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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Presença enigmática

 


O azul do céu é tão embriagador –
Observando-o –
Entorpece os sentidos.

O que deve acontecer por detrás dessa cortina?
O que realmente existe?
Ovnis?
Cidades inteiras?
Tecnologia avançada?

Em pleno século XXI –
Tudo não passa de especulações.
Acredito em algo muito,
Muito grandioso –
Do que as nossas mentes terrenas,
Possam fomentar.

É tão claro e cristalino –
Sob o olhar em transe da imaginação.
É real como nos sonhos ,
Transcendem a realidade -
Divagando pela linha tênue de dimensões.

Sinto-me protegida,
Por uma força enigmática – Sensorial.
Invisível –
Mas sei que está aqui.
Pode parecer loucura,
Ouço a sua voz serena –
Tão perceptível como ar que respiro.

Não estou sozinha –
Nunca estive –
E nunca estarei!

Agradeço por tudo –
Tenho a gratidão por ser quem sou,
Pelo o que me tornei –
E por alguém melhor que posso ser.
Em meu aprendizado constante,
Que abrange e abaste –
Todo o meu universo,
Formado por poeira de estrelas.
A sua luminescência é reconfortante,
Dando-me o auxílio necessário.
De que tanto preciso,
Desfazendo-me –
Correnteza de rios.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Expansão poética

 


Inconstância em minha órbita –
Exorbitante esplendor no mundo das letras.
Tomando forma no mundo condensado da mente –
Limitada!

Abro os meus braços na imaginação,
E giro o meu corpo –
Na lucidez momentânea dos pensamentos,
Na doce quimera contagiante.
Não haverá espaço para a tristeza,
Mesmo que aqui fora aconteçam:
Tormentas e tempestades.

Nada me abalará –
Condiciono-me para o bem,
E de tudo bom que dele vem.

Falsos rumores deixados de lado,
Como os espíritos menos evoluídos,
Abandonados – Para trás.

A luminescência é o meu guia,
Direcionando-me através da imaginação –
Perdurando pelos sentidos.

Há uma magia e encantamento,
A serem vivenciados.
Na realização dos sonhos –
Reconectando-nos ao zelo maior.

Precisamos ter a consciência,
Em cuidar dos demais –
Como também,
Não menos importante:
De nossos âmagos.

Tudo descortinara aos nossos olhos,
Basta estarmos atentos –
A qualquer e simples momento,
Incendiando a expansão poética,
Em nosso ser.

Ato racional


Não gosto de me sentir limitada,
De não conseguir escrever.
Sinto-me claustrofóbica –
Asfixiada - Sem ar!

Tenho a necessidade de expor,
As ideias no papel –
De regurgitar tudo:
O que está preso na garganta,
Como forma de sobrevivência.

É um ato racional, pensado,
Como o instinto de subsistência –
Mesclando a dor e o prazer,
Tão veemente como o respirar.

Reconheço-me –
Sei da força que maneia aqui dentro,
Detalhando cada pedacinho,
Da essência –
Que revigora todo o meu corpo,
Mesmo com a agonia –
Dilacerando a carne.

Peço com toda a energia,
Que reverbera –
Conceda-me todos os minutos possíveis:
Para a escrita.

As horas que vago,
Em insanos e consequentes devaneios.
A luz transmutando no espaço,
Também no tempo.

Flamejante enredo –
Quem sabe de uma vida para outra.
A transferência é algo exorbitante,
Na linha tênue –
Que transpassa as gerações.
Atravessando os portais,
Na dinâmica –
De continuar a mesma história.

Esta é a minha vida,
Mesmo que não deseje mais voltar.
Haverá sempre esta chama acesa,
Para a realização.

Natureza em ciclos

 



Quando está sol –
Festejo-o com harmonia.
Quando está chovendo –
Festejo a chuva, alegria.
À noite –
Contemplo a lua, sintonia.

Assim como a Natureza,
Somos feitos de ciclos.
Os anos –
Seguidos de dias.
Como um enorme círculo,
Sobrevoando no espaço-tempo.

Em busca pela liberdade,
A alma –
Entrando em perfeita comunhão.
Com o ser Supremo –
A conexão.

Poeira de estrelas,
Condensada na atmosfera.
Frágeis –
Sujeitos à gravidade.
No desejo de volitar,
Percorrer por várias dimensões.

Na expansão da consciência,
Através do meio ambiente.
Pela meditação,
Tão simples –
No ato da observação.
Mesclando com a essência,
Talvez seja uma penitência –
Tamanha adoração,
Irradiando a aclamação.

Dignidade da Natureza

 

Olhos fechados -
No interior poeira de estrelas.
Na formatação do ser,
Exalto a estupenda beleza.
Admirável realeza,
Na dignidade da Natureza.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Admirável realeza


Gentilmente –
A madrugada cede espaço para o dia.
O sol raiando –
Os pássaros anunciam o despertar.
Alguns em movimentos frenéticos,
Outros com estardalhaço e algazarra.

