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sábado, 5 de outubro de 2024

A espiritualidade

 


Posso parecer distante,

Que vivo em outro mundo.

-Sim! Estou sempre por lá,

Não importa o lugar!


Esta é a minha missão,

Não se surpreenda. 

Quando o despertar,

Bater em sua porta.

Virão batalhas -

Ameaças -

Algumas derrotas. 

No final das contas,

Isso não importa.


Quando se trabalha para a luz,

Além das tormentas –

Há os seus sacrifícios. 

Isso faz parte do ofício, 

A solitude como morada –

Percorrendo a longa estrada.

Repletas de recompensas, 

Doando o melhor de si.

Impregnando-se –

De orgulho e amor próprio. 

Desfazendo-se da ilusão, 

Desapegando da ostentação.

O ponto exato da equalização, 

Onde a terceira dimensão, 

Não faz nenhum sentido. 


O que aqui acontece, 

Não mais preenche o vazio.

Dedica-se por algo além, 

Em busca da ascensão e paz.

É o grande privilégio, 

Nem que seja necessário,

Abdicar do que um dia –

Julgou ser essencial. 


Abandonando velhos costumes,

Trocando de roupa,

Transmutando a essência, 

Disseminando a carência. 

A pessoa de antes,

Não existirá mais.

Repaginado o modo de vida -

Afastando-se de antigos conceitos,

Ativando atuais preceitos. 

Ressoando a novidade na alma,

O que apraz,

E transmite a calma.

Surpreendendo-se – 

Com o extraordinário. 


No início, 

Pode parecer loucura.

Respire profundamente,

Acalme-se!

Com o tempo,

Todas as peças se encaixarão.

Viverás sobre outra tutela,

A compreensão -

O sol brilhando pela janela.


Não se prenda,

Ao que os teus olhos físicos, 

Venha te mostrar. 

A infinitude –

Acontece além das aparências.

Sinta a energia –

Em total amplitude.

A conexão –

Vem através da intuição. 


O que não for para ser,

Jogue para o Universo. 

O que for seu,

Virá na data devida.

Não se prenda ao passado, 

Não anseie pelo futuro.

Viva agora –

O presente!

Cocrie uma energia do bem,

Mantenha a mente livre.

Quebre as correntes, 

Então, a magia acontecerá. 



Ressoando com a essência

 


Há toda uma aura de assertividade,
Entrando em meu campo visual.
O que ela quer me informar?
Deixo-me ser guiada pela intuição,
Conectando-me com a ancestralidade,
Sentindo a emoção.


Sigo flutuando pela dualidade, 
Por entre o sobrenatural e a realidade. 
Ultrapassando portais,
Através do sono –
Viagens alucinantes. 

Não me peça respostas,
As perguntas oscilam por dimensões. 
Estamos longe de provar,
Qual é a verdade. 
No momento, só suposições,
Então, foco naquilo que acredito –
No que confio ser o correto. 
Não prejudicando ninguém, 
Que mal tem?

Os acontecimentos, 
Ressoam com a essência. 
Vibrando –
Traduzindo a paz.
Para quê os questionamentos?

Consigo enxergar com a alma, 
A perfeição que ecoa aqui dentro. 
A sua energia é tão límpida,
Hipnotizando-me.
Posso volitar, 
Desenhando um carrossel pelo ar,
Alcançando a imensidão do céu. 

Estás duvidando?

Tudo é possível quando observamos com o coração, 
Trazendo à tona lembranças de vidas passadas. 
Impregnando as recordações, 
Irradiando as horas de felicidade. 

Nada disso é irreal, 
O Universo é tão imenso –
Infinitas possibilidades. 
Assim, como o meu interior, 
Comanda vários cenários. 
Sem nenhum atalho,
Aí está a magia -
De fazer e acontecer. 
Eliminando o medo e o desespero, 
Com vontade, trabalhando com esmero.

No que existe de essencial,
Transmutando o caos –
Em sinestesia benéfica. 
Reconfigurando o meu Eu Superior,
Em antagonismo aos maus sentimentos. 
A seta direcionando na meta a ser atingida, 
O ponto de partida, o desejo.
A luminescência alcançando distantes Galáxias, 
Onde mais precisar se fará presente, 
Mesmo na solitude, jamais ausente. 

