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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Questão de tempo


Houve um tempo,

Em que sangrei horrores.

Transmutação de mares em agonia,

No qual andei adormecida.

Parecia que sufocaria a alma,

Desejando apenas ser livre.

Ocultando o meu coração,

Pela flecha da deslealdade ferida.

Em meio à escuridão,

Atormentada por sombrias alucinações.

Sangrando o peito em chaga viva,

Restando apenas o desamor.


Tranquei-me no silêncio,

Fortalecendo o brio.

Alimentando a essência,

Reconhecendo-me na luz.

Sou flor em meio à tempestade,

Protegida pela ancestralidade.

Fechando os doloridos machucados,

Tatuando as cicatrizes.

Seguindo por novas diretrizes,

Pagando por todos os pecados 


A lagarta recolhida em seu casulo,

Distante do caos.

Realizando a completa transformação,

Em busca do motivo,  a razão.

Para a sua existência,

Assim, cultivando a paciência.

Não quero mais a solidão,

A solitude me completa.

Exorcizando-me estou,

Na alquimia da equalização.


Nada melhor do que a passagem dos dias,

Florescendo a primavera.

Aquecendo as horas,

Cicatrizando,  enaltecendo a cura.

Olhos radiantes com o canto dos pássaros,

Com o colorido raro,

Co-criando a vida em quimeras.

Vivenciando as aventuras, 

Em meio ao caos, quantas loucuras.


A liberdade dos pensamentos, 

Com o discernimento.

Levar-me-á de volta para casa,

No amor farei lúcida morada.

Aconchegando-me no teu –

Em nosso abraço. 


No instante é um fio de esperança, 

No peito brincando.

Torno-me criança,

Brincando por entre as flores.

Na cartasse outros rumores,

Em sorriso verdadeiros de alegria.

Encantando-me com a magia,

Com a intercessão dos entes passados.

Reverenciando peço as suas bênçãos,

Na derradeira emoção,

Explodindo no céu fogos de artifícios.


Sou livre -

Banhada pela felicidade.

Reverberando a liberdade,

Ressoando quem realmente sou –

Gratidão por tantos livramentos. 

Afinal de contas,

A cada momento surgem novos desafios.

Na corda bamba os riscos,

Envoltos em rabiscos.

Percorrendo cada amanhecer concedido,

No limiar dos minutos.

Neste lugar –

O Planeta Terra.


Houve um tempo,

Em que sangrei horrores.

Transmutação de mares em agonia,

No qual andei adormecida.

Parecia que sufocaria a alma,

Desejando apenas ser livre.

Ocultando o meu coração,

Pela flecha da deslealdade ferida.

Em meio à escuridão,

Atormentada por sombrias alucinações.

Sangrando o peito em chaga viva,

Restando apenas o desamor.


Não importa mais,

Já passou. 

Tudo gira em torno do aprendizado, 

Se não for para ser vivenciado, 

Que caia por terra.

É para ficar o que somente for meu,

O que me prometeu o Universo, 

Transmutando em versos.


domingo, 28 de setembro de 2025

Consagração da Espiritualidade


Um instante, 

Por um milésimo de segundo,

Uma intercessão entre o presente e o passado.

Um filme passando na mente –

Mesmo com dúvidas, realizadas as escolhas, 

Perdendo-me na falta de experiências.

A face molhada no reflexo do espelho, 

Inúmeras contradições. 

Borbulhando no âmago as emoções, 

A alma em sintonia com os pensamentos. 

Trilhando por caminhos descrentes,

Atraída por distrações.

No vislumbre do amor,

O que plantei, colhi o desamor.


Encontro-me em meio às turbulências,

Acolhendo-me no Eu Superior,  o Altar.

Consagrando-me ao Feminino, 

Redescobrindo-me por outras dimensões. 

Na densidade do Planeta Terra,

Sempre haverão velhas questões. 

Às vezes, o que tanto desejamos, realização, 

Não é para acontecer,  encruzilhadas. 

É necessário respirar, seguir em frente, 

Mesmo em meio à tantos caos, inverdades. 

Essa é a chave para a interior felicidade, 

Colocando-me em primeiro,  prioridade. 

Não importa quantas são as verdades, 

Ancestralidade, consagro-me à espiritualidade. 


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Próprio algoz


Boooooommmmmm!!!