Olhando através das janelas,
Ou da varanda:
Resistem as plantas e árvores –
Realizando a fotossíntese,
Presenteando-nos:
Com flores, frutos e divina beleza,
Esta sim, é a admirável realeza.

É muito bom saber:
A Natureza –
Resisti apesar de tanta poluição,
Infelizmente, o descaso.
Instigando a devastação,
Derramando riquezas –
Acumulando prejuízos,
Fomentando a poluição.

Possuímos a necessidade,
De algum momento sermos capazes –
Em reverter este quadro.
Não são apenas deslizes,
E tão ao menos um devaneio.
O Planeta Terra –
Assim como nós:
É um organismo vivo.
Todos precisam ter essa ciência,
Quanto mais explorado –
Mais tempo precisa a regeneração.
Os recursos naturais –
Devem ser dosados,
Em doses homeopáticas.

Está incutida em nossa consciência,
A ignorância –
Como algo natural.
Sabemos que não é aleatório,
A manipulação.
O apaziguar do rebanho,
De imenso tamanho –
A agir de certa forma.
Colocando-nos transparente redoma,
De instinto servil.
Seguindo – Iguais à zumbis,
Ratos em suas rodas –
Cooperando para o girar do sistema.
Na Iminência de doloroso cataclisma,
Impondo um estado de tensão.

No entanto, em insaciável egoísmo,
Implantamos a devastação.
Fomentando a cada ano –
A destruição.
Nunca aprendemos com os velhos erros,
Repetidamente entregues à rotina.
Rendidos a triste sina –
De nunca exigirmos as mudanças.
Nos anseios de uma minoria,
De transformação –
Reina a esperança.

domingo, 17 de abril de 2022

Ao olhar da perspectiva


Corpos –
Tombados ao chão.
Mais um –
Menos outro.
Quantos mais?
Pessoas de bem –
Marginalizadas.

Almas vagando pela Terra,
Sem destino –
E nem direito ao umbral.

O que serão de seus espíritos?
Seres desprezíveis –
Sem a extrema unção,
Pagando os pecados –
Disserto a abnegação.

Aqui –
Qual foi a função?
Promovendo o caos e a desordem,
Em nome de um Deus cristão.
Pelo progresso da ordem,
Mas por detrás das cortinas –
Encobrindo com a fumaça,
Acobertando os seus crimes.

Para onde caminharão?
A carne apodrecida ao chão,
Servirão como adubo,
Misturado ao exterco –
De infames consciências.
Atitudes –
Em estado de putrefação.
Colocando em risco,
Toda uma nação –
Países inteiros.
No desejo de desbravar,
Ou arrasar o derradeiro.

Um bando de estúpidos,
De marca maior.
Poucos são os privilegiados,
A maioria tratados,
Como pobres coitados.
A periferia:
Sem voz –
Nem vez!

Outra incursão –
Do Estado na favela.
Acinzentado a aquarela.

Quantas vidas se perderão?
Inocentes –
No meio do fogo cruzado.
Quem é que pensa:
Nas famílias –
Aos desavisados.
Circunstâncias perversas,
Não é a primeira –
Mas diversas.

Outro alguém alvejado,
Não importa quem é –
Quem são.
Mais um delinquente abatido,
Qual será a razão?
Do crime cometido,
Talvez nenhum –
Ou somente um:
Nasceu pobre –
Não prosperou –
Não paga os impostos –
Virou devedor.

É desse modo,
O prisma do governo.
Sai um –
Entra outro –
O que continua:
O massacre do povo.

Prosseguimos –
No modo hard.
Observados como sardinha em lata,
Talvez como gado na próxima eleição.
Quem sabe como boi de piranha,
Em mais um projeto –
Na oração:
Deus queira que dê certo!

Anos após anos,
Defendendo a Pátria –
Armada constituição.
Sem a mínima valorização da democracia,
Está ressurge –
Em um momento qualquer.

Corpos apinhados,
Jogados na mesma bala comum –
Da discriminação.

Quando morre alguém,
Julgado importante –
Homenagens e honrarias,
Ao favelado –
Apenas um número,
Não mais lembrado –
Na fria estatística.
Continuamos no espaço gélido,
Priorizando mudanças –
Não há o olhar de perspectivas.

Conexão com o supremo


Espiritualidade –
Através da Natureza,
Emergindo –
Sobre os nossos corpos.

Pertencemos –
A mesma essência.
Mas não nos damos conta,
Desse elo de ligação.

Estamos mais acostumados,
Aptos ao imediatismo.
É necessário abrir a mente,
Para reconectar –
Com o mais belo,
Que possa existir.
Quem sabe usufruir,
De uma experiência terrena –
Com maior significância.

O sol –
A lua –
O  equilíbrio do Universo.

Com certeza –
Possuímos a capacidade,
De fazer acontecer -
Deixando de lado a procrastinação.

Talvez tenhamos os escolhidos,
Que não redescobriram os caminhos –
A sua missão.
Com a resiliência –
Estampada no peito,
Sobrevivendo –
Fugindo –
Dos percalços.