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Cantinho extraordinário



O que está acontecendo neste exato momento,

Onde lá fora, mas parece o caos?

Sinto-me letárgica. 

Será que é o efeito do eclipse solar anular de ontem?

Ressoando por algo que desejo, 

A mente em estado de hibernação. 

Aguardando por comandos, 

De um frágil coração. 

Relutando de encontro à inércia das horas,

Intercalando calmaria e ansiedade. 

Qual será a verdadeira felicidade?


De olhos fechados, 

Posso ouvir o silêncio da alma.

O que tanto almeja?

Que seja incluso a paz,

Vibra como se estivesse à distantes dimensões. 

A intuição me avisando em letreiro luminoso:

Paciência! 

No momento,  certo acontecerá!


Por vezes, sinto-me perdida,

Ou me perderam em meio à terceira dimensão?

No Planeta Terra mais pareço uma estranha no ninho,

Como se não pertencesse à este lugar.


Sim!


Qual o intuito de tudo isso?

De conviver com semelhantes  que destoam completamente de seu estilo de vida.


- Comparada!

- Julgada!

- Excluída!


Pensando bem...

No final das contas, é muito interessante!

Sobra mais tempo para me dedicar ao que é importante:

A minha própria pessoa,

Que vive plenamente a solitude. 

E, diga-se de passagem:

Muito bem aproveitada,

Acompanhada do meu velho e bom rock n’ roll.

Entrelaçada com papéis e canetas,

Divagando em pensamentos.


Amo essas horas nostálgicas, 

Imaginando este mundo como se fosse outro lugar.

Aguardando por algo maior e positivo que está por acontecer, 

Esta é a maior dádiva do ser humano,

Ser quem se é,  sem a pressão de preconceitos e julgamentos –

E, nem ao menos aguardar a validação de alguém. 

Nada melhor como se bastar!

Caber em um cantinho  extraordinário  -

De toda e completa autenticidade. 


Carta para a humanidade XVII

 


É com a sabedoria –

Que devemos nos espelhar.

Não somente olhar o Universo com a intenção de percorrer por outras dimensões.

Mas para de fato alcançarmos este objetivo, precisamos está focados nas questões mais importantes da Terra.

Há muitos alinhamentos a serem tecidos, senão,  veremos um cenário cada vez mais crítico  do que hoje testemunhamos, não só presencialmente,  como pela mídia, com os seus takes estarrecedores invadindo as nossas casas pelas telas.

A humanidade nunca aprendeu com os próprios erros, nações inteiras comandadas pelo ego.

O tão falado século XXI, a era da modernidade e da tecnologia, vem sendo usado para disseminar o caos e a guerra.

Jamais devemos nos contentar  com o sofrimento e as mortes de inocentes,  sangue imaculado jorrando pelas sarjetas.

Há toda uma contextualização por detrás disso tudo.

Com o desperdício de recursos naturais,  a super população, aprimoramento da involução, fomentando o não pensamento livre, os gritos presos na garganta, onde a moral vai ficando cada vez mais escassa. 

A agenda global antes escondida, em tempos atuais sendo escancarada, demonstrando a sua face  distorcida para quem quiser admirar, ganhando sempre mais adeptos. Como se isso fosse garantia de salvação. 

Não tem como não ser repetitivo diante dessa atmosfera cinzenta,  impregnada pela poeira e fumaça de nossas florestas. 

Espalhando-se sem pedir licença, Invadindo territórios aliados ou não. 

Este é um problema global, em que ninguém toma partido, a não ser do capitalismo, com o intuito de abarrotar os cofres, sejam eles públicos ou superfaturando, tirando proveito próprio. 

Os chefes de Estado, fazendo conchavos com os opositores, precisam adquirir consciência para que toda essa turbulência possa passar e transformarmos esta triste realidade. 

Assim como nós desejamos respirar um ar puro,  a Natureza grita e pulsa para nos oferecer o melhor. 

Mas o que estamos lhe ofertando em troca?

Respondo-te:

- Somente a destruição, disseminando vidas inocentes, corremos também o risco da extinção.


Quem está no poder luta para se manter nele, chegando ao extremo para permanecer no topo.

- Ledo engano!

Em algum momento não haverá como seguir em frente.

Mesmo sendo tarde, descobrirá de que nada valeu em manipular ou mentir.

A vida na terceira dimensão tem o seu preço.

