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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Veios de um rio


A vida parece está em uma corda bamba,

Às vezes, soa até contraditório. 

Enquanto,  pulso,

Como os veios de um rio.

Em risco de extinção,

Desvanecendo-me pouco à pouco. 


Quem diria que seria dessa forma?

Quem diria que chegaria neste ápice?

Convivendo de maneira remota,

A mente vivenciando o burburinho. 

Almejando alguma novidade, 

Mesmo que em repouso. 

Presa em minha própria armadilha,

Caindo em contradição  -

O coração desejando alcançar novos voos, 

Sem a pretensão em se prender no marasmo -

O que me move é o entusiasmo.


Resplandecente –

Em realidades paralelas, 

Pelas dimensões ascensionada, aventura.

Para alguns, pode parecer loucura, 

Mas não há o que me segure os pensamentos.

Iluminar a essência, 

Favorecendo a disciplina -

Mantendo o equilíbrio.


***


Quem foi que disse que seria fácil,

Transitar pelo sobrenatural –

E não receber ataques?


Estamos sobrevivendo a mercê da ilusão, 

Subjugados, se caímos em contradição. 

Não importa viver a revelia do sistema, 

Quando se está em paz consigo –

Realizando o bom uso da solitude.

Não deixando se perder por situações,

Que em nada acrescenta ao seu âmago.


Nem sempre os obstáculos, 

São para nos fazer arrefecer em nossos propósitos.

Por vezes, os mesmos têm como objetivo de nos fazer cessar,

Com o intuito de observarmos  o que ocorre ao redor. 

Afim de refletirmos,

E perceber com mais clareza –

O que realmente desejamos para os nossos dias.

Portanto,  nem sempre há benefícios, 

Podendo configurar em ataques.


Quando as sombras,

Percebem que estamos obtendo êxitos,

Em nossas missões.

Agem de maneira sórdida com manipulações e jogos desonestos,

Fazendo-nos desviar,

Prolongando o caminho.


É necessário,  focarmos na existência, 

Para alcançarmos as respostas.

Não é fácil distingui-las,

Mas tenho a plena certeza –

Que estão concentradas,

No mesmo lugar que emana a vida.


Sejamos luz!


domingo, 24 de novembro de 2024

Implicações da densidade


Turbulências –

Tempestades –

Tormentas –

Reviravoltas que os dias mais densos nos propõe,

Para nos revelar de fato quem somos,

Ou para nos fazer redescobrir o que realmente habita em nossa essência.


Constituídos de poeira de estrelas,

Vagando por Infinitas Galáxias. 

Renascendo em determinadas épocas, 

Por algum lugar interdimensional. 

A Terra é um deles,

Talvez um dos mais densos.

Onde as pessoas convivem com a luz e as sombras,

Mas não deixa de ser uma experiência gratificante. 

De conhecer a Natureza viva,

Embora, com tantas ameaças de destruição,

Mostra-se imponente –

Diante da pequenez do ser humano. 


Assim, como o menor ser vivo,

Ou a menor planta,

Cada ser humano trás consigo a sua natureza -

Seja ela pacificadora ou devastadora.

Muitos com o despertar,

Permitem-se reavaliar a própria conduta, corrigindo os seus erros.

Ninguém em sã consciência está perdido,

Em algum momento se encontra.

Há até o último milésimo de segundo para a chamada redenção,

Como seres sobrevivendo as implicações da densidade. 

Tudo se torna devastador,

O mesmo oxigênio que nos dá a vida,

É o mesmo que alimenta o fogo.


Então,  ao cessarmos o que  de ruim realizamos,

Poupamos a energia –

Canalizando-a para um bem maior.

Ao contermos a disposição da raiva,

Da vontade de reclamar, 

Estamos clamando por oportunidades maiores de resolver aquilo que não se encaixa com esmero.

O que está fora do lugar.

Criando –

E, principalmente, 

Co-criando  -

A harmonia e o bem estar.

Fazendo com que as engrenagens possam funcionar perfeitamente.


O equilíbrio –

É o primeiro passo a ser dado.

No momento,  o que é seu,

Virá para a sua vida.

Para que aconteça, 

O movimento das ondas precisa tirar tudo do lugar,

Mas com o tempo, 

Abraçaremos a calmaria de dias bons.

Da paz –

Que tanto desejamos.

O amor –

O amor próprio  -

Ressoando com a total vivacidade. 


Não se preocupe!

