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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Dissonância de sentimentos

 


De concreto o coração,
Nos pés o asfalto quente –
Sem alguma persuasão.

Dissonância de sentimentos,
Talvez em apelos –
Por dias melhores.

Ao primeiro raio de sol,
Os olhos bem abertos –
O sono distante.

Quem me dera me teletransportar,
Para outros lugares –
Os quais desejo compartilhar.
Mas sou humana o suficiente,
Para isso não acontecer.

Os dias passam lentamente,
Em minha concepção.
De realismo –
Tenho as horas que passo,
Pela imaginação.

Plena introspecção –
Sem o interesse de reagir com os demais.
Confesso:
Há pessoas que me despertam,
A terrível preguiça.
Porém, consigo atravessar –
Por este vale.

Sei que sou mais forte,
Do que essa aparência frágil –
Apresentada no semblante do meu rosto.

Não há nada melhor do que acreditar,
Que o amanhã será diferente –
Do que hoje,
Principalmente do que o ontem.
Da luminescência que me guia,
Pela labuta diária.

Tenho o poder da transmutação,
Em meu ser.
É isso o que se torna essencial,

Sejamos luz – Sempre!

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Tormenta desafiadora


O meu corpo insano –
A mente tranquila.
Unem-se os opostos,
Em um mesmo compasso –
Formatando a essência.
Consolidando a sinergia,
No desmantelado mundo.
Transfigurando-se –
Na atmosfera terrestre.
Desvinculando-se –
Dessa tormenta desafiadora,
Que ofusca em desilusão.

De olhos fechados,
Caminho pela corda bamba.
O outro mundo –
Lugar celestial.
Na luminescência conduz.

Os dias e as horas,
Seguem no atropelo visceral.
Em que nenhum momento,
Atinge-me.
Prossigo firme no objetivo,
Desvanecendo a dor.
Não vou negar que exista,
Porém, não é infinita –
Determinante ao céu estrelado.

Existe – Reina toda a imensidão –
Em seu esplendor,
Na luminescência do novo.
Em planos que vagueiam por si só.

O que é para ser,
Jamais deixará de existir.
Os elos são compatíveis –
Com tudo o que almejo.

Eu sei que nada depende,
Da minha vontade.
Mas desejo que:
Tudo fique e acabe bem.
Na lucidez –
Dos momentos imaginários,
Há uma luz lá no fim.
Posso – Podemos senti-la –
Basta desejarmos.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Estado sem limites


Um olhar atento –
Olhos bem abertos,
No meio de sentimentos –
O deserto.

Uma busca implacável,
Pelo impossível.
Se sobreviveremos ao caos,
Um tanto quanto inacessível.

Castelos construídos na imaginação,
Desmoronando com a ilusão.
Imperfeições em meio aos sonhos,
Pedras e mais pedras.
No caminho –
Também existem os espinhos.

Invisíveis neste jogo de poder,
Cartas marcadas –
Almas vendidas –
Outras tantas destroçadas,
Em um duelo nefasto de  prazer.
As peças se mexendo à revelia,
A injustiça mostrando a sua cara –
Sempre mais debochada.
A nossa na mídia – Esbofeteadas,
Uma vergonha nacional.
Passando vergonha,
Para qualquer gringo ver.
Destroçado o patriotismo,
Um vil realismo.
As cores da bandeira,
Perdendo todo o seu significado.
A Pátria se escondendo –
Modo aleatório.
À olhos nus ressurgindo cruel Estado,
A justiça deixada de escanteio.
A moda se transfigurando –
Moderno coronealismo.

Em pleno século XXI,
Onde a banalidade toma conta –
Feito erva daninha.
Olho por olho,
A base da bala – Voando solta –
Sem o menor resquício de discernimento.
Dessa maneira,
Não sabemos aonde vamos parar.
Pregando –
Realizando a extinção em massa.
Gradativamente nos perdendo,
Sem o menor consenso.

O bandidismo em todas as esferas,
Não há mais a linha invisível –
Entre o Estado e o poder paralelo,
Misturam-se!
Em quem devemos confiar?
Entregues ao Deus dará,
Fomentado sem nenhuma condição.
O simples –
O menos importante.

Vivemos perplexos,
Sobrevivemos à mercê da violência.
Em nossa porta batendo a intolerância,
Um governo visivelmente desmontado.
Onde o pobre não mais pouco a pouco,
Mas em ritmo acelerado –
Vai perdendo os seus direitos.
Aumentando mais os deveres,
Principalmente, subjugados.
A cada dia alimentando a fome –
Por impostos.
Saúde, educação e dignidade,
Deixados de lado.
Corpos vilipendiados –
Jogados de um lado para o outro,
Sem alguma condição.
Indiferente Estado,
Não cuida de quem precisa.
Saciando a sua gula –
Por injustiça.
Devorando quem ultrapassa os limites,
Atos infundados.
Aguardando alguém –
Ou uma força maior –
Que os delimite.