De repente,  o estampido –

A explosão!

Acelerando de vez o coração!

O dia vira noite,

Não importa, o toque de recolher. 


Cicatrizes na alma,

Marcas eternizadas no corpo. 

O retrato da omissão,

Um governo corrupto,

Diante da  tragédia.

Mais um dia, fazendo média, 

Com a população sem direitos. 

O desenvolvimento cognitivo,  atrofia,

Não escapa nenhum,  

Nem muito menos parlamentares. 

Proclamando leis,

Promovendo a barbárie. 

Confabulando entre eles,

Tamanha crueldade,

Protelando medidas cautelares.


Os cidadãos de bem,

Tomados como reféns,

Em seus próprios lares.

No asfalto e concreto, 

A cidade cada vez mais densa,

Repleta de poluição. 

A Natureza radiante,

Lembrança distante. 

Perdendo-nos de nós mesmos,

Em mero conformismo. 

Qual é a finalidade de tudo isso, 

Se nada é de verdade, 

Com o outro não há o compromisso?


Criada a humanidade, 

Para ser o seu próprio algoz.

O fundamento do livre arbítrio, 

A desarmonia mental. 

A justificativa para o mal,

O controle da natalidade, 

As mortes em demasia.

Do modo arbitrário,

Totalmente cruel. 

O desequilíbrio dos recursos naturais, 

A luta desenfreada pela sobrevivência. 

Armações políticas,

Favorecendo sempre os seus.

Pares em conchavos, 

Armadilhas transvestidas de deveres.

Subjugando os menos favorecidos, 

Burlando os resultados, 

Na insaciável democracia. 

Denominando falsos reis,

A polarização, promoção do caos.


Nas ruas a efervescência, 

O povo na batalha,  a resistência. 

Clamando por clemência, 

Para desbravar outros horizontes, 

Haja paciência. 

A voz bradando a militância, 

Na face a marca da violência.

O povo sofrendo a intolerância, 

Ansiedade,  depressão  -

Afligindo a irracionalidade,

Ofuscando a incompleta felicidade.


Qual o futuro de nossas crianças?

Uma nação despontando sem o amanhã, 

Por quem deveria vir a proteção, 

Dia a dia marginalizados. 

Uma corja inteira de desalmados,

A favor da manipulação. 

Causando um modo frágil de torpor,

Com tamanha intromissão. 

Independente da raça ou credo,

Se existir ou não, 

Contemplado com a mesma graça. 

Exterminados sem persuasão,

O que cometemos na existência.

Qual é o crime em diligência,

Sem respeito, julgados a revelia.

A ausência da melanina,

Apoderando-se –

Tornando-nos escravos.

A presença da falta de ascensão, 

Levando-nos à destruição. 

Que cada ser humano,  

Mergulhe dentro de si,

Quem sabe há uma chance,

De continuarmos aqui.

A realidade se mostre diferente, 

Infinitamente descrente.


Boooooommmmmm!!!

De repente,  o estampido –

A explosão!

Acelerando de vez o coração!

O dia vira noite,

Não importa, o toque de recolher. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Carta para a humanidade XXXI


A humanidade consiste em um grande desafio para a sua existência. 

Isso não é um jogo qualquer...

Devemos nos preparar por aquilo que ainda está por vir.

A maioria tem sede de poder movidos pela ostentação e ambição. 

Quanto mais obsessivo, mais provocam dores, sofrimento e agonia.

Infelizmente,  não estou inventando,  fantasiando ou retirando da minha mente fértil. 

Em pleno ano de dois mil e vinte e cinco, a tecnologia deveria ser uma aliada,  porém,  não foi capaz de erradicar o fantasma da fome. 

Pelo contrário,  recriam a cada dia novos martírios e holocaustos com genocídios mais aterrorizantes, onde nem mesmo as crianças e os inocentes não são poupados. 

E, sim, são usados como moeda de troca para abastecer um mercado sombrio, no qual as suas vidas são dispostas como simples produtos.

Subjugados como seres desprezíveis, enquanto, anseiam em simplesmente viver ou apenas um prato de comida. 

O homem dito como ser racional dotado de inteligência é o primeiro a matar, a violentar e abusar deixando sequelas e transtornos como consequências de seus crimes absurdos, demonstrando um enorme abismo em sua psique  que em nada condiz com a conduta de uma sociedade civilizada de acordo com a moral humana 

O fato que a nossa espécie foi disseminada na Terra como baratas assolando o Planeta devorando e destruindo a si próprio.

