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domingo, 27 de outubro de 2024

Carta para a humanidade XX


O que somos –
Nessa imensidão do Universo?
O que realizamos  -
Quando nos deparamos com tempos sombrios?

***

Há uma nuvem acinzentada,
Pairando sobre o Planeta Terra. 
Assim, como também a ressonância de luz.
Somos poeira de estrela,
Nessa imensa dualidade. 

A guerra fria,
Deixou de ser apenas mais uma ameaça.
Agora se apresenta com seu poderio bélico, 
Usufruindo do desenvolvimento da tecnologia –
Triste constatação. 
Fazendo brotar nos corações a esperança, 
Por dias melhores. 

A onda de terrorismo, 
Tomando de assalto todas as partes.
Com seu exército oficial,
Ou poder paralelo disfuncional.

À quantas andam a capacidade de resiliência,
Na sagacidade sub-humana?
Agindo como objetos mecanizados,
Em suas árduas rotinas.
Desvencilhando-se das balas perdidas,
Disparadas sem nenhum teor de responsabilidade. 
Estraçalhando-nos à qualquer momento, 
Pintando a devastação de vermelho –
Como podem olhar em paz, 
O reflexo no espelho?

A omissão tem a sensação de pavor,
Fazendo o corpo enrijecer com a ansiedade. 
Retratando o quadro da labuta de horror, 
Um sorriso cínico estampado no rosto. 
Observando de camarote o resultado da ação, 
Pessoas, vítimas inocentes em putrefação. 
De um Estado sem escrúpulos, 
Disfarçando a consternação,  dando saltos.
Menos um –
Mais  um para as estatísticas,
Números à perder de vista.

Ao cidadão de bem, 
É uma contagem que nunca se fecha.
Os Governantes lacrando a porta,
Nenhuma resolução –
Não fornecendo brechas. 

Incalculáveis são os prejuízos, 
De mentes forjadas pelo medo.
É isso o que desejam, desespero, 
A energia em baixa voltagem.
O que nos resta,
É a revolta como ato de coragem. 
Lançando a mão da conveniência, 
A suportar a pressão.
Alguns não estão preparados,
Escancarada manipulação –
Usufruindo da sutil persuasão.

***

O que somos –
Na imensidão do Universo?
O que realizamos  -
Quando nos deparamos com tempos sombrios?

Há todo o processo...
Um ciclo que se inicia, 
Em algum momento terá o seu fim.
A humanidade –
Encontra-se tão perdida,
Em seus próprios argumentos. 
Mergulhada em um caos profundo,  
E as consequências não estão ao seu favor.
Infelizmente,  possuímos grande capacidade para a destruição, 
Do contrário,  não estamos propensos à reparação. 

Basta observarmos os telejornais, 
Qualquer canal de mídia –
Escancarando os fatos.
Os efeitos devastadores das más escolhas,
E conduta de caráter. 
Deixando à todos estarrecidos,
Provocando mortes sem precedentes.

A humanidade  -
É esta que se apresenta,
Sem tirar e nem por.
De uma maneira ou de outra,
Cada um escolhe o seu lado.
Em qual deles você está?
Fomentando a luz?
Ou alimentando as sombras?
Contribuindo com quais energias?

Independente, seja lá qual for,
Somos atacados todos os dias:
Incentivando o caos, 
Ou atrapalhando a luz.

As pessoas despertas,
Devem sempre permanecer em vigia.
Para não sair dos trilhos,
Seguir o caminho traçado. 
Luz atrai luz,
Assim, como a luz incomoda as sombras.
Reflita bem em qual espaço deseja estar.
Pois, são de nossas escolhas,
Que dependem o equilíbrio carnal.
Principalmente,  do Planeta Terra.
Este é um esforço conjunto, 
Afim, de continuarmos na existência, 
E não prosseguirmos para a extinção. 

sábado, 26 de outubro de 2024

Missão infinita

 


Não possuímos possibilidade de fuga,

Presos nesta densa realidade. 

Onde castelos construídos –

São ilusórios.

Meramente ilustrativos.

Existem apenas no compartilhamento,

De nossos pensamentos. 


Porque toda a maldade, 

Arruína aos poucos –

Os alicerces,

Destruindo tudo a sua volta.

E, feito uma criança coagida,

Nem sempre apresentamos reações. 

