lenha na figueira,  estresse.


É apenas uma fase,

Logo depois vem a abundância. 

Envolvendo-nos em seus braços, 

A tranquilidade em largos passos. 

Reconheço-me nesses momentos, 

Longe de toda agitação. 

Com papel e caneta na mão, 

Aquecendo o meu coração. 


Tenho as minhas particularidades, 

O modo de enxergar o mundo diferente. 

Será que sou originária de outro Planeta?

Isso é o que me faz ser gente,

Não contaminada pela antipatia. 

E pelo desprezo de alguns,

Coloco-me no pódio, 

A número um.


Reestruturando-me –

Quando necessário. 

Acolhendo-me –

No meu aquário.

Improvisando a catapulta, 

Emergindo-me –

Longe de qualquer disputa.

Recriando-me –

Reconectando-me –

Com a minha ancestralidade,

Não somente dessa,

Como de outras dimensões. 

Pois, são eles que me salvam dos perigos, 

Os que me dão abrigo. 

Arrefecem as distrações, 

Colocando-me no verdadeiro caminho.


Embora, contemplando a solitude,

Essa é a minha virtude. 

Às vezes, com a pitada da solidão, 

Mostrando-me que estou humana. 

Sentindo na pele,

Cortando na carne –

Os desprazeres  nesta constante ebulição. 


sábado, 9 de agosto de 2025

Quimera da poesia


O pavor -

O medo -

O ciclo de terror -

O circo do horror!


Ameaças em forma de estrondos,

Não há mira,

Nem o alvo certo.

Disparos de fuzis, trajetórias aleatórias,

Atravessando paredes  -

Sem aviso,

Estraçalhando corpos. 

A derradeira gota de sangue,

A transbordar o copo.

A falta de consciência, 

Por mero capricho,

Pelo arrefecimento de zelo.

Onde não há compaixão, 

O que sobra é ambição. 

Por quem vende mais, 

Pelo lucro positivo. 

Afrontando o poder,

A dor em demasia.

Aprisionando a população, 

Nesta completa loucura.

Contagiante  insanidade, 

Acinzentada realidade –

Desfazendo a felicidade. 


Qual será o futuro da humanidade,

Descendo ladeira abaixo?

Comportando-se feito lixo,

Transformando-se em farrapos.

Sem nenhuma mensura de gentileza, 

Opiniões diversas, dividindo  mesas.

Os devaneios do luxo,

O mesmo que trajando trapos.

Na retórica do retrocesso, 

Acertando em cheio, a meta do processo. 

Dando conta do recado,  a imaturidade, 

A violência impondo guarita.

Os governantes saciando as estatísticas, 

Jogando mais lenha na fogueira. 

Deste ardente caos, 

A vida alheia em tremendo vendaval.


Quem foi que recriou a ilusão distópica,

Distorcendo o que realmente era para ser.

Individualizando o prazer,

Aos rejeitados a triste sina.

Apenas mais um em meio à multidão, 

Essa é a tola constatação. 

Abnegando os semelhantes, 

Vestindo-se de papel principal. 

Aos outros,  simples coadjuvantes, 

Nessa transloucada Torre de Babel. 

Roubando-lhes completamente a memória, 

Pondo terrível fim na história. 

Como quem aniquilasse uma barata,

Por detrás das costas, fechando a porta.


Os periféricos se mantém firme na esperança, 

Por dias melhores, menos cobranças. 

Não ser subjugado, jogados à traças, 

Respirar livremente,

Andar tranquilamente. 

Respaldado todos os direitos, 

E não mergulhados em deveres,

Não mais forjados nos afazeres.


Será apenas um sonho,

Na quimera de minha poesia?

Acabar de vez com a hipocrisia, 

Deixando iluminado o amanhecer, 

Sem ao menos perecer?