Faça esta reflexão atentamente! 


Por mais que os nossos atos na tentativa de salvação sejam pequenos ou no mínimo possível  para limpar toda essa sujeira.

Ao menos poderemos amenizar os estragos provocados por aqueles que não possuem um pingo de piedade com as vidas que acontecem ao nosso redor.


A dualidade entre o Universo e a Terra:

É verdadeira!

Todas as ações em Gaia ressoa por outras dimensões.

E vice-versa,

Na junção do que existe em comum.

A Terra é um Ser vivo, 

Embora, a grande maioria não se dão conta disso. 

A sua existência é a chave de equilíbrio para outros Planetas também existirem.

A destruição da vida em nosso Planeta equivale a destruição de bilhões de vidas.

Somos almas que escolheram passar uma temporada para experenciar novas emoções e sensações em um corpo físico. 

A Terra ressoa uma energia  transcendental  e de muita luz, a partir de todos os seres vivos, incluindo a fauna e a flora, de pessoas despertas.

Por esta razão,  somos frequentemente atacados.

Portanto,  não percebemos a força de resiliência que há no ser que escolhe trabalhar para a luz.

Sejamos firmes e fortes no que decretamos viver.

As sombras não podem ser maiores do que o desejo de compartilharmos a luz!


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Carta para outubro - 2.024

 

 

Outubro –

Antes de tudo,

Seja muito bem vindo!

Seja carregado de muitas bênçãos,

De surpresas positivas.

E, principalmente,  de cura!

Não somente a minha, como também para os que mais necessitam.

 

Não estou falando somente da cura física,  e sim, do que é primordial: A cura para a humanidade, ao Planeta Terra que passa por seu momento de transição.

Onde muitas coisas serão reveladas, e já se iniciou com o seu movimento, a inércia provocando toda a sua reviravolta, instalando o caos.

Máscaras estão caindo, revelando verdadeiras faces do mal, trazendo à tona toda sujeira escondida embaixo do tapete.

Essas oscilações são apenas a ponta do iceberg.

Ainda existem muitos eventos por ocorrerem,  abrindo a mente dos que não acreditam,  e despertando aqueles que possuem uma sensibilidade mais aflorada.

Aos que antes escondiam as suas essências nefastas, gradativamente,  este cenário irá se transformando, tomando forma de um espectro perturbador e cinzento.

Por algum motivo deixados aqui na Terra mergulhados na terceira dimensão e, por isso, estamos sujeitos a qualquer tipo de sorte.

Portanto,  aos despertos é preciso estarmos atentos e sempre vigilantes para que o pior não aconteça.

À todo momento,  é necessário pedir a Deus sabedoria para que possamos passar ilesos por tudo o que está prestes a acontecer.

Infelizmente, parte da humanidade se encontra perdida em seu caos interno  espalhando uma atmosfera de ódio, cometendo crimes, devastando a natureza, alimentando forças ocultas que se regeneram através da fome, sofrimento e do medo.

Por mais que seja difícil,  mesmo nos desgastando, não há problema. De uma maneira ou de outra, somos escolhidos.

Haverá o momento propício para descansarmos.

Mas o trabalho não termina quando partirmos ou não para dimensões mais elevadas. Pelo contrário,  potencializamos, afim, de ao menos salvar boa parte daqueles que desejam, por vontade própria trilhar um caminho diferente.

Nada do que nos faz falta, em algum momento será necessário a partir do momento que realizamos a nossa passagem.

E não lembraremos mais.

O primordial é guardarmos a energia para aquilo que julgamos ser mais importante: A transmutação do amor.

 

Que Outubro  -

Apesar de todas as consequências que sofremos,

Seja repleto de luz,

E carregado de gratidão:

Por cada amanhecer a nós presenteado.

E, que saibamos separar o joio do trigo.

Porque são os verdadeiros amigos que nos elevam e nos condicionam a sermos melhores.

A ajuda que fornecemos ao próximo  que nos faz possuir a conexão com o nosso Eu Superior.

Assim, podendo espelhar a Luz e energia translúcida, e com o efeito  positivo transmutarmos o que for de ruim em algo bom.

E este dia, seja o primeiro seguidos de muitos outros –

Iluminados!

 

Que Outubro –

Seja farol em nossas vidas!

 

Sejamos Luz!

