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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Escassa civilidade

 


Faz-se necessário direcionar os sentidos –
Para dentro de si,
Para o íntimo.
Vasculhar cada cantinho do interior,
Afim, de nos redescobrir.

Não somos simples mortais,
Desde sempre –
Ensinaram-nos ao contrário.
Os fatores da ordem caótica,
Reverberando ao nosso redor.
Propagando a energia acinzentada,
Que nada tem haver –
Com a atmosfera na Terra.

Alta demanda,
A mente em involução:
Zumbis em plena vida.
A incapacidade de pensamentos,
O raciocínio estagnado -
No pungente mal que assola.

Aos despertos,
Tratados como loucos.
Batendo de frente,
Murros em ponta de faca.
No lado mais abjeto da humanidade,
A civilidade jogada na lama –
Escorrendo pelos esgotos,
Tornando-nos piores do que os vermes.
Alimentando-se da carne podre,
Do ódio correndo frio nas veias.

Nenhuma racionalidade,
Aos dias –
Sempre mais ameaçadores,
Pela perversidade que cerceia:
A liberdade.

Jamais podemos nos abater,
Diante da tormenta -
Espalhando a degradação,
Rapidamente como praga.
Não há arrependimentos,
Nas atitudes psicopatas.

domingo, 23 de outubro de 2022

Luz em encruzilhadas


A luz infinita brilha em mim –
Em todos nós -
Não podemos deixar nos abalar.

Encruzilhadas tomam conta do caminho,
Nas flores também há os espinhos.
De desnortear,
O único intuito.
Cesso –
Respiro –
Límpido ar.

Na cortina de fumaça,
Espalhando a discórdia.
Sombras escuras,
Jamais me alcançarão.
A luminescência,
Apodera-se do brio –
No resvalar da ternura,
Do amor próprio.

Cada ser humano,
Deveria aprender a emanar -
Assim, como aos outros.
Reconectando-nos –
Em sinergia,
Religando-nos –
Ao que de fato é fundamental.

A qualquer momento,
Podemos entrar em colapso.
O paraíso prometido,
À milhas e milhas de distância –
Pode ser um lapso.

Não há como rever o planejamento,
A mudança de curso –
Daquilo que foi idealizado.

A elite na fome pelo poder,
Os menos favorecidos à  míngua –
Sem um prato de comida.
O governo desabastecendo as reservas,
Abastecendo os cofres –
Triste ilusão.

Cargos políticos usados,
Como degraus para o enriquecimento.
A favor da vida,
Nenhum requerimento.

A passagem aqui na Terra,
Não passa de utopia.
Incutido a aura de expiação,
Para alcançarmos a expansão.

Fractais de energia


Entre o inferno e o paraíso -
Qual é o nosso lugar,
Neste espaço condensado?
Arrefecendo o ar,
Pressionados por tantas questões.

A mídia – Teatro macabro –
Exercendo a sua função.
Será que ainda –
Não descobrimos o nosso papel,
Neste enredo de horrores?

Almas pequenas,
Fornecendo energia –
Ciclo medonho,
Nas mãos dos usurpadores.

Há muito tempo acabou a graça,
Todos se engalfinhando pelas mídias sociais.
Estão querendo convencer a quem?
Jogos de interesses,
Mudanças de lado.
Há aqueles que não se decidem,
No jogo de leva e trás –
O que lhes convém.
Nos primórdios,
Fortalecendo o mal.

Os habitantes longínquos,
Em outras galáxias.
Observando a tudo,
Sem qualquer compaixão.
Crimes acontecendo à revelia,
Quem nos salvará –
Em plena luz do dia?

Olhos vermelhos,
Por tanta indignação.
A fome assolando,
Completa humilhação.
De onde virá o livramento,
Para tanto sofrimento?

Um espaço atemporal –
Completamente desconexo.
A humanidade em decadência,
Em atos perplexos.
Agem naturalmente,
De forma veemente -
No desejo de impor pensamentos.

No despertar da consciência,
Há algo muito maior –
Por detrás dos acontecimentos.
A disseminação do caos,
As pessoas se digladiando entre si.
Ideias e ideais opostos –
Fora de conexão.
Em total Involução -
Enquanto, os maiores interessados,
Aplaudem à tudo imparcial.
Alimentando-se da energia caótica,
Da turbulência, baixa vibração.
Perdendo a essência,
Eterna falta de harmonia.

Vibração em sinergia

 

Tenho intuições,
Às vezes, elas não me levam à um bom lugar.
Figuras desconcertantes,
Sombras aterrorizantes.
O mal jamais poderá vencer,
A resiliência, arte do prazer.

