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quarta-feira, 4 de maio de 2022

Dilema terreno


O meu corpo cai inerte,
Em um looping surreal.
À milhares de quilômetros,
Não há chegada.

O vento batendo nos cabelos,
Destoando da realidade.
No que acredito?
Não encontro neste lugar.
Pessoas se digladiando,
Por motivos fúteis -
Total perda de tempo.

Abro bem os olhos,
Alcanço a concentração.
Em busca de objetivo,
No semblante:
Nenhum medo,
Ou alucinação.
Desde cedo,
Aprendi a lidar –
Com efêmera situação,
Transmutação do ser.

Aparência frágil,
No cerne a fortaleza.
Entretanto, os perigos,
Os que tentam –
Desviar-me do caminho.
Enfrento –
Sigo firme.
Na missão “herdada”,
Único receio:
De não prosseguir –
Não atingir,
Os objetivos.

A essência que trago,
É maior em comparação –
Daquilo que vivo.
A transformação,
Regida à cada dia.
Não me importo,
Julgamento alheio.

Sou poeira de estrela,
Encontrada na alma.
No interior divago,
Por imensas galáxias –
Desse universo sideral.
Busca pelo conhecimento,
Esmerar-me no aprendizado.

Paciência é o lema,
No terreno dilema.
Na profusão,
Da expansão,
Metamorfose –
Desprendo-me,
Do que acredito –
Ser inútil.
Ao que revela a vida,
Na labuta diária -
De escrever,
Miscelânea de prazer.

Tenho a plena certeza,
De que tudo –
Acabará bem.
Preciso possuir,
A benevolência –
E confiar Naquele,
Que me (nos) protege.

Mera pretensão

 


Delírio no meio da madrugada,
O que realmente acontece em nossas vidas –
Através dos sonhos?
Abduzidos ou não?
Levados para outra dimensão?

Vozes ecoam pelos sentidos,
Um mundo imaginário.
Mera pretensão?

Alguém desejando fugir da realidade,
Recorrendo a quimera ilusão.
Corpos inertes,
Movimentos cessados.

A vil verdade –
Disposta ao seu redor.
Crimes encomendados:
Vidas humanas descartadas,
Sem algum critério.
Inocentes ou não,
Triste realismo.

O que é importante e necessário,
É deixado para trás.
Sentimentalismo cedendo lugar a robotização,
Humanos agindo mecanicamente.
O sofrimento alheio,
Mera distração.

Não somos mais gente –
Na essência pior do que os animais.
Ínfima realidade,
Tratados como racionais.

Distante distopia,
Fremente utopia –
Onde sonhamos com tantas coisas.
Observando atônitos o retrocesso,
Em vã filosofia –
Tentando compreender os dias.


Viver é resistência

 


Metamorfose,
Recrio-me.
Alucinação,
Da mente.

Incidental,
Dissonante.
Purpurina,
Solta pelo ar –
Brilha,
No descompasso –
Do ser.

A vibração,
Da imaginação.
Desconcertante,
A realidade.
Na permuta,
Com algo –
Desconhecido.

Perigo?
Nenhum.
Preservo-me,
Ao meu modo.
Reconheço,
Sem medo.

Desbravo-me,
Imperfeição.
Identifico-me,
Na alucinação.

Preservo-me,
Em circunstâncias.
Sou capaz,
Ao que apraz.

O mundo,
Sujeito a tormentas –
Também tempestades.

Faço-me,
Infinita.
Há séculos,
Milhões de anos.

Retornarei –
Ou não?
Não faz parte,
Do momento –
Os planos.

Viver –
É resistência.
Mas não depende,
Somente de sonhos.

Onde está escrito?
Nos versos –
Que componho.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Migalhas oferecidas


Não estamos preparados,

Para as trapaças do destino.
Traçamos planos,
Planejamos a escalada.
Com o que nos deparamos?
Somente com as rasteiras,
No meio do caminho -
Migalhas oferecidas.

Não adianta –
Sairmos pela tangente.
Ou busca a trilha,
Que seja mais longa.
Há um ser superior,
Que parece brincar –
Divertir-se.
Tratando-nos como fantoches,
Com um simples levantar dedos –
Colocá-los para o escanteio.
O que de fato somos,
Neste jogo cruel de interesses?

