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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Carta para outubro - 2.024

 

 

Outubro –

Antes de tudo,

Seja muito bem vindo!

Seja carregado de muitas bênçãos,

De surpresas positivas.

E, principalmente,  de cura!

Não somente a minha, como também para os que mais necessitam.

 

Não estou falando somente da cura física,  e sim, do que é primordial: A cura para a humanidade, ao Planeta Terra que passa por seu momento de transição.

Onde muitas coisas serão reveladas, e já se iniciou com o seu movimento, a inércia provocando toda a sua reviravolta, instalando o caos.

Máscaras estão caindo, revelando verdadeiras faces do mal, trazendo à tona toda sujeira escondida embaixo do tapete.

Essas oscilações são apenas a ponta do iceberg.

Ainda existem muitos eventos por ocorrerem,  abrindo a mente dos que não acreditam,  e despertando aqueles que possuem uma sensibilidade mais aflorada.

Aos que antes escondiam as suas essências nefastas, gradativamente,  este cenário irá se transformando, tomando forma de um espectro perturbador e cinzento.

Por algum motivo deixados aqui na Terra mergulhados na terceira dimensão e, por isso, estamos sujeitos a qualquer tipo de sorte.

Portanto,  aos despertos é preciso estarmos atentos e sempre vigilantes para que o pior não aconteça.

À todo momento,  é necessário pedir a Deus sabedoria para que possamos passar ilesos por tudo o que está prestes a acontecer.

Infelizmente, parte da humanidade se encontra perdida em seu caos interno  espalhando uma atmosfera de ódio, cometendo crimes, devastando a natureza, alimentando forças ocultas que se regeneram através da fome, sofrimento e do medo.

Por mais que seja difícil,  mesmo nos desgastando, não há problema. De uma maneira ou de outra, somos escolhidos.

Haverá o momento propício para descansarmos.

Mas o trabalho não termina quando partirmos ou não para dimensões mais elevadas. Pelo contrário,  potencializamos, afim, de ao menos salvar boa parte daqueles que desejam, por vontade própria trilhar um caminho diferente.

Nada do que nos faz falta, em algum momento será necessário a partir do momento que realizamos a nossa passagem.

E não lembraremos mais.

O primordial é guardarmos a energia para aquilo que julgamos ser mais importante: A transmutação do amor.

 

Que Outubro  -

Apesar de todas as consequências que sofremos,

Seja repleto de luz,

E carregado de gratidão:

Por cada amanhecer a nós presenteado.

E, que saibamos separar o joio do trigo.

Porque são os verdadeiros amigos que nos elevam e nos condicionam a sermos melhores.

A ajuda que fornecemos ao próximo  que nos faz possuir a conexão com o nosso Eu Superior.

Assim, podendo espelhar a Luz e energia translúcida, e com o efeito  positivo transmutarmos o que for de ruim em algo bom.

E este dia, seja o primeiro seguidos de muitos outros –

Iluminados!

 

Que Outubro –

Seja farol em nossas vidas!

 

Sejamos Luz!

 

01/10/2.024

domingo, 29 de setembro de 2024

Carta para a humanidade XVI



Os movimentos estão fornecendo os seus sinais,

Mais ativos e atípicos do nunca.

O que a cada dia vem nos deixando ainda mais aterrorizados.

O Planeta Terra está em constante transformação para se proteger da maldade que o submetemos.

A transição planetária expondo a devassidão que ocorre por detrás do manto sombrio da face oculta.

É aquele caso: Quem não ver cara, não ver o coração. 

Daqueles que pensam por estarem no poder, tem o livre arbítrio de terceiros em suas mãos. 

Com a caneta nas mãos agindo de maneira mais inescrupulosa, assinando propostas indecentes a favor de si próprio. 

Haverá um momento,  em que a sobrevivência será independente do capitalismo.

Todo o dinheiro mundial não comprará resquícios de oxigênio. 


A cada dia que passa,

O ser humano vem se mostrando cada vez mais egoísta, esbanjando a ostentação, mostrando-se superior aos seu semelhantes,  levando-os ao sofrimento,  arrancando míseros centavos ou toda economia de uma vida –

Forjando, criando leis, ocultando crimes, fomentando golpes para abarrotar contas bancárias.

Quanto mais se tem –

Mas se deseja. 


