Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

domingo, 6 de julho de 2025

Próprio compromisso


Quanta desilusão, 

Ou estadia de desinformação?

Neste espaço físico, 

Totalmente petrificado. 

Relutante bloqueio no coração, 

Em todo ato uma consequência. 

Iminente efeito de explosão, 

Na atmosfera psicodélica. 


Cada escolha uma sentença, 

Entre a vida e a morte, resiliência. 

Porque querer ser diferente, 

Requer bravura.

Não fazer parte da panelinha, 

Para a maioria uma loucura.

Vivenciando picuinhas, 

Prefiro isolada aventura. 


A solitude pelas entrelinhas, 

O meu lugar mágico, 

De verdadeira aceitação. 

Ao Planeta Terra, a contribuição, 

O acolhimento realizado pela espiritualidade.

De enxergar,  muitos não fazem questão, 

Límpido ar, o oxigênio. 

Não precisa ser gênio, 

A transmutação do ser,

Nas canções. 

O deleite,  ao bel prazer.


Tornando-me o próprio filtro,

Transformando sombras em luz.

Jogando ao Universo,

O que se faz neutro. 

No cerne o brilho reluz,

Sem algum contraponto,

Mirando no alvo certo. 


Sou paz!

Sou luz!

Sou felicidade!

Sou prosperidade!


Recebo o que mereço, 

Jogando para o escanteio o ego.

Resultando a exclusão, 

Corro este perigo. 

Não importa o risco, 

Pagando um mísero preço. 

Sou mais do que tudo isso,

É comigo o compromisso. 

Na minha imperfeição, 

O que conta é a intuição. 

De desejar sempre o verdadeiro, 

Mesmo não levando em conta,

A desvalorizada consideração. 


Transmutação e equilíbrio


Aparente tranquilidade,

Não dá para brigar com a realidade. 

Se não pode transmuta-la,

Faça-a aos poucos.

Gradativamente,

Para garantir a satisfação no processo,

Sem cometer excessos.


A paz precisa vir de dentro, 

E confiar no Universo.

Subtraindo a ansiedade, 

Acúmulo de peso.

Para que o se deseja,

Possa emergir –

Fortalecendo a energia positiva,

Excelente iniciativa. 


Não pense nos outros, 

E não é egoísmo,

Primeiro tem que vir do interior.

Livres de dúvidas, o louvor.

Compreendo que não seja fácil, 

Quando se possui a intuição:

De não ser,

E apenas está neste lugar,

Com uma percepção tão limitada,

Quanto ao entendimento humano. 

Serão estes os verdadeiros planos?

E além do mais,

Com o espaço físico,  

E as pessoas que estão ao redor,

Não favorecem –

E precisamos fazer por nós mesmos, 

Se não desejamos ser muito limitantes,

Conforme a sua existência, realismo. 


As respostas estão em nosso cerne,

Na ascensão de pensamentos,

Que possui  um grande potencial  -

De forma abissal. 


É necessário a interação,

Também imprescindível –

Separar o joio do trigo,

Um constante discernimento,

Para galgarmos novos horizontes.

Quem sabe nos salvar dos perigos?

Fugir da expiação, 

Sem cairmos em contradição. 


Toda contribuição positiva é válida,

E possamos avançar em diferente trajetória,

Modificando o rumo da História. 

Na densidade,  longa estrada, 

Portanto, precisamos nos policiar.

A fim de não nos corromper sob falsas ilusões. 

Iminente falta de ar.

O nosso cérebro é uma caixa de surpresas, 

Muitas vezes nos pregando peças. 

Sejamos livres de crenças, 

Para que saibamos enxergar com clareza –

Cada passo à nós concedidos.


Sejamos livres!


Sejamos luz!


sábado, 5 de julho de 2025

Crônica de 04/06/2.025


Impossível não nos lembrarmos da última tragédia...

Mas o que fica é o desejo permanente de paz, onde possamos viver sem o medo, desespero e o caos, ao sabor das canções de Andre Matos.


Por que muitos desejam e não acontece?


Há uma guerra no sobrenatural no qual está se espalhando pela densidade do Planeta Terra.

Assim como existe o sentimento de apaziguar e neutralizar as sombras, também existe o intuito de gerar ruínas e mortes – Inevitáveis sacrifícios. 


Infelizmente,  existem seres que se alimentam do ódio e do rancor, enquanto, a sua grande maioria só anseia viver horas repletas de calma e sabedoria.

Contanto, se não houver um equilíbrio  dessas forças –

A Terra será tomada por grandes turbulências.