No tempo presente,
A prova de fogo –
Ficará cada vez mais competitiva.
Sobreviverão os mais fortes,
Capazes de ultrapassar os obstáculos.
O tempo -
Está afunilando,
Passando pela peneira,

Os seres humanos,
Moldam-se de acordo com a necessidade.
Quem não apresenta nenhum grau de evolução,
Sem nenhum remorso –
É aniquilado.
Essa é a lei que rege toda a cadeia  de resiliência,
Mas nem tudo é somente força –
Como também sabedoria.

A Natureza –
É a chave para a realização.
A conexão –
O religar com o Ser Supremo.

sábado, 16 de abril de 2022

Carta para a humanidade - V

 


“O olhar de fome –
Dilacera a minha alma.”

Como não podemos nos compadecer?
Por aqueles que por algum motivo,
Sofre da injustiça de uma tragédia –
Anunciada em pleno século XXI.
Onde não  lhe são dadas,
As devidas oportunidades de sobrevivência
Não só o corpo,
Mas também a alma –
Perecendo em total flagelo.

Somos seres tão insignificantes –
No vasto universo, uma parcela,
Digamos de passagem,
Uma grande maioria -
Julgam-se detentores de poderes,
O maior deles esta de ciência:
De não subjugar,
E nem ao menos menosprezar –
Os seus semelhantes,
Impondo-lhes um papel de fraqueza.

Iguais perante ao Supremo Criador –
Possuímos a missão,
De fazer o equilíbrio reinar no Planeta Terra.
Porém, não somos capazes –
Em deixar o egoísmo de lado.

Há muitos reinos a serem redescobertos,
No entanto, mais uma vez volto a repetir –
Que a humanidade ainda não está preparada,
Para a grandiosa revelação.
Pois diante de seu histórico,
Como no recente momento atual.
Mostra-se cruel em tamanha perversidade:
Inventando guerras –
Dizimando milhares de vidas inocentes,
Sem qualquer razão.

Se assim o fazem com os seus semelhantes,
Que dirá com os seres oriundos –
De outros planetas,
Mesmo fazendo parte de sua essência.

Há um longo caminho –
Para que exista o aprendizado.
No entanto, ao invés do progresso,
Estamos destinados a involução –
A regressão de critérios,
Em âmbito moral e ético.

A falta de capacidade –
Em possuirmos  uma visão,
Atenta aos demais nas necessidades mais básicas,
Levando aos humanos –
A agir pelo instinto de sobrevivência,
Ultrapassando os limites da ética.
Colocando em cheque o caráter,
Comprando o silêncio de muitos.
Sentenciando toda a uma população –
A viver a esmo, abaixo da linha de pobreza.
Isso vem no mostrar detalhadamente,
Que não atingimos os objetivos –
De  longínqua prosperidade.
Porque pensamos em nossas próprias vontades,
Esquecendo daqueles que  tanto necessitam  -
Estamos fadados ao fracasso.

Não vejo nenhuma fórmula  milagrosa,
De conter as injustiças que presenciamos.
Não apenas sob o olhar limitado -
No espaço  em que residimos,
Como em outros países –
Através  de redes e mídias sociais.

A humanidade –
Tem a necessidade de um estudo,
Mais amplo e sociológico.
Para quem sabe,
Algum dia possamos compreender –
O motivo de fato a qual foi criada.

Na minha humilde compreensão
Sob uma pequena consciência –
É preciso com que haja a permissão,
De toda e qualquer igualdade.
Para quem sabe sejamos:
Realmente seres humanos –
Munidos de inteligência.
E não apenas no sentido cognitismo,
Que nos difere de outros animais.
Porque de diferente –
Possuímos a racionalidade,
Nem sempre usada –
Para o bem de toda a sociedade.

Clausura sepulcral


Os dias estão passíveis -
Não sei o que acontece,
Uma letargia,
Entorpecendo os sentidos.

Como buscar pelo novo?
Sobrevivendo na clausura sepulcral –
De meu corpo.
Enquanto, a mente,
Deslumbrante imaginação.

Aos percalços,
Fugindo pela tangente –
Esfuziante alucinação.

Distraio-me com as ilusões,
Desvencilhando-me dos perigos.
Seguindo atalhos,
Pegando trilhas.

Na ilusão de ótica desse mundo,
No metaverso –
Recriado não sei por quem.
Ou o que quer que desejem,
Não sei dizer ao certo.

Porém, ao meu universo limitado,
Do meu grande e pequeno interior.
Recrio-me em prosas e versos,
Na contramão da agitação –
Que ecoa do lado de fora.

Nem eu mesma me compreendo,
Sou um poço de incertezas.
Que de certo –
É uma grande incógnita na vida.

Por quê e para quê?

A imaginação tem o seu limite,
No desconcerto das horas –
De procrastinação.
Nas lágrimas –
Que teimo em represa-las,
Escondendo-as dos olhares dos demais.

A fraqueza, às vezes, é um conforto,
Para a força que demonstro.
Entretanto, é sempre cansativo,
Porém, desnudo apenas a alma.