O cenário é sempre mais degradante,

Dinheiro não muda caráter. 

Só forma psicopatas do cotidiano. 

Uma vez pobre de espírito, será eternamente, se assim, não houver uma verdadeira transformação. 

A mudança  a cada momento que se passa, Cobra o seu preço,  impõe o seu valor sobre as nossas escolhas inconsequentes, ou quando ficamos neutros por cima do muro.

Mortes prematuras no momento errado,  muda toda uma perspectiva. 

Os que fazem a passagem de modo natural, acredito que tem um papel fundamental na História da transição. 

Observando pelo modo carnal sem compreendermos, sentimos a sua partida. Porém,  pelo plano espiritual,  ainda há muito o que ser realizado.

Estas pessoas são escolhidas, por mais que tenham uma longa jornada aqui na Terra com os seus ensinamentos, também continuarão com a sua longa caminhada em outra dimensão,  de forma mais abrangente. 

Ao mesmo tempo em que fica a saudade, permanece a certeza  de que sempre continuará presente em nossas vidas, que será apenas uma breve passagem de tempo, e logo maus nos encontraremos.

Portanto,  não são todos que estão preparados para dar o próximo passo. Afim,  de reconstruir um novo lugar repleto de harmonia pata convivermos como deveríamos desde o momento da criação. 


A humanidade está sendo condicionada ao ego, a quem possui mais, eterna competição. 

Não possui a dimensão do que acontece de fato, deixando-se contaminar pela cortina de fumaça,  como se fosse um alucinógeno criando uma ilusão,  preferindo caminhar pelo trajeto mais fácil  e imperfeito.

Se as pessoas realmente soubessem o que verdadeiramente de fato acontece com a sua energia psíquica ao ingerirem drogas  que sugerem ser lícitas. Estas são apenas a porta de entrada para as demais, muitos eventos desastrosos seriam evitados. 

Mas preferem se enveredar por nefastas influências.


Todos estamos em um enorme tabuleiro,  correndo o risco de se voltar contra nós. 

Uma jogada mal interpretada, um passo mal dado nos levará à destruição. 

Entretanto,  ainda possuímos a grande chance do cheque mate.

Com isso, precisamos repensar  as novas estratégias. 

Salvando o Planeta  -

Consequentemente,  estaremos salvando a nossa própria existência,  e com ela todos os animais e plantas. 


Não se deixe levar por momentos fúteis,  sem nenhum significado.

Pense bem, para não pisar infalso. 

A vida não acaba aqui!

Ela possui outro patamar!

Mas é aqui o instante para decidirmos.

E o que você deseja?


Sejamos luz!


terça-feira, 24 de setembro de 2024

Em larga escala

 


Recortes na mídia,

Fragmentos do cotidiano.

Expostos à sangue frio,

Sem mostrar a verdadeira realidade.

Por detrás da cortina de fumaça,

Vidas limitadas,

Intolerante frustração.

Sem nenhum sabor,

Sorrisos falsos –

O olhar sem brilho.

Oposto reflexo no espelho,

Completo dessabor.

À procura de engajamento,

À caça de likes.

O gelado termômetro -

Verificando as estatísticas.


Ao lado de cá das telas,

O ritmo da sobrevivência,

Não é uma novela.

O enredo verdadeiro,

Cobra o seu valor.


Em primeiro lugar os riscos,

Mentes frágeis,

Não tem noção dos enlaces,

Além da maquiagem,

Nenhum pudor, os disfarces.

A todo custo,

Desejando ser igual.

Nessa loucura desenfreada,

Totalmente desleal.

Alimentando haters,

Como baratas,

Saindo de esconderijos,

Revelando os psicopatas.

Escancarando as entradas,

Invadindo residências.

De forma literal,

Esmagando as consciências.

Ou através da tecnologia,

Fingindo empatia,

Instantânea falsidade.


Implantando a demagogia,

De pessoas carentes.

Desejando preencher vazios,

Por meios inexistentes.

Alicerçados na ostentação,

Propagando a ilusão.

A mudança de estatus social,

Espalhando o desfavorecimento crucial.

Cultivando o pior da raça humana,

Disseminando fome e desespero –

Com eles vícios fatais.

Alimentando-se da energia do medo,

O caos usado como alavanca.

