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sábado, 27 de novembro de 2021

Pensei que fosse imortal

 


Pensei que fosse imortal -

Mas eu sei que, algum dia não estarei mais aqui.

Será que as pessoas sentirão a minha falta?

Isso só o tempo dirá,

Por isso, escrevo.

Escrevo sempre para que aqueles que se interessarem saberem quem fui nesta vida.

As minhas letras,

As palavras serão imortais,

Os pensamentos e ideias,

Também os meus ideais.

Os desejos de que todos vivam felizes e em paz.

Que as guerras sejam vistas, apenas em vídeos, ou melhor, que as lembranças ruins não sejam mais presentes em nossas vidas.

Sonho com a igualdade humana.

Que todos sejam tratados como são e, não julgados por aquilo que tem.

Será este sonho possível?

Eu desejo -

Você deseja -

O vizinho deseja

É essa corrente que precisamos fazer para que algo novo aconteça.

Assim fazendo das pessoas - 

A humanidade imortal.

Imortais são os nossos desejos, sonhos e ações.

Imortal é o amor quer possuímos pelo próximo.

Imortal é o cuidado pela natureza.

Imortais são as boas palavras, é o que fazemos para ajudar ao próximo;

Por isso, faça-mos mais do que fazemos hoje.

A vida segue a cada amanhecer.

Até que eu seja agraciada em respirar.

Tenho a plena certeza de que algum dia partirei.


O que desejo: Encontrar a tua alma


Para que possas me ouvir... Grito!

Digo o que desejo:

Encontrar a tua alma.

Dirija-se ao meu encontro.

E, então, refazer os laços que ficaram soltos pelos caminhos.

As estradas estão luminosas, para que possamos segui-las unidas.

Veja o brilho em meu olhar.

Busque-me...

Leve-me para outro lugar.

Encontre-me...

Segure minha alma em tuas mãos!

Faça dela o cálice do mais saboroso licor.

E a tome...

Beba a essência que entorpece os sentidos.

Ela tem a cor vermelha.

A cor de sangue...

A cor da vida.

Digo o que desejo.

Em um grito desesperado...

Encontrar a tua alma.

E faça da minha, o que quiser...

Pois eu sempre fui tua.


Canções infantis


Ah...

Como eu queria poder voltar ao tempo...

Na época em que as canções infantis diziam tudo o que queria ouvir.

Acreditava com veemência de que o mundo estava ali... Intacto e blindado de toda e qualquer maldade.

Mas os dias passam...

As mudanças de fases acontecem:

A adolescência...

A juventude...

A vida adulta...

Esta quando chega também com ela as responsabilidades (contas a pagar).

O que mais sinto falta é da inocência daquelas mesmas canções.

Assim com o passar dos anos...

Com eles vieram tantas coisas ruins que, não lembram em nada as voltas a pé das festas com os amigos, sem alguma preocupação.

Vai fazer isso em tempos atuais... Está arriscado tu não voltares mais.

Quem me dera se eu pudesse voltar atrás... Tantas coisas mudaria.

Apagaria o rascunho de meus dias e, escreveria à caneta permanente com tamanho zelo os fatos que, foram marcantes e felizes: A época dos anos oitenta. A descoberta dos Engenheiros do Hawaii, o nascimento do amor pela poesia, entre outros... E passaria corretivo em cima dos acontecimentos que não foram legais.

Reescreveria tudo com o maior prazer!

Não deixando para ser impresso nenhum pingo ou letra.

Creio que, felizmente ou infelizmente a vida é uma só. Uma nova chance. E ao vivenciarmos cada uma delas, vivemos experiências boas e ruins. Cabe tirarmos lições dos fatos que acontecem com conotação boa e aprendermos com os erros.

É humano errarmos uma vez, mas cometer o mesmo erro é falta de aprendizado.

Quando estamos vivos aprendemos sempre!

Por algum momento, se tomarmos alguma atitude que não seja correta, devemos possuir o discernimento de não mais repeti-lo.

Nos corrigirmos e reconhecermos algo errado é uma atitude nobre, fazendo enaltecer o coração.

Às vezes, sei que é mais fácil deixarmos certas coisas de lado. É mais cômodo não tocar no assunto.

Portanto, se as pessoas não tomarem as rédeas em suas mãos, os eventos tomarão dimensões proporcionais ao desmantelo, talvez não mais irremediáveis.

É imprescindível recomeçarmos no instante, ao percebermos que não estão no mesmo compasso que deva ser mantido, como uma canção fora do ritmo para mantê-la afinada.

Ah...

Como eu queria ter a possibilidade de voltar ao tempo das canções infantis.

Estas estão impressas nos CDs...

Mas o desejo ainda é o mesmo.

As iguais ilusões de que o mundo possa ser diferente com os super heróis, de que o lugar onde vivemos possa ser bonito.

E não com os vilões a cada esquina de nossas ruas, espreitando-nos a espera de mais uma vitima.


Doces ingredientes


 

A música...

A poesia...

A escrita...

A melodia...


