Sinto-me perdida,
Vagando sem direção.
Cadê o pertencimento,
O acolhimento?
Somente o do próprio coração,
Minando em cada estação.
Alguns com tanto,
Outros com nada.
Sozinha –
Na busca pelo caminho,
Percorrendo a longa estrada.
Qual será o peso,
Dessa encarnação?
Dessolada em meio às tribulações,
Semeando a paz,
Seguindo o destino.
Aos adormecidos,
Enorme desatino.
O sentimento mútuo,
Não existe o reconhecimento.
Na brincadeira com as palavras,
O singelo acalanto.
Em sonhos profundos,
Acordada co-criando devaneios.
Presenciando vidas em curso natural,
Aqui do meu canto –
Buscando o primordial.
De compartilhar vivências,
Dividir experiências.
Multiplicando o alinhamento,
Ressoando na igual essência.
Este é o desejo mais profundo,
Que emerge do fundo da alma.
Ao verdadeiro, devolvendo a calma.
Recolho-me ao que sou, liberdade,
Iluminando a percepção, verdade.
Nesta imensa corda bamba,
A terceira dimensão.
Transmutando as energias,
Transformando-as em brandas.
Compete-me o exercício da equalização,
Disseminando a baixa vibração.
Na evolução,
Não se alimenta a competição.
O ego é inexistente,
Almejo o que for coerente.
Ativando o DNA, as fitas,
Desbloqueando outros sentidos.
O que nos for permitido,
Redescobrindo o poder da Natureza.
Com a exuberante beleza,
Contribuindo com a leveza.
Por causa de muitos,
O caos ainda habita no âmago.
Trazendo amargura e dor,
Plantando o desamor.
Permanece aqui dentro,
Como meio de sobrevivência –
A esperança.
As turbulências, as tempestades,
Culminando no ápice.
Na alquimia do esplendor,
Ecoa o vazio.
Florescendo o início,
Reconectando-me ao essencial.
Ao meu Eu Superior,
A Centelha Divina.
Relembrando-me,
Que posso parecer solitária,
No mundo físico.
Porém, a ancestralidade,
Faz-me ressurgir, a Fênix.
Refazendo-me das cinzas,
Transformando-me,
Belo girassol.
Pois, sempre me resgata, enleio,
Em seu berço, o farol.

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