Paralisados –

Procuramos por alguma resposta. 


***


Uma vida mergulhada na liberdade, 

E, de repente,  aqui estou.

Contando dias,

Foi o que restou –

Para o grande evento, 

Sem saber qual é a data –

Do renascimento. 


Enquanto,  faço visitas,

Experenciando  -

Viagens interdimensionais,

Compartilhando –

Recebendo –

Trocando –

Inúmeros aprendizados.


Ausência de sentimentos, 

Não é fraqueza. 

Limpar a mente,

Para que se estabeleça o primordial. 

Amo viver no sobrenatural, 

Conviver com a ancestralidade. 

Cobra-se um alto preço, 

Não dando margens –

Ao julgamento, 

Nem tão pouco preconceitos,

O dedo apontado na cara.


A melhor resposta é o silêncio, 

Que nos conecta com o extraordinário. 

Fazendo-nos flutuar –

Como um barco fluindo nos rios,

Tão contrário a densidade. 

Que nos arrasta, ao fundo, 

Sobrevivendo aos perigos da nau.


Não importa,

Tudo tem seu tempo.

Estamos e permaneceremos conectados, 

Às vezes, distraídos –

Pegando-nos de surpresa.

Mantendo-nos em alerta,

Embora testados.


A luz fazendo parte da essência, 

É a grande dádiva,

Para estarmos aqui.

Redescobrindo a infinita missão, 

De nos mantermos firmes.

Ao galgar cada degrau,

Unidos alcançaremos outra dimensão. 


Um passo de cada vez,

Em busca da ascensão. 

Compartilhando com as almas evoluídas, 

A desejada harmonia. 

Vivenciando a  comunhão, 

Partindo-se do princípio, 

De que tudo é possível. 

Basta acreditarmos,

No mundo indivisível. 


Recôndito da essência

 


Imperfeita incógnita,

Intensos enigmas -

Pairando na mente.

Povoando pensamentos,

Sem saber para onde ir.

Como devo prosseguir,

Em direção a luz?


De inúmeras,

Dissipou-se uma nuvem densa.

Existem tantas outras 

Contaminando o céu ensolarado -

Ressoando como ameaças.


Volto-me para dentro,

Observo o espelho -

Em que nada reflete,

Simplesmente translúcido.


Talvez essa seja a mágica,

Despir-se de todo ego e vaidade. 

E no meio do caminho,

Ser invadida -

Por nova felicidade.

Será que possuímos o poder,

De transmutar a realidade?


Na indecisão,

Sinto-me como alguém invisível.

Mesmo sendo acessível,

Permanece a curiosidade:

Qual será a real intenção?

De seguir por aqui,

E continuar a missão -

Que beira o intocável,

No recôndito da essência.


Carta para a humanidade XIX

 

Guerras –

Guerras –

Guerras –

Inúmeras espalhadas pelo mundo,

Ou nos arredores de nossas casas. 

A se perder de vista,

Impactando o nosso cotidiano. 

Ameaçando o bem estar, 

A saúde mental de todos.


A grande maioria tentando  a defesa, 

Usando de subterfúgios para seguir em frente.

Será que poderemos suportar?

Outras apenas preocupadas com a própria vaidade,

Passando por cima de tudo.


Em um turbilhão bélico, 

A tecnologia à favor da aniquilação. 

Ameaças de bombas, 

Iminente explosão  -

“Cogumelos”.

Ao criar –

As Nações Unidas estraçalham  os elos.

De quem é a culpa?

Quem  é  o vilão da História?


Não há compreensão na enorme Torre de Babel,

Cada um refazendo a própria trajetória. 

Não importa como, nem onde é nem ao menos o porquê. 

Todos hipnotizados pela ilusão do enriquecimento,

Desejando a maior fatia dos lucros.

Não basta destruir,

É necessário promover vil massacre.

Disseminando na humanidade o desastre,

Destruindo sonhos e possibilidades de progresso. 

Irrompendo o dilaceramento de corpos,

O sangue não está somente em suas mãos. 

Como também em seus copos,

Tomando feito coquetéis, 

Agem como vampiros:

Sugando a energia do desespero e do medo,

Contabilizando crimes e pecados.


No enredo capitalista tudo se compra,

Tudo tem um preço –

Mas se esquecem do valor.

Em pleno século XXI, 

Promovendo o caos e o horror.

