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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Sanguessugas


A fúria –
Entorpece os sentidos.
Como desbravar –
Novo mundo,
Com os punhos –
Os pés –
Acorrentados?

A revolta,
Rasgando na carne.
Cor de carmim,
Devotada.
Santa Imaculada,
Vertendo veios –
De sangue.

Açoites –
Dilacerando o corpo.
Atitudes imorais,
Velhas políticas.

Nada renovado,
No céu azul.
Torna-se cinzento,
Sobre as nossas cabeças.

Jogo desigual,
Não encaixam as peças.
Políticos corruptos,
Entregando-se às trapaças.
Como sanguessugas,
Agem feita traças –
Corroendo a constituição.
Deixando em frangalhos,
A população.

Os anjos caídos,
Ao contrário do retrato –
Configurado.
A demonstração:
Pela igreja –
Somos manipulados.
(Nem todos!)

A humanidade –
É um mistério,
Muitos tentam decifra-lo.
Enigmas sempre presentes,
Neste caos.
Atordoando-nos –
Um prato cheio –
Para tentar nos enganar.

Na involução,
Caminhando à passos longos.
Acelerados –
Como o mal caratismo.
Crenças e seitas –
Fanatismos,
Tentando colocar a ordem,
Mascarando os objetivos.
Desordem –
O desamparo.

Estado prepotente,
Tratando os demais;
Sem alguma pena,
A não ser a da morte.
Seja de qual jeito for,
Na intolerância de atitudes.
Ou nas mãos do capataz,
Em pleno século XXI.
Não há remorso,
Algo que o detenha.

Amanhã –
Pode ser qualquer um.
Na livre estatística,
Não há objeção.
Seguindo a condição,
Incontáveis são os números -
Não existe o mínimo.

Quanto menos –
Mais para os seus bolsos.
Mundo cruel –
Dotado de superficialidade.

Racismo (ciclo vicioso)

 


Qual o valor de uma vida?
Está de acordo com o seu tom de pele?
Quanto mais melanina –
Possui a menor cotação?

Racismos –
Preconceitos –
Estampados pela vitrine,
Promovendo o caos.
Crimes a céu aberto,
Em plena luz do dia.
Um ciclo vicioso –
Será que terá fim?

Posso ter a pele branca,
Mas já presenciei –
Tamanho disparate.
Rasgando na alma –
Dos irmãos.
Pessoas sem noção,
Julgam-se superiores.
(Vai tomar no...)
Cambada de mal feitores.

Não compactuo –
Com tal desmazelo.
O sangue de antepassados,
Grita na essência.
Injustiça andando de mãos dadas,
Com quem deveria zelar.

Jogados às traças,
Na batalha campal –
Pela sobrevivência.
Uma guerra desigual,
Travando a luta cotidiana.

Quem é que fomenta,
Todo esse mal?
Incentivando:
O ódio e o rancor.
Na escassez de alimentos,
Até quando existirão:
Estes momentos?

Por onde andará o amor?
Pessoas desvalidas –
Julgadas pela falta de oportunidades.

No presente -
Vislumbro um amanhecer diferente,
Refazendo todo o sentido –
Com o respaldo para a paz.
Desvanecendo a dualidade,
Tratando-nos com igualdade -
Desmistificando resquícios de insatisfação.

A nobreza de nossos atos,
Fará com que tenhamos –
Impactos positivos.
Para que a nossa breve existência,
Não seja esquecida.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Consequências do descaso


Invisibilidade,
Segmento –
Compasso.

Dança translúcida,
Nuances de cores no céu.
Efeitos da aurora boreal?
Não!
Gases tóxicos –
Fomentando a poluição.

A humanidade –
Cada vez mais ameaçada.
Plantando –
Colherá a própria extinção.
Destruindo –
O que não construiu,
Com o poder da ignorância.
Não sobrará –
Alma viva neste chão.

Os dias estão passando rápido,
Não percebemos os anos se findarem –
Em meio à tanta correria.
O que era simples,
Perdeu o seu valor.
O que sobra:
Meros devaneios de riquezas –
E desamor.

Os pobres animais indefesos,
Pagando muito caro –
Com as próprias vidas.
Um sofrimento –
Enxergado por poucos,
Negligenciado pela maioria.