A violência principal matéria-prima,

Como conta gotas,

Aproximando devastador cataclisma.

Cultivando o colapso da Terra,

Desencadeando queimadas.


Não é de agora,

É longa essa estrada.

A Grande Mãe -

Cada vez mais abarrotada.

Aos trabalhadores da luz,

A lida mais pesada.

Transmutação para a luz,

Em ter que separar:

O joio do trigo -

Eliminando os perigos,

Está difícil.


Aqui estamos de passagem,

Conviver na terceira dimensão.

É necessário ter coragem,

E sabedoria -

A intuição em dia.


Essa guerra não é somente física,

Vai além do sobrenatural.

Em camadas mais sutis,

É preciso nos mantermos firmes.

Em tudo há um sacrifício,

Esmorecermos não é o intuito.

Basta olharmos para dentro,

No que há de mais primordial.

A favor de nossa paz,

Sem nos distraírmos, apraz.

Não há tempo,

Para desvio de planos.

As ferramentas estão ao nosso favor,

Basta sabermos usa-las.

Disseminando o aprendizado,

Assim, o sucesso da missão -

Torna-se compartilhado.


sábado, 21 de setembro de 2024

Quem sou


A vida é surpreendente,
Às vezes, promovendo algumas reviravoltas.
Como águas que se movimentam, engrenagens,
Trazendo à tona antigos sentimentos.
Um flash back,
Uma lufada de ar.

De repente, você,
Não sei quem tu és.
Novamente no meio do caminho,
Talvez um mero estranho -
No meio da rua.
Não tem problema.
O que importa é saber quem eu sou,
Depois de anos,
Não mais aquela pessoa frágil.

O ser humano que me tornei,
Forte e decidida -
Atravessando as agruras da vida.
Mas nem, por isso, amargurada.
E, sim, transmutada –
Em um ser de luz.
Observando -
Acolhendo o bem,
Amparada pela ancestralidade.
Ao meu modo vivenciando a felicidade,
Cultivando-a em retalhos de papéis.
Indecifráveis rascunhos –
Desenvolvendo a vivência.
Vestindo-me de resiliência,
Ajudando a quem for necessário.

Quantas vezes,
Atravessei a correnteza de rios,
Para escapar das tempestades?
Transmutando-as em armaduras,
Para não transparecer o medo.

E, hoje o que aqui mora,
Em meio à terceira dimensão.
Por que não tanta loucura?
A defesa foi sempre me manter em pé,
Mesmo desejando desmoronar.

Quem foi que disse que nunca cai?
Confesso que sim!
Mas também me reergui,
Quase me faltando o ar.
No último milésimo,
Demonstrando ao contrário.
Do que muitos imaginavam, não!

Sou eterna –
Sou efêmera -
Repleta de energia positiva,
Mas também de sombras.
Em forma de cicatrizes,
Para lembrar de dias cinzentos.
Transformando-os em aprendizado,
Assumo todas as culpas e diretrizes.
Em busca da iluminação,
E quem sabe, alcançar a ascensão.

Pouco caso

 


Ainda somos privilegiados,

Por ouvir o canto dos pássaros.

A Natureza -

Demonstrando os seus sinais de resiliência,

Tornando-se resistência -

Proporcionando-nos a sobrevivência.


Como seres humanos,

A cada dia mais obtusos.

Agindo de modo aleatório,

A falta de empatia, os exclusos.

Assistindo do sofá de nossas casas, ou não.

Um país submergido em chamas,

Sujeitos aos perigos do aquecimento global.

Espalhando-se feito um rastilho de pólvora,

De forma universal -

Há quem não enxergue a criminalidade,

Por detrás desse espetáculo atroz.

O oxigênio se transformando em artigo de luxo,

Enquanto, atravessamos montanhas de lixo.


A cada dia transmutando o insuportável,

Os pulmões espremidos, sobre pressão.

Estamos no topo da cadeia mundial, os algozes.

Recursos esgotados, desperdiçados,

A fauna e a flora,

Devastados em meio à loucura –

Sofrendo pouco à pouco a extinção.

Por último será o bicho homem,

Nesse efeito do cataclisma –

O antagonismo da coragem.

Os justos pagando pelos pecadores,

O silêncio dos inocentes –

Apenas os observadores.

Da atrocidade em demasia,

Impulsionando a covardia.