Era para cuidar e preservarmos, portanto,  não cuidamos nem dos nossos que dirá daqueles que estão do outro lado do Mundo. 

Há seres que nascem sem o menor senso de empatia visando o bem, o prazer e o lucro próprio. 

A evolução humana está bem distante de acontecer!

A tão sonhada luta pela tecnologia apenas prever guerras e destruição em massa.

O verdadeiro sentido da vida se perdeu...

Com tantas preciosidades que encontramos na Natureza com a sua engenharia de sobrevivência,  de nada valeu. Pois somos capazes de nenhum mínimo de reconhecimento, porque almejamos o pulo do gato. No entanto, devastando florestas inteiras criando cenários desértico.

Não estamos aptos por promover o desenvolvimento da mente humana e, sim, recriando mecanismos mesquinhos para a sobrevivermos em uma selva de pedra, onde “ eles” pensam que o dinheiro vale mais – Mero engano!

Se continuarmos a agir dessa maneira os recursos naturais perecerão e, junto com eles toda uma cadeia alimentar também se perderá. 

“O homem é o lobo do próprio homem!”

Enquanto,  mergulhamos de cabeça nesse poço sem fundo, um vazio existencial  nessa síndrome de prepotência, julgando-nos por classes e cor.

Haverá um período em que o status social  será algo sem importância.

Não haverá distinção entre a pessoa mais pobre ou a mais rica.

O que valerá sim, será  a sua força e discernimento intelectual e espiritual  para passar pelas provas de sobrevivência, decidindo pela força de resiliência e sagacidade.

Contanto, estamos vivendo em um período de guerra pelo capitalismo,  em que crimes hediondos  são financiados por aqueles que deveriam nos proteger, porém,  são os primeiros a nós aniquilar. 

Está é apenas a ponta do iceberg.

Muitas coisas terríveis ainda estão por acontecer,  para destruir a HUMANIDADE!


O tempo está se esvaindo nessa enorme e densa ampulheta. 


Se daremos ou não um reset neste retrocesso...

Só o futuro nos demonstrará. 


Como acreditar nesta humanidade?


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Carta para Setembro de 2.025


 

Meu caro Setembro,


Sonhamos com dias melhores, 

Almejamos horas felizes,

Iluminadas como as manhãs coloridas da Primavera.


Que este pequeno ciclo de trinta dias, possa vir a nos ensinar a sermos seres humanos  melhores e, não a oprimir quem está ao nosso redor.


Então,  escrevo pautado nos últimos acontecimentos:

É de conhecimento de uma parte da população de que, não somente o Planeta Terra como todo o Universo está em uma desenfreada guerra sobrenatural,  ou seja, espiritual, onde a luz e as trevas estão travando uma batalha na qual impede o equilíbrio dessas forças. 

Porque para um existir o outro também precisa coexistir.

Mas para quem tende a optar pelas sombras, não deixará a luz predominar uma parcela do Universo,  porque nunca ficarão satisfeitos com tal decisão. 

Por esta razão, promovem um espetáculo de dor  e sofrimento onde se alimentam dessa energia negativa. 

Pode ser difícil,  entretanto,  precisamos reagir para que a luz se torne cada vez mais reativa.

Nunca foi e nunca será fácil!

Mas possuímos o poder de transmutar a sua força negativa. 


Os antônimos se convergem entre si, fundindo-se e se tornando mais fortes.

Desse modo, não podemos nos deixar levar por crenças limitantes.

Nem todo o mal é o que aparenta ser.

Há pessoas que se transvestem de bondade para persuadir os ingênuos e manipula-los.

Ao usarmos de percepção com a mente aberta, possuiremos a oportunidade de sentir o que será melhor para ambos os lados.

Infelizmente, existem aqueles que fomentam o caos  para obter a sensação do medo e do desprezo.

E nos mantermos neutros diante das circunstâncias e das crenças que à cada dia estão mais falidas, fará com que tenhamos outra visão neutralizando as demandas da maldade. 


Tenho a compreensão  de que a mudança se tornará inviável devido às distrações que há espalhadas não somente nos acontecimentos do cotidiano,  mas também pela rede e imagens que chegam sempre instantaneamente através das telas em nossas casas. 


