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domingo, 1 de junho de 2025

Carta para Junho - 2.025


Junho –
Seja muito bem vindo!
Repleto de luz e magia!
Que em sua bagagem,
Haja esperança e harmonia.

Por mais que não demonstramos estarmos machucados e com algumas ou muitas cicatrizes, infelizmente eles existem colaborando com a dor.
Peço que nos ajude a superar não somente a última, como também todas as crises que ainda possam aparecer pelo meio do caminho durante os seus trinta dias.
É inevitável que estejamos feridos, não podemos perder o foco de estarmos exatamente aqui.
A humanidade é uma caixa de pandora repleta de surpresas e, ao abri-la não sabemos  o que de fato encontraremos.
Na dualidade do ser humano fazendo de sua vida uma eterna competição por vaidade e pelo ego desejando impor a sua força, demandando excesso de energias negativas totalmente desproporcional.
É sabido que sobrevivemos em uma completa rivalidade imposta pelo caos, onde nem sempre seremos vistos com bons olhos.
Há aqueles que agem pela imoralidade se comportando de má fé, batendo de encontro à perfeição, deixando um rastro de destruição, ceifando qualquer sonho para se dar bem – Passando por cima de quem quer que seja, atropelando e deixando marcas.

Não tem problema! Podemos cair, mas também nos levantamos!
Como guerreiros nos recompomos para superar qualquer obstáculo –
Não importa a sua altura!
Tudo age ao seu contento,
De acordo com o tempo.

O maior refúgio deve partir da parte de dentro, de nosso interior e, não procurar por nenhum lugar ao lado de fora.
Porque nem todos estarão dispostos e/ou aptos e com uma boa vontade de nos ouvir.

Há um chamado contínuo como a água de um rio que, ressoa por nossos sentidos, a intuição, a qual precisamos aprender a ouvi-la.

Somos capazes do impossível...
Do toque divino,
De sermos surpreendidos pelo Eu Superior.

Que Junho –
Seja o curativo para as dores mais profundas,
A base para o nosso alicerce,
Cooperando para tudo o que é mais sagrado:
A VIDA –
A EXISTÊNCIA -
Nesta breve e doce aventura,
Repleta de agonia, desespero, sofrimento, ansiedade.
E, por quê não,
Cercado de momentâneas alegrias?

Junho –
Reverbere o que há de mais bonito em essências humana,
Propagando a luz,
Tão determinante quanto ao instante preciso da conquista.
Revolvendo as antigas promessas de nossos âmagos,
Gerando o bem estar proporcional quanto à nossa vontade.

Que tudo seja gratidão!

Por cada amanhecer,
Descortinando as janelas.
Com sol ou com chuva,
A Natureza com sua exuberância em ciclos,
Envolvendo-nos com a elegância do canto dos pássaros,
E todo o esplendor de suas cores vivas e coloridas.

Então, Junho...

Seja magnífico!



Sejamos luz!

Banho de sangue


Arrefece a sensação de completude, 

A de pertencer em algum lugar.

Em noites mal dormidas, impotência, 

Muitas das vezes, apneia,  falta de ar.

O mercado da violência, 

Ministrado à céu aberto, 

À qualquer hora em plena luz do dia.

Sem dó e nem piedade,

Demonstrando a sua potência:

Máquina de moer gente.

Não importa a idade,

Nem tão pouco a identidade. 

Em comum, a cor da pele negra,

Ligado diretamente ou não. 


Alta madrugada, 

Sem alarde,

Na falida comunidade  -

Pegando a todos de surpresa.

Os cachorros latindo pela vizinhança,

Avisando que não está nada normal,

Ceifando a esperança.

Ressoando sobressalto,

De repente, o som metálico do fuzil.

Tão estridente e ardil,

Quanto ao penetrar a carne.

Derramando o elixir da vida,

Manchando as calçadas, as ruas,

Em tom vermelho –

Infeliz verdade crua.

A enxurrada dolorosa, turbulência,

Levando vidas jovens. 

O que cometemos, onde estão os erros?

De anos desperdiçados,

Na involução, despreparados.

Talvez a falta de oportunidades.

Onde se perdeu a felicidade?

Engolida por inversa realidade. 


Mergulhados em iminências frágeis, 

Aos que estão entorpecidos,

Não enxergam o que está a desfavor –

Usados como produtos descartáveis.

Aos que estão de fora,

Observando por outro prisma, 

Veem gradativa degradação. 

