Há uma tempestade...
Aqui dentro,
Que teima fluir, realidade.
Perpetuando os caminhos,
Desenvolvendo a sua trajetória.
Água corrente –
Em abundância,
Corre a todo o instante.
O tempo –
Este percorre feito o vento.
Hoje mais parece uma tartaruga,
De tão lento,
Deixando o vazio.
Desenhando espaços em branco,
Com sua tinta invisível.
Não sei porque, gratidão,
A Espiritualidade me faz tão sensível.
Posso ouvir o burburinho,
O canto dos pássaros,
Em meio ao barulho dos vizinhos -
Festejando em um dia pleno de chuva,
Alimentando certa alegria,
Fomentando a energia.
Não me importo, claridade,
Cada um contribui com a sua verdade.
Fortalecendo a esperança,
Por dias melhores.
Quem é que não os deseja, o brilho,
Outra roupagem no espelho.
Um sorriso verdadeiro nos lábios,
A minha alma se transveste de luz e cor.
Devolvendo só meu interior,
O próprio amor.
Sem alheia validação,
O que vale é a consciência.
De sermos pessoas do bem,
Em meio ao caos da inércia.
É como se vivêssemos uma distopia,
Inverdades completamente diferentes.
Manipulados –
Sob o efeito da lavagem cerebral.
Perdemo-nos em qual ponto?
Sob qual circunstâncias?
Atordoados com a maldade ao redor,
Almejando em quase desespero,
O despertar alheio.
Aquele que não vêm,
Perdendo a força que nos detém.

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