O que nos tornamos,
Em meio à trapaças?
Em uma guerra de egos –
Onde o caráter e a moral,
Não tem valor algum.
Transformando-nos –
Em meio a desgraça humana,
Simples objetos –
Desdenhado por seus algozes,
Jogados de um lado para o outro.
Valendo menos,
Que um zero à esquerda -
Com um olhar mesquinho de nojo.
O preconceito –
Estampado em sua face.
Transmutando-nos –
No que de pior existe:
Seres nefastos.

Não há o objetivo claro,
A não ser da dominação -
A ganância em expansão.
Se não nos juntamos à eles,
Não sobrevivemos.
Fazendo parte de uma escória fajuta,
Na falta do alicerce –
Na diminuição da base.
Aqueles que não se dispõe,
De perversas armações.
São riscados do mapa,
Subtraindo a abnegação.

Acredito –
Podemos ser mais do que tudo,
O pouco nos oferecido.
No desespero da sobrevivência,
Ano de eleições.
Políticos corruptos,
Marcando as cartas –
Da população,
Apertando as mãos.

Remorso?
Nenhum!
O que vale é obter no escárnio,
Pisando nos mais pobres –
Na psicopatia se refazer.

As consequências

 


O que estou fazendo aqui parada?
Sem vontade para nada –
Apenas escrever é o que me move,
Nessa atmosfera atordoante.

O mundo lá fora –
Torna-se tão pequeno para tudo o que acredito.
Às vezes, parece que estou ficando louca,
Com os acontecimentos –
Mesmo que me blindando da maldade,
Vem algo tentando me ofuscar.

Não sou maior do que as escolhas humanas,
Porém, tenho a necessidade em me camuflar.
Na transmutação –
Mostrar-me maior do que aquilo que aniquila.

A fortaleza me mantém sã,
E aos inimigos fracassa –
Ninguém é incapaz,
Basta querer e acreditar.
Não é admitindo não conseguir,
O que realmente acontece –
É que a pessoa não deseja.

Confesso:
Possuo as minhas fraquezas,
O inteligente não é demonstra-las.
Desse modo, a vida ganha outro significado,
Embora, nem sempre seja aquele buscado.

Em qualquer fato,
Existe uma controvérsia.
Por isso, devemos nos preparar,
Para receber as dádivas.
Como também aos contratempos.

Querendo ou não,
O livre arbítrio de pessoas alheias –
Respingam como uma tsunami em nossas vidas.
Entretanto, precisamos lidar:
Com sabedoria e discernimento,
Assim, amenizarmos as consequências.

Dádiva resplandecente


Há momentos,

Em que corremos o risco –
De falhar.
Não somente em atitudes,
Como também o corpo.

Por isso, possuímos a necessidade,
De pararmos um pouco –
Em nossa correria diária.
Poupar os pensamentos,
Daquilo que não faz bem –
E não acrescenta em nada,
Na vida.

O futuro é algo extraordinário,
Que precisamos nos fazer presente –
Para apreciar cada momento,
Em pleno deleite.

Embora a atmosfera,
Apresenta-se sombria –
Em tempos atuais.
A dissonância,
Aqui equivale de ações.
As quais podemos ponderar os atos,
E acrescentar boas vibrações.

O cotidiano é fato consumado,
E entrar em desespero –
Não levará ninguém a lugar algum.
Mantermos sãos –
É o melhor que possamos realizar,
Não deixando nós afligir –
Com os acontecimentos.

As surpresas se apresentarão,
No momento propício.
Quando deverá acontecer a transformação,
Quando a renovação se dará por completo.
Ainda temos e teremos muito para viver –
Como consequência – Aprender,
Fluindo a dádiva resplandecente.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

(De)composição

 


A vida deu uma cessada...

Um slow na correria do dia a dia.

Coisas importantes foram adiadas, deixando em seu lugar o que é primordial –

Valores que há muito tempo foram deixados de lado –

Impondo-nos a um retrocesso.

Os dias corriam velozes...

Não dávamos conta  dos acontecimentos em nossa volta, emoldurados pelo egoísmo.

Os momentos simples perderam o seu contexto e deixados de lado.

Nunca tínhamos tempo de olhar para o próximo.

Não possuíamos  essa percepção e nem sequer percebíamos  o nosso erro...

O que é essencial.

Quando de um momento para o outro, tudo mudou!

