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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Hierarquia da inteligência


Verdadeiramente –
É tudo tão estranho e desconcertante,
O modo ao qual vivemos –
Há as suas exceções.
Entre muitos que vivem de aparências,
Demonstrando uma vida que não têm.
Adquirindo subterfúgios,
Manipulando –
Reinventando mentiras.
Isso faz parte do caráter dos seres humanos:
Criar um modo de vida que não possuem.
Porém, aqueles que não compactuam desse jogo,
Por muitas vezes, ou todas,  acaba sendo excluídas.

Não muito obstante,
Há um modo imaturo de falta de personalidade.
Onde não existe o mínimo de coesão,
Que faça a explosão de uma visão –
Uma explosão de consciência.

Por mais que sejamos incrédulos em acreditar,
No sobrenatural.
Querendo ou não, possuímos um elo,
Que nos conecta, desde o momento da criação.
Na existência de uma enorme inteligência,
Tão perspicaz –
Maior do que a nossa capacidade possa mensurar,
E dela somos completamente dependentes.

Se a sua benevolência chegar ao fim,
Seremos apenas fantasmas –
Os excluídos de uma civilização:
Aquela que não deu certo,
Pois somos incapazes de verdadeira empatia.

Devemos nos compadecer –
E aprendermos a ser menos injustos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

O poder que há em nossas mãos


Na eminência do meu propósito,
Compor quantos textos forem necessários.
Um vício tão lícito –
Quanto o respirar.

O ser humano e os seus medos,
A morte não bate na porta.
Às vezes, chega como uma intrusa,
Devastando o que encontra a sua frente –
Sem ao menos avisar.

Por isso, escrevo com inquietação,
Ninguém sabe o dia da partida –
E nem como será.

Devemos nos espelhar, em algo que de fato,
Resultará em contribuição:
Para um novo mundo – Sociedade –
A evolução e expansão humana,
Revolucionários pensamentos.

Talvez não estaremos mais por aqui,
Quando a prosperidade –
Enfim, se fazer presente.
De alguma forma, na ausência,
Quem sabe seremos lembrados,
Por aquilo que um dia representamos?
Não por vaidade –
Para alimentar o nosso ego –
E sim, proporcionar o acalanto para a alma.
Lembranças boas sempre nos fortalecem,
Fazendo com que o bem possa resistir –
À todas as investidas,
Nas tentativas de seu abate.

Sabemos que existe uma agonia –
O sofrimento se apossando do nosso corpo.
Entretanto, é necessário que haja um aprendizado na vivência,
E de maneira relevante, possamos crescer e amadurecer,
Com o mal que nos espreita –
Por detrás dos muros que nos protegem.

Acreditar –
Ter pensamentos positivos –
Este é o modo para distinguirmos,
Principalmente, com o discernimento,
Quem desejar nós escravizar e massacrar.

Somos livres –
Somos fortes –
Necessitamos redescobrir com urgência,
O poder que há em nossas mãos.

Por isso, que Deus nos concedeu,
A graça do livre arbítrio.

Mística

 


O céu um mar de nuvens,
Quais serão os seus mistérios?
Na imaginação –
Recrio imagens.
Espelhando o real –
Também o sobrenatural.

Há toda uma mística -
Enorme anseio por descobertas.
As maravilhas –
Existentes em outras dimensões.

Uma grande incógnita –
Sob uma ótica surreal.
Posso parecer louca,
O meu estado habitual.

Na livre forma de pensamentos,
Com os olhos fechados –
Contemplando miragens.
No raciocínio lógico,
Os questionamentos.

Despretensiosa alucinação,
Viajando – Volito –
Pela imensidão.
Não me abasteço –
Com a imposição,
Chega de desmazelos.
Preciso de aconchego,
Sem menção de perigo –
Religar os elos.

Existe o livre arbítrio,
Para cada um a concessão.
Falsos rumores –
A indignação.
A mente aberta –
Plena expansão.

A manipulação do caos

 


Olhando para a imensidão do Planeta Terra,
Através de seu firmamento pelas Galáxias –
Posso perceber o quanto somos misteriosos,
Porém, apegamo-nos às coisas pequenas –
Sem nos atentarmos ao que é essencial.