 

01/10/2.024

domingo, 29 de setembro de 2024

Carta para a humanidade XVI



Os movimentos estão fornecendo os seus sinais,

Mais ativos e atípicos do nunca.

O que a cada dia vem nos deixando ainda mais aterrorizados.

O Planeta Terra está em constante transformação para se proteger da maldade que o submetemos.

A transição planetária expondo a devassidão que ocorre por detrás do manto sombrio da face oculta.

É aquele caso: Quem não ver cara, não ver o coração. 

Daqueles que pensam por estarem no poder, tem o livre arbítrio de terceiros em suas mãos. 

Com a caneta nas mãos agindo de maneira mais inescrupulosa, assinando propostas indecentes a favor de si próprio. 

Haverá um momento,  em que a sobrevivência será independente do capitalismo.

Todo o dinheiro mundial não comprará resquícios de oxigênio. 


A cada dia que passa,

O ser humano vem se mostrando cada vez mais egoísta, esbanjando a ostentação, mostrando-se superior aos seu semelhantes,  levando-os ao sofrimento,  arrancando míseros centavos ou toda economia de uma vida –

Forjando, criando leis, ocultando crimes, fomentando golpes para abarrotar contas bancárias.

Quanto mais se tem –

Mas se deseja. 


O cenário é sempre mais degradante,

Dinheiro não muda caráter. 

Só forma psicopatas do cotidiano. 

Uma vez pobre de espírito, será eternamente, se assim, não houver uma verdadeira transformação. 

A mudança  a cada momento que se passa, Cobra o seu preço,  impõe o seu valor sobre as nossas escolhas inconsequentes, ou quando ficamos neutros por cima do muro.

Mortes prematuras no momento errado,  muda toda uma perspectiva. 

Os que fazem a passagem de modo natural, acredito que tem um papel fundamental na História da transição. 

Observando pelo modo carnal sem compreendermos, sentimos a sua partida. Porém,  pelo plano espiritual,  ainda há muito o que ser realizado.

Estas pessoas são escolhidas, por mais que tenham uma longa jornada aqui na Terra com os seus ensinamentos, também continuarão com a sua longa caminhada em outra dimensão,  de forma mais abrangente. 

Ao mesmo tempo em que fica a saudade, permanece a certeza  de que sempre continuará presente em nossas vidas, que será apenas uma breve passagem de tempo, e logo maus nos encontraremos.

Portanto,  não são todos que estão preparados para dar o próximo passo. Afim,  de reconstruir um novo lugar repleto de harmonia pata convivermos como deveríamos desde o momento da criação. 


A humanidade está sendo condicionada ao ego, a quem possui mais, eterna competição. 

Não possui a dimensão do que acontece de fato, deixando-se contaminar pela cortina de fumaça,  como se fosse um alucinógeno criando uma ilusão,  preferindo caminhar pelo trajeto mais fácil  e imperfeito.

Se as pessoas realmente soubessem o que verdadeiramente de fato acontece com a sua energia psíquica ao ingerirem drogas  que sugerem ser lícitas. Estas são apenas a porta de entrada para as demais, muitos eventos desastrosos seriam evitados. 

Mas preferem se enveredar por nefastas influências.


Todos estamos em um enorme tabuleiro,  correndo o risco de se voltar contra nós. 

Uma jogada mal interpretada, um passo mal dado nos levará à destruição. 

Entretanto,  ainda possuímos a grande chance do cheque mate.

Com isso, precisamos repensar  as novas estratégias. 

Salvando o Planeta  -

Consequentemente,  estaremos salvando a nossa própria existência,  e com ela todos os animais e plantas. 


Não se deixe levar por momentos fúteis,  sem nenhum significado.

Pense bem, para não pisar infalso. 

A vida não acaba aqui!

Ela possui outro patamar!

Mas é aqui o instante para decidirmos.

E o que você deseja?


Sejamos luz!


terça-feira, 24 de setembro de 2024

Em larga escala

 


Recortes na mídia,

Fragmentos do cotidiano.

Expostos à sangue frio,

Sem mostrar a verdadeira realidade.

Por detrás da cortina de fumaça,

Vidas limitadas,

Intolerante frustração.

Sem nenhum sabor,

Sorrisos falsos –

O olhar sem brilho.

Oposto reflexo no espelho,

Completo dessabor.

À procura de engajamento,

À caça de likes.

