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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Estrela em ascensão

 


Horas nubladas,
Tomaram conta da minha vida.
Um movimento aterrador,
Deslumbrando através da colina.
Avalanche –
Soterrando tudo.
Como sobressair -
Ultrapassar a esquina?

Sinto-me presa,
Uma estrela em ascensão.
Enclausurada,
Diante da oscilação.

Rotações aleatórias,
Girando a mente.
Como me concentrar?
O amor em meio a agonia,
Uma agulha no palheiro –
Não mais o derradeiro.
Por que agiu de forma inconsciente,
Ou de modo inconsequente?

Há uma centelha,
Ainda arde e queima –
Alimentando a chama.
Pouco a pouco –
Existirá não mais.
Extinguirá a mesma,
Com a fria realidade.
Na transmutação do amor,
Não existirá mais a dor.

Encontrando-me –
Em cada cantinho,
Do meu coração.
Os recônditos –
Severamente vasculhados.
Passando pano,
Limpando as arestas.
Para outro alguém,
Fazer morada.
E andarmos unidos,
De mãos dadas –
Escrevendo outro destino.

Outra realidade


Para serem pronunciadas –

Tantas palavras.
Ouvi-las –
Quem as deseja?

Um abismo,
Entre dois corpos.
O vazio descomunal,
Um muro abissal.
Outro mundo –
Outra realidade –
Estranha dimensão.

Barulho ensurdecedor,
Lá fora.
Aqui dentro,
Completo silêncio.

O buraco profundo,
A tristeza.
A transmutação,
Em solidão.
A felicidade,
Em estado de putrefação.

Sensação de morte,
Em plena vida.
O luto constante,
Congelando-me –
À todo instante.

Tenho a plena certeza,
De ser forte.
Como lutar –
Contra algo tão imponente?

O amor –
É feito as águas de um rio,
Seguem por caminhos desconhecidos.
Deságuam perene –
Ou causam tamanho estrago.
Como também –
Morre em pleno leito.
Para renascer,
Em terreno desconhecido.
Impondo a tristeza,
Tão abruptamente –
Não pensando nas consequências.

O viver na Terra –
É feito de escolhas.
Possuímos as nossas opções,
De continuar passo a passo.
A procura de nova nascente,
Envolvendo-nos –
Em diferentes compassos,
Palpitando os corações.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

O ponto de equilíbrio


Há momentos,
Em que tudo se torna demais.
Na busca do ponto de equilíbrio,
No saber dosar –
Encontrar a medida certa.

Talvez pela surpresa,
Exageramos nas emoções.
Sufocando o outro,
Asfixiando-nos.
Na tentativa de compensar,
O tempo perdido.

Não devemos exagerar,
Devemos abrir espaço.
Para o que se deve –
Acontecer!
A ansiedade que nos desnorteia,
Faz com que percamos a direção.
E saímos atropelando à todos –
Em nossa volta.

Hoje em dia,
É tudo tão imediato.
Os sentimentos volúveis,
Os amores perecíveis.
Para os mais sensíveis,
O sentimento de parecer perdido.
Em meio à selva,
Onde uns passam por cima dos outros –
Sem o menor sentido de remorso.

O discernimento –
É o que devemos buscar.
Para reavaliar –
O que realmente vale a pena.
Em meio ao cotidiano,
Os mesmos dilemas.
A natureza humana,
Digna de estudos.
A mente passeando –
Por caminhos nunca habitados.

A questões de saber,
Onde se deseja chegar.
É fundamental,
Para o nosso desenvolvimento.
Respeitar o tempo do outro,
A fim, de atingir o amadurecimento.

Às vezes, percebe-se tão contraditório,
O que se faz notório.
Está estampado a nossa frente,
E não queremos admitir.
Uma porta se fecha,
Outras janelas se abrem -
Assim é a sobrevivência na Terra.
O fato em adquirirmos experiências,
Com o que dividimos e compartilhamos,
É dolorido:
Menos para alguns,
E mais para os outros.

É necessário,
Dar tempo ao tempo.
Para que o outro também reaja.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Transição planetária

Estamos vivendo um momento de mudanças.
Um período de inversão polar...
De transição planetária...
A Terra caminhando para a quinta dimensão.
Este novo ciclo começa em 21 de dezembro de 2.022.
A separação do joio e do trigo.

Pessoas despertas estão sendo atacadas para não emanarem na vibração da luz.
Isso faz com que espíritos de baixa densidade tentem contra as suas emoções, usando de forma mais vil e cruel, atingindo o seu ponto mais fraco, gerando agonia.
É dessa forma que se alimentam.

