domingo, 10 de novembro de 2024
Sonhos lúcidos
sábado, 9 de novembro de 2024
Recado da espiritualidade
Ressoo em gratidão,
Por fazer parte dessa egrégora –
Da ancestralidade.
Peço sabedoria e discernimento,
Para saber o momento:
De falar,
De agir,
De ouvir,
Principalmente, o momento do silêncio.
De saber entrar e sair,
Do essencial respeito,
E reconhecer também quando não há.
Sou humana,
Com toda a fragilidade.
Como também possuo poderes,
Em realidades paralelas.
A espiritualidade,
Abrangendo o sobrenatural.
O pacto enaltecendo a luz,
Na transmutação do caos.
Entrego o meu corpo,
Devoto minha alma.
Permito ser membro da reconstrução,
Da convivência com a harmonia.
Da nova conscientização,
Quem se despir:
Da vaidade,
Do ego,
Da ganância,
Da soberba,
Da ambição,
Constituirá de sua parcela.
Do contrário,
Serão barrados.
Palavras pronunciadas em vão,
Não se farão necessárias.
E, sim, o frequenciamento das energias,
Em sinergia.
Selaremos uma nova Era,
Onde desvanecerá o véu do esquecimento.
O corpo físico será um mero acaso,
Então, vigiemos cada atitude.
Sem pressa,
Sem julgamentos,
Sem o apontar dos dedos.
Banindo as religiões,
Condicionados à espiritualidade.
Que toda egrégora,
Possa nos encaminhar –
Para a realização do bem.
Somente dessa maneira,
Vivenciaremos a paz.
Solitude em si
A terceira dimensão,
É tão enigmática –
Quanto aos nossos atos.
Abastecendo-nos de ilusões,
Por vezes, serenas –
E, na grande maioria,
Apoteóticas.
Não me espanta o fato,
Do deslumbramento.
Não necessariamente,
Estamos acostumados –
A lidar com o extraordinário,
A menos de centímetros –
De distância.
O que aconteceria, se ao menos,
Conhecêssemo-nos de verdade?
Quantas máscaras,
Cairiam ao chão?
O que aconteceria,
Se não pudéssemos mentir?
Reconstruiríamos um mundo bem melhor,
Um lugar ameno e habitável.
Para ser bem sincera,
Não sei se alguém -
Realmente tem esse poder,
De saber quem eu sou –
Em minha total essência.
Se for para me socializar,
Com quem não tem a igual energia,
Prefiro co-criar em mim –
Um Planeta,
Em minha mente.
Do que me permitir a futilidade,
E me despir da completa vaidade.
A solitude em si tem as suas vantagens,
E é ela que me mantém viva.
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
Imperfeições de uma vida
A ancestralidade –
Sempre está presente diariamente.
Mas quando criança não nos damos conta de sua companhia,
E agimos com naturalidade.
Com o passar dos tempos,
Senti uma tomada de consciência,
Transformando-se no pulo do gato –
Um salto quântico.
***
Certo dia, com os pensamentos livres,
Andando pela rua,
A mente vazia.
Alguém de outro plano astral soprou aos meus ouvidos:
- “Você já conheceu a sua alma gêmea!”
Uma voz tão suave e melodiosa.
- Como assim? Não a reconheci!
Nenhuma resposta.
Ficou o completo silêncio.
Em tempos atuais,
Não apresento mais essa necessidade de está com alguém.
As linhas do destino nos leva em tantas direções,
Apresenta-nos tantas possibilidades.
Sem contar que, para viver neste grande teatro chamado Terra,
Você se ver obrigado a viver e a interagir com várias personalidades e caráter.
Muitas agem de forma duvidosa.
Compreendo que a minha vida não foi difícil,
Como também não foi fácil,
E, nem facilitada por alguém.
Desde cedo, fui moldada, fomentada a ferro e a fogo para me proteger.
Quem sabe esse meu comportamento atual seja resquício disso:
De evitar perigos e a maldade humana.
Mas quem sempre esteve comigo?
A proteção divina:
A espiritualidade,
A ancestralidade,
Principalmente, do meu povo negro e indígena.
Em tempos atuais, posso ser branca como uma cera,
Porém, lá trás, a melanina ditava as suas regras -
E com certeza, trago isso comigo.
Muitos tentaram apagar de minha consciência,
Qualquer sensação de pertencimento -
Que hoje vibra por minha essência.
***
Quando não se tem a oportunidade de se pronunciar,
Escrevo –
Para que nossos escritos possam alcançar distâncias permitidas e despertar o desejo para o entendimento.
