Saudades -
Vontade de estar em um lugar que desconheço, mas sinto a sua sensação em minha pele.
Uma reação transcendental de paz que reverbera em todo o meu corpo.
Impossível não deseja-lo em meio ao caos que nos cerca, diante das ameaças que pairam ao nosso redor.
Eu fecho os meus olhos -
Posso senti-lo...
Enxergo apenas o verde da natureza e ouço o canto dos pássaros.
Eu posso contempla-lo apenas com a energia que emana do meu corpo...
A vibração em ondas invisíveis –
Imperceptíveis ao olho nu.
Se eu pudesse...
Viveria o tempo todo trancada dentro de mim,
Neste universo inquieto para o criativo.
Tenho essa necessidade!
Ao respirar profundamente e sinto um regozijo –
Que vai me envolvendo na miscelânea do desejo que me cerca.
Olhando atentamente...
Uma árvore me chama atenção –
A sua forma exuberante a destaca das outras.
Não que ela deseja ser a melhor, quer apenas cumprir o seu papel nesta vida terrena.
Porém, sente-se sozinha e vazia.
Ela sabe que a minha atenção é voltada para si.
E como retribuição, as suas folhagens bailam ao sabor de uma brisa repentina.
De repente, abro os meus olhos...
Aquela mesma sensação permanece.
Coloco-me no lugar daquela árvore, que de tão gigante, não sabe e nem ao menos faz menção do tamanho e da força que possui. E principalmente, de sua importância para manter o seu lugar em equilíbrio.
Talvez sejamos como as árvores –
Em sua grande e magnífica missão de oxigenar o ambiente no qual vivemos e não nos damos conta de nossa luta diária.
Sejamos fortes e imponentes –
Sem nos deixarmos aniquilar pelo egoísmo, inveja e maldade alheia.
Sejamos sempre a luz!
Cabe a cada um evoluir.
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Evolução
Os imperceptíveis (20.02.2020)
Intriga-me...
Tanta insensatez.
Intriga-me...
Tanta falta de caráter.
Cada um querendo levar o seu quinhão -
Em meio à uma crise sem proporções.
Como estaremos quando tudo isso finalmente acabar?
Como estaremos no sentido maior de amplidão?
Será que mais fortes e mais coesos?
Exercendo uma força positiva no pensamento...
Como sairemos dessa devastação?
Será que seremos melhores como seres humanos?
Será que respeitaremos os nossos semelhantes?
Assim como também a natureza que nos cerca?
Neste dilema que nos rodeia...
O futuro é apenas uma incógnita.
Neste dilúvio de afogamentos a seco que nos ameaça e que em um grau inferior nos desperta um certo temor.
Sobreviventes de uma guerra deflagrada por um ser praticamente invisível a olho nu.
Porém, por onde passa causa estrago.
E seguimos rastejando na trincheira os imperceptíveis em nossos papéis de figurantes:
O povo –
O pobre –
Moradores da periferia.
Os mais sofridos de uma sociedade, esquecidos a Deus dará...
Jogados ao leu,
Meras peças de um jogo de xadrez, já marcados.
Vivendo...
Lutando...
Dia a dia sob o julgo de duas Pátrias:
A de direita -
A da esquerda.
Não reconhecem que este é um momento de união.
Mas que nem em um período de crise, esquecem e governam apenas para si, visando seus fartos umbigos.
Enquanto, muitos abastados ou não, morrem e continuarão a morrer à mercê de um inimigo mundial...
Um vírus que dilacera vidas –
E deixa para trás um rastro de destruição!
terça-feira, 14 de junho de 2022
Crueldade humana
Universo literário
Aura límpida
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Labirintos fúteis
domingo, 12 de junho de 2022
Ruptura
Estranho rascunho
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Flagelo pelo corpo
quinta-feira, 9 de junho de 2022
Única certeza
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