Em gerações que ficarão marcadas:

Pelo ódio e a falta de perspectivas,

Arruinando simples expectativas.

Impostos por um Governo genocida ou quem sabe Oculto?

Manipulando a quem detém o poder,

A devastação do poderio bélico, 

Ou na ponta de uma simples caneta.

Quem realmente detém as ordens?

Quem aperta o gatilho?


A humanidade a mercê do despreparo,

Em troca a crescente conta bancária. 


A sofrida periferia como sempre alvo de disputa,

Entre o poder paralelo ou pelo Estado omisso.

Desesperadas horas de pavor, 

Exercendo a cortina de fumaça. 

Encobrindo velhos erros,

Lamentável efeito colateral.

Na última explosão da violência, 

Seis ao total,

Três vítimas fatais. 

Usam os truques de maquiagem,

Desculpas esfarrapadas, difíceis de engolir,

Afim, de elaborar novos planos,

Outros desmandos.

Em meio à tudo isso,  pessoas inocentes, 

Ceifando vidas descrentes.

Quem sabe mudança de comando?

Mas continua do mesmo jeito de antes,

Igual ou pior –

Complicado de distinguir. 


Zonas conflagradas,

Fornecimento de mais munições para os inimigos. 

E de fato quem o são?

Desde o início dos tempos,

Todos estão completamente misturados.

A população em meio à luta armada,

Uma guerra sem fim –

Que ao longo dos anos vai ganhando novos capítulos, 

De agonia e sofrimento. 

Na ânsia e tentativa em mascarar os receios,

Entorpecendo-se com o que há para o momento. 

Fingindo outra realidade, 

Enquanto, co-criam tristes verdades.

Sem expandir os pensamentos, 

Servindo-se do que lhes são oferecidos. 

Uma cultura frágil  -

Sem resquícios de raciocínio. 


Ao nosso redor a involução, 

A raça humana em declínio. 

Cada vez mais fragilizada,

E nesse interim,

A massa manipulada.


Quando finalmente tudo se extinguir, 

Seremos os devaneios de um projeto qualquer. 

Que a cada nova geração (estamos na sexta),

Não se passou de um simples rascunho.

Porque não cumprimos a principal tarefa em preservar o Planeta Terra.

Pelo contrário,  sempre o destruímos, em benefício próprio e inescrupulosos.

E teimamos em repetir antigos erros,

Cometendo as piores atrocidades,

Levados pela ambição e pelo ego.

Ou seja, estamos abandonados à nossa própria sorte.

***

Se em algum momento haverá solução?

Quanto aos seres humanos,

É uma incógnita. 

Quanto ao Planeta Terra,

Ocorrerão intervenções. 

O objetivo sempre foi esse,

Para o equilíbrio de todas as esferas interdimensionais.


Que a humanidade possa repensar os seus atos,

Para conviverem da melhor maneira possível entre si –

Buscando o entendimento. 


Que assim seja!


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Água cristalina

 


Água cristalina,

Banhando-me –

Purifica a minha alma.

Leva as impurezas,

Com ternura acalma.


Transmutam-se as energias,

Revigorando as forças –

Para suportar o dia a dia.

Não há nada mais prazeroso, 

Do que tirar um momento –

De amor próprio,

Banindo todo o mal.


Assim como o líquido da vida, 

Segue o seu curso natural –

Em direção ao mar.

Somos acolhidos,

Somos purificados,

Somos energizados,

Afim, de transmitir a luz.


Ninguém é merecedor, 

De viver nas sombras -

Mas escolhe ficar nelas.


Como livre arbítrio, 

Aconchego-me –

Na sua luminescência, 

Envolvendo-me –

Na sua transparência.

Com toda a ancestralidade, 

Revelando-me –

A total verdade. 

Livrando-me –

Da maldade humana, 

Protegendo-me –

Das decepções. 


Água cristalina,

Banhando-me –

Purifica a minha alma.

Leva as impurezas,

Com ternura acalma.


Que Eu seja Luz...

Diante das diversidades.

Que Eu seja sabedoria...

Diante das dificuldades. 


Que Sejamos Luz...

Sempre!


Frase de efeito

 


Triste realidade, 

Travamos uma guerra interna,

Com a luz e o caos.

Na desordem urbana, 

Batalha cotidiana.