Parecíamos tão distantes e blindados da ameaça.

Mas sem ser convidado o terrível mal se aproximou, provocando uma reviravolta e nos colocando em nossos devidos lugares.

O que mais precisamos para continuar trilhando o caminho da sobrevivência é procurar nos mantermos moldados com o espírito da solidariedade.

O ser humano está mostrando mais afeto para com o próximo...

Estávamos acostumados com a correria –

No processo interminável de produzir –

Com a escassez do tempo para realizarmos coisas mínimas.

Agora não sabemos o que fazer com o tempo que nos sobra.

Infelizmente existem aqueles, que não são poucos, que não estão nem aí, não estão acreditando na dura realidade que nos cerca, neste momento de crise. E que de um momento o jogo pode virar -

O que é felicidade passa a ser tristeza.

Enquanto, famílias choram por seus entes queridos, que não tem nem a chance remota de uma despedida, estão em meio às comemorações.

O tempo é de reclusão...

O mesmo tempo de reavaliarmos as nossas ações.

Estamos envoltos numa cortina de fumaça, em meio à uma guerra, lutando contra um inimigo invisível, que dissemina o caos em sua volta -

E é algo tão contraditório!

Anos atrás, lutávamos em meio à mísseis e bombas nucleares.

De repente, a natureza se volta contra nós, mostrando-se implacável, já que nesta guerra, ela não decide em qual país irá contra atacar.

A sua arma é pequena e eficaz, usando o próprio ser humano como fio condutor em sua devastação.

E para acabarmos com essa ameaça só há um caminho: A união de todos os povos usando e usufruindo de conhecimentos adquiridos durante a crise em prol de um mesmo intuito, o que seja de salvar vidas.

Para haver essa unificação, todos deverão estar em uma mesma sintonia vibratória, independente de sua raça, credo, cor ou religião.

Mortes serão inevitáveis –

O aprendizado ficará.

Cabe a cada um fazer a sua parte –

Neste período é necessário a união.

Em meio à (de)composição.


Dilúvio


Flui uma água turva,

Diante dessa realidade,

Uma vida inteira pela frente –

Cessada pelo acaso da crueldade.


Tragédia anunciada em meio ao caos,

Completa infelicidade,

Represou o rio perene –

A alma segue em direção à Naos.


O silêncio e a sua reflexão

 


O silêncio é uma porta aberta para a reflexão,

Que vai nos invadindo...

Tomando conta do seu espaço quando se faz presente.

Ao fecharmos os nossos olhos...

É o elemento principal para o nosso autorreconhecimento.

Muitos dizem que estar sozinho é permanecer em completa solidão.

Eu já digo que é um momento de estar em paz.

***

Estar sozinho...

Talvez seja um presente...

Que o universo conspirou para que ele pudesse existir.

Uma chance de fazer você enxergar o o que está a um palmo a frente do seu nariz.

***

Em tempos atuais, somos movidos pela correria do dia a dia, em uma sociedade que não te deixa respirar. Que em horas tranquilas de folga, obriga-te a permanecer conectado, postando o que faz e o que deixa de fazer.

Ao que me parece, somos condicionados a tomar este tipo de atitude. E quem não segue essa linha, revelando-se contra ao sistema, nem sempre é bem aceito.

Não estou condenando este tipo de comportamento, tenho as minhas redes sociais e que, muitos já perceberam, passo vinte e quatro horas conectada, porém, nem sempre estou on line com o aparelho celular.

Pois há momentos que tenho a necessidade de conectar comigo mesmo, condensando os meus pensamentos... Procurando inspirações para os meus próximos escritos.

O silêncio...

É observar o comportamento humano...

É refletir sobre atitudes alheias...

Isso compete na formação de nosso caráter.

Demonstrando e aprendendo  o que desejamos e o que não queremos para si.

Cabe a nós o uso sadio do nosso livre arbítrio.

E o silêncio...

A reflexão...

É o caminho mais correto para o nosso aprendizado...

Sem precisarmos de atalho!


Majestade

 


Eu posso estar morrendo –

Mas nunca me verás chorar.

Sou Mulher...

Forte em minha essência.


Busco o que é melhor –

Acredito na resiliência.

A tempestade,

Pode ser maior –

Do que a dor.

Passo por ela –

Com louvor,

Sou majestade!