Na desconstrução humana,
A quem interessa?
Os valores perdidos,
Entre crimes e pecados cometidos.
Em nome de Deus?
A favor de quem?

Seres nefastos,
Alimentando-se do medo;
Do desespero da humanidade.
Energia doentia,
Que nos assola.
Na impugnação do bem,
Negando as esmolas.

A salvação,
No despertar da consciência.
É algo muito particular,
Nem todos são os escolhidos.
É necessário ultrapassar barreiras,
Vibrar na sinergia –
Ao contrário do que está ao nosso redor.
O amor próprio, o autoconhecimento,
A busca pelo discernimento.
Envolvendo-nos em uma atmosfera mediúnica,
No translado do amor.

O Universo é único,
Os seres ditos humanos –
Engatinham no aprendizado.
Cometendo erros,
Lambuzando-se no egoísmo.
Visceral narcisismo,
Impondo o sofrimento alheio -
Na tortura psicológica.
A convivência no Planeta Terra,
Não deveria ser do modo que se apresenta.

Mesmo com o desejo,
De me sentir distante –
Estou por perto.
No entremeio,
No olho do furacão.
Em algum momento,
Tenho a impressão:
De que tudo vai perecer,
Mas me mantenho de pé.
Para quê algum dia,
Tudo terá valido a pena –
Na imensidão serena.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Poder das palavras


Lancinante esta dor,
Que atormenta –
Tão invisível,
Mas latente –
Pulsa no âmago.

Um sorriso no rosto,
Alma em lágrimas.
Desejando passar o tempo,
Sem divertimento.

Qual é a estimativa de vida,
Neste país –
Mundo desordeiro.

Quanto mais se tem,
Este é o teu valor.
Quando menos se possui,
É excluído à revelia.

A desordem pragmática do caos,
Nascidos para sermos escravos –
Do sistema.

O erro foi incutir o raciocínio,
Fora de hora – De lógica –
Para os criadores.
Aprendemos a nos opor,
Diante da indignação.
Nem todos possuem o estigma –
Da submissão.
O ato de contestar,
Visceral sentimento.

A luta comportamental,
Pelo senso de empatia.
Não obstante,
Julgamos ser um sonho distante.
A resistência –
Corre quente pelas veias.
Adrenalina –
Injetada no corpo.

Somos o espelho,
De uma população reacionária.
A fluidez gera pensamentos,
Para obter o discernimento –
Do que se faz necessário.

O poder das palavras,
Expõe as ações.
Por vezes, demonstrando atitudes,
Na idolatria –
Contrárias da real necessidade.

Na mídia,
O retrato da ignorância –
Estampada na mídia,
Para quem quiser assistir.
O caos acessando a face da Terra,
Invertendo os polos da evolução.

Disparate da utopia

 

Ansiedade,
O desejo de está longe desse burburinho.
Palavras e palavras sem alguma conexão,
A asfixia impregnando a alma.
Com os olhos fechados –
Não existe a salvação.

Criados à imagem e semelhança,
Para quê?
O mal amplificado pelas ações desumanas,
Total convicção.

A mente pregando peças,
Entre a realidade e a ficção.
Fundindo-se umas com as outras,
No disparate da utopia.
Na correria diária,
Vestindo-se daquilo que nos convém.
Ultrapassando ou não,
A capacidade de sobrevivência.

Muitos enxergam a essência,
Outros não despertos –
Aprenderam a destilar o ódio,
Infelizmente o caos.
Por onde quer que passam,
Espalhando a dor e o sofrimento.

Às vezes, parecemos não acreditar,
É tudo tão surreal –
Na falta de discernimento.
A qualquer momento,
Precisando provar a capacidade de resiliência.
Na dignidade por se manter digno,
Desse lugar.

Acredito que a cada dia que vivemos,
É uma experiência.
Mesmo que não dê para ponderar,
Em uma balança –
Permanece a esperança,
Por melhores momentos.

Nenhum mal deve prevalecer,
E sim a paz e o bem –
No infinito prazer.

Mensagens do Universo

Não estamos sabendo decifrar –
As mensagens do Universo.
Tão complexo e inferior,
É o nosso raciocínio.

Pensamentos paralelos,
No entusiasmo da alucinação.
Todos falando ao mesmo tempo,
Sem o mínimo de compreensão.

Luzes ofuscam a visão,
Atordoados arrefece a imaginação.
Cada um acreditando –
Naquilo que lhe convém.
Conforme os interesses,
Alicerçando as inverdades –
Profanação da realidade.

A humanidade,
Jamais estará preparada –
Para viver no novo mundo.
Comenta à todo segundo –
A involução.
Promove o caos –
Como missão.