O fim está cada vez mais próximo,

Não adianta chorar por medidas não tomadas.

Em cartas marcadas,

A favor da destruição -

Em prol do capitalismo.

De nada valerá o papel moeda,

Ou bitcoins na era digital.


Tudo será transmutado em cinzas,

Ao nosso desfavor, alquimia do mal.

Transcendendo ao pó, a magia da combustão,

Impregnados pelo odor pútrido -

O caos instaurado, a podridão.

O tempo sempre mais escasso,

Modo ardil, o descompasso.


Quantas vidas mais serão perdidas?

Os animais em agonia e sofrimento,

Em meio aos risos –

Para alguns o divertimento.

Estão passando os minutos,

Meses e anos, nada mudará.

Neste jogo nefasto.

Na mídia, nas telas: O descaso.

A grande maioria,

Fazendo pouco caso.


O que vale é promover o caos,

Enquanto, o barco da desordem.

Segue a deriva,

Sem nenhuma direção.


E quanto à nós?

Simples mortais,

Desejando o retrocesso.

Nadando contra a correnteza,

Em nome do progresso,

Gerando sustentabilidade.

Para respirar,

Límpido ar –

Presenteando novas gerações.

No momento presente,

Pouco a pouco sufocados,

Morrendo a base da exaustão.

Sob um calor infernal,

Em meio à dor,

Não há em discursos a lamentação.


Sejamos luz.


Relativa verdade

 



Caminhamos perdidos,
Sem rumo.
Coração fora do prumo,
Umbral a céu aberto,
Na densidade cognitiva.
Nuvem de poeira,
Desmantelo de sangue e pó.
Testemunhas de morte – A dor.
Atmosfera cinzenta,
Cheirando a fumaça.
No fundo, qual é a graça?

Esta é a realidade,
Em pleno século XXI.
O ser humano brinca com a verdade,
Indispõe-se com a felicidade.
Forjando subterfúgios,
A ilusão como refúgio.
Ou válvula de escape qualquer,
Deliberando falso prazer.
Aos perigos do álcool,
Deixando-os à mercê.
O tempo é relativo,
Como areia escorrendo das mãos.

No futuro distante,
Amargurado retrocesso.
Dando-se conta da cobrança, o processo.
Momentos e vidas,
Que não voltam atrás.
A terceira dimensão,
Impondo o seu valor,
O peito despedaçado, o rancor.
Não vivemos pelo passado,
Ao instante presente, pecado.
Destruindo alicerces,
Desperdiçando sonhos.
Antiga canção,
Em versos que componho.

Observando o mágico portal,
Que nos levará ao velho mundo.
De vícios inimagináveis,
Mudança de rota.
Outra trajetória,
Será possível?
Para o desenvolvimento,
Recriar translúcido movimento.
Ascensão da conscientização,
Onde a proteção da Natureza.
Seja algo notório,
Com exuberante beleza.

A vida na Terra,
Deve fluir como a correnteza,
De um rio.
Exalando serenidade,
Desfazendo o desmantelo da guerra.
Propiciando o bem estar,
De modo apraz.
Transmutando a turbulência,
Em efeito satisfatório –
A paz!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Sonhos perdidos


 

Será que sobrevivemos em uma grande simulação?

Por entre jogos de azar e manipulação?

A custa de sonhos perdidos  -

No auge da ilusão.

A juventude coagida,

Um cabo de guerra desleal.

Será que vale tudo –

Em nome da ostentação?

 

Tantas vidas perdidas –

Sangue inocente derramado.

A dualidade  -

Brincando com a realidade.

 

Faca de dois gumes,

Servindo para lados opostos.

Guerra desfavorável,

Em prol da corrupção.

Ganha mais –

Aquele que tem o dom:

Da bajulação.

 

De cartas marcadas,

De carmim manchado.

População encurralada,

No meio do fogo cruzado.

Quem será a próxima vítima -

No meio da rua,

Ou dentro de casa?

Qual foi o dedo que apertou o gatilho?

Um... Dois... Três... Ou mais...

Disparos fatais.

Ceifando mais uma vida,

De promessas não cumpridas.

Escorrendo o líquido da vitalidade,

A humanidade descrente.

Outra vez encarcerada em inverdades.

 

Por onde andará a razão,

O Estado e a degradação?