Acredite!

Confie!


Sejamos luz!


sábado, 23 de novembro de 2024

Carta para a humanidade XXI


 

Com o passar dos tempos –

Dos anos aqui na Terra –

Ou o ser humano aprende, 

Ou se afunda na própria ambição. 

Com o ego moldando  -

Cada parte de sua existência.

Entretanto,  chegará o momento da cobrança, 

O qual não saberemos como se dará. 


A passagem por aqui é uma incógnita, 

Como o abrir e o fechar da porta.

Que invisivelmente está à nossa frente, 

Mas somos incapazes de enxerga-la.

Em compensação,  

Por meios inapropriados,

Torna-se inexperiência. 

Não mudando a sua trajetória, 

Agindo de maneira compulsória. 

Adormecidos pela tormenta, 

Tão devastadora,

Quanto ao pior evento climático.

A tecnologia mal utilizada, 

Esta seria um ótimo armamento para a defesa.

Usada de modo equivocado,

Com os seus recursos,

Não apenas dilacerando vidas inocentes –

Mas destruindo o seu habitat.

Não se compadecem com o sofrimento e a agonia,

É a máxima:

“Quanto mais se tem, mais querem,”

Difundindo o ódio e a soberba.


Quanto tempo mais suportaremos toda essa pressão,  exercida em nossas mentes?

Espalhando o caos –

Petrificando os argumentos –

Respaldo para os erros,

A verdade descendo ladeira abaixo, 

Sem nenhum ato de defesa.

Contribuindo para uma vivência equivocada,

Excluindo o que não era para ser de verdade. 

Indústria de mentiras,

Falsas acusações. 


Quantas pedras no caminho?

Quantas mais nos sapatos?

Furados ou pés descalços,

A mercê de cairmos novamente. 

Colocando-nos de joelhos, 

Em prol de que?

Se nada é garantia –

Nesta longa jornada. 


Qual futuro teremos?

Se ele está lá,

Aguardando bem à nossa frente –

Repleto de surpresas convidativas,

Mostrando-nos que vale à pena todos os segundos,

De está lutando por algo. 


Se cada um de nós contribuirmos para que aconteça, 

Abrirá-se-a a cortina das novidades.

Do contrário,  só avistaremos a devastação,

Em meio à desolação.


E quanto aos que ficarem?

E quanto aos que restarem?

Como será as suas vidas?

Como  sobreviverão?


Já passou o momento de refletirmos, 

E partirmos para a ação. 

Palavras são o auxílio, 

Mas se não transmutarmos para a atitude –

De tomarmos as rédeas, 

Seremos mais do que poeira de estrelas.

Transformaremos tudo,

Principalmente,  reduzir-nos-emos em cinzas.

O pó vagando pelo horizonte, 

Através da ação dos ventos.


Não basta desejarmos o melhor para o Planeta, 

E não colocarmos em prática. 

O Estado governa em benefício próprio, 

No empenho de angariar mais impostos. 


Enquanto, a Terra é devastada,

Enquanto,  vidas são ceifadas, 

De forma indireta,  

Pouco à pouco,

Em decorrência da poluição,

Plena calamidade. 


Desejo de coração, 

Que em algum momento,

Possamos transparecer outra realidade, 

De empatia e cooperação -

Gerando gestos concretos de harmonização.

A paisagem acinzentada, 

De espaço para o verde apoteótico da Natureza –

Espalhando rara beleza.

Com total esplendor, 

O Planeta Terra  -

Seja transformado em Amor.


quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Carta para 21/11/2.024


Ressignificar –

Este é o verbo que nos últimos quase dois anos tem feito parte da minha vida.

Ressignificar  -

Os contratempos diários,

As adversidades,

A maldade humana,

A inveja,

Os julgamentos sem nenhum fundamento,

As injustiças,

Os ataques, sejam de quais natureza forem,

A falta de cuidado. 


Esta longa estrada que já percorri  –

Continuo vivendo e sobrevivendo de tantas maneiras às quais não tenho a certeza de ser o modo correto ou não. 

Porém,  trago no peito o orgulho de ser a pessoa que me tornei –

Não me moldando aos iguais. 

Como ser humano tenho a consciência de ter cometido muitas falhas, talvez na tentativa de acertar,

Muitas delas sim!


O dia 21/11/1.975 ainda tem muitos significados, gatilhos e traumas são alguns, em dias atuais ainda reverberam no âmago da minha alma.