Essa inquietante curiosidade,
Que paira dentro do meu ser –
Na tentativa em descobrir coisas novas,
Interessantes eventos, que nos conecte ao surreal –
A porção psicodélica de nosso interior.

Acredito que sejamos ingênuos,
Com a forma que deixamos nos levar:
Por ideias que não fazem sentido –
Sem nenhuma base ou coerência.
Apenas com o intuito de manipular,
Fazer lavagem cerebral –
Para que a grande massa não se torne um problema para o sistema.

Ao contraponto de tudo,
Existem cabeças pensantes –
Que não se permitem levar por estas questões,
Impondo-se – Questionando o sistema –
Não se deixando subjugar.

Seria muita pretensão nossa –
Pensar que somos agraciados pela “inteligência”.
Na verdade, assemelhamo-nos aos ratinhos de laboratório –
Manipulados como em um imenso reality,
Não nos dando conta disso.

A vida é muito além do que vivemos –
Com tudo sendo condicionado na maior perfeição,
Sem que não sejamos direcionados para o caos.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Real evolução


Descrente –
Esta é a palavra do dia, na tentativa de compreensão do ser humano.
Em pleno século XXI, no ano de 2.022, pensávamos que viveríamos a expansão da tecnologia, ainda estamos engatinhando para que isso aconteça.
Mas ao invés do progresso, clamamos pelo retrocesso num descalabro relutante.

O que diriam os meus ancestrais que lutaram pela tão almejada liberdade e tiveram as suas vidas ceifadas?
Se estamos aqui, é porque alguém veio antes de nós.
A minha alma anseia por uma liberdade que não existe: De falar o que deseja sem ser tachada ou rotulada por algo. Ainda mais quando se nasce mulher e artista em um mundo tão retrógrado, em que precisamos nos vigiar com medo da violência.
Por fim, para onde se está caminhando a sociedade que não tolera nenhuma forma diferente de pensamentos?
As pessoas têm que entender que ninguém é igual ao outro, e mais além, que exista alguém perfeito.

Precisamos de muito, para então possuirmos um mundo de igualdade.
Se até lá, o Planeta sobreviver –
Necessitaremos de muitos séculos –
Para que haja uma real evolução.


Cavalo alado

 


Reluto – No luto – Na luta –
Apático - Um país todos os dias,
Orquestram - Contam os seus mortos.
Sem piedade, seja de qual forma for,
Fila indiana, cotidiano segue o pavor.
Seres vagantes, povo na periferia, a labuta,
Constante - Nenhum refrigério irradia –
Outra vez no ouvido estampidos, fartos.

Segue na vontade a esperança,
Momentos melhores, a temperança.
Da Pátria ser justa para todos,
Arrefecendo artimanhas e pecados.
O sonho, o desejo, o cavalo alado,
De vivermos sem a hipocrisia.
Da violência – A lembrança da heresia,
Na realidade, pobres desamparados.

Derramamento de sangue pela sarjeta,
O servil, salário mínimo como gorjeta.
À mercê de apuros, governo e desmantelos,
O próximo, igual situação – O amparo.
Vis políticos, robustas contas, castelos,
O favelado, pura ânsia de fome e desespero.
Mal tem o que por na mesa - Tristeza,
Almejando na sobrevivência - A beleza.

Fora da realidade

 


O tempo correndo rápido e translúcido.
Não podemos vê-lo, toca-lo e nem ao menos senti-lo –
Passa apressado e não pede licença.

A sua velocidade faz com que nos percamos em meio aos sentimentos,
Redescobrindo-nos mesquinhos.

A sina do ser humano, traduz-se no ato da sobrevivência.
De querer desfrutar –
Possuir uma vida a qual não lhe pertence.

Às vezes, é tão fácil e desafiador manipular, mentir e levantar falso testemunho –
Para obter o que não é da sua alçada.

É muito massacrante tudo o que nos cerca,
Por isso, desejo apenas o que é meu –
O que foi prometido – O simples –
E ainda não sei ao certo.

Às vezes, percebo-me em um mundo tão intransigente –
Que me viola de todas as formas, negando-me o prazer de viver,
Ao mesmo tempo, protegida.

As energias, por vezes, tornam-se tormentas e vem com o poder de uma surra em meu corpo, fazendo-me dolorida –
Como também a alma, e essa é a maior de todas as agonias.