Por mais que estejamos conscientes,
Somos falhos no caminho da elevação espiritual, deixando-nos levar pelas tentações, mudando de rota.
Ao invés, de seguirmos para um lugar... Um mundo melhor.
Isso faz com que tenhamos uma vulnerabilidade mais acentuada.
É uma luta travada entre o bem e o mal.
As trevas e a Luz!

Assim, como existem espíritos bons,
Também há aqueles que não atingiram a luminescência.
As pessoas que já possuem uma consciência mais apurada, neste trajeto de transição – Estão mais propensas, correm mais os riscos.
Deixando as emoções que não são benignas se aflorarem, cometendo erros, perdendo o equilíbrio. O que é fundamental para atingirmos a quinta dimensão.

Os dias estão muito corridos.
As pessoas não se olham.
Basta apenas emanar o amor.
Desenvolver o espírito de empatia.
Deixar o orgulho e o egoísmo de lado.
O que adianta pensar em si mesmo e deixar o outro a revelia?

Tudo é  questão de discernimento!

Quanto mais pessoas buscarem o despertar, a Terra será um novo lar.

É necessário uma reavaliação para deixar o que nos aflige de lado, e nos atentarmos a nova concepção.
Infelizmente, nem todas as pessoas têm o mesmo nível de consciência.
Impor esse tipo de pensamento à força não vai adiantar de nada.
Ainda há aqueles que se deixam subjugar por ideias que impõe padrões ao ponto de massificar e manter à todos confinados em velhas e antigas amarras.

Uma grande reforma espiritual há muito tempo está sendo elaborada.
Mesmo aqueles que frequentam religiosamente as suas congregações serão pegos de surpresa.
E os que não estiverem preparados: Ficarão de fora!

Cabe a cada um de nós pessoas despertas, não nos deixarmos levar pela baixa vibração.
É importante criarmos vínculos.
Reconectarmos.
Para receber e vibrar uma energia límpida em sinergia com os demais.
E irradiar em quem ainda não está preparado, a fim de amenizar o sofrimento e a agonia.

O que acontece aqui na Terra,
É apenas uma pequena amostra do que está por vir!

                                                  Paz e bem

Recebido em 20/12/2022

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Suco da morte


Quero beber o suco da morte -
Senti-lo impregnando as entranhas,
Até atingir os meus pulmões -
Cortando o ar...
Finalmente vislumbrando o universo -
Em sua carruagem.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Carta para a vida (distopia) - 6

Eu sei que esta nuvem escura vai passar,
Mas o medo ainda persiste aqui dentro.

É tão estranha,
Esta distopia do futuro.
Onde não possuímos –
A certeza do nada.

É tudo tão translúcido...

Como conseguimos enxergar com exatidão?

É como nos sentirmos especial,
Importante para alguém –
E, de repente,
Transforma-se em um completo nada!

Tudo desabou –
Preciso te sentir mais próximo,
Como da primeira à última vez.

Sei que quer continuar a nossa história,
Isso é importante –
Para compreendermos o que tanto desejamos.

O que mais anseio,
É acordar desse pesadelo.
Poder caminhar ao teu lado,
Sentindo-me segura.

Tudo tem uma razão para ser,
Um significado.
Estou aqui pronta,
Para ressignificar a nossa jornada.

 

Carta para a vida (tempestade) - 5


Ferida –
A dor foi mais forte do que eu.

Não consegui raciocinar,
Seguir adiante –
Como se nada tivesse acontecido.

Sentia-me coagida,
Feito um animal machucado –
Definhando-se em sua própria agonia.

Mergulhada no sarcasmo,
Que o mundo me oferecia.
O que foi o que fiz,
Para merecer passar por tal situação?

Ao meu jeito me doando,
Entregando-me.
E não foi o suficiente,
Para barrar a tempestade.

Sentia-me fraca –
Impotente,
Pensando na possibilidade –
Da perda e do desprezo.

Sangrando a alma,
Sangro –
Somente em ter que relembrar,
De tudo aquilo.
Parece um filme na cabeça,
Quando fecho os olhos –
Passando infinitamente.

Sufocando,
Vontade de sumir –
Evaporar,
Morrer!

Transpassada –
Mortalmente,
O amor próprio,
Não mais existia.

Só desejava correr para longe,
A sensação de ser apenas uma folha –
Levada ao sabor do vento sem direção,
Aos poucos entraria em decomposição.

Sei que sou uma pessoa forte,
Um ser humano incrível -
Porém, Deus têm os seus escolhidos.

Será que não nasci para ser feliz?
Ou nasci para viver esta mesma vidinha –
De sempre?