Por mais que tente fazer com que não existam, aparecem feito sombras me perturbando.


Ser diferente dos demais –

Os pensamentos divergentes  -

O de contestar o que nos é mostrado, a ânsia por enxergar o que é visto além do véu do esquecimento e das aparências. 

É muito confortável ficar em uma linha indiana, seguir em frente com o raciocínio que não leva ninguém a lugar nenhum. 


Com o passar dos anos que foi acontecendo a compreensão do despertar. 

Muitos ignoram, mas isso faz parte da minha história.

Será que sou mesmo desse lugar,  onde são poucas as pessoas que realmente se importam com as outras –

Ou vim de outra dimensão?


São tantas as perguntas,

Algumas respondidas pela intuição,

Outras são apenas divagações  de um singelo coração. 


Há uma grande lacuna que por meios humanos não pode ser preenchida.

Então, o sobrenatural povoa as sensações da essência, na busca pela nova consciência.


Por outras dimensões tráfego,

O meu espírito livre da terceira dimensão.

Não renego a minha ancestralidade. 

Pelo contrário,  há o respeito máximo percorrendo pelas artérias do meu corpo, trazendo à tona a efervescência dos meus antepassados. 


Para está presente,

Em anos a fio, outras pessoas caminharam por este mesmo chão. 

E, hoje sou fruto dessa trajetória de misticismo, mesmo que a Grande maioria não aprove ou acredite. 

O primordial habita o meu ser,

Embora, sem o total entendido,  cada conquista é um sonho realizado. 


Acreditar na luminescência,  é viver com o extraordinário. 

O que nos trás uma surpresa atrás da outra,

Se assim,  for nos permitido de acordo com o grau de conexão,  transmutando as densas energias em Luz!


segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Além da consciência

 


Os mortos não existem, 

Também não estamos vivos.

Entregues ao grande teatro de interesses, 

Frágeis subterfúgios. 

Isso vai além da consciência, 

Transmutar o espaço físico. 

A polarização do Planeta,

Desde o início –

 Principalmente,  da descoberta,

Dividida em duas partes:

O positivo e o negativo,

A dualidade –

O mesmo que despertos,

E, os que estão em sono profundo. 


Há quem siga pelo caminho mais fácil, 

O da ilusão. 

Retornando ao mesmo ciclo,

Fortalecendo o elo do vício –

Tão claramente enferrujado,

Quanto a sua percepção. 

Ao contrário daqueles que possuem um propósito na vida:

De ser da luz,

Durante atacados.


O diabo é apenas uma fantasia,

Um carro alegórico para impor o medo.

O mundo é movido pelas energias, 

Que geram conflitos ou as que curam,

Luz e sombras  -

Cada um tem a sua,

Devemos encontrar o equilíbrio. 

Em um conflito  infinito, 

Cabo de guerra ininterrupto.


Livre arbítrio?

Nem sempre possuímos o poder da escolha,

Gerando uma baita confusão na mente.


Em meu intimo, 

A luminescência faz parte da essência. 

Iluminando os meus dias,

Não importa quantos ataques possa a vir sofrer.

Sinto que, às vezes, vai minando as forças, 

Não tem problema. 

Se for para lutar no lado do bem,

Sei que sempre terei êxito, 

Porque a ancestralidade estará conosco.

Pronto!

Sempre estarei por aqui!


Ledo engano, 

Aqueles que confabulam e  riem por me observarem distante, 

Os rios seguem desaguando em minhas vertentes –

Diretamente para mar aberto,

Co-criando um novo ser a cada dia.


Nunca duvide do sobrenatural!


A humanidade tem a triste mania, 

Ou veio com defeito de fabricação, 

O de julgar aquilo que não conhece –

Deixando-se enveredar por crenças limitantes.


A terceira dimensão está para ser experenciada,

Talvez com escolhas,

E frias consequências. 


As batalhas diárias, 

Obrigam-nos a sermos fortes –

Suportando o que vem pela frente. 

Não importa o que seja,

Se em algum momento:

Próximo ou não, 

Desejarmos alcançar outro nível de consciência, 

Devemos nos despir de qualquer grau do ego –

Levando-nos a raciocinar de outra maneira, 

Reconfigurando ou não os nossos pensamentos. 

Assim, como o modo de agir,

Atitude é tudo.

As palavras são o auxílio, 

Mas devemos ser exemplos. 


quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Viagem psicodélica

 


O silêncio é tão viciante, 

Pena que tem data de validade. 


