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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A busca pelo Divino


 

Sinto-me perdida,

Vagando sem direção.

Cadê o pertencimento,

O acolhimento?

Somente o do próprio coração,

Minando em cada estação.


Alguns com tanto,

Outros com nada.

Sozinha –

Na busca pelo caminho,

Percorrendo a longa estrada.


Qual será o peso,

Dessa encarnação?

Dessolada em meio às tribulações,

Semeando a paz,

Seguindo o destino.

Aos adormecidos,

Enorme desatino.


O sentimento mútuo,

Não existe o reconhecimento.

Na brincadeira com as palavras,

O singelo acalanto.

Em sonhos profundos,

Acordada co-criando devaneios.

Presenciando vidas em curso natural,

Aqui do meu canto –

Buscando o primordial.


De compartilhar vivências,

Dividir experiências.

Multiplicando o alinhamento,

Ressoando na igual essência.

Este é o desejo mais profundo,

Que emerge do fundo da alma.

Ao verdadeiro, devolvendo a calma.


Recolho-me ao que sou, liberdade,

Iluminando a percepção, verdade.

Nesta imensa corda bamba,

A terceira dimensão.

Transmutando as energias,

Transformando-as em brandas.

Compete-me o exercício da equalização,

Disseminando a baixa vibração.


Na evolução,

Não se alimenta a competição.

O ego é inexistente,

Almejo o que for coerente.

Ativando o DNA, as fitas,

Desbloqueando outros sentidos.

O que nos for permitido,

Redescobrindo o poder da Natureza.

Com a exuberante beleza,

Contribuindo com a leveza.


Por causa de muitos,

O caos ainda habita no âmago.

Trazendo amargura e dor,

Plantando o desamor.

Permanece aqui dentro,

Como meio de sobrevivência – 

A esperança.

As turbulências, as tempestades,

Culminando no ápice.


Na alquimia do esplendor,

Ecoa o vazio.

Florescendo o início,

Reconectando-me ao essencial.

Ao meu Eu Superior,

A Centelha Divina.

Relembrando-me,

Que posso parecer solitária,

No mundo físico.

Porém, a ancestralidade,

Faz-me ressurgir, a Fênix.

Refazendo-me das cinzas,

Transformando-me,

Belo girassol.

Pois, sempre me resgata, enleio,

Em seu berço, o farol.


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