O que vale:
É o ter –
O obter –
A qualquer custo.
Não importa o quanto caro,
Isso valha.
Não pensando:
Em suas consequências.
Estás serão cobradas,
E não tardará para tal momento.

Haverá um grande evento,
O apocalipse,
Preparado estrategicamente.
A Mãe Natureza –
Derramará toda a sua fúria,
Naqueles que a devastam.
Para expulsar –
A raça mais impiedosa:
Que somos nós –
Os seres humanos.

Não adiantarão:
O choro –
Os pedidos de clemência.

Somente desse modo –
A beleza reinará.

Jogos de interesses


Em queda livre,
Caindo em imenso buraco –
Sem fim.

Guerras modernas –
Trapaças –
Malefícios de uma época obscura.

O progresso –
Deu lugar a involução.
Seres humanos –
Digladiando-se:
Cabo de guerra,
Ambição,
Velhas práticas.
Não fogem às estatísticas,
Fomentando o ódio e o rancor.

Nações –
Jogos de interesses.
Seguindo o rito de sórdidos fetiches,
No tabuleiro,
Permanecem as regras,
De quem tem mais dinheiro –
Para esbanjar.
Demonstração do poderio bélico,
Enquanto, crianças choram de fome –
Quase sem forças,
Desnutridas -
Não há o amparo.

O Estado,
Resume-se a cabide de empregos –
Oprimindo os cidadãos.
Crucificando-os:
Por crimes não cometidos.
A população –
Em chagas abertas.
O rombo flamejante,
Em seus estômagos.

De onde vem o perigo?
Ameaças do país vizinho?
Ou de quem compartilha da igual Pátria?

Não é a mesma que nos pariu!

Rejeitados –
Julgados –
Por parecermos menos.
Menor poder aquisitivo,
Versus –
Com o maior poder de compra.
Na falta de sutileza -
Na superficialidade do capitalismo.

Retirante do pedaço de chão servil,
Sotaques que se complementam.
Pobres –
Favelados –
Unidos pela mesma vontade:
Pedacinho de terra,
Ou emprego que o sustente -
Sem a ameaça da violência.
Com o direito de ir e vir –
Na paz.

Em queda livre,
Caindo em um imenso buraco –
Sem fim.

Em dias à fio,
Na inconstância dos acontecimentos.
O que nos reserva,
O amanhecer seguinte?
Isso é, se ele virá –
Se não for interrompido,
Por uma fatalidade.
Ou pela covardia,
Na eminência de qualquer ataque,
Pelo meio do caminho.
Pondera, a crueldade,
Em desalinho.

Desolados –
Passo a passo.
Numa mesma direção:
Na luta –
Na labuta,
Fervorosa em meio a desolação.

A energia –
Transmutando-se –
Entre um embate ou outro,
Na resiliência.
Às vezes, sem um pingo –
De paciência.
A sinergia –
Em compasso,
Reerguendo,
Buscando sobressair –
Do íntimo do nosso ser.

Em queda livre –
Nunca desistindo.
De pé –
Ou de joelhos,
É outro dia.
Olhar fixo,
Em frente ao espelho.
Na esperança da reviravolta,
Quem sabe, o tempo ainda não acabou,
E essa jogada, possamos reverter.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Percepção interdimensional

 


Cada um vive a realidade que lhe condiz,
De acordo com a sua percepção -
Correta ou não.
O ser humano sofre a pressão,
Sobre a sua cabeça a polarização.

Há quantos lados neste entrevero?
Quem dorme tranquilo,
Com a consciência no travesseiro?

Brigas –
Manipulação –
Falsas notícias –
Difamação –
Julgam-se o certo.

A religião na miscelânea,
Com atos políticos –
Uma imagem distorcida.
Neste balaio de gatos,
Quem é o incorreto?

Nunca se saberá,
Em julgamentos –
Puxando a sardinha para si.
Mostrando –
Apontando os erros alheios.

Olhando fixo para o espelho,
Na tentativa –
De não tentar se transparecer.

Nada fica encoberto,
A verdade vem com o tempo.
Quando não houver mais remédio,
De se reverter este quadro.

No meio de efêmera utopia,
Permanecem o que mais sofrem.
Pessoas que nada têm,
Ajeitam-se na luta –
Pela sobrevivência.

O Estado –
Em total covardia,
Quanto ao escárnio.
Somos obrigados –
A tolerar.