Em plena manhã –

A chuva emoldurando a alegria dos pássaros, 

Enquanto,  na essência,

Reverberava as sensações de sonhos. 

Os pensamentos divagando livres, 

Nas tentativas de decifra-los,

Ledo engano.


Acredito que viver na Terra,

Já seja uma grande aventura. 

Para alguns, a verdadeira loucura,

De uma viagem psicodélica  -

Sem sabermos para onde ir, 

Qual é a direção?


Posso volitar por entre dimensões, 

Percorrer as entrelinhas dos espaços paralelos -

Fortalecendo com a ancestralidade,  os elos.


Ninguém sabe o prazer inigualável  de se está sozinha,

A solitude em seu total esplendor. 

Com a Natureza e seu retoque especial, 

A reação,  senão, gratidão. 

Por toda expectativa,  culminando o poder,

A sintonia de seus sons ao tocar os telhados.

O canto dos passarinhos, a sinergia, 

Revigorando a alma -

Transmutação da sinestesia.


A  música antes tocada no aplicativo, 

Esta cedeu passagem ao natural. 

A orquestra da Natureza exercendo o espetáculo,

Enquanto,  quieta, toda ouvidos.

Para usufruir de cada nota,

Ouvir o mínimo solfejo -

Com a vibração repercutindo no coração. 


Não há som mais reconfortante, 

Quando cessamos para desfrutar do silêncio. 

E redescobrirmos o que a Grande Mãe  tem a nos oferecer. 

Pena que todos, ou a grande maioria,  estão envolvidos em correrias diárias,

Sem sequer dar o valor ao que pode ser finito.

Por isso,  emano a Luz e o brilho, 

Enaltecendo a harmonia e o compasso,

Tudo à contento -

Em seu devido tempo.


É importante desacelerar,

Diminuir o ritmo.

Redescobrindo o que há de mais perfeito, 

Ao nosso redor:

A Natureza!

Independente do caos que nos ameaça, 

A qualquer momento. 



Gratidão!


Alinhamento



Os sonhos -

Eles desejam me revelar algo.

Por mais que reflita,

São enigmas que viajam por minha mente. 

Gerando um apanhado de interpretações,

Também de teorias,

Repletas de conspirações. 


O passado emergindo das profundezas –

Do mar da alma.

Confabulando entre si –

Colidindo-se na contramão, 

Mostrando-se ativamente atual.

Às vezes, sinto-me tão confusa,

Sem saber para qual lado seguir.


***


O que passou –

Passou...

Não existe mais.

Apenas perambula pelas lembranças, 

No subconsciente.

Consciente só a realidade,

No intuito da maturidade. 

Ela vem nos mostrar a verdadeira percepção. 


Cabe a nós decidirmos o que de fato atraímos,

As energias se atraem,

Elas nunca falham.

Procuram-se –

Para perpetuar as sinergias.

Materializam-se –

Para existir,

Co-criar outra realidade. 

Há seres compatíveis, 

Os seus pares -

Portanto,  nem tudo ressoara com perfeição.

Caberá se decidir,

Se correrá riscos ou não. 


Abrindo mão de algo,

Poderemos viver na incerteza. 

O futuro...

Se novamente seremos agraciados, 

Ou se atrairemos o melhor a nós oferecidos. 

Nem sempre vale a pena sair do nosso lugar de conforto, 

Sem a promessa da estabilidade. 


Lembre-se:

Em todas escolhas realizadas, 

Haverá as suas consequências. 

Por mais que sejamos justos,

Por mais que pareça o certo,

O Universo estará pronto para nos devolver,

Na igual medida. 

Todo passo a ser dado,

Deve ser repensado – 

E com cautela.


Não adianta mentir,

Não adianta fingir. 

Palavras ecoam ao vento,

Dissipam-se na fragilidade. 

A energia reverbera para todo o sempre, 

Em nossos corpos –

Demonstrando o que realmente sentimos. 


O que tiver que ser,

Será sentido por sua essência. 

Não tenha pressa,

Dê tempo ao tempo. 

Mesmo que na terceira dimensão, 

Possa parecer uma eternidade. 

Este mesmo tempo está ao nosso favor.

Arrumando tudo, 

Para que finalmente,

Haja o frequenciamento  -

Da alegria,  do reencontro –

O desejado alinhamento. 