Definhando-se corpos,

Abarrotando os cofres, 

A ilusão transbordando copos.

Derramando futuros promissores,

Na linha de frente, 

De si mesmos – Desertores -

Entristecida tenra densidade, 

A fila que se faz para a substituição. 

O RH da firma completa produção,

A mais vil constatação. 


O Estado como vínculo de omissão,

Promovendo a polarização.

Qual é a sua contribuição?

Na outra ponta a lei, a moral,

Usando de um teatro macabro, 

Maquiagens se escondendo na tela.

Eles querem enganar a quem?

Usando do velho marketing nefasto,

Delegando o sacrifício da vez,

Métodos para se promoverem, palanque político.

Insuflando a massa falida,

Fakes news contribuindo para a idiotização.

Ao ser humano os não escolhidos, 

Devotando deveres e a degradação, 

O flagelo desumano. 

Incutindo nas mentes a ostentação, 

Com uma das mãos oferecendo migalhas,

Com a outra apontando as suas falhas. 

A falta de segurança,

Atravessando o seu caminho,

Ou simplesmente, Invadindo as nossas casas.

Na finita existência, 

Promovendo arruaças.

Aos menos favorecidos a gentrificação, 

De presente a coação. 

A derme negra como alvo,

A favela o eterno cativeiro,  a senzala.

Algum anseio de transmutar o cotidiano?

Tratados como mulas, 

Pagando exorbitantes impostos. 

Cinzenta aquarela,

Descortinando-se pelas janelas. 


Qual é o prazer de lutar por algo tão efêmero?

Que de um momento para o outro pode desvanecer, 

Cogitados como números,

Triste estatística.

O próprio Governo promovendo a desunião, 

O oculto infiltrado, a discórdia, 

Alimentando as sombras. 

Pessoas acorrentadas pelos vícios, 

Beneficiando toda uma falange do mal,

Não percebem o poder do sobrenatural. 

No martírio de suas almas,

Insaciedade da calma.

Desperdiçando horas,

Envolvidos em loucuras.

Desperdiçando o aprendizado, 

Cometendo crimes e pecados. 

Restando apenas o flagelo da existência,

Ceifando vidas sem clemência. 



A humanidade dividindo-se em gangues,

Promovendo a barbárie, 

Banho de sangue,

A desordem dos  intoleráveis.

Enquanto,  os de colarinho branco,

Tornam-se cada vez mais intocáveis. 

Sobrando para o pobre favelado,

A viver com a estômago embrulhado,

Sobrevivendo com os restos.

Quantos mais se perderão no meio do caminho,

Engolindo a própria saliva,

Ou sendo forjado?

Na incerteza, sem a garantia de nada,

De pés descalços,  pela longa estrada. 


sexta-feira, 16 de maio de 2025

A magia do silêncio


Tempestades...

De vez em quando estas são úteis para colocar as coisas em seus devidos lugares.

Porém,  precisamos possuir o discernimento, separar o joio do trigo e, identificar aquelas que são benéficas ao nosso aprendizado. 

Infelizmente,  existem algumas que são lançadas apenas com o intuito de atrapalhar e nos desviar do caminho no qual precisamos percorrer. 

Entretanto,  todos são válidos!

Porque sempre há como tirarmos lições  de cada uma delas.

Podemos até cair, no entanto,  o chão não é o limite, nem muito menos a ascensão. 

Todo ser é absolutamente capaz de galgar novos horizontes e reconstruir aquilo que em algum momento foi destruído.

Não perdemos tempo e, sim, adquirimos experiências  e não tropeçamos nos velhos erros, embora exista o livre arbítrio.

Cabe a todo e qualquer indivíduo o sei poder de escolha, de forma consciente ou não.

Portanto,  é necessário abrir os nossos corações e a mente – Desenvolver um olhar mais apurado e especial  para o nosso interior.

O silêncio diante do burburinho ao nosso lado externo, dessa densidade tão caótica que muitas vezes parece que vai nos engolir com sua gula tão descomunal.

Por mais que seja difícil,  precisamos manter esse diálogo silencioso com o âmago.

Porque serão em nossas essências que encontraremos todas as palavras indispensáveis para trilharmos uma jornada repleta de luz e de energia positiva. 


domingo, 11 de maio de 2025

Sobre "eles"


 

Não sei onde está escrito,

Não sei onde foi dito.