Ou o menino negro e pobre da periferia,

Que desejava ver a luz do dia,

Sob outra perspectiva.

Mas acabou com um fuzil em suas mãos,

Morreu vítima da covardia.

Quais foram os seus medos?

Ou sofreu uma decepção?

Do Estado que deveria acolher,

No entanto,  não o deixou florescer.

Levando-o para outro rumo,

Mudando planos,

Somente pontos de interrogação.

 

Esvaiu-se a esperança,

O brilho no olhar da criança.

Deu lugar à violência,

Munido de carência.

Em neom no peito,

Refletindo um alvo.

Tão certeiro, provocativo,

Marcado para o abate.

Preparado ou não,  para o combate.

Qual o crime cometido?

Apenas o de ter nascido?

Em um lugar desprotegido,

Onde os magnatas têm os seus escolhidos.

 

Uma sociedade que não preza a igualdade,

Promovendo deslealdade.

A troca de nada,

Impondo preços,  exceto valores –

Exterminando os desertores.

 

Sem a menor piedade,

Falta de escrúpulos  -

Tachados de nada,

O último suspiro,

Em nome da iluminação,

A busca pela felicidade –

Desejando  a ascensão.

 

Caos político

 


Não era para ser assim –

Uma realidade totalmente distorcida,

Reverberando uma distopia de antagonismo.

Onde vidas são emaranhadas em um mesmo novelo,

Uma disputa acirrada –

Entre o real e o sobrenatural,

Reacendendo no plano físico.

 

Quantas falas distorcidas?

Quantas falas equivocadas?

Quantas ações a desfavor manipuladas?

 

O ter que se doar,

Ou até mesmo se sacrificar:

Múltiplas vezes,

Para se realmente demonstrar quem se é.

E, na maioria das vezes,

Não atingindo o real objetivo.

Fomentando o desperdício,

De um ciclo que nunca se fecha.

Instalando o vício,

De quanto mais se tem, mais se quer.

Gerando o vazio prazer,

Aquele que não sacia -

Muito menos a alma,

Nada de justa causa.

 

O que nos ensinaram,

Foi totalmente ao contrário,

Da vertente de rios.

Que jamais desaguam em seu destino,

Mudam a trajetória.

A transmutação do curso,

Deixando-o em desuso.

Sugando – Secando – Perecendo  -

A cada minuto,

Destruídos pela aniquilação,

Por uma falsa ilusão.

 

Condicionando-nos à revolta,

A luta injusta por uma sociedade melhor.

A ojeriza por dias de terror,

De repente,  horas de pavor.

Desconstruindo sonhos,

Desvanecendo metas.

Ao final da jornada,

Circunstâncias obsoletas.

 

Restando apenas a espera,

De mais uma manhã.

Isso se ela virá.

No final, nenhuma certeza,

Pairando dúvidas ao que julgamos ser verdade.

 

Ideias e ideais retrógrados,

Impostos a qualquer custo,

Dizimando o que enxergamos pela frente.

Um Governo omisso, 

Que mente descaradamente,

Para atingir objetivos nefastos.

Não importa a custa de quem,

Não importa o tamanho da dor.

Querem lucros!

Em troca a humanidade sem recursos,

Nem pensamentos críticos.

Massa de manobra,

Para bater dando a cara.

 

A população nunca foi prioridade,

Apenas números,

Gerando votos –

Promovendo a polarização.

Provocando o atrito,

Caos político.

Recebendo migalhas,

Ano eleitoral.

Enquanto,  presenciamos o escalabrio mental.

Breve apadrinhamento,

Abarrotando o orçamento.

 

Sobrevivemos sob uma imensa lona,

Gerada pelas matas em combustão.

Encobrindo o céu anil, a poluição,

De fato qual é a nossa contribuição?

Só fazemos parte das estatísticas,

Cada CPF em uma imensa lista.

Vivemos adormecidos,

Vendados os nossos olhos.

 

É o momento de despertar,

Emanar a luz.

Energia benéfica,

Transmutar a densidade.

Por mais que seja difícil,

Não existe o impossível.

Sempre prevalecerá o bem,

Independente da maldade de alguém.

 

Sejamos luz!


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Sons da Natureza



Há uma parte de mim que está se perdendo, o elo –

Necessito da conexão,

Aquela que vem de dentro.