A vida –
É cheia de altos e baixos.
O futuro demonstrará,
De fato, quem é o detentor –
Da sonhada razão.

A soberania –
A resiliência –
É maior do que todo o poder,
Que subjugam na face da Terra.

A ambição –
É a pior droga de uma sociedade,
Injusta com os seus.

Aura energética


Possuo a minha –
Ancestralidade,
A genética,
A essência,
O que me fazem ser,
O que sou de verdade.

O poder primordial,
Na contramão do destino –
Contradição de argumentos,
Perspicaz no discernimento.

A intuição,
A carga avassaladora –
Espiritual.
O enleio –
A sobrevivência das demandas,
No mundo atual.

Nem todos se encontram,
Ou estarão evoluídos.
A expansão da consciência,
Se dá gradativamente.
Por mais que nos desempenhamos,
Não é fácil chegarmos –
Aos cem por cento,
É uma incógnita a mente.
O ser humano não é perfeito,
Mas também desconhece –
A sua própria força.

Trago marcas do tempo,
Visíveis no corpo.
Também as cicatrizes,
Invisíveis na alma.
Notáveis com a sensibilidade,
Um olhar diferenciado dos demais.

A consciência desenvolvida,
É a maior riqueza –
Que algum dia,
Poderemos obter.
Não é acumulando bens,
E sim, de caráter amplo.
Não mais complexo,
Desvanecendo o contexto –
Totalmente fora de nexo.

Respiro fundo –
Ato profundo –
Observando cada cantinho,
Do recôndito,
De meu interior.
Conhecendo-me –
Reconhecendo-me –
Em meus antepassados,
No desejo de visualizar –
A forma física terrena.
O grau de evolução,
Faz-se presente.
Mas sentir a aura energética,
É maior do que está sensação.

Talvez escrever –
Expande o recurso da canalização.
Possa ser um caminho,
O qual exista a conexão.
O religar – O sobrenatural,
Fazendo-me de seu instrumento.
Traçando cada linha,
Nas entrelinhas –
Da intuição.

Se sou eu ou não que escrevo,
O mais importante é criar o elo.
Construir uma ponte –
Entre as dimensões.
Levando-nos a aprendizagem –
Com que possamos ser melhores,
Do que os esboços tracejados –
Por indivíduos em involução.

Observar os acontecimentos ao redor -
Com a clareza da luz,
É o primeiro passo.
Em busca de uma revolução carnal,
Transformando-nos em seres –
Veemente a racionais.

O Planeta Terra – A grande morada,
A Natureza – A grande Mãe Universal,
Presenteia-nos:
Com a sua sabedoria –
E exuberância,
Enquanto, destruímos -
Devastando as grandes riquezas.
Porém, chegará um momento,
Em que a sua benevolência –
Voltar-se-á contra nós.
Não haverá tempo para arrependimentos,
Será tarde demais para a humanidade.

sábado, 29 de janeiro de 2022

Invisibilidade (fome)

 


Desigualdade social:
Fome –
Violência –
Falta de empregos –
Em perigo a saúde.
O Estado da invisibilidade,
Do descaso e abandono.

Muitas das vezes,
Roncando o estômago.
Pessoas sujeitas –
À falta de sorte,
Na casa ao lado –
Em silêncio.
Por ora, não –
Chorando estão as crianças.

Quem se compadece?
A tormenta à espreita,
Quem virá ao refúgio?

Não mais casos isolados,
Em pleno século XXI –
Na transparência da miséria,
Em meio a pandemia.
Muitos são os medos,
Na incerteza do dia de amanhã –
Pagando os seus pecados?

Os ricos cada vez mais ricos,
Esbanjando riquezas e bens.
Os menos favorecidos –
Sem alguma oportunidade.
Diferentes cores de peles,
Paleta multicolorida –
Criação de Deus.
Em busca do mesmo propósito,
O de se manter são e vivos –
Diante da realidade vil e cruel,
Desde o início, igual conceito.

Na distopia de dias atuais,
Que transcende a dor,
Rasgando na carne.
Mães sem saberem –
Como alimentarão os filhos.
Na insanidade:
“Quem pariu os seus,
Que os embalem.”

Se vivêssemos em uma sociedade,
Mais humana –
Muita dor e sofrimento,
Seriam amenizados.