O gelado termômetro -

Verificando as estatísticas.


Ao lado de cá das telas,

O ritmo da sobrevivência,

Não é uma novela.

O enredo verdadeiro,

Cobra o seu valor.


Em primeiro lugar os riscos,

Mentes frágeis,

Não tem noção dos enlaces,

Além da maquiagem,

Nenhum pudor, os disfarces.

A todo custo,

Desejando ser igual.

Nessa loucura desenfreada,

Totalmente desleal.

Alimentando haters,

Como baratas,

Saindo de esconderijos,

Revelando os psicopatas.

Escancarando as entradas,

Invadindo residências.

De forma literal,

Esmagando as consciências.

Ou através da tecnologia,

Fingindo empatia,

Instantânea falsidade.


Implantando a demagogia,

De pessoas carentes.

Desejando preencher vazios,

Por meios inexistentes.

Alicerçados na ostentação,

Propagando a ilusão.

A mudança de estatus social,

Espalhando o desfavorecimento crucial.

Cultivando o pior da raça humana,

Disseminando fome e desespero –

Com eles vícios fatais.

Alimentando-se da energia do medo,

O caos usado como alavanca.

A violência principal matéria-prima,

Como conta gotas,

Aproximando devastador cataclisma.

Cultivando o colapso da Terra,

Desencadeando queimadas.


Não é de agora,

É longa essa estrada.

A Grande Mãe -

Cada vez mais abarrotada.

Aos trabalhadores da luz,

A lida mais pesada.

Transmutação para a luz,

Em ter que separar:

O joio do trigo -

Eliminando os perigos,

Está difícil.


Aqui estamos de passagem,

Conviver na terceira dimensão.

É necessário ter coragem,

E sabedoria -

A intuição em dia.


Essa guerra não é somente física,

Vai além do sobrenatural.

Em camadas mais sutis,

É preciso nos mantermos firmes.

Em tudo há um sacrifício,

Esmorecermos não é o intuito.

Basta olharmos para dentro,

No que há de mais primordial.

A favor de nossa paz,

Sem nos distraírmos, apraz.

Não há tempo,

Para desvio de planos.

As ferramentas estão ao nosso favor,

Basta sabermos usa-las.

Disseminando o aprendizado,

Assim, o sucesso da missão -

Torna-se compartilhado.


sábado, 21 de setembro de 2024

Quem sou


A vida é surpreendente,
Às vezes, promovendo algumas reviravoltas.
Como águas que se movimentam, engrenagens,
Trazendo à tona antigos sentimentos.
Um flash back,
Uma lufada de ar.

De repente, você,
Não sei quem tu és.
Novamente no meio do caminho,
Talvez um mero estranho -
No meio da rua.
Não tem problema.
O que importa é saber quem eu sou,
Depois de anos,
Não mais aquela pessoa frágil.

O ser humano que me tornei,
Forte e decidida -
Atravessando as agruras da vida.
Mas nem, por isso, amargurada.
E, sim, transmutada –
Em um ser de luz.
Observando -
Acolhendo o bem,
Amparada pela ancestralidade.
Ao meu modo vivenciando a felicidade,
Cultivando-a em retalhos de papéis.
Indecifráveis rascunhos –
Desenvolvendo a vivência.
Vestindo-me de resiliência,
Ajudando a quem for necessário.

Quantas vezes,
Atravessei a correnteza de rios,
Para escapar das tempestades?
Transmutando-as em armaduras,
Para não transparecer o medo.

E, hoje o que aqui mora,
Em meio à terceira dimensão.
Por que não tanta loucura?
A defesa foi sempre me manter em pé,
Mesmo desejando desmoronar.

Quem foi que disse que nunca cai?
Confesso que sim!
Mas também me reergui,
Quase me faltando o ar.
No último milésimo,
Demonstrando ao contrário.
Do que muitos imaginavam, não!

Sou eterna –
Sou efêmera -
Repleta de energia positiva,
Mas também de sombras.
Em forma de cicatrizes,
Para lembrar de dias cinzentos.
Transformando-os em aprendizado,
Assumo todas as culpas e diretrizes.
Em busca da iluminação,
E quem sabe, alcançar a ascensão.

Pouco caso

 


Ainda somos privilegiados,

Por ouvir o canto dos pássaros.