Ingredientes principais -

Para adoçar um ouço a realidade que se faz como o fel.


Quero viver a verdade,

Enaltecer outra realidade.

Embevecer a felicidade,

Sobreviver nesta cidade.


A música...

A poesia...

A escrita...

A melodia...


Amenizam a vida -

Harmonizam os dias.


Expectativa e decepção

 


Fico olhando com tamanha expectativa os dias futuros de minha agenda e, pensando:

- Serão diferentes dos dias que já vivi até hoje?

Nós seres humanos somos bem estranhos.

Nunca estamos contentes com o que possuímos.

Quando temos algo nas mãos, queremos ainda mais e mais.

Até quando nos comportaremos dessa maneira?

Acho que a ambição nasce conosco... Em nosso DNA.

Porém, acho que fui formada com alguma anomalia genética. Pois em meu sangue não corre este gene por dinheiro ou qualquer coisa material.

Quem me dera respirar novo ar.

Conhecer pessoas com perfis diferentes daquele que conheço.

No peito fica um anseio enorme em gritar!

Algumas horas se passaram depois do anoitecer.

Amanheceu novamente...

Mais um dia de pura expectativa e de uma grande decepção.

Não me canso de perguntar:

- Até quando?

Os meus sonhos ficarão na imaginação.

Os desejos guardados no coração...

Os anseios na maior agitação...

Como que queria quer as coisas fossem diferentes.

Como queria que os fatos ocorressem iguais que crio na mente.

Como queria olhar para o espelho e enxergar muito além do seu reflexo.

Mas a cada amanhecer...

Estico meus braços e não consigo alcançar.

As imagens vão ficando mais distantes, turvas e ofuscadas.

Não compreendo...

Tudo se perde no meio do caminho.


Escrever é...

 


Escrever é...

Um ato sensorial.

Transcende o lado visceral de minha alma.

Não desejo ser para o mundo um habitante ou um ser inútil.

Pretendo não me tornas um enfeite ou outro adorno qualquer.

Quero transformar com o que imprimo no papel o lugar no qual podemos viver com a harmonia.

Preciso continuar acreditando que as pessoas podem se melhores do que elas são.

Se não for assim, não dá para sobreviver nesta selva.


A escrita -

A minha bóia de salvação.

Em meio ao mar,

Na escuridão.

Quem me salva,

Nas tempestades da solidão.

E me livra da deriva -

Da ilusão.




Fora de foco


Quanto mais olho atentamente para as outras pessoas... Mais percebo os seus contornos fora de foco.

Não é por causa de minha retinite, porém, por seus modos vulgares e inescrupulosos.

Como podem agir dessa maneira?

Ostentando falsos valores e sobrevivendo nadando em seu mar de hipocrisias?

Quem me dera, se todos vivessem em correntes solidárias -

Uns ajudando os outros.

Penso que muitas tragédias seriam evitadas.

Fico tão feliz quando alguém consegue atingir seus objetivos -

Quando ganha algo que muito desejava.

Outras pessoas poderiam ser assim!

Galgar novos caminhos e obter conteúdos bons para compartilhar com os mais novos. Não colocando em risco de não perder pelo caminho essa essência.

As energias estão divididas entre o bem e o mal.

E cabe cada um escolher em que lado quer ficar.

Espero todos ao lado do bem e, neutralizar o mal que na vida impera, infelizmente aqui.


Borboletas



Borboletas -

Libertas!


Passam voando por minha janela,

Coloridas - Especialmente belas -

Acredito que sou uma delas.


Na imaginação abrindo as portas,

Vislumbrando-as.

Coloco-me em seu lugar,

Amando-as,

Fazendo piruetas solta pelo ar.


Estou presa fisicamente,

Em meu próprio casulo.

Hipnotizando-me a mente,

Mas meu espírito é livre.

Compenetrado em asas libertas,

Lindas e faceiras.

Com elas crio invisível elo -

Sobrevoando os castelos.

Não há nada de grave -

Pode até parecer loucura.


24.10.2012


Tributo às borboletas

 


Borboletas -

São o que há para alegrar os meus dias sem graça.

Borboletas -

São as mais doces criaturas que há na face da terra.

Seres tão pequenos,

Mas nem, por isso, insignificantes.

Mais pequenas, simples e singelas coisas é o que está contido o maior significado de tudo.


Cheiro de tinta


Cheiro de tinta -


Impressa pela caneta no papel,

Em letras reluzentes.

Feito arco-íris no céu,

Da parede recém pintada.

Em cores quentes,

Minha janela encantada.


Cheiro de tinta -


Fresca no banco do jardim,

Com perfume de jasmim.

Remete-me à infância,

Anos depois trás igual ânsia.


Cheiro de tinta -


Devolve a gana por escrever,

O deleite... O meu prazer.

A galhardia em mostrar,

A arte de encantar.


Quem sou eu?

Não saberei te responder.


Cheiro de tinta -


A essência que me salva,

O anzol -

Em sua aquarela mergulhada

 O farol -

De corpo e alma,

Nua -

Entregue a poesia semifusa.