Não estamos distantes

 


Nenhuma turbulência é para sempre,

E precisamos reaprender, 

Tirar lições,

Por mínimas que sejam...

Daquilo que acontece ao nosso redor.


O Planeta Terra é maravilhoso,

O Universo é gigantesco,

Em todas as dimensões -

E não estamos distantes. 


Cada um tem o seu propósito, 

Mas apenas uma parcela, 

Está se tornando desperta.


Quando tomarmos posse, 

Da verdadeira consciência -

E,  isso não é certeza,

Que de fato estaremos prontos, 

A darmos o próximo passo:

Rumo a Evolução. 


No entanto,  há um grupo seleto,

Que não deseja que aconteça. 

Para manter concentrado o poder,

E a maior parte da massa -

Contribuir com um reinado de corrupção.

Colocando mais fogo na caldeira,

Alimentando o capitalismo –

Mesmo diante do sofrimento  humano. 


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Transmutação da realidade

 


Como mudar essa realidade, 

Que sem ao menos pedir licença, 

Vem e nos atropela?

Causando grandes estragos, 

Tão de surpresa  -

Atravessando os nossos caminhos. 

Qual é o lugar mais seguro?

Se é que ele existe.


Vagamos incrédulos,

Pelas ruas correndo riscos.

A mercê de qualquer tipo de violência, 

Que pouco a pouco –

Destrincha a nossa alma,

Fazendo-nos vagar feito zumbis,

Transformando o peito, pedra de gelo,

Coração de aço. 


Seguimos em completo desatino, 

Por trilhas que os pés reconhecem, 

Mas as sensações não são de alívio –

No mar revolto da ansiedade. 

A qualquer estampido,

Sobressaltos e gritos de pavor.


Não precisa ir muito longe,

Ali acampados na esquina –

Ressurgem as ameaças. 

Não tem idade,

O desespero humano. 

Na luta pela sobrevivência, 

Vem desde criança. 


Gerações sobre pressão, 

Será que veremos alguma mudança?

Neste bombardeio de informações, 

As fakes news e suas vítimas.

Um país amordaçado pela corrupção, 

Respirando a base de aparelhos –

Olhos incrédulos pela consternação. 


O Estado omisso  -

A consciência pesada,

Dorme tranquilamente mais uma noite. 

Para que se preocupar,

A segurança calibrada,

Não  protege a quem deveria. 


Na labuta diária, 

O pobre trabalhador –

Levanta aos açoites,

De uma vida negligenciada.

Fugindo dos tiroteios,

Terrenos hostis.

Em qualquer hora,

Não há momento –

Interrompendo o itinerário,

Da longa jornada.


Onde está o prazer?

O sopro da satisfação, 

Pelas conquistas –

Assistimos perecer.

Em alguma tela disponível, 

O antagonismo da felicidade. 

Deparamo-nos com a fria verdade, 

Aguardando o descanso incrível  -

O que não mais terá,  o justo.


domingo, 10 de novembro de 2024

Principal silêncio

 


A minha alma clama por silêncio, 

Em meio à turbulência do caos.

Tento manter o equilíbrio, 

Limpando a mente –

Apaziguando o coração,

Equalização dos sentimentos –

Desvanecendo a falta.


Não quero o muito,

Apenas o suficiente.

Para sobreviver aos sacolejos,

As consequências da inércia -

Que por vezes, causam-me tonturas.


Quem disse que a vida,

Não seria essa loucura?

Que nos envolve em devaneios,

Promovendo inconstâncias –

Envolvendo-nos em desafios. 


Às vezes, seguimos por um fio,

E ao pensarmos em cair,

Pegamos o impulso. 

Jogando-nos para cima,

Sob o efeito catapulta –

Fortalecendo o nosso brio.

***

Não se martirize,

Por algo que não saiu, 

Como o planejado. 

A vida tem o seu jeito especial, 

Para acontecer.

O resguardo –

É a melhor maneira, 

De preservar as energias. 

Poupando-nos de empecilhos maiores,

No momento exato,

Os teus anseios se realizarão. 

Dádiva maior –

É aquela quando estamos bem,

Principalmente,  conosco. 

A ajuda é necessária, 

Mas não basta querermos.

Do outro precisamos da autorização, 

Para que receba o auxílio. 


O que vivemos na terra,

É um ciclo.

Tudo precisa está em comunhão, 

Para que as engrenagens –

Possam se movimentar. 

O principal silêncio, 

É o que ocorre –

No profundo de nossa essência.