A Natureza -

Demonstrando os seus sinais de resiliência,

Tornando-se resistência -

Proporcionando-nos a sobrevivência.


Como seres humanos,

A cada dia mais obtusos.

Agindo de modo aleatório,

A falta de empatia, os exclusos.

Assistindo do sofá de nossas casas, ou não.

Um país submergido em chamas,

Sujeitos aos perigos do aquecimento global.

Espalhando-se feito um rastilho de pólvora,

De forma universal -

Há quem não enxergue a criminalidade,

Por detrás desse espetáculo atroz.

O oxigênio se transformando em artigo de luxo,

Enquanto, atravessamos montanhas de lixo.


A cada dia transmutando o insuportável,

Os pulmões espremidos, sobre pressão.

Estamos no topo da cadeia mundial, os algozes.

Recursos esgotados, desperdiçados,

A fauna e a flora,

Devastados em meio à loucura –

Sofrendo pouco à pouco a extinção.

Por último será o bicho homem,

Nesse efeito do cataclisma –

O antagonismo da coragem.

Os justos pagando pelos pecadores,

O silêncio dos inocentes –

Apenas os observadores.

Da atrocidade em demasia,

Impulsionando a covardia.


O fim está cada vez mais próximo,

Não adianta chorar por medidas não tomadas.

Em cartas marcadas,

A favor da destruição -

Em prol do capitalismo.

De nada valerá o papel moeda,

Ou bitcoins na era digital.


Tudo será transmutado em cinzas,

Ao nosso desfavor, alquimia do mal.

Transcendendo ao pó, a magia da combustão,

Impregnados pelo odor pútrido -

O caos instaurado, a podridão.

O tempo sempre mais escasso,

Modo ardil, o descompasso.


Quantas vidas mais serão perdidas?

Os animais em agonia e sofrimento,

Em meio aos risos –

Para alguns o divertimento.

Estão passando os minutos,

Meses e anos, nada mudará.

Neste jogo nefasto.

Na mídia, nas telas: O descaso.

A grande maioria,

Fazendo pouco caso.


O que vale é promover o caos,

Enquanto, o barco da desordem.

Segue a deriva,

Sem nenhuma direção.


E quanto à nós?

Simples mortais,

Desejando o retrocesso.

Nadando contra a correnteza,

Em nome do progresso,

Gerando sustentabilidade.

Para respirar,

Límpido ar –

Presenteando novas gerações.

No momento presente,

Pouco a pouco sufocados,

Morrendo a base da exaustão.

Sob um calor infernal,

Em meio à dor,

Não há em discursos a lamentação.


Sejamos luz.


Relativa verdade

 



Caminhamos perdidos,
Sem rumo.
Coração fora do prumo,
Umbral a céu aberto,
Na densidade cognitiva.
Nuvem de poeira,
Desmantelo de sangue e pó.
Testemunhas de morte – A dor.
Atmosfera cinzenta,
Cheirando a fumaça.
No fundo, qual é a graça?

Esta é a realidade,
Em pleno século XXI.
O ser humano brinca com a verdade,
Indispõe-se com a felicidade.
Forjando subterfúgios,
A ilusão como refúgio.
Ou válvula de escape qualquer,
Deliberando falso prazer.
Aos perigos do álcool,
Deixando-os à mercê.
O tempo é relativo,
Como areia escorrendo das mãos.

No futuro distante,
Amargurado retrocesso.
Dando-se conta da cobrança, o processo.
Momentos e vidas,
Que não voltam atrás.
A terceira dimensão,
Impondo o seu valor,
O peito despedaçado, o rancor.
Não vivemos pelo passado,
Ao instante presente, pecado.
Destruindo alicerces,
Desperdiçando sonhos.
Antiga canção,
Em versos que componho.

Observando o mágico portal,
Que nos levará ao velho mundo.
De vícios inimagináveis,
Mudança de rota.
Outra trajetória,
Será possível?
Para o desenvolvimento,
Recriar translúcido movimento.
Ascensão da conscientização,
Onde a proteção da Natureza.
Seja algo notório,
Com exuberante beleza.

A vida na Terra,
Deve fluir como a correnteza,
De um rio.
Exalando serenidade,
Desfazendo o desmantelo da guerra.
Propiciando o bem estar,
De modo apraz.
Transmutando a turbulência,
Em efeito satisfatório –
A paz!