Se faz parte da história, 

Se são apenas sensações, 

De minha memória. 

Longínquo é o espaço, 

Na esfera transcendental. 

Volitando sobre velho compasso, 

Tão desgastado de forma incidental. 


Só sei que me sinto presa,

Em um lugar que não é o meu.

Em um corpo cansado...

Enfadonho que não me pertence, 

Numa impressão de sufocamento. 

Em que nada me conduz à realidade, 

Nenhuma condição de liberdade, 

Para quê tal fatalidade?

A humanidade em outro tempo obscuro,

A ascensão fascista,

Os terrenos sobrevivendo em apuros.


Nunca foi sobre nós, 

E, sim, sobre “eles”.

Aqueles que detém o poder, 

Jogo sujo de cartas marcadas. 

Armando toda a manipulação, 

Pessoas vivendo pacificamente,

Ou se matando, o próprio lobo,

Em meio à polarização. 

Até a releitura mal feita nas entrelinhas,

Iminências de guerras atroz. 

Entre a fria e a quente de fato,

Para que tais argumentos?

Gastar saliva em troca de nada,

Sem garantias ao corpo físico –

Na terceira dimensão. 

Tornando-nos mera marionetes,

No looping do controle de massas.

De uma maneira ou de outra, 

Forjando capítulos ilusórios. 

Profanando histórias,

Também as trajetórias.

Daqueles que partiram, indefesos,

Lutando bravamente,

Deixando um legado. 

Em dias atuais, a difamação, 

Sem nenhuma cortesia,

Apenas os horrores,

Infinitas heresias.


Qual é a intenção?

O rebanho para saciar a fome,

Da volúpia,  da ganância. 

Exacerbados em exageros,

Tão contumaz,

Os inocentes em desesperos. 

Para quê o despertar?

Quanto menor a ascensão da consciência, 

Menos a valorização da essência. 

É isso o que desejam, a involução, 

Resquícios da cota de raciocínio. 

A sociedade em total declínio,

Sem moral,

Retornando ao tempo primitivo. 

Pensando em saciar a carne,

Intolerantes seres perversos.

Alimentando-se da negatividade, 

Densa vibração. 

Fomentando as sombras,

Aos contatados ijmpondo armadilhas.

Apresentando labirintos,

Não há problemas, 

Se não existirem as trilhas. 

Em todo longo caminho,

Há as suas compensações. 

De revivermos momentos de alegria, 

Observando a paisagem. 

Embora,  às vezes, sejam apenas miragens,

Não importa, 

Sentir com o coração,

É o que abrirá-se-a a porta.

Independente do que aconteça, 

O plano da luz prevaleça,

A pacificação.

Se este é um sonho dourado, 

Sinceramente, 

Na Terra não obteremos as respostas. 

Ao amor incondicional, 

Este sim, é primordial. 

E o bem maior prevaleça,

Renovando as esperanças. 

De vivermos sem o medo,

E não sentir ameaças. 


sexta-feira, 2 de maio de 2025

Carta para Maio - 2.025

 


Maio –

Seja muito bem vindo,

Repleto de luz e magia.


Já foi dada a largada para a quinta temporada de dois mil e vinte e cinco.


Serão trinta e um dias para realizarmos novas conquistas e nos espelharmos em algo maior que nos mova.

Por mais que a realidade vai se descortinando à nossa frente venha com ameaças temidas. 

O melhor remédio é levantarmos, sacudir a poeira, e sermos resilientes. 

Nem todos estão ou estarão preparados para presenciar a nossa vitória. 

Que Maio seja e já é um mês festivo!

É bom nos blindarmos da inveja e dos maus agouros,  transvestindo-nos de energia positiva e, assim, atravessarmos este ciclo com sabedoria. 

Enfim,  compreendo que compartilhar a terceira dimensão é bem complicado, expondo-nos à experiências que pensamos não está aptos para atravessa-las, principalmente,  do julgamento alheio que jogam em nossa direção toda a sua maldade contradizendo de fato com o que é real.


Lembre-se:

Luz atrai luz.

Mas também luz atrai sombras, no intuito de serem apagadas. 


É preciso termos o discernimento para sabermos distinguir o que é bom do que é ruim.

Desejando ou não à todo o instante somos testados.

E, sendo perspicazes, às vezes, deixamo-nos ser ludibriados e desviados da estrada que tanto almejamos seguir.


Para falar a verdade, a perfeição não existe!