 

Olho para a lua,

Observo o seu tom avermelhado.

Será que estou perdendo a razão?

É um efeito sobrenatural,

Dos meus ancestrais,  um sinal?

Triste perceber,

Ser a mão do homem -

Em tudo que toca,

Simplesmente o destrói.

 

O mundo está em chamas,

Florestas e mais florestas em tom ardil.

O que resta são apenas poeira e fumaça,

Sem pedir licença,  fuligem invadindo as nossas casas.

Desfazendo o oxigênio,

Sufocando-nos gradativamente,

Transformando tudo em pó e cinzas.

 

Sinto-me ferida –

Estamos perdidos.

Queimando-me por dentro,

Os pulmões almejando falhar.

 

A Terra é um ser imenso e vivo,

Assim como somos –

Interligados.

Único sistema em sinergia,

Mas estamos nos destruindo –

Cortando o cordão umbilical,

Com  Deusa Gaia.

Transformando tudo em um imenso umbral,

De almas divagando anestesiadas,

Vagando sem direção.

Deixando um rastro de destruição,

Sonhos desperdiçados.

Animais em sofrimento,

Propagamos o desmatamento.

 

Quanto tempo mais teremos por aqui?

Qual será o futuro das próximas gerações?

Toda escolha tem a sua sentença,

O Estado nos deixando sem nenhuma das opções.

De vivermos em um lugar limpo e arejado,

Sobrevivemos com um alvo no peito –

Qual será o pecado?

 

A Natureza clama por salvação,

Mas contribuímos com os efeitos da alienação.

A humanidade se tornando cada vez mais patética,

Enquanto,  caminhamos de forma apática.

Sem nenhuma atitude,

Que configure um ato de bondade.

Vivemos à mercê da tecnologia,

No anseio em desbravar outros rumos,

Sem ao menos limpar o quintal de onde moramos.

A grande parcela perecendo à míngua,

Sem os direitos básicos de subsistência.

Os sombrios governantes negando assistência,

Sem água  -

Sem comida –

Morrendo ao leu,

Sobre suas cabeças, 

Somente o céu.

 

Em pleno século XXI a desnutrição,

Pagamos um alto preço,

Pela devastação.

O aquecimento global,

Os cientistas deram o alerta.

Com suas falas sendo negadas,

Potencializando o poder da polarização política.

 

E quanto à nós?

O que de nossas vidas serão feitas?

São inúmeras perguntas.

Sem alguma resposta.

Quais foram as cartas colocadas sobre a mesa,

Enquanto,  degustam da sobremesa?

 

E quanto à nós?

Perambulando em retalhos pelo deserto da omissão.

O fogo matando à tudo o que encontra pela frente,

Maltratando a Terra.

Destruindo qualquer chance de brotar a vida.

A seca sufocando as nascentes,

E outras formas de vidas remanescentes.

 

Uma chaga viva,

Aberta em nossa essência iluminada.

Feridas jamais cicatrizadas,

Estamos vivos ainda –

Agonizando sem perspectivas.

Do Estado qual é a contribuição?

O que encontramos é somente retaliação.

 

Perdidos –

Vagando –

Munidos pela esperança.

Em meio ao desespero,

Acreditando em dias melhores.

Colhendo o desprezo,

De um Governo Oculto,

Colocando em prática a sua agenda global.

Promovendo a sua destruição em massa,

Em âmbito universal.

 

E quanto à nós?

E quanto aos animais?

Fora ou dentro de seu habitat natural?

Vidas inocentes,

Movidas pelo instinto da sobrevivência.

Desejando cumprir o seu papel no equilíbrio da Grande Mãe Natureza.

 

Não!

Não estou ficando louca!

Em meio à essa guerra sendo travada.

Só desejo que continuamos a escutar –

Os sons da Natureza.

E que em algum momento,

Possamos encontrar a harmonia.

Se chegará este dia –

Sinceramente,  não sei.

 

A força nefasta do homem,

Não é e nunca será maior do que a do Planeta Terra!

Desejo tempestades de bonança,

Para que enfim, cesse esse sofrimento.

E renasça com total vibração a resiliência,

Em transformarmos este mundo,

Em um lugar habitável para todos,

Compartilhando a alegria.

 

Assim seja!

 

Sejamos luz!

 

13/09/24