Insignificante poeira cósmica


Rabiscos –
Rascunhos –
São o que me compõe,
Em cada letra desenhada.

Um pouco da essência,
Equalizando-me.
Em cada sílaba –
Palavra –
Conjunto de frases,
Redesenhando-me,
Em cada fase.
Na forma abstrata do ser,
Equivale o prazer.

Sou assim:
Esta pessoa bipolar.
Desejando ganhar o mundo,
Enfurnada dentro de mim.
Mas confesso:
Em meu delírio,
O existente êxtase –
Em total profusão.

Persistindo em mar aberto,
Virando tormenta –
Transloucada tempestade.
Na transformação terrena,
Na transmutação do cerne –
Na transcendência humana.

Tudo é tão perspicaz,
Quanto absoluto.
No porto seguro,
Que me mantém sã.
Em uma mente enlouquecida,
Entre anseios –
E também vontades.

Alquimia –
Vertendo em ansiedade.
Espelhando-me aos ancestrais,
Na miscelânea, ao que apraz.

É tudo tão dissonante,
Nesta insana aventura.
Não procure compreender,
A minha loucura.
Sou um espaço mal preenchido,
Não tenho a certeza –
De que era para existir,
Nesta incógnita chamada vida.

O que faço aqui?
Simplesmente não sei.
A não ser:
Essa sensação de missão.
Desbravando no peito,
Embaralhando textos –
Escrevendo com pressa.
Será isso uma psicografia?

Só resta mais uma pequena dúvida:
Quem eu já fui?
Ou quem sabe algum dia serei?
Por enquanto,
Apenas um ponto de ebulição,
Nesta imensidão de galáxias –
Insignificante poeira cósmica.

O grande significado


Por tantas coisas há um anseio,
Uma liberdade a qual julgamos possui-la.
Porém, está em uma redoma,
Enclausurada –
Em um canto escuro qualquer.

Vislumbramos uma necessidade,
Ansiosa e latente –
Pulsando na alma,
E por medo nos resguardamos.

Há um mundo lá fora:
Repleto de maldades.
Há um mundo lá fora:
Totalmente desconhecido.

Os humanos sem alguma compaixão,
Espalhando a escuridão –
Onde tudo deveria ser luminosidade,
Em cada ciclo do dia.

Infelizmente,
Precisamos conviver –
Com estes seres,
Que teimam em testar os nossos limites.
Talvez o caráter também,
Pondo-nos à prova –
Para ver o quão longe ou não,
Podemos prosseguir.

Não há nada mais gratificante,
Quando em cada um desses atos –
Tomamos a ciência,
Do que realmente somos.
Sem deixarmos nos levar –
Pela falta de brilho alheio.

Por mais que estes momentos possam acontecer,
Precisamos nos resguardar –
Jamais devemos perder a essência.
E o grande significado de continuar –
É este.

A sensibilidade que nos toca,
E direciona o caminho certo –
Para prosseguir.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Além de teorias


Distante de um mundo desconhecido,
Tristes animais indefesos –
Procurando por respostas.
Que não lhes cabem saber,
A não ser o próprio egoísmo.

Uma elite forjada,
Com grandes recursos –
Acumulando riquezas,
Gastando em vis parâmetros –
Mera especulação.
O que até hoje não aconteceu,
Por ordens superiores.

A verdadeira essência,
Não se vende –
Não se compra –
Nem com todo o dinheiro mundial.
O que a humanidade deseja,
Vai além de qualquer teoria.

A supremacia  -
O compartilhamento de informações.
Os bons hábitos –
Que aqui não se fazem presentes.
O homem se julgando superior,
Promovendo infinitas guerras.
Isso serve apenas –
Para separar o joio do trigo,
Não favorecendo aos seus aniquiladores.

Por mais que não haja uma intervenção direta,
Alguns recebem ordens sugestivas –
Para modificar as atitudes.
Levando-se em conta –
O livre arbítrio.
Dessa forma, pesa-se as consequências,
Mas o ser humano é vaidoso.
Almejando centralizar todo o poder para si,
E em nenhum momento isso acontecerá.
A não ser a destruição –
As tragédias,
E a história de milhares e milhares de anos perdida.

Fatalidade


O que será que vem depois da curva?
O dia se apresentando em mais um  amanhecer,
Visualizando perecer as forças.
Porém, ao pararmos para raciocinar,
Não devemos nos prender por menos.
Por mais que toda subjetividade,
Mostra-se ao contrário.

Como seria viável o retrocesso positivo,
Onde pudéssemos andar sem medo –
Subtraindo a possibilidade de algo sair errado.
Mas não,
Tudo parece escapar de nossas mãos.
Sem nos defrontarmos –
Com nenhum ato de bondade.