Como as pessoas podem ser tão cruéis ao ponto de não perceberem os seus atos?
Por isso, tranco-me.
Sou invisível –
Torno-me inacessível.

Tenho um mundo –
Pode ser imperfeito,
Mas é o meu.
Tomo o poder em desvenda-lo,
Com uma única arma: A escrita.


domingo, 2 de janeiro de 2022

Primeiro dia de 2.022

 


Primeiro dia de 2.022 –
Uma energia densa, paira sobre as nossas cabeças.
Cabe a nós a expansão de dias mais claros,
Reverberando pela alma –
Em sinergia conectarmos.
Será que ainda teremos salvação?

A natureza, detentora de todas as forças –
Prima por sua regeneração.
A cada amanhecer agoniza, mas o ser humano –
Não se compadece e zomba de seu sofrimento.
Torna-se cruel veemente.

Chegará um momento,
Em que o dinheiro e riquezas de nada valerão.
Testemunhas seremos de nossa própria destruição -
Pois estamos preocupados com a tecnologia.
O fundamental,
A verdadeira essência deixamos de lado.

O grande mistério:
De onde viemos e/ou para onde iremos,
Faz-se necessário.
Nem todos têm a capacidade,
De usar o seu livre arbítrio –
De forma necessária e eficaz.

Somos mera ilusão, em um lugar,
Em que a natureza impera em meio ao caos,
E as intempéries em meio à poluição.
Infelizmente as mãos da ambição,
Tornam-se perspicazes quando desejam destruir.

Se não mudarmos o pensamento,
De não revermos o aprendizado diário –
Estaremos fadados a aniquilação.
Não seremos nem lembrados,
Para não repetirem os iguais erros.

Mar de Galáxias


Miscelânea –

Real e sobrenatural.
No lumiar do limite,
Na abundância do caos.
Uma nau a deriva,
Imperfeita loucura –
Desbravando tempestades.
Atmosfera psicodélica,
Na alma o alarde.

A conquista da inspiração,
Fluindo a imaginação.
O desejo - Em expansão,
De compor um novo texto –
Tocar o inconcebível,
Bem mais de perto.
Como pode ser possível?

Viajo aos quatro cantos do mundo,
Posso tocar o firmamento –
Infinito universo, anos luz,
Um mar de galáxias –
Espaço sideral imenso.

Tenho o poder nas mãos,
Em minha mente –
Condensa-se aos fenômenos,
Inexplicáveis – Melhor forma.
Na capacidade da ilusão,
Não queira buscar a razão.

O surreal é a essência,
Inquieta resiliência.
Para sobreviver ao abstrato,
De olhos fechados,
Revendo cada ato.
Em constante ousadia,
Envolvida em primícias.

Aqui não me prende o fútil,
Em demanda negativa e inútil.
Nas mazelas desregradas,
Na resistência, a vida privada.

Abasteço-me de emoções,
Viscerais no corpo, as reações.
Guia-me a luz da esperança,
Os mesmos sonhos, desde criança.

Deusa pitonisa


Os meus sentidos em alerta,
Revelam-me a feliz descoberta –
Do mundo sobrenatural e extraordinário,
Que se acampa em minha volta.
Para alguns tachada de louca,
Para outros alguém que não vive,
Pelo contrário, vegeta.

Transbordando-me em imensidão,
Em pleno século XXI,
A grande excitação –
Na escrita exalando a inspiração.
Como meta possuo os versos,
Compondo – A canalização.
Em dias nublados –
Também nos ensolarados:
A missão.

Fixamente olho para o espelho,
Observando o seu reflexo.
O portal – Um anexo,
O corpo estremece, a vibração.
Volito pelo espaço sideral,
Em deleite com a energia.

Transpondo mundos,
Conhecendo castelos,
Reconectando –
Religando-me aos elos.
Surpreendo-me  -
Com tamanha beleza.
Reivindicando o seu lugar,
A natureza.
Espelhando-se de modo ardil,
Rendo-me ao deslumbre, a sensação.

Visto-me de acordo com o tempo,
Uma deusa pitonisa –
Asfixiando – Cortando o ar.

Ainda há muito o que viver,
Recuperar um novo significado.
Descobrir um sabor ao paladar,
Ressignificação do prazer.
E tudo o que emana o poder –
Realizando desejos –
No lumiar da expansão,
Com o tilintar da emoção.