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terça-feira, 4 de março de 2025

Convivência harmônica


A caneta em punho,

A minha frente  -

Folhas de papel em branco.

Transmutação -

Uma grande tela,

Conexão com o sobrenatural. 


O que há aqui dentro, 

Para realizar a transcrição?

A espera de inúmeras letras,

Afim de traduzir sentimentos. 

A mente vazia,

Liberta do ego.

Almejando dias melhores,

De um mundo melhor,  a construção. 


A essência aguardando os pensamentos, 

Co-criando novo espaço. 

Para (re)viver outro passo, 

Cultivando renovado amanhecer. 

Na luta pela equalização, 

De um frágil coração. 

Não importa o compasso, 

E qual é o seu ritmo. 

Este já cansou de migalhas, 

Presenteia-se com grande banquete. 

Saboreando o deleite do prazer, 

Se não for desse jeito, 

Prefiro a solitude.

Ao intuito do entreter,

No embevecer. 


Não importa as circunstâncias, 

Esperou por demais,

Em completa ansiedade.

E de nada superou as expectativas,

Até que nada de diferente aconteça.

Vive montando na ilusão,

O próprio quebra cabeça. 


Antes que desse mundo a vida pereça, 

Renascendo em outra dimensão. 

Recebendo a maior recompensa,

Outra consciência

Reformulando o acolhimento,

Revelando outro nível da ascensão. 


A vaidade na Terra,

É algo supérfluo.

Que aos poucos se desvanece,

Feito nuvens no verão. 

Não existe a satisfação, 

E, sim, a gratidão. 

Por superar cada momento, 

Sucessivamente,  amparando os que desejam ser.

É como um manjar sobre a mesa,

Aguardando a degustação. 

Coexistindo de fato com a Natureza, 

Com todo o esplendor de sua beleza.


Há o instante certo para tudo,

Equivalente às escolhas.

Ponderando,  seguindo diferentes trilhas,

Possuímos a chance de chegarmos a outro patamar. 

Como as águas de um rio,

Guiando-se para o mar.


O tracejado no papel, 

É apenas uma desculpa. 

Para ensinarmos sem culpa,

O que poderia ser a convivência harmônica,

Dos seres humanos,

Que teimam em se degladiar.


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