O mal busca todos os dias, a todos os momentos,  incansavelmente novos aliados com a sua manipulação, promovendo sabotagens e armando intrigas. 

Este cenário é completamente o oposto, fugindo da programação realizada para Terra ser diferente de todo esse caos. 


A Natureza é parte primordial desse processo e, à todo instante é atacada ferozmente, a fim de subtrair os seus recursos naturais. 

Essa onda à favor da tecnologia é totalmente arbitrária.

Enquanto,  a elite global se beneficia desses atos, os mais pobres sofrem com as ameaças de suas consequências, com a poluição sem nenhuma conscientização, arrefecendo as chances de recuperação; Na produção de queimadas.

Principalmente,  crianças e idosos inalando a fumaça cinzenta e tóxica. 

Nada disso seria dessa forma –

Se todos pensassem no bem comum.

Há um grito,

Um eterno clamor.

Mas a omissão se faz ensurdecedora,

Em conta apenas os números positivos, 

Status do capitalismo. 


O Planeta Terra é um ser vivo,

Ainda há tempo,

Até que Ele nos expurgue. 


Somos poeira de estrelas,

Semeando a destruição, 

E colhendo a devastação. 


Sejamos luz, 

Para modificamos esta realidade, 

Com uma mudança de pensamento de verdade. 


Sejamos luz!



quinta-feira, 3 de julho de 2025

Máquinas da corrupção

 

Há tantas formas de escravizar um povo,

Os senhores de engenhos dando ordens,

Para os seus capatazes. 

Fomentando leis,

Movendo as máquinas da corrupção. 

Enquanto,  a população de bem,

Sem saber recorrer a quem –

Sobrevive a base do terrorismo.

Mudaram as ferramentas, 

Forjaram outro tronco, porém, mais letal.

Unem-se para se tornarem mais cruéis, 

Impondo o medo e o desespero. 

Incrementam leis,

Demasiado fanatismo.

Mexendo os pauzinhos,

Para se darem bem.

Usando o poder paralelo, 

Empurram goela à baixo o caos. 

Expandindo territórios, 

Forçando uma fuga indesejada. 

Quem na verdade  quer deixar os seus,

No meio dessa empreitada?


Envolvidos pela tormenta, 

A corda arrebenta no lado mais fraco.

No entremeio da favela,

A transmutação da senzala.

Um corpo procurando abrigo,

Tentando se proteger no frágil barraco.

É o que possuímos no século XXI, 

Todos os conflitos, mais um.

Não importa qual seja a guerra,

A humanidade em queda livre, involução. 

Colaborando com a baixa densidade,

Esta é a triste realidade na Terra.

Quem consegue ser feliz de verdade, 

Beirando a perfeição?

Nada é cem por cento garantido, 

Cada um tem o seu pecado. 

Movimentado essa velha engrenagem, 

O sangue escorrendo na sarjeta,

Infelizmente,  não é nenhuma miragem. 

Onde tentamos fazer das tripas coração, 

E não é uma escolha e, sim, afirmação  -

Em uma infinita, dolorida alucinação. 


terça-feira, 1 de julho de 2025

Carta para Julho - 2.025

 

Seja bem vindo JULHO!


Que este mês,  hoje começando um novo ciclo, traga boas energias transmutando o que denso ficou para trás. 

Enchendo-nos de boas novas,

Transparecendo alegrias em nossas vidas –

Transmitindo a luz.

Desfazendo todos os laços da falsidade, 

Inundando-nos de júbilo. 


E que a violência possa se desvanecer, 

Como o sabor do algodão doce em nossas bocas.

Trazendo: 

A paz em dias iluminados,

A sabedoria em dias de dúvidas, 

O discernimento em dias de sombras,

O equilíbrio em dias de tropeços. 


Tenho a compreensão, 

De que a Terra está em transição -

Por um período decisivo passando, tornando mais desafiadora a escolha entre o bem e o mal.

Quando optamos por um dos lados, existe as suas consequências e, nem sempre é fácil de se lidar.

Porque escolher o bem, também demanda as inevitáveis turbulências,

Os ataques serão iminentes.

E devemos nos manter preparados para combater toda a maldade que possa nos atingir.

Luz atrai sombras!

Ou você transmuta em energia pacificadora, 

Ou se torna parte delas. 


Por mais que o momento esteja difícil,  não desanime,

Nada dura para sempre!

Nunca deixe o mal te afetar.

Mantenha a cabeça erguida,

Os pensamentos livres de qualquer contaminação que possa surgir no meio do caminho. 