***
Momentos marcantes,
Sejam eles felizes ou não,
Determinaram muito o que sou hoje.
Principalmente, a maneira como fui tratada,
E que de certa forma não mudou muito.
Observando vários lados de um mesmo prisma,
Amo a perspectiva da invisibilidade.
Onde as pessoas estão à um palmo e não me enxergam.
Confesso que não é de todo ruim,
Evita bastante coisa –
Prendendo-me ao meu verdadeiro eu.
Não querendo me transformar em alguém que não sou:
Fútil.
***
Não importa o que aconteça,
Há toda uma egrégora caminhando ao nosso redor –
Protegendo-nos, se assim, o permitirmos que se faça.
Todos esses espíritos desencarnados,
Sempre tiveram a missão de nos proteger.
E enviando pessoas encarnadas para também o fazer.
Não que tenhamos algum merecimento,
Todos na Terra o tem!
Mas que por algum motivo, não tem permissão para não interferir no livre arbítrio alheio.
***
Acredito que faço alguma menção de quem seja essa alma gêmea.
Portanto, como disse,
Não soube reconhece-la.
Porque quando se apresentou,
Já carregava alguns de meus traumas.
Sem intenção, despertou-me um gatilho.
Naquela época não falávamos sobre este assunto.
E nós dois ficamos sem saber o que de fato aconteceu,
A imaturidade sentimental gritava.
Mas tudo bem...
Sobrevivemos ao caos dos anos noventa.
Sem falar sobre outro aspecto, a vida era bem mais tranquila,
Sem frequentes ameaças.
Hoje em dia,
Só desejo uma vida mais equilibrada,
Depois de todos os riscos,
E de tantas turbulências -
Deixei para trás,
Qualquer inquietação.
Guardei em uma gaveta do coração,
O amor romântico dos contos de fadas.
Já que as minhas experiências não foram muito bem como as planejei.
Os felizes para sempre, surtiu efeito quando tomei as minhas próprias rédeas,
Permitindo ficar quieta com a minha paz de espírito,
Preferindo ser a bruxa da história.
Não são todos que estão preparados para possuírem a tal da responsabilidade afetiva,
Seja em qualquer tipo de relacionamento.
Então, optei por ser responsável por minha pessoa,
Ainda mais quando se está em pleno ano de dois mil e vinte e quatro.
E pelo andar da carruagem,
Não encontrarei a tal da alma gêmea.
Porque possuímos vidas bem distintas,
E para falar a verdade,
Está bem confortável por aqui.
***
A vida flui –
Segue o seu curso.
Não posso ser a melhor pessoa do mundo,
Não há problema em não ter um diploma,
Ou realizar um discurso pronto.
Cada um fez e realiza as suas escolhas –
Eu fiz e faço as minhas.
Nenhum arrependimento,
Porque hoje sou o que me tornei a partir delas.
Seguirei o meu caminho,
Por aqui traçando cada rota –
Até quando Deus me permitir.
Sendo luz na vida de alguém,
Ou de quem precisar.
Sejamos luz!
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
Renascidas das cinzas
Nem sempre estarmos acompanhadas,
Trás algum sentido.
Às vezes, possuímos a nossa melhor versão,
Ou melhor, ela renasce quando estamos sozinhas.
Somos mulheres,
Feito fênix –
Renascidas das cinzas.
Não é por egoísmo,
Mas sim, porque possuímos a Natureza de nos anular quando acompanhada.
A Mulher não reconhece o poder que tem,
Por isso, que desde o início foi:
Atacada,
Subjugada,
Ameaçada,
Muitas tombaram.
Infelizmente, continuam a perecer,
Diante da perversidade humana.
Pelo simples intuito de querer domar a sua personalidade,
Porque a resiliência brota de sua essência.
A Mulher –
Tem a astúcia de sangrar todos os meses,
E, de não morrer.
Pelo contrário...
Revigora as suas energias.
Então , Mulher!
Não tema em ficar sozinha!
Lute por algo que valha cada gota de seu suor,
Jamais se permita sangrar na mão de algum algoz.
Como Mulher,
Devemos aprender a lidar com as nossas próprias sombras,
E, principalmente, com o caos alheio.
A paz existe!
Ao reconhece-la,
Não a trocamos por nada!
Que sempre haja luz em nossos caminhos.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Verdadeiro poder
Abstenho-me –
Devoto-me -
Ao absoluto nada,
Esvaziando a mente.
Sincronicidade com anos de decepções,
Ressoar com a invisibilidade -
Co-crio a felicidade.
Diferente de todos,
Quer dizer, não igual a todo mundo.
