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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Transparência da alma


 

Há uma tempestade...

Aqui dentro,

Que teima fluir, realidade.

Perpetuando os caminhos,

Desenvolvendo a sua trajetória.


Água corrente –

Em abundância,

Corre a todo o instante.

O tempo –

Este percorre feito o vento.

Hoje mais parece uma tartaruga,

De tão lento,

Deixando o vazio.

Desenhando espaços em branco, 

Com sua tinta invisível.


Não sei porque, gratidão,

A Espiritualidade me faz tão sensível.

Posso ouvir o burburinho,

O canto dos pássaros,

Em meio ao barulho dos vizinhos -

Festejando em um dia pleno de chuva,

Alimentando certa alegria,

Fomentando a energia.


Não me importo, claridade,

Cada um contribui com a sua verdade.

Fortalecendo a esperança,

Por dias melhores.

Quem é que não os deseja, o brilho,

Outra roupagem no espelho.

Um sorriso verdadeiro nos lábios,

A minha alma se transveste de luz e cor.

Devolvendo só meu interior,

O próprio amor.

Sem alheia validação,

O que vale é a consciência.

De sermos pessoas do bem,

Em meio ao caos da inércia.


É como se vivêssemos uma distopia,

Inverdades completamente diferentes.

Manipulados –

Sob o efeito da lavagem cerebral.

Perdemo-nos em qual ponto?

Sob qual circunstâncias?

Atordoados com a maldade ao redor,

Almejando em quase desespero,

O despertar alheio.

Aquele que não vêm,

Perdendo a força que nos detém.


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