Pedras foram feitas para serem transportadas,  por mais pesadas que sejam.

Os obstáculos são para serem ultrapassados, por mais altos e intransponíveis que possam parecer.


O que mais desejamos está ao nosso alcance.

Basta olharmos para dentro,

O despertar se encontra acessível em nossa essência. 

E não em mentiras que eles disseminam com o intuito de nos teleguiarmos,

Com falsas notícias,  apito de cachorro. 


Busquemos o que há de verdadeiro, 

E não mergulharmos na escuridão da ilusão desbravada por quem deseja manter o poder concentrado em apenas um lugar.

Um ideal de vida –

Completamente inexistente. 


Julho –

Seja iluminado, 

Mesmo com dias mais frios e acinzentados.

Que as nossas almas possam ser abastecidas com muito calor –

Muito amor humano. 

Pois é,  o que tanto necessitamos. 


Seja bem vindo!



Sejamos Luz!


Crônica de 30/06/2.025


O dia foi menos pesado, mas não deixou de ser.

A mente em um turbilhão,  emaranhado de pensamentos. 


Há uma mistura de sentimentos, um lado que não desejo dar vazão.

As sombras se revolvendo aqui dentro, 

Como ficar imune a tanta covardia?


É como se uma frágil taça de cristal se quebrasse por dentro e, com ela se desencadeasse um tsunami...

Uma reação em cadeia que vai nos impregnando e tomando conta sem ao menos pedir licença. 


Os fatos estão aí para serem consumados.

Mas parece ser interesse de muitos vibrando em uma baixa frequência  -

Alimentando os seus monstros.


É uma corrida contra o tempo, 

Como se precisássemos ser melhores do que somos para comprovar o nosso valor.

Que isso pode ser ao contrário. 


Há sempre um fato a ser consultado, 

Alguma teoria da conspiração com o único intuito de nos fazermos duvidar de tudo e de todos.

Cada qual desejando a sua amargurada verdade,

Quando na realidade vagamos milhares de anos à fio de um lugar para o outro, sem sabermos ao menos qual é a direção.

Subjugados neste velho tabuleiro, jogos de azar –

Realizando o que “eles” tanto desejam.

Tornando-nos miséras peças nesta triste existência, 

Às vezes, provocando alguma revolução,  gerando mais dor e sofrimento aos nossos irmãos. 


Os anos se passam nesta imensa roda vida –

Permanecemos consternados, 

Porque em pleno ano de dois mil e vinte e cinco,  ainda possam existir guerras e conflitos,  ordens de perseguição, desencadeados por domínio de territórios e crenças –

Submetendo ao sofrimento e tortura a toda uma população. 


Sejamos luz –

Para sobrevivermos em meio à escuridão. 


sábado, 28 de junho de 2025

Traços de pavor

 


É sempre a mesma história, 

Pintando outro quadro de horror –

Personagens realistas.

Quais serão as próximas vítimas?

A derramar jatos de tintas,

Emoções e reações distintas.

No flagelo do corpo, desumano,

Não teceram outros planos.

Nos desejos envoltos na heresia –

Emudecendo a translúcida poesia.


Só não enxerga quem não quer,

A ponta do iceberg,  exceto prazer. 

Tragédias repetindo-se à centenas, 

Entrando para as estatísticas,  milhares.

O sistema e seus pares,

Fomentando o genocídio preto.

Colocando lenha na fogueira, exclusão, 

Antes o papo furado.

Agora não escondem os pecados,

Patrocinando a dilaceração.


Aos semelhantes,  nenhum pingo de pena,

Jogados para o escanteio. 

Sem ponto de referência, 

O que resta é pedir clemência. 

O mesmo Estado omissor,  digno do caos,

É o que te cobra, o karma de todo o mal.

No meio da favela,  ou no asfalto, 

A quantas andam a saúde e educação?

Insegurança batendo no nariz,

Nenhuma bússola, qualquer força motriz.


O ódio que nos move, após o medo, 

Também bate o desespero. 

No ato falho, ausência de esmero, 

Perdendo-se no desequilíbrio da essência, descuido.

Na mira do fuzil, mais um preto, favelado, 

O seu potencial mal avaliado. 

No rito de passagem,  intolerância, 

A dura luta clamando por justiça.

Quantos irmãos ficaram pelo caminho?

É uma conta que não fecha, perdição. 


O estatuto ao invés de salvar, ceifando vidas, 

Correndo de um lado para o outro,  perdidos.

Ninguém sabe como e qual será a hora marcada, 

No rosto,  exímio fio de esperança. 

