Quem desejar colaborar com a manutenção do Blog Poesia Translúcida, é muito simples: Pix 21987271121. Qualquer valor, o mínimo será muito bem vindo! Muito grata!

quinta-feira, 6 de março de 2025

Reset


Viajo por um lugar transcendental,

Transbordo-me –

Por dimensões paralelas,

Entoando boas vibrações. 

Observo pessoas  -

Mergulhadas no vazio.

Tentando preencher,

Algum buraco sem fundo.

De uma vida baseada em egos,

Vivenciando adrenalina e perigos  -

As suas almas sem abrigo,

Em completo abandono,

Exímios de emoções. 


Não é o que desejo,

Influente ensejo.

Às vezes, a dor é inevitável, 

Mas não devemos por ela nos guiar -

Mesmo que nos falta o ar.

O destino é tão aleatório, 

Quanto a correnteza de um rio.

Levando-nos de surpresa,

Para alguma represa.

Jogando-nos em direções opostas,

Ultrapassaremos a linha de chegada?

Façam  inevitáveis apostas.


Por mais que pareça surreal,

Lutando para não cair em contradição. 

A realidade fomenta um ciclo de horror, 

Sabermos separar o joio do trigo –

Será que esta é a nossa missão?

Escolhermos onde ficar, um lado,

Cometermos ou redimirmos dos pecados. 

A luta traçada com o sobrenatural, 

Quem dará o respaldo, o aval?


Na Terra tudo ressoa diferente, 

O caos fazendo enfrentar o próprio medo.

Sem ao menos esperar,  a turbulência de repente, 

O que testemunharemos logo em seguida?

Retornarmos ao local de partida, 

Fornecendo o reset necessário. 

Apagando este mundo arbitrário,

A humanidade inconsequente. 

Agindo de modo insatisfatório,

Sentimentos ofuscados pela tecnologia. 

Cadê o resquício de empatia?


A quantas anda o senso de direção?

A maldade ganhando na estatística da contradição, 

Em pequenas bolhas –

Prevendo as falhas. 

O egocentrismo em pauta,

O narcisismo não falta.

Alimentando a insanidade da carne,

Demonstrando na pele total desgaste.

No quanto mais se tem,

Mais se cobiça  -

O capitalismo atiça. 


Com atitudes avassaladoras,

Inquietantes aventuras.

Todos possuímos o poder de escolhas,

Embora, pequenas há consequências.

Permito-me ser mais forte,

Ascensionando  a essência. 

Como um pequeno conta gotas,

O sol iluminando a porta.

Esta é a magia,

Em não se deixar levar pelo inconsistente.

Mergulhando em si,

Abrindo a mente. 

Para o justo e necessário, 

Atravessando desafios.

Portanto, que o prazer, 

De cada amanhã  -

Esteja por um fio.


terça-feira, 4 de março de 2025

Convivência harmônica


A caneta em punho,

A minha frente  -

Folhas de papel em branco.

Transmutação -

Uma grande tela,

Conexão com o sobrenatural. 


O que há aqui dentro, 

Para realizar a transcrição?

A espera de inúmeras letras,

Afim de traduzir sentimentos. 

A mente vazia,

Liberta do ego.

Almejando dias melhores,

De um mundo melhor,  a construção. 


A essência aguardando os pensamentos, 

Co-criando novo espaço. 

Para (re)viver outro passo, 

Cultivando renovado amanhecer. 

Na luta pela equalização, 

De um frágil coração. 

Não importa o compasso, 

E qual é o seu ritmo. 

Este já cansou de migalhas, 

Presenteia-se com grande banquete. 

Saboreando o deleite do prazer, 

Se não for desse jeito, 

Prefiro a solitude.

Ao intuito do entreter,

No embevecer. 


Não importa as circunstâncias, 

Esperou por demais,

Em completa ansiedade.

E de nada superou as expectativas,

Até que nada de diferente aconteça.

Vive montando na ilusão,

O próprio quebra cabeça. 


Antes que desse mundo a vida pereça, 

Renascendo em outra dimensão. 

Recebendo a maior recompensa,

Outra consciência

Reformulando o acolhimento,

Revelando outro nível da ascensão. 


A vaidade na Terra,

É algo supérfluo.

Que aos poucos se desvanece,

Feito nuvens no verão. 

Não existe a satisfação, 

E, sim, a gratidão. 

Por superar cada momento, 

Sucessivamente,  amparando os que desejam ser.

É como um manjar sobre a mesa,

Aguardando a degustação. 

Coexistindo de fato com a Natureza, 

Com todo o esplendor de sua beleza.


Há o instante certo para tudo,

Equivalente às escolhas.

Ponderando,  seguindo diferentes trilhas,

Possuímos a chance de chegarmos a outro patamar. 

Como as águas de um rio,

Guiando-se para o mar.


O tracejado no papel, 

É apenas uma desculpa. 

Para ensinarmos sem culpa,

O que poderia ser a convivência harmônica,

Dos seres humanos,

Que teimam em se degladiar.


sábado, 1 de março de 2025

Carta para Março - 2.025



Março –

Seja bem vindo –

Em sua amplitude –

E sua magnitude!


Coincidentemente,  o primeiro dia desse ciclo se iniciou com o período de carnaval.

Não que alguma parte dos brasileiros já não vivenciassem a sua essência durante o ano novo e também nos dois primeiros meses do ano.

Desde que o mundo é mundo o ser humano se deixou levar pela manipulação, agindo feito marionetes através de comandos de quem eles nem mesmo fazem ideia de quem são, como massa de manobra, condicionados, jogados de um lado para o outro,  parecendo anestesiados e negligentes quanto à própria realidade, pensando somente no momento presente, sem ao menos cogitar o pensamento do que virá depois.

Com esse comportamento,  as suas consequências não recai  somente no entorno ou sobre quem vive  essa data de corpo e alma.

Os transtornos e a densidade recai sobre todos, principalmente,  sobre os que não estão preparados ou firmes espiritualmente e passar por esta transição turbulenta.

Então,  mantermo-nos fortes  e espelhados na luz, faz com que possamos sair ilesos.

Não é nada fácil atravessarmos essa montanha russa e possamos chegar do outro lado.

Em todo ciclo que se inicia, existe a sua dose de sacrifícios, mesmo que precisamos deixar e nos afastar das pessoas com as quais possuímos em alta estima.


Em tudo há uma razão para ser!


Luz e sombras coexistem –

Não se misturam –

Apenas se complementam para manter  o equilíbrio,

Por entre as polaridades  que se conjecturam.


De um modo atraente, certos indivíduos se deixam levar pela facilidade... 

Mas é aí que se enganam.

Em tudo há as suas cobranças!


O valor da luz requer mais peso, mas no futuro o seu fardo será mais leve.

O seu trabalho no presente pode parecer desgastante diante da transmutação  em ser julgado como alguém sem compromisso diante das adversidades  que tenhamos que enfrentar. 

O ser tachados como inconvenientes  ou preguiçosos.


Nada disso importa!

Todos possuímos uma missão!


Cabe à cada um de nós realizarmos ou não...

Isso vai de acordo com a nossa consciência, se a possuímos ou nós fazemos de desentendidos.

E aos despertos existe uma cobrança ainda maior, porque é de conhecimento ser consciente.

Com isso,  acarreta todos os perigos de um iminente ataque.


Como vai saber lidar com essa situação?


Haverá equilíbrio suficiente para se manter de pé?


Este período de carnaval engloba muitas questões e não é somente a do capitalismo.

É uma maneira do ser humano,  mostra-se mais vulnerável, demonstrando a sua verdadeira essência.

Desejo que tenhamos o mínimo de perdas possíveis.

O lado cruel do sobrenatural se mantém atento e em alerta à todo o instante,  aguardando um pequeno deslize de nossa parte.


Que Março venha se transmutar em energia positiva  - Em luz, configurando-se em um farol protegendo as pessoas,  principalmente,  as do bem que apenas desejam viver e progredir com as suas vidas em velhas rotinas. 


Que o brilho não seja apenas em dias de folia, mas sim, em todos o amanhecer, renovando a dádiva de estarmos convivendo e experenciando momentos únicos. 

E que o ser humano saiba criar raízes  com a Terra protegendo todo o nosso habitat.

Dessa forma gerando um vínculo de paz e harmonia. 


Em pleno século XXI,  no ano de dois mil e vinte e cinco,  não aprendemos a respeitar os nossos limites.  E estamos devastando cada vez mais o nosso Planeta, onde estamos vivendo temperaturas extremas de calor ou de frio.

Já passou do momento de cessarmos para refletir. Portanto,  devemos tomar atitudes mais drásticas, desse modo, reverter este quadro.


O que deixaremos para as próxima gerações?


A Natureza  -

Os animais  -

Tem muito o que nos ensinar!


Sejamos gratos por pisarmos neste chão!


Março  -

Resplandeça a luz.

Ativando a Centelha Divina,

Em nossos corações. 



Sejamos luz!


Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Mergulhados na ostentação



Uma sensação de impotência -

O despertar...

Querer abraçar o mundo,

Com as próprias mãos. 

O que consigo com a realidade, 

É apenas estagnação. 

Um silêncio constrangedor, 

De um Estado omisso. 

Com a vida, 

Sem compromisso. 


Qual é a diferença?

O tanto fez –

Como o tanto faz,

Nenhum modo apraz.

Recriando a Pátria Mãe gentil, 

Da desilusão,

Neste estado febril de putrefação.

Viver de maneira sutil,

Sem abnegação. 


Com quantos paus,

Constrói uma canoa?

Se o tempo escorre feito areia,

Insetos caindo nas teias -

Na ilusão não ressoa.


Rastejando como vermes,

É o que eles querem, humilhação. 

Entoando sucessivamente,  ato de contrição,

Quando nos perdemos nessa imensidão?

Almejando o impossível, 

Mergulhados na ostentação. 

Enquanto,  permanece a gentrificação, 

O tamanho do absurdo. 


Em ordem crescente, 

Vivenciamos a via crucis. 

No calor esfuziante, 

Tomando conta o caos.

Despedaçando a carne,

Ou queimando a pele.


Qual o valor atribuído, 

A cada detalhe  -

Medido pela classe social,

Ou pela cor de nossas dermes?

Uma conta bancária, 

Ainda a inexistência da mesma?

Os dias passando acelerados,

Do contrário,  rastejando igual a lesma.


Na verdade é um grande descompasso, 

Em lentos passos,

Abarrotando bolsos, e não os nossos.

Insaciáveis impostos,

De nada valemos, somos os alvos.

A carne marcada como dispensável,

De um sistema cada vez mais impecável. 

Sobrevivência a pão e água,

O sangue na sarjeta desagua. 

Apenas números, 

Para a vil estatística. 

O cotidiano,  nenhuma perspectiva, 

Emoldurado de concreto e asfalto.

Um espaço cinza e abafado,

No efeito estufa de dessabores,

Perdendo o brilho das cores. 


domingo, 9 de fevereiro de 2025

Fragmentos diários

 


Sei que em algum momento,  

Os meus textos farão a diferença na vida de alguém. 

Por isso, motivo-me a sempre compor as laudas,

Ter fé em acreditar que podemos ser melhores a todo o tempo –

Mesmo tendo pessoas ao nosso redor,

Que nos levem pensar ao contrário. 

Mas nada disso é válido, 

As circunstâncias não importam -

O que importa é ser diferente,

Dos exemplos que flutuam feito mágica.

 

A ilusão é algo passageiro, 

E, dessa forma,  procuro pautar a vida –

Naquilo em que acredito. 

Não no que os outros demonstram com palavras:

Vazias, frias e decoradas.


Nada de estelionato religioso, 

Para o meu lado.

Sou liberta!

Com uma crença universalista,

Pautada no respeito. 

Acredito no bem,

Onde quer que ele esteja. 

E não em interesses vagos,

Levando em conta –

Apenas os acréscimos de cifras exorbitantes. 


A vida aqui é muita curta,

Para nos limitar, 

A andarmos feito gados –

Condicionados à uma única verdade, 

Pois esta se encontra em varias vertentes.


O ser humano é múltiplo,

Basta abrir o seu olhar –

Para o que se julga novo para si,

Sobre outra perspectiva.

E em algum momento, 

Reconstruiremos uma sociedade. 

Não perfeita,

Mas liberta de suas mazelas.


sábado, 8 de fevereiro de 2025

Carta para a humanidade XXIV



Tudo é simplesmente surreal,

Quando deixamos o óbvio de lado.

E voltamos para o essencial, 

Tornando-se extraordinário. 


É tão suave,

Quanto ao conta gotas,

Esvaindo-se sem pressa.

Devolvendo a sensação, 

De apenas tirarmos os pés do acelerador, 

Sem pensarmos ou cogitar algo.

Apenas limpando a mente,

Extinguindo qualquer tipo de sentimento. 

Principalmente,  aqueles que não nos levam a nenhum lugar.


E, desse modo, permitimos a ancestralidade falar através de nossos corpos,

Trazendo à tona a realização de nossa verdadeira essência na terceira dimensão. 

É necessário que façamos a redescoberta de quem realmente somos -

Através de nossa Centelha Divina,

Que o pacto de estarmos aqui seja cumprido.

Enaltecendo o brilho da luz,

Da energia que em comunhão da outra, possa gerar o equilíbrio. 

Não somente para a humanidade,

Quanto para a fauna e a flora -

Sucessivamente para com todas as dimensões. 


A Terra gera o fluxo primordial para toda a existência, 

É o alicerce para todos os seres interdimensionais. 

No entanto,  nesta guerra sobrenatural,  onde os sentimentos mais sombrios  se tornam avassaladores,  

Sobrepõe sem qualquer tipo de empatia diante dos fatos.


Há quem lute pela paz.

Há quem se sacrifique pelo equilíbrio entre as realidades paralelas.

Nunca estivemos sozinhos, 

Pois somos frutos de um projeto que não saiu como deveria ser.

Com o avanço da tão sonhada tecnologia,  estamos nos colocando cada vez mais em risco.

Em algum momento,  a criatura sempre se voltará contra o seu próprio criador.


Ao gerarmos um indivíduo ou lidarmos com uma inteligência artificial, é simplesmente uma incógnita, que vem sem bula ou manual de instrução. E em determinado momento, revela-se, negativamente ou positivamente. Porque disso,  independe de seu meio, mas sim, de sua essência ou psique.


E ao estarmos alinhados com a luz, podemos desenvolver e transmutar uma energia benéfica. 

Por mais que a realidade em pleno século XXI vem se mostrando desafiadora, jamais podemos jogar a toalha, e dar a situação como perdida.

Porque sempre haverá o instante da reviravolta,  onde poderemos mudar o rumo da humanidade redesenhando uma nova trajetória. 


Não é agirmos com desespero, porém,  com inteligência, principalmente,  a emocional construindo uma nova mentalidade. 

Para apresentarmos para as nossas crianças que existem outras verdades,  não somente a de guerras, de fome e de sofrimento. 

Transmutando a paisagem cinza e sombria em um lugar de harmonia com o colorido da Natureza,

É de fato como deveria ser deste o início. 

Mas não são todos que estão preparados  para vivenciarem a luz dando vazão as sombras e a escuridão. 

Ainda é tempo de cessar,

Para que mergulhados no silêncio  -

Possamos refletir que há como vivermos  sem dar razão à involução humana buscando um melhor caminho e trilharmos o bem.


Sejamos luz.



Gratidão. 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Alto valor da essência

Um vazio,

Completo borrão. 

O ecoar da música, 

Os acordes pesados do metal.

O silêncio da mente, 

O oco no coração. 


Imperceptíveis vibrações, 

Dominando a arte da proteção. 

Anulando as emoções, 

Completa percepção.

Adeus a ingenuidade,

Quero paz e felicidade. 


Até quando será possível,

Este estado imprevisível?

O de se resguardar,

De interesses mórbidos.

Movidos pela carne,

Crescentes crimes e pecados. 

Transformando-se em troféu, 

Não há mais a ilusão. 

Faço-me desperta, 

Caiu por terra o véu –

Aguçada percepção. 


Ensinaram-me:

O tanto fez,

Como o tanto faz.

Nem todos são, 

O que aparentam ser.

Em joguinhos vis,

Para o entretenimento.

Paga-se um alto preço,

Pelo poder do pensamento. 


Em dias em que mais nada importa, 

Deleites fúteis, 

Batendo à porta. 

Usando e lambuzando-se,

Ao bel prazer.

Observo à todos,

Nem sempre passam impunes – 

Ao meu clivo.

Há o momento certo, 

Para a última cartada.


Na quietude, 

Transmutação das energias. 

Desfazendo a densidade, 

Renovo a realidade. 

O ego deixando de lado,

Alto valor da essência. 

Mergulhando no interior, 

Ascensão da consciência. 

Enaltecendo o próprio amor,

Total luminescência.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Desordem


Desordem –

O caos que nos espreita, 

Derrubando a cerca,

Invadindo as nossas casas.

Qual o mal que cometemos?

- Perdão!

Qual é o pecado?

- Com exatidão!


O simples fato da existência, 

Agindo sem coerência. 

Aflorando a barbárie, 

Antes escondida. 

Hoje mostra a cara,

Sem peso e nem medidas.

Chocando toda a sociedade, 

A turbulência manchando a realidade.


A qualquer momento, 

A população pega de surpresa. 

Neste jogo aleatório, 

De gato e rato.

A guerra também no sobrenatural, 

Com o ocultismo, o seu aval.

Tornando-se insuportável, 

Ultrapassando o surreal. 


Até quando aguentaremos?

Mergulhados de ponta cabeça, 

Destruindo as peças,

Derrubando as mesas.


Olhando-nos através do espelho, 

Vivenciando a contradição.

De partidos políticos, 

Insuflados pela polarização. 

Esquerda e direita, 

Confraternizando em plena comunhão. 

Enquanto,  o povo,

Em perfeita desumanização. 


Ao perecer tantas vidas,

Seja em qualquer lugar:

No meio da estrada, 

Ou no intitulado lar.

Pequenas almas marcadas,

Pela falta de compaixão. 

Desvanecendo possibilidades de sonhos,

Entregues a qualquer um.

Desatando os nós,

Desfazendo os laços,

Sem nenhum abraço. 


Passos infalsos,

As pedras no chão –

O coração na mão. 

Sem saber a justificativa, 

O mergulho para dentro. 

Silenciando a mente,

De calar a insensatez –

A tentativa. 


Há um espaço de refúgio?

O mínimo de refrigério,

Para manter o dia em equilíbrio. 

Às vezes, tornamo-nos tão estúpidos,

Completa desordem.

Em meio ao deserto,

Visualizando a miragem.

Corpos estendidos,

Os poderosos e suas maquiagens.


Traçamos planos, 

Programamos revoltas,

No caleidoscópio. 


Qual é a margem da integridade física?

Qual a questão da metafísica?

Não há respostas sem argumentos, 

Não há o estouro da boiada,

Sem nenhum arrependimento. 


Sobrevoando o espaço sideral, 

É mais fácil chegar a lua.

Do que haver paz e compreensão, 

Os homens redescobrindo portais. 

Mais uma zona de conflitos,  atuais.

Desperdiçando o tempo,

Na linha de montagem. 


Dilacerando corpos,

O vício lícito.

O conta gotas da opressão, 

Total retaliação. 

Não há quem compre vis palavras, 

Ainda há quem quebre as regras. 

Na empreitada,

Desfavorecidos os inimigos. 

Falsificando comprimidos.

Encontramo-nos desalinhados,

A física quântica. 

A performance iluminada,

Inebriando a visão. 

Sem perceber extasiados,

Alguns -

Por fakes news contaminados.


Mostraremos de fato, finalmente?

Aquilo que somos realmente?

Girando a roleta russa, 

Quem será a próxima vítima?

A fazer parte –

Da triste estatística. 


sábado, 1 de fevereiro de 2025

Carta para Fevereiro - 2.025


Caro Fevereiro,


O Mundo, ou melhor,  as pessoas estão ganhando um contorno cada vez mais sombrio. 

Ao ponto de não sabermos distinguir quem é quem.

Quais são às da luz ou às das sombras.

Pois andam mascaradas em seu contexto de se dar bem mediante às situações. 


Os noticiários sempre mais orgânicos e instantâneos com a rede mundial espalhando as atrocidades humanas, só vem nos alertando quanto a isso. 

Um lugar em que as fakes news se espalham como um rastilho de pólvora  promovendo o desequilíbrio mental, atordoando mais e mais um número crescente de pessoas, dando vazão à sua falta de empatia, perseguindo a ostentação, contaminadas pelo ego e endurecendo os próprios corações.

É observando este tipo de comportamento que aquela parte que é do bem estão se afastando em certas circunstâncias para não correr o risco de se contaminar, decidindo por conviver acompanhadas de sua solitude, dividindo o seu espaço com animais de estimação. 


O mundo geopolítico vem demonstrando o seu poder de retaliação, mergulhando o Planeta Terra em um aparato de guerras, perseguindo e matando aqueles que julgam como ameaças ou inferiores a si.

Quanto sofrimento poderia ser evitado?

Mas não!

A humanidade instantaneamente se torna mais perversa, identificando-se com a baixa frequência, manipulando e causando o caos. Para depois surgirem como os super-heróis,  os benfeitores, os mocinhos, favorecendo os seus escolhidos. 

Enquanto,  isso a massa falida, ou seja, o pobre é subjugado, escravizado, sequestrado, vendido, traficado feito algum objeto,  fornecendo as suas benfeitorias. Principalmente,  as crianças que tem maior valor nessa permuta desleal.

Em que forças ocultas tomam de assalto, alimentando-se da energia mais preciosa que há em nossa existência: A emanada por nossa aura.


Acredito que estou sendo um pouco pessimista.

Mas observe por outro prisma:

Embora, sendo cansativo, ou até mesmo perigoso,  está do lado da luz.

Pois, todos os dias somos atacados.

Porque sabemos que existe um ideal que nos faz continuar, persuadindo e enfrentando os nossos inimigos – Declarados ou não! 

Por mais que existam momentos,  em que tudo vem parecer difícil,  creio na força do bem.

O silêncio é a melhor arma do que discutir com aqueles que não fazem a menor diferença, munidos pela ignorância,  estando ou não conscientes de seus atos.


Portanto,  estamos aqui de passagem para cumprirmos algo maior: O despertar da consciência, independente das circunstâncias que nos encontramos.

O espaço físico é um mero detalhe.

Quando pensamos que os outros nos atrapalham, pelo contrário, eles também se tornam ferramentas, estão sendo mais um tijolinho nessa edificação. 

E suportar os percalços dos caminhos, fará com que cresçamos e possamos atingir o ápice de nossa existência.


Que Fevereiro revigore as nossas forças, transmutando a densidade em leveza causada pelas balbúrdias alheias. 

Como dizem por ai: “Coração dos outros, é terra que ninguém anda...”

Então, ouçamos com bastante atenção a nossa intuição. 

Porque ela é a bússola que nos direciona para o caminho do bem e proteção. 

E, quando nos provoca incômodo,  é  porque algo ou alguma coisa não está certo, dando-nos a chance de reaver os nossos próximos passos.


Fevereiro  -

Seja repleto de luz!

Seja repleto de abundância!

Seja repleto de prosperidade!


Que sejamos luz...

Transformando-nos em farol!



Gratidão!

Gratidão!

Gratidão!