E nada do que a sociedade é o que o Governo nos apresenta em razões questionáveis.

“Eles” nos transformaram em seres incapazes de raciocínio. E quanto menor o aprendizado: Melhor.

Condicionados como burros de carga, trabalhando, pagando impostos,  abarrotando os cofres governamentais,  .

Enquanto,  usufruem de riquezas e os pobres à pão e água,  fingindo serem aquilo que não são. E ainda acham graça como se estivessem tirando “onda”.


Infelizmente, sobrevivemos em um lugar denso, onde a grande maioria é conduzido pela vaidade e pelo ego, não lhes permitindo enxergar e nem perceberem o que é importante. 


O Universo é infinitamente vasto,  porém,  se há lugar para este tipo de comportamento, não sei explicar.

Não tem problema ou importância,  não é querendo fazer como todos rotulando  quem é quem.

Graças aos Seres de Luz...

Com o antagonismo de luz e sombras.

Em tudo existe os sinônimos e os antecessores, como aqueles que caminham de olhos fechados,  como se estivessem adormecidos  sem saber qual rumo tomar. Como também aqueles que sentem uma brisa leve e despertam para o que há de melhor em suas essências. 


Em tudo há o seu tempo –

Cada um experiência o que há de melhor ou de pior que há em seu âmago. 

Aqui fica registrado o meu desejo para que em todo o amanhecer haja uma aura de paz e luz ressoando e se alinhando perfeitamente com o que existe de melhor no ser humano. 


Que Maio reflita o que há de primordial na humanidade –

Abastecendo-nos com a sua luz.


Maio já é prosperidade!

Maio já é abundância!

Maio já é luminescência!

Maio já é gratidão!



Sejamos luz.


sábado, 26 de abril de 2025

Carta para a humanidade XXVI

 


A verdade nada é o que aparenta ser,

Mostrando-se contestável.

Em situações, 

Que se transvestem de maquiagens,

Enfeitando-a de mentiras.

Agindo dissimulados,

Munidos de manipulações. 

Fomentando a polarização,

Incendiando as massas. 

Impondo ideias, as fakes news, 

No ringue invisível. 

Geram a discórdia,

Uns contra os outros.

Numa luta armada ou não, 

Beirando o suprassumo da idiotice. 

O psicólogico em contradição, 

Perdendo a razão. 


Quem foi que disse,

Que sairíamos ilesos,

Sem algum arranhão?

Corpos despedaçados,

Em meio à crescente violência. 

Alimentando a energia do caos,

Sobrevivendo à deriva, 

Por ai, de alguma nau. 


O futuro é incerto na incongruência,

Da maldita clemência. 

Lançando a mão de efeitos colossais, 

Para impressionar os incrédulos.

Com suas performances teatrais,

Arrebatando montante de indivíduos. 

Não importa a qualidade do raciocínio, 

E sim, a quantidade de peças,

Nunca fecha esse quebra-cabeça.

Quanto menor exímios na arte do pensamento,

Será maior o divertimento. 

Condicionados de um lado para o outro,

De qualquer maneira,

A submissão estampada.

De cabeças abaixadas,

Reprisando a velha ladainha. 

Imensa fila indiana, 

Como zumbis à passos lentos. 

Chegando sempre no vil objetivo, 

Enquanto,  demonstram forças os algozes.

Na intensidade da escuridão, 

Estão sempre mais velozes. 

Qual será o ponto de ebulição,

Para entornar esse imenso caldeirão?

Desfazendo o mal feito,

Dissolvendo os relevos.

Intensificando a utopia dos sonhadores,

Revelando os delatores.


Não há como prever os próximos movimentos, 

Na inércia de dias ímpares. 

A efervescência do inacreditável, 

Dispensando o que é real.

Na proeminência do sobrenatural, 

Contradizendo a salvação. 

A morte súbita, 

Ou a passagem para outra vida.

Os poderosos escolhem nos deixar de mãos atadas,

Seguindo pela velha estrada. 

Feito bois de piranhas,

Vagando às cegas.

Cessando à mercê do primeiro projétil,

Sem nos precavermos, 

Ou realizando a auto defesa.

Na realidade, 

Divididos em ilustrados arquivos. 

Intitulados os dispensáveis,

Como indispensáveis somos a pequena minoria.

Tratados como gados, o alimento. 

Nem sempre cai a ficha,

Mas se tomba um corpo ao chão. 