Chega de mansinho,  surpresa,

Deixando-nos à todos chocados. 

Nenhuma reação,  atordoados,

Não tem para onde correr, para quê fugir?

O inimigo se apresenta,  onde menos se espera,

A paz infinita triste quimera. 


Na solitude o que resta por aqui...

Nos grotescos traços de pavor. 


quinta-feira, 26 de junho de 2025

Mente límpida


Por mais que nos blindemos, nunca seremos cem por cento protegidos.

Na terceira dimensão sempre haverá a vulnerabilidade,

Portanto, mantermo-nos distantes do que tanto abominamos é  um desafio diário,  a empatia está cada vez mais escassa.


Quero a leveza dos dias!


A passagem das horas no espaço translúcido de minha alma.

Embora os meus gritos sejam abafados, 

Na tentativa da minha voz ser calada,

Há algo que ecoa no cerne –

Ressoando pelo espaço sideral. 

E essa sensação é tão recompensadora, 

Diante do silêncio da omissão. 


Está afastada do burburinho,

É o que me mantém longe.

A proteção é tão primordial, 

Quanto a mente límpida –

Diante de todo o processo de aniquilação. 


Que Deus possa nos proteger de todo o mal que nos espreita,

Favorecendo horas felizes,

Com a energia solar que somos favorecidos.


Há toda uma divindade onde muitos não a enxergam,

Mas posso senti-la com a espiritualidade ao nosso redor.

Mesmo que pareça distante, 

Estou(amos) aqui para fortalecer o elo com o sobrenatural. 


É compreensivo que haja muitos mistérios em torno,

Apesar de que a humanidade,

Ainda não está preparada para o próximo estágio da evolução. 

Muitos se perdem e se perderão no meio do caminho,

Porque não suportarão a desconfiança de terceiros, 

Entregando-se à ilusão lhes apresentada.

Portanto,  é preciso que possamos agir com sabedoria e discernimento.


Sejamos luz!


terça-feira, 24 de junho de 2025

Carta para a humanidade XXVIII


Em alerta permanente, 

Vinte e quatro horas, 

O modo sobrevivente.

Sempre uma tormenta, 

O obstáculo  -

Quebrando o elo.

Apocalipse cotidiano, 

A bonança em segundo plano.

Margeando a resiliência,

Toneladas de paciência. 

Qual é o próximo apuro?

À espreita a terceira Guerra Mundial,

Quem diria?

Nenhuma surpresa, 

Já não basta os confrontos territoriais –

No Estado,

Injustos pecados.

O front de batalha, 

Migrando para fora das favelas,

Espalhando-se para o asfalto. 


Os governantes em suas mansões, 

Os pobres aprendendo táticas de guerrilhas -

Coincidência ou não?

Ansiedade  -

Coração na mão. 

O número gera preocupação, 

Qualquer barulho  -

Estampidos,

A mercê de absurdos. 

Ligados à duzentos e vinte,

Alta voltagem. 

A auto defesa,

Nenhuma miragem. 


Quem em algum momento, 

Virará a mesa?

Cidadãos de bem,

Tratados como produtos perecíveis. 

Tombou mais um?

Sem problema  -

Não é o primeiro, 

Também não será o último. 

Todos são substituíveis, 

Nenhum argumento, 

Que prove ao contrário. 

Todos agem como interesses,

Para quê os disfarces?


O tempo passa,

Adeus aos protocolos de segurança. 

Alimentando a insegurança, 

De uma sociedade ultrapassada.

Agindo pelas causas dos mais ricos,

O trabalhador correndo riscos.

Menos um proletariado, 

Ceifado, tachado como efeito colateral.

No silêncio ensurdecedor, 

Restando para os pequenos,

A população o vil terror.


A violência cada vez mais normalizada,

Bancada por parte da engrenagem, 

Que era para ser solidária. 

Mas que se afundam em crimes, 

Atos infracionais, ilícitos.

Os que pagam são os inocentes, 

Massacrados pelo sistema. 

Montando estratagemas,

Para se sobressair perante o caos,

E não naufragar pelo caminho. 

Observando as flores,

Embora, convivendo com os espinhos.


A vida é  uma árdua jornada,

Mesmo que seja longa a estrada. 

Deve ser percorrida com leveza,

Em algum momento, 

Haverá a felicidade,  leveza.

Co-criando horas de alegria, 

Na temperança da sinergia.


Não lamente para o que de mal aconteça, 

Do nosso cerne deve brotar a esperança. 

Moldando o âmago, 

Feito a ingenuidade das crianças.

Por mais que possa parecer diferente, 

O ápice se dará. 

A poluição se desvanecendo,

Oxigênio límpido,  puro ar.


domingo, 22 de junho de 2025

Grito de resistência (Ser Mulher)


Não é fácil nascer na terceira dimensão, 

Conforme crescemos ou não – 

Haverão as descobertas de tamanhos desafios:

O de conviver socialmente, 

Em casa,

No trabalho,

No meio do transporte público,

Os que não deveríamos encontrar em situações corriqueiras.


São centenas de assassinatos,

Ninguém detém esses atos, 

De maneira desordeiras.

Nos quais deveriam prezar pela segurança, 

A existência subjugada –

No simples ato de servir. 

Objetificadas –

Obrigadas a sucumbir –

Moldadas na submissão  -

Forjadas a estarmos sempre em prontidão, 

Ao avesso da resistência.

Desperto o sexto sentido,

A qualquer momento de coação, 

Insistente banalização. 


Nem sempre há o êxito,

Da auto defesa.

Importunadas dispostas como sobremesa,

Como se fôssemos obrigadas,

Vá para o inferno com a sua alienação. 

Nas suas caras estampados o ódio e a misoginia, 

Sempre crescente,

Pensando com a cabeça inferior,

O mais estarrecedor. 


Não tem idade,

O crime corrompendo com ataques brutais,

Sem chance de defesa,

Daqueles que seriam para prover a proteção. 

São os primeiros a espalhar a abnegação, 

Um número crescente de violações, 

No silêncio ensurdecedor de suas residências.

A tortura fragilizando as emoções, 

Ao futuro incerto,  ceifando realizações –

Para as novas gerações. 


Bebês sem o direito de nascer,

Criadas para sermos os portais de um novo ser.

Negadas as contribuições para a ascensão do mundo,

Banidas por diversas atrocidades, 

À cada época uma determinada inquisição. 


Até quando sobreviveremos sob o impacto da maldade?

No modelo ultrapassado patriarcal,

Onde não possuímos voz e nem vez.

Visto como sexo frágil, 

Na infinita perseguição. 

Esta não é bem a verdade, 

Sob o julgamento do opressor. 

Para a nossa permanência, 

Tornamo-nos desafiadoras.


Abandonadas por velhas questões, 

Tidas como um bicho esquisito –

Que sangra todos os meses,

Por vários dias e não morre!

Pelo contrário, mantém a sua força,

De realizar múltiplas tarefas com precisão. 


Arriscando-nos em qualquer contratempo, 

Sobrecarregadas –

Subestimadas –

Sempre com a cabeça erguida,

Demonstrando o seu real valor.

Perante a sociedade, 

Menosprezando o seu papel.

Desdobrando-se em mil,

Mesmo cansada,

Vencendo a empreitada. 


Pelo vil feminicídio, desafiada,

Na nefasta sensação de propriedade. 

Nada velada.

Em números alarmantes,

Vítimas fatais de mentes perturbadas,

Genocídio feminino mundial, 

Por crenças, religiões e atos políticos. 

Dizimadas pelo simples fato de ser MULHER. 


Gritamos por uma política humana,

Mais protetora.

Quem sabe acolhedora?

O que possuímos somente um modelo burocrático, 

Onde se fala mais e se realiza o menos.

É o oposto daquilo que deveria ser,

Estupros a maior forma de punição, 

Tortura de vingança,

Homens sendo homens  -

Sem alguma contestação. 


Que haja mais empoderamento,

A doce liberdade singela de coexistir.

Usufruindo do verdadeiro sentido da vida,

O real avivamento, 

Com respeito à suas escolhas. 

Principalmente,  entre quatros paredes,

No aconchego dos lares.


BASTA DE FEMINICIDIO!

BASTA DE MISOGINIA!

BASTA DE GENOCÍDIO!


O nosso corpo é um lugar sagrado –

Para o feminino. 

Não é entretenimento, 

Nem muito menos diversão. 


Somos fortes,

Trabalhadoras –

Contribuindo para a evolução. 

E não meros produtos, 

Para sermos usadas e descartadas.


Que haja leis definitivas para a transmutação de pensamentos,

As benfeitorias do engajamento.


Pronto!

É um basta!

Não há como ser de outra maneira.


Parem de nos matar!

Parem de nos estuprar!

Só desejamos ser feliz,

Compartilhando os dias como devem ser.

Convivendo com segurança, 

Sem medo.


Ser Mulher é está sempre atenta,

Para o próximo movimento.

Em um looping infinito,

Para ter a dignidade da proteção.