O ser humano turbinando a mente caótica –
Quem é que se espelhou no mal,
Para fomentar esta calamidade?

Vidas dispostas –
Mentes maquiavélicas –
Espalhando o caos.
Não há tolerância ao flagelo desumano,
O qual nos encontramos.
A cada minuto em crescente idiotização,
Fundamentando-se  entre as entranhas.

Dias piores se apresentam à nossa frente,
Descortinando feito um teatro macabro.
E os poucos que lutam contra eles –
São dizimados.

Não há nenhum pingo de compaixão,
No entanto, agem com tanta naturalidade –
Somos engolidos pela fatalidade.

sábado, 7 de maio de 2022

Percepções na escrita


Escrever –
Acalma-me!
Escrever –
Acalanta-me!

Tenho ânsia pelo muito,
No pouco me oferecido.
A alma tem sede por mais,
Pela vibração da natureza.
Ecoando feito necessidade,
No âmago.

Pela manhã –
Ou a tardezinha,
Alegro-me –
Com o bailado das garças,
Volitando pelo ar.
Em busca do alimento,
Ou do abrigo diário.

Tenho o igual desejo,
De sair sobrevoando –
Em um mundo real,
Totalmente desconhecido.
Na amplitude,
De toda a vontade.

Porém, fecho os olhos,
Posso visualizar –
Um mundo perfeito e desconhecido,
Em plenitude.
O ideal,
Onde planejo viver.

O Planeta Terra,
Não é este lugar –
O qual desenhamos,
Há muitas maravilhas por detrás.

Por isso, a arte da escrita,
Proporciona-me:
Milhões e milhões –
De possibilidades.
Vagam os pensamentos,
Na íntima imaginação.
Ou quem sabe a ilusão,
De um lugar –
Totalmente desconexo.
Também desconstruído,
Nessa realidade.

Onde possa usar:
Todos os ingredientes permitidos,
Usufruir do melhor tempero,
Que há na Terra.

A transmutação –
Em um mundo aleatório,
O que vem proporcionar o bem estar.
Em minha necessitude,
Para sobreviver neste lugar.
Que gira em descompasso –
De minhas percepções.

Escrever –
Acalma-me!
Escrever –
Acalanta-me!

Recrio-me –
Na verdade!
Refaço-me –
Em liberdade!

Submundo da comunicação


O mundo ao qual vivemos,

Levanta-se em uma grande cortina –
Encobrindo os malefícios e manipulações.

O teatro construído –
Mascara-se em frente às câmeras,
Em tempos atuais, notícias fakes.
O que de fato acontece,
No submundo da comunicação?

Este é um jogo de interesses –
Macabro,
Cartas marcadas –
Conveniências.
Onde o que vale mais:
É o desprezo pela vida humana,
Sem nenhuma menção –
De compaixão.

Onde os mais pobres são desdenhados,
Não há clemência pelo sofrimento.
Onde o caos se apodera –
De todas as esferas.

O que desejamos no fundo de nossas almas,
A não ser a transformação.
No lugar de mentes nefastas,
Dêem-se o ensejo da transmutação.
Onde algum dia poderemos sonhar,
Em sermos poupados.

Em tudo nem sempre existe a razão,
Para ser e acontecer.
Estamos no momento certo,
No lugar correto –
Para que a vida aconteça.
E não seja desperdiçado nenhum momento,
Da vida.

Há todo um desprendimento,
Para que as engrenagens –
Trabalhem no seu tempo.
E jamais seja atrasada,
Por pessoas –
De caráter duvidoso ou falho.

Divina providência

 


Atmosfera –
Levitando sobre a minha cabeça.
Condensando a mente,
No simbolismo da concepção.

A estrada é sinuosa – Eu sei!
E também repleta de pedras,
Porém, devemos visualizar,
Onde devemos chegar –
Para obter o êxito.

Embora repleta de dificuldades,
Há momentos de felicidades –
Mesmo que momentâneos.

Em tudo há um significado,
Na mecânica do desejo que nos envolve.
A transcendência se faz em conjunto,
Da aglomeração de átomos –
As quais somos formados.

Na incongruência da imensidão,
O sonhar nos desperta –
Para inúmeras possibilidades,
Em nossos caminhos.
Basta apenas possuirmos a coragem,
Para darmos o primeiro passo:
O seguinte –
O seguinte –
Assim sucessivamente.
Até atingirmos o grande objetivo,
Da experiência terrena.

Com tudo –
Somos o espelho,
Daquilo que algum dia nos tornamos –
Através dos tempos.

A coesão dos fatos,
Colocando no momento exato –
Para que aconteça ou não.
Isso vem acionar a intercessão,
Da divina providência –
Tão onipresente.
E nem ao menos nos damos conta,
Para o que realmente acontece.