É necessário o recolhimento para que no silêncio possamos refletir e tirarmos as verdadeiras conclusões, não precipitadas. Porém o que for melhor ao darmos a continuidade na face da Terra.

Setembro  -

Que seja de luz e harmonia,

Assim, quebrando o vínculo da violência que impera  na Terra.

Nós seres humanos e, não os desumanos, principalmente,  as crianças,  precisamos co-criar um vínculo com a sabedoria e o discernimento longe de tudo que possa vir a nos causar uma vida inteira de traumas.


Sejamos prosperidade;

Sejamos felicidade;

Sejamos abençoados;

Sejamos bonança;

Sejamos luz!


Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!


domingo, 31 de agosto de 2025

Marginalizados

 


O sistema falido,

A força bruta massacrada.

O poder corrompido,

A população dilacerada.


O som dos traçantes,

Ecoando no espaço. 

Acabou o lazer, decepcionante,

Correria a largos passos.


No meio do desespero, 

Salvem-se quem puder, pressão. 

Táticas de guerra, esmero, 

Infinita insanidade,  consternação. 


O burburinho,  transmuta o silêncio, 

O medo ofuscando o brio.

Marginalizados pela opressão, 

Impotentes, sem direito à indagação. 


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Do alto da janela


Está tudo tão confuso,

Neste lugar tão obtuso.

Ultimamente,  em silêncio,

Tem andado a minha mente.

Nada acontece de diferente, 

Conflagrado ambiente. 

Confesso que não gosto, como?

Dessa iminente situação. 

A perspicácia feito água parada,

Sem nenhuma exatidão. 


Qual será o intuito,

Nessa grande imensidão?

Onde nos destruímos,  involução, 

Recriando holocaustos.

Condenando-nos a próxima sorte,

Ao futuro nenhum norte.

A futilidade como válvula de escape, 

A superficialidade como engajamento. 


Aqui jaz o meu corpo, 

Nenhum motivo para continuar,  mudança. 

A turbulência sugando a bonança, 

Nada de reconhecimento. 

Do julgamento,  o entretenimento, 

Ainda por descobrir a razão. 

Navegando por um mar aberto,

Sem hesitar a direção. 

Faço-me aos desmantelos,

A nau a deriva,

Com o foco nas perspectivas. 


Observando com cautela, 

Mesmo no alto da janela. 

Escolhendo o que devo ser,

Redescobrindo o prazer.

De qualquer maneira for, 

Com dignidade e louvor.


No íntimo a conexão, 

Fora de moda a retratação. 

Tranquila a consciência, 

Tramando com segurança a paciência. 

Um passo de cada vez,

Caminhando com altivez. 


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Alheios pecados


Sinto-me letárgica em stand by,

Trilhando um caminho,

Acredito não ser o meu.

Porque não faz nenhum sentido,

Em qual momento, 

O meu brilho foi ao leu?


Por mais que eu tente,

Fazer diferente.

Não se encaixam as peças,

Não vejo a esperança. 

Uma pesada sentença, 

Talvez de uma quase morte.

Tornando-me impotente, 

Na reviravolta descrente.


No peito bate forte a abstinência, 

Da leveza do levitar.

Cessando por longas horas,

Os pássaros bailando pelo ar.

Bolas de sabão suspensos ao vento,

Aqui dentro um lamento.


Tenho saudades do que já fui outrora,

Onde nada mais me prendia, nostalgia. 

O teletransporte pela força do pensamento, 

O que sobra hoje é a falta de vontade. 

Presa nesta atmosfera densa,

O espírito desejando a liberdade. 

Do ir e vir perder o medo,

A mercê de alheios pecados.


A mente antes agitada,

Está quieta.

Do levitar falta a sensação, 

O corpo transmuta na hibernação. 

Cadê o frio na barriga, 

Aquele causado pela expectativa?


Os dias se tornaram frios,

Totalmente sem cor.

Derramando-se o mundo,

Em completo desamor.


Sobrevivendo em meio aos caos,

Por labirintos que se cruzam na imperfeição. 

Nos destinos perdidos nas bifurcações, 

Anestesiando as emoções. 

Tornando-nos animais irracionais,

Entrelaçados pela fria involução.