Porém, impera o egoísmo,
À olhos vistos.
Tão insignificantes –
Quanto aos desmazelos de alguns.
Intitulam-se cristãos,
E não se compadecem,
Com o triste olhar –
Da fome.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Essência viva


Fora de cogitação –
Essa de ser o que os outros desejam.
A maturidade afetiva,
Principalmente, a mental –
Não permitem tal disparate.

Não é pelo orgulho –
Muito pelo contrário:
Manter a essência viva –
E, não cativa de pessoas,
Que pensam somente em si.

Ofendem –
Humilham –
Escravizam –
Tortura –
Violência física –
Também psicológica.

A resiliência –
Construída pouco a pouco,
Como cada tijolo colocado –
Diante de acontecimentos confusos.

Nenhuma alma viva ao lado,
Presentes –
Somente os Espíritos de Luz.
Conduzindo-me –
Condicionando-me,
Por onde deveria seguir.

Confiei –
Confio –
Diante das adversidades.

O ser humano –
Depende do outro para se desenvolver.
Mas quando este se mostra egoísta,
É melhor lhe deixar de lado.

Possuímos a necessidade:
Do crescimento,
Do desenvolvimento.
E não nos diminuirmos.

A incapacidade –
Deixa-nos fragilizados.
Permitido com que indivíduos inescrupulosos,
Obtenham vantagens,
Tirem proveito –
Neste momento.

Crescer –
Adquirindo uma expansão –
Como seres de bem,
Realizando o bom uso do livre arbítrio.
Bons frutos gerando,
Desencadeando –
Uma corrente forte do bem.
Não permitindo o mal prevalecer,
Assim –
É o paraíso –
Aqui na Terra.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sentimento genuíno


De onde vem a inspiração?
Tão imensurável e translúcida,
Em meus pensamentos.

Como se fosse outro ser,
Uma voz que ecoa –
Em minha mente,
Feito uma droga lícita,
Embriaga-me –
Entorpecendo aos sentidos.
Completa-me -
Intensamente e visceral.

Os movimentos de meus dedos,
Direcionando –
Traduzindo em letras,
Os sentimentos –
Os ensinamentos.

Só Deus sabe –
O tamanho da gratidão.
A satisfação,
Por momentos assim,
Como este:
A caneta –
Deslizando sobre o papel.
Feito mágica,
Marcando as impressões.

Talvez seja uma missão,
Ou o que quer que for.
Transparece uma alegria,
Um sentimento genuíno.

Não importa o que pensem,
As reclamações –
A não compreensão.

O fato de ser –
De que existo –
Estou viva.

Não tenho o receio,
De quanto tempo mais viverei.
A única certeza –
É a de continuar a escrever,
Até o dia que me for permitido –
Condicionando-me a este ato,
Que aprecio tanto.

Pois, é o meu grito de liberdade,
Diante da realidade ao redor.
A maneira como me expresso,
A religião –
O religar com outras dimensões.
Na tentativa –
De conhecer,
De compreender o ser humano.

Último suspiro

 


Algumas pessoas –
Vestem-se com um véu,
Tentando encobrir a realidade –
A qual sobrevivem.

Recriam subterfúgios,
Agarrando-se a tábua de salvação.
Ou seja, apoiam-se,
Em falsas muletas –
E/ou crenças,
Na tentativa de amenizar a dor.

A realidade em que vivemos,
Nem tão pouco condiz,
Com a verdade ao redor.

Os caminhos,
Não seguem em paralelos.
As mesmas estradas –
Convergem-se em encruzilhadas.

O livre arbítrio,
Não trás consequências –
Apenas para si.
Ele sempre sai atropelando,
Outras escolhas –
Vidas –
E sonhos.
Assassina expectativas,
Arrefecem perspectivas.

A resiliência,
Em dimensão distorcida.
Na incompetência de atos –
Descabidos,
Inúmeros são os pecados.

As engrenagens,
Giram de forma aleatória.
Numa contra dança,
Fora de compasso.
Sem ritmo –
Chão putrefado,
Superfície íngreme –
Exigindo maiores esforços.

A grande maioria,
Em desvantagem.
A menor parte covarde,
Deixando-a à quilômetros de distância –
Da linha de chegada.
À todo momento,
Passados para trás –
De pés descalços.

Os malefícios presente,
Rasgando na carne –
Sugando a nossa alma.
Mas nunