A caneta em punho,
A minha frente -
Folhas de papel em branco.
Transmutação -
Uma grande tela,
Conexão com o sobrenatural.
O que há aqui dentro,
Para realizar a transcrição?
A espera de inúmeras letras,
Afim de traduzir sentimentos.
A mente vazia,
Liberta do ego.
Almejando dias melhores,
De um mundo melhor, a construção.
A essência aguardando os pensamentos,
Co-criando novo espaço.
Para (re)viver outro passo,
Cultivando renovado amanhecer.
Na luta pela equalização,
De um frágil coração.
Não importa o compasso,
E qual é o seu ritmo.
Este já cansou de migalhas,
Presenteia-se com grande banquete.
Saboreando o deleite do prazer,
Se não for desse jeito,
Prefiro a solitude.
Ao intuito do entreter,
No embevecer.
Não importa as circunstâncias,
Esperou por demais,
Em completa ansiedade.
E de nada superou as expectativas,
Até que nada de diferente aconteça.
Vive montando na ilusão,
O próprio quebra cabeça.
Antes que desse mundo a vida pereça,
Renascendo em outra dimensão.
Recebendo a maior recompensa,
Outra consciência
Reformulando o acolhimento,
Revelando outro nível da ascensão.
A vaidade na Terra,
É algo supérfluo.
Que aos poucos se desvanece,
Feito nuvens no verão.
Não existe a satisfação,
E, sim, a gratidão.
Por superar cada momento,
Sucessivamente, amparando os que desejam ser.
É como um manjar sobre a mesa,
Aguardando a degustação.
Coexistindo de fato com a Natureza,
Com todo o esplendor de sua beleza.
Há o instante certo para tudo,
Equivalente às escolhas.
Ponderando, seguindo diferentes trilhas,
Possuímos a chance de chegarmos a outro patamar.
Como as águas de um rio,
Guiando-se para o mar.
O tracejado no papel,
É apenas uma desculpa.
Para ensinarmos sem culpa,
O que poderia ser a convivência harmônica,
Dos seres humanos,
Que teimam em se degladiar.
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