Tenho consciência que errei,
Ninguém é perfeito o tempo inteiro.
Antes de tudo a mágoa se apossou –
Do meu coração.

A única reação que possuo,
É de simplesmente existir –
Nada mais.

Carta para a vida (impotência) - 4

Não suportei a dor,
Explodi –
Em uma sensação de morte.
Como sobreviver à todo este caos?

O destino existe?
Ou somos autossuficientes,
Para traçarmos nova trajetória?

O espaço tempo,
Linha tênue.
O sentimento maior,
Transmutou-se –
Com a alquimia dos acontecimentos.

Como fui tola –
Em não dar atenção aos sinais.
Todos se mostravam nítidos,
Confiava cegamente.

Não bastava somente a entrega,
A voluptuosidade carnal.
Os sentimentos adormecidos,
Congelados feito um iceberg –
Acumulando frias camadas de poeira,
Deixada com o passar dos anos.

Ser diferente,
Cobra o seu preço.
Aí vem a realidade,
E te dá uma rasteira.

Ou se vive:
Deixando tudo para trás.
Ou se morre:
Por perder tudo –
O que pensou que tivesse.

O tempo verbal –
É tão efêmero,
Quanto a nuvem que se dissipa,
Sem deixar rastros.

A calmaria,
Cedendo lugar a tempestade –
Sombria bagunça.

Sinto-me impotente,
Diante dessa situação.
No espaço condensado,
Fechando os olhos –
Encolhendo-me sobre a cama –
O sono não vem –
Vozes ecoando em minha mente.

Tampando os ouvidos,
Não quero pensar –
Desejo esquecer o pesadelo,
No qual mergulhei.
Na tentativa de gritar,
Em esquecer a ansiedade.
Apenas em cessar,
Arrancando essa dor do peito.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Carta para a vida (a morte) - 3

O caos é uma tormenta,
Quero desaparecer –
Quero morrer.

O desejo da morte,
Inebria a essência.
Caminho em direção,
Ao grande furacão.

Ela me deseja,
Ela quer me tomar –
Por sua mão.
Como uma criança indefesa,
Em meio à multidão.

Mostra-se tão doce,
Convidativa.
Prometendo-me –
Boas novas.

Não dá para fugir,
Desse sentimento.
Impregna a alma,
Como uma mancha negra,
Perfume agradável.

Mas a curiosidade da passagem,
O sabor em descobrir –
Como é do outro lado.
Quem sabe pode ser,
Menos cruel –
Do que aqui na Terra?

Às vezes, somos tão egoístas,
Por não nos importar com os outros.
Também por tomar nossas doses diárias,
De pura covardia.

Eu não sou assim,
Conhecer-me do avesso.
Ao menos o que deixei transparecer,
Com o medo do sofrimento.
A possibilidade de reviver o inferno,
Fracassei novamente –
Não sou tão forte o suficiente.

O amor de autora,
Transformou-se –
No punhal de agora,
Transpassando o coração –
Fazendo-o sangrar.
Dói tanto!
A morte seria a solução,
Traria o alívio –
Para por um fim,
Nesta situação.

A ansiedade está me corroendo...
Pouco a pouco -
Você se transmutou em ausência.

Fico aqui,
Fingindo está tudo bem.
Ela quem permanece ao meu lado,
Melancólica companhia.
Ocupando um lugar,
Em que você deveria está –
Preenchendo o espaço da saudade.

Demora a passar o tempo,
O tic tac do relógio bate devagar.
Culminando as minhas forças,
Desculpe –
Está sendo mais forte do que eu,
Não sei até quando poderei suportar.

Carta para a vida (ainda é possível) - 2

 


Eu preciso acreditar que ainda me ama,
E a possibilidade em te perder,
Mostrou-me o quanto te amo –
Jogando no looping infinito,
No abismo dentro do meu peito.

A sua mão,
É quem me segura.
O teu olhar de cumplicidade,
Trás a felicidade.
Em um mundo,
Conturbado pela falsidade.

Sei que somos diferentes,
Por isso, criei um mundo só nosso -
Tentando nos proteger,
Mas não foi o suficiente.

Achava-o tão meu,
Até que chegou a ameaça.
Da forma mais vil,
O destino me provou:
Que toda fortaleza desmorona.

Não quero ser assim,
Não sou assim.
Você sempre despertou –
O que há de melhor em mim.

Toda essa contradição,
Toda essa confusão,
A tormenta,
Estou no olho do furacão.

Se não me importasse,
Se não te amasse –
Eu simplesmente viraria a costas,
E iria embora.
Não é isso o que desejo,
O meu lugar é ao seu lado.
Diga-me se ainda é possível...
Também preciso saber.