Restabeleço a conexão,
Aceitando o papel da espiritualidade –
Gratidão à Ancestralidade,
Proteção, a realidade.
Purificando os pensamentos -
A alma e o coração.
Buscando incessantemente o equilíbrio,
Iluminação com os bons presságios.
A densidade da terceira dimensão,
Antagonismo com o caos.
Para validar o que realmente somos,
Independente dos cromossomos.
Cada qual escolhe o lado do livre arbítrio,
Toda ação gera uma consequência.
Desbravando do destino o mar bravio,
Transformando as linhas tracejadas.
Em constante reta,
Unindo os pontos –
Tornando o inevitável em abundância.
O verdadeiro poder,
Não se encontra ao lado de fora -
Está em nosso interior.
Tornamo-nos capazes a compreensão,
Abrir os olhos para o novo.
Redescobrindo dimensões paralelas,
Em diferentes planos.
Deixando de lado o físico,
Corpo denso.
Volitando –
A sutileza suspenso.
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
Carta para Novembro - 2.024
domingo, 27 de outubro de 2024
Apenas rascunhos
Quieta em meu canto,
Rabisco os meus rascunhos,
Na tentativa de saber quem eu sou –
Neste lugar.
São tantas questões,
Entorpece-me –
Arrefece o ar.
Transmutam-se os valores,
O que vale são os favores.
Interesses munidos pela permuta,
A gentileza perdendo o espaço,
Crescente desigualdade e disputa.
O que vivenciamos, os contrastes,
Da correria do dia a dia.
Sem a translúcida energia,
Meramente perda de tempo.
Apenas por ganhar alguns minutos,
O prazer de existir, diminutos.
Qual é a razão de ultrapassar os limites?
Se daqui nada levaremos para o além,
A não ser o contratempo.
O que realmente de pé nos mantém?
Reféns da violência –
Covardia circunstanciais.
Dependentes de um Governo omisso,
Alimentando os terroristas.
Para quê servem as leis?
Agindo de forma arbitrária,
Coação desnecessária.
Não há como ficar de boca fechada,
Ou permanecer neutro, nasce a revolta.
Quando a solução se dá de fachada,
Jogando por cima uma pá de cal.
Impregnando a falta de empatia,
Cada um lutando para sobreviver.
Em meio aos desmandos de quem é mais,
Crescente demanda, alucinação -
Será que em algum momento,
Haverá a sonhada salvação?
Carta para a humanidade XX
sábado, 26 de outubro de 2024
Missão infinita
Não possuímos possibilidade de fuga,
Presos nesta densa realidade.
Onde castelos construídos –
São ilusórios.
Meramente ilustrativos.
Existem apenas no compartilhamento,
De nossos pensamentos.
Porque toda a maldade,
Arruína aos poucos –
Os alicerces,
Destruindo tudo a sua volta.
E, feito uma criança coagida,
Nem sempre apresentamos reações.
Paralisados –
Procuramos por alguma resposta.
***
Uma vida mergulhada na liberdade,
E, de repente, aqui estou.
Contando dias,
Foi o que restou –
Para o grande evento,
Sem saber qual é a data –
Do renascimento.
Enquanto, faço visitas,
Experenciando -
Viagens interdimensionais,
Compartilhando –
Recebendo –
Trocando –
Inúmeros aprendizados.
Ausência de sentimentos,
Não é fraqueza.
Limpar a mente,
Para que se estabeleça o primordial.
Amo viver no sobrenatural,
Conviver com a ancestralidade.
Cobra-se um alto preço,
Não dando margens –
Ao julgamento,
Nem tão pouco preconceitos,
O dedo apontado na cara.
A melhor resposta é o silêncio,
Que nos conecta com o extraordinário.
Fazendo-nos flutuar –
Como um barco fluindo nos rios,
Tão contrário a densidade.
Que nos arrasta, ao fundo,
Sobrevivendo aos perigos da nau.
Não importa,
Tudo tem seu tempo.
Estamos e permaneceremos conectados,
Às vezes, distraídos –
Pegando-nos de surpresa.
Mantendo-nos em alerta,
Embora testados.
A luz fazendo parte da essência,
É a grande dádiva,
Para estarmos aqui.
Redescobrindo a infinita missão,
De nos mantermos firmes.
Ao galgar cada degrau,
Unidos alcançaremos outra dimensão.
Um passo de cada vez,
Em busca da ascensão.
Compartilhando com as almas evoluídas,
A desejada harmonia.
Vivenciando a comunhão,
Partindo-se do princípio,
De que tudo é possível.
Basta acreditarmos,
No mundo indivisível.
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