Servindo como a densa iguaria,

Gerando traumas e confusões. 

Apenas mais um número na estatística, 

Derramando o sangue.

O sacrifício da vida,

Até quando estaremos sujeitos?

O corpo físico, 

A terceira dimensão. 

Onde somos cultivados,

Sem o menor interesse da ascensão. 

Há quem desperte –

Tentando escapar da infelicidade. 

Iluminando o âmago, 

Fugindo da remota escuridão. 

Não há falhas,

São jogos de interesses.

Subjugando o outro em troca de poder,

Atendendo à desejos nefastos.

Satisfazendo-se sob a vontade alheia,

Importunando com a dor,

Decorrente do sadismo.

A crescente derrocada da sensação de paz,

Na iminência mais ameaçada.


Até quando suportaremos tais demandas?

A população de bem realizando as cobranças.

Não ecoam as vozes,

Não há ressonância. 

Os Estados,

Representantes de governos ocultos,

Incitando a implicância.


Com quantas vidas se constrói  a comunhão?

Um mundo novo e repleto de harmonia, 

No presente, as ameaças da supremacia.

A esperança se renova com o amanhecer de mais um dia,

De vencermos com galhardia. 


terça-feira, 8 de abril de 2025

Em silêncio II

Em silêncio  -
Transmutando a mente. 
De pensamentos equivocados, 
Infinito caos. 
Nada é diferente,
Da perversidade exterior.
Onde me encolho de frio,
No íntimo,
Necessário calor.

O que faço aqui?
De onde vim?
Para onde vou?
Questões sem respostas,
Não foram construídas as janelas.
Fechadas estão as portas, 
Qual a finalidade?
Sinto-me asfixiada,
Para o vazio que me rodeia.

Impossível não acontecer o cansaço, 
Esforçando-me a cada passo. 
Na harmonia buscando o compasso, 
Distante estão os abraços. 

Sei que nesta caminhada,
Há uma longa estrada,
A ser percorrida com total resiliência. 
Emoldurada com ausências, 
Diante do crescimento. 
Existe uma escolha,
Ou diversas delas,
Entre luz e sombras.
De repente, 
Transformou-se com uma única palavra. 

Não condeno os outros por ser assim, 
A medida que o tempo passa,
Transmutação sem fim.
Mudam-se o passatempo, 
Velhos hábitos perdem a graça. 
É a máxima da vida,
Não estou sendo atrevida, 
E nem fazendo pirraça. 
As pessoas são controladas,
Não enxergam a manipulação das massas,
Agindo como se não houvesse o amanhã.

A morte não é algo finito,
Apenas realizando a transição. 
A alma volitando por remota dimensão,
Abandonando o corpo físico,
Evoluindo ou não na expansão. 

Quem foi?
E quais serão os escolhidos?
Ou simplesmente os excluídos...
Sem apelo,
Mas um convite para a reflexão. 
De crenças religiosas,  liberta,
A exceção de impor conhecimentos. 
Faz algum sentido,
No que pressentimos em nosso âmago?
O tão sonhado aconchego,
Tornando-se abrigo.
E não sendo o medo,
A sensação de perigo.

Não estamos aqui por acaso,
Na iminência de determinado prazo.
Quando redescobrimos a verdadeira missão,
De sermos pessoas instruídas.
Buscando o real conhecimento, 
Do aprendizado,  a contribuição. 

Não me leve à  mal,
Em meu silêncio. 
A constante observação, 
Transmutando a mente.
Praticando a alquimia, 
De sombras em luz,
Energia límpidas.
Transfigurando o espírito,
Dissolvendo os pensamentos equivocados.
Infinito caos,
Nada é diferente. 
Quando o extraordinário se faz presente, 
Dissipando a tormenta exterior.
Onde me encolho no frio,
Miscelânea de sensações,  arrepio.
Um mergulho para dentro,
No íntimo, abastecendo-me de calor.

Em silêncio –
O meu porto seguro.
Distante do burburinho alheio.
Cultivando a paz. 
Aguardando o instante exato,
De retornar,  
Ao verdadeiro lar.


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Em silêncio I


Mesmo que o mundo exterior se encontra no caos,

Tenho a consciência do dever da transmutação.

É verdade...

Há momentos em que o canço possa existir,

Mas nunca me darei como vencida.

Quando se escolhe e existe o acolhimento pela Luz,

A energia que nos rege-

Nada será em vão.




Sejamos luz!