Não há nada de atual,
Comportamento reacionário.
O bem e o mal,
Lutas sangrentas travadas.
Derramando o sangue inocente,
O poder sendo conquistado –
Às custas do sofrimento alheio.

A manipulação em meio ao tiroteio,
Cegos e profanos -
Cometendo pecados atrozes.
Na insanidade cega,
Que nos desnorteia –
No desmantelo do cotidiano.
Refazendo antigos planos,
O desespero fincando raízes.

Será que tudo está escrito?
Somos fatos consumados?
Na benevolência pouco oferecida,
Em doses homeopáticas –
Do nada tirando o prato de comida,
Arrastando-nos por migalhas.

Antigas leis regem os Planetas,
A humanidade criada –
Pronta para servir,
Infinita escravidão.

 

domingo, 16 de outubro de 2022

Alucinógeno

Cortina de fumaça –
O que realmente acontece?
O que não devemos saber?

Vidas que poderiam ser poupadas,
Diante de todo o caos.
No entanto, a ganância se faz presente,
Momento crucial.
A linha atemporal,
Cumprindo-se a ordem cronológica –
Dos fatos.
Na inércia da desordem,
Vislumbrando novos acontecimentos.

A correria diária,
A percepção escassa.
Involuntários procedimentos,
Todos na tentativa –
Por um lugar ao sol.

A peneira perdendo a funcionalidade,
As panelinhas se tornando constantes –
Polarização.

O anseio por tal civilidade,
Desmanchando-se –
Na iminência de conflitos bestiais.
Não há lógica para tudo o que acontece,
Às vezes, as respostas,
Estão a um palmo do nariz –
E não as enxergamos.

A humanidade –
Caminha rapidamente para a destruição.
O capitalismo fazendo escola,
Visando o imediatismo.
Não há a otimização,
Palavras jogadas ao vento.
O alucinógeno,
A coação.
Diretrizes para fomentar o ódio,
Escândalos cruéis.
Não há como ficar escondido,
Um dia tudo vem a tona.
 

Impaciência


A fragilidade humana,
Em comparação a Natureza –
Grande potência.
Perante os dias,
Soando doses homeopáticas –
Lutando contra a poluição,
Desejo por sobreviver.

Os homens só pensam em usufruir,
Não cogitam a preservação.
Os animais almejando mais espaço,
Os seres ditos humanos –
Invadindo à largos passos.

Não há respeito,
Nem muito menos empatia.
As referências,
Em rota de colisão.
Destruindo –
Devastando –
Tudo o que se encontra pela frente.
Destoando do ritmo necessário,
Também abrangente.
Na metamorfose desumana,
Com a única intenção de escravizar.
Manter dependentes os menos favorecidos,
Gerando a dominação –
Pela involução.
Apodrecendo, não gerando frutos,
A aniquilação.

A desordem gerando o caos,
Velhos interesses –
Em primeiro lugar.
A insatisfação,
Estampada na face cansada –
Muito perversos.

A incompetência,
Promovendo o alicerce.
A base para o ódio mortal,
A abstinência do que se faz essencial.

O reflexo no espelho distorcido,
Revelando as atrocidades –
Do país em baixa vibração energética,
Atmosfera densa, periférica.
Resiliente na tentativa de sobrevivência,
Pausa para respirar –
Sobra impaciência.

Sob custódia

 

A verdade por onde andará?
Translúcida –
Parece se esconder,
Em meio à tantas questões -
Por detrás de inúmeras notícias falsas.

O caos não gera mais a comoção,
As cenas cotidianas,
Alucinação pregando os efeitos.
Não mais colaterais –
Funcionalidade da normalização.
No teor da fumaça,
Um vapor de chumbo qualquer.

Desregrando a vida,
Em atos impensados –
Cometemos loucura.
Sobressaindo a insanidade,
Mantendo-nos sob custódia.
Aproveitando-se da inocência alheia,
Para atingir sórdidos objetivos.

A realidade fracassada,
A mentira não mais de pernas curtas.
Impondo-se cada vez mais energética,
Cumprindo as metas.

A lavagem cerebral,
Falta de raciocínio.
Fazendo inúmeras vítimas,
O apocalipse zumbi –
Sugando o sangue,
Energia vital –
De pobres mortais.

A lapidação imperfeita,
Gerando novas atrocidades.
Na labuta desigual da burguesia,
Colhendo os frutos do trabalho escravo.
A maioria lutando por migalhas,
De um governo falho.
Na busca por deveres,
Cortando os direitos.

Alimentando a indignação,
O mal se espelhando –
Como revolta.
A paz trancafiada em uma cela qualquer,
A violência batendo feito assombração –
Em nossas portas.
Na dualidade de poderes,
Intolerantes seres.