Sem nenhum merecimento,

Uma herança maligna.

Afugentando a liberdade, 

Distorcendo a verdade.

Em prol de interesses vis,

Danem-se os civis.


Vivenciamos na carne,

Sentindo na pele,

Uma obra de ficção.

O terrorismo estampado,

A qualquer momento.

Cidadãos reféns,

Diante de simples rotina.

O de ir e vir,

Cumprir os compromissos.


A cada dia mais difícil, 

Dar o próximo passo.

Terreno conflagrado, 

Estrada hostil,

Campo minado.


A qualquer momento, 

O vento muda a direção. 

Permanecemos ilhados, 

Indigesta corrupção. 

No segundo seguinte,

O fogo cruzado à ermo.

Tornando-nos alvos,

Em meio ao desespero. 


Mais presente na vida,

A ansiedade. 

Percorrendo o corpo,

Desfazendo a tranquilidade.

Fortes estampidos,

Prejudicando a audição. 

Quem terá a empatia,

Ou a compreensão?


As cenas mais radicais, 

Pura adrenalina. 

Vertiginosa queda,

Digna de filme de ação.

Não é teatro,

Ledo engano,  infernais.


Número de vítimas crescente,

O imperdoável sistema –

Máquina de moer gente.

A troco de nada,

Em nome da ambição. 

Alicerçada fundamentação, 

Promovem a balbúrdia, 

Pão e circo.

Fingem apaziguar,

Inconstante panos quentes.


No final das contas,

Enfim, todos derrotados -

Um país inteiro enlutado.

Onde a Ordem e o Progresso, 

É apenas uma frase de efeito.

O retrocesso,  vigente feito.

A Pátria Mãe Gentil –

Que não mais consola.

Nas costas do homem de bem,

Quando não se é o fuzil,

Do coturno, a sola.

Pisoteando-nos amordaçados,

O de ter nascido,  o maior pecado.


quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Tamanha ficção


Aparências –

São o que permitimos aos outros nos enxergar,

Camuflando a nossa sensibilidade,

Encobrindo as fraquezas.

Não para atacar,

Fazendo de escudos –

Translúcida proteção,

Tão iminente. 


A quem enganamos,

Quando não demonstramos o que realmente somos?

Fragilizados pelas circunstâncias,

Desmoronando aos poucos por dentro. 

Escondendo os verdadeiros sentimentos, 

No recôndito de nossas almas. 


Todos os dias,

Em vários momentos, 

Bombardeados pela ignorância alheia.

Recebendo em troca –

A intolerância e a falsidade, 

Servido em prato frio a desigualdade. 

Triste e conivente realidade, 

Impregnada pela estupidez. 

Quem ou qual será a bola da vez,

Crescente insensatez. 


Um corpo frágil  -

Impiedosa terceira dimensão. 

Sobrevivendo a densidade, 

Puxando-nos para baixo,

A intensa lei da gravidade.

Zero empatia, desolação, 

Imperfeito estado de ilusão.


Quanto tempo mais?

As horas passam lentamente, 

Enquanto,  a essência sente.

No compasso desarmonioso, 

Promovendo o caos, rancoroso. 


Por vezes, torna-se angustiante,

A violência sempre mais convidativa.

Invadindo as nossas rotinas,

Sem ao menos pedir licença –

Atravessando os nossos corpos.

Um rastro de destruição,

Esvaindo-se o elixir da vida –

Cor de carmim. 

Injetando doses cavalares,

De estresse e ansiedade. 

Complicando o que não era para ser,

Desvanecendo o prazer.


terça-feira, 22 de outubro de 2024

Carta para a humanidade XVIII


O que nos resta para os próximos dias,

Se continuarmos a agir da maneira de sempre?

- Não sei o que realizamos para tal feito. 

Como?

Destruindo a tudo, 

E à todos que encontramos pela frente. 

Em algum momento,  não sobrará nada!

Nem mesmo um fio de esperança para a reconstrução. 

O ser humano é perverso,

Com traços de psicopatia.

Possuímos a triste mania de queimar, 

E dilaceramos tudo!


A engrenagem da destruição, 

Nunca cessa de se movimentar. 

Não importa quantas vidas,

Ou a quantidade de sangue a jorrar pela sarjeta. 

Desde o início da história, 

Vestimo-nos de rolo compressores.

Esmagando pequenos seres,

Destruindo lares,

Desmatando e devastando florestas –

Transformando-as cinzas,

Cemitério a céu aberto. 

Pelas leis da ordem e do progresso,

Cultivando a poluição, gás carbônico. 


Não se preocupe,

Teremos máscaras e cilindros de oxigênio, 

Suficiente para todos?

Claro que não!

As classes abastadas favorecidas,

Que queimarão milhões de cédulas -

Em troco de nada,

Ou por um pouco mais de vida.


Pouco à pouco entramos na rota da extinção, 

Governos fascistas –

Agindo piores do que os animais. 


A humanidade –

Passou do patamar da irracionalidade,

Há muito tempo,

Só não enxerga quem não quer.


Peles redes sociais, 

Comportamento cada vez mais idiotizados.

A quem prevalece tudo isso?

Manipulados –

Atrás de fake news.

Acreditam –

Aceitam –

O que já vem regurgitado. 

A manivela do pensamento –

Enferrujada.

Massa encefálica branca –

Ao bel prazer sovada.


Permitem chafurdar no lamaçal,

De olhos vendados –

Caminhando para a beira do precipício, 

Contentando-se com pouco.

Caindo no conceito, 

De maneiras abissais. 


Para quê se preocupar?

Ou se dar ao trabalho?

Munidos pela ignorância, 

Arrotando ataques desnecessários.

Transmutam o essencial, 

Em um completo nada.

Devorando-nos iguais à lobos famintos, 

Voltando-se contra os seus – 

Acreditam que não há limites.


Simplesmente,

Moldamos um futuro incerto,

Com as ferramentas em decadência. 

Sem o menor rancor,

Impondo o pavor. 


Salvam-se algumas exceções, 

Caminhando na contramão.

Iluminando a consciência, 

Refazendo os passos. 

Um a um –

Emitindo a transparência. 


Não importa o que aconteça, 

Os dias estão contados. 

A intenção é que a humanidade pereça, 

Em meio à reestruturação do caos.


Estamos no meio de um turbilhão,

No olho do furacão. 

Um lugar onde as palavras são jogadas ao vento,

O que prevalecem são as atitudes. 

Mesmo que haja um final drástico, 

Manter a mente aberta –

Levará-nos-a à outros patamares,

Por Infinitas dimensões  -

Por sutis ares.


domingo, 20 de outubro de 2024

Real avivamento

 


Diante do silêncio,

Prosto-me –

Em respeito,

Ao meu Eu Superior. 

De olhos fechados,

Guiando-me pela intuição.

Reconstruindo-me –

Alicerçando cada tijolo,

Um a um sem demora.


Com devoção,

À ancestralidade. 

A quem fui um dia,

O que hoje me tornei.


Espelhando a gratidão, 

Por cada obstáculo superado.

Também pelas quedas,

Principalmente,  pelo reerguer.

Seguindo em frente, 

Com o olhar fixo,

Naquilo que é importante. 

Transmutando o lixo,

Em puro luxo.


Prezo a amizade,

A lealdade,

A que tenho comigo mesmo.

Sem fugir das sombras,

As que coabitam no recôndito –

Da minha alma.


Ninguém  é maior,

Ou ao menos menor –

Do que os outros.

Bens na Terra –

Não os tenho.

Possuo o dom –

Presenteado pela essência. 


Agradeço todos os dias,

Pois, é o que me mantém viva,

E me dá ânimo para prosseguir. 

Se com as letras – 

Ajudar uma única pessoa,

Terá valido –

Toda uma vida.


Acredito –

Haverá um momento oportuno, 

Para tudo acontecer.

Não existe o dono da verdade, 

Todos podem contribuir –

Para o efeito da evolução. 

Basta se livrar das amarras,

Desfazer as guerras –

É possível criar a união. 


Um sonho utópico?

Sim! Tenho a compreensão.

Seremos libertos,

Quando florescer a harmonia. 

Derrubando o muro da vaidade, 

A matéria guiada, luminescência. 

Enterrando de vez o ego,

Exterminando o perigo.

Convivermos pacíficos, 

A favor da confraternização. 

Sem riscos de cair no esquecimento, 

Experiência real do avivamento. 


Final de ciclo

 


Nós seres humanos, 

Estamos a cada dia mais mergulhados no caos.

Na desenfreada busca pela adrenalina –

Não existe limites.

Culminando na obsessão, 

De prazeres fúteis,  intragáveis. 

Inexistente reconhecimento, 

Ao ponto de permanecer perdido. 

No meio da sujeira da ostentação, 

Impregnados pela cegueira. 

Há um muro na percepção, 

Adormecidos –

Levados pela ilusão. 

Chafurdando-se no lamaçal da mediocridade,

Ledo engano.


Pensam que estão no topo,

Para cair no fundo do poço –

Apenas mais um copo.

Pertinente idolatria,

Cessando toda vida de progresso -

No limiar do retrocesso.


Perdemo-nos em armadilhas, 

A humanidade. 

A tormenta sugando à todos,

Levando-nos ao sumidouro de almas.

Os jovens em busca do imediatismo,

Vidas volúveis,

Agindo de várias formas fúteis. 

Para caber em qualquer circunstância,

Colocando-se em perigo.

Na tentativa por migalhas, 

Falsos deleites.

Para quê deveres?


A vaidade em primeira lugar,

O valor medido por quem tem mais: 

Números de seguidores, 

Servindo de respaldo. 

Deixado de lado o aprendizado, 

Será que fecharam o setor de qualidade?

Deturpam totalmente a realidade, 

Contradizendo o que está por vir.


Sempre repetimos os mesmos erros,

Cometendo os iguais pecados.

Revivendo histórias,

Repetitivos ciclos.

Zero expectativa para mudanças de traços, 

Em fila indiana, o compasso. 

Moldados a mesma forma de ser,

Trabalhando em troca de vil prazer.

Condicionados à datas comemorativas,

Guiados pelo sistema capitalista.

Ganha-se de um lado,

Perde-se do outro.

Promovendo-se sem perspectivas.

A ambição-

Aquele que ganha mais.

Desde cedo incutindo esse pensamento, 

O poder de persuasão. 

Poucos segundos de diversão, 

O que vale é a inclusão. 


Quem preenche este vazio?

Imposto por seitas criadas, maldição,

Incrementando ideias criativas.

Ligando os moldes de sobrevivência, 

Através das indulgências.

Promessas não cumpridas, 

Pessoas simples –

E por demais sofridas.

É uma conta que não fecha,

Alvo certeiro,

Apontando a flecha.

Co-criando dolorosas esperança, 

Desvalorizando a temperança. 


A Natureza  -

Há tempos demonstra os seus sinais.

Transformando a sobrevivência, 

Indícios de dias infernais.

Não mais uma ameaça, 

O aquecimento global –

Perigos iminentes. 

Com péssimas energias,

Alimentamos o mal.

O Planeta Terra –

Está em rota de colisão. 

Seres multidimensionais,

Jamais permitirão,

Que algo dessa magnitude aconteça. 

Se não revermos tal posicionamento, 

A nossa espécie estará em extinção. 

Somos nossos próprios algozes,

Comandados pelas sombras –

Sem o menor reconhecimento da luz.


Nem todos estarão no lugar escolhido, 

Onde há o acolhimento. 

Muitos ficarão surpresos,

Com o sonhado visto cancelado –

Perguntando a si, o que fez de errado.


No momento  crucial, 

Nada mais importará. 

A Natureza saberá como agir,

Como ser vivo, tem total convicção.

Encontrará a sua forma de coexistir, 

Com uma nova consciência. 

Extinguindo o medo e o sofrimento, 

Brindaremos uma nova raça humana  -

Evoluída. 

Nesta outra dimensão, 

Não haverá espaço para o descaso. 

Realmente vivendo em Nova Era.


Por um momento, 

Pode parecer uma mera utopia. 

O que aqui ressoa  -

É transcendental energia. 

Para que prevaleça sempre o bem,

Desfazendo os efeitos colaterais. 

Infelizmente,  nem todos ficarão à salvo,

Com tudo o que está por acontecer. 

Todo final de ciclo,

Tem um preço a ser cobrado. 

Por isso,  a cada amanhecer, 

Tem que ser repensado:

Cada ato –

Cada atitude –

Incluir o respeito -

Em busca da ascensão.

Principalmente,

Permanecer e prosseguir –

Em cada etapa.

Tudo o que realizamos à favor, ou contra ao outro,

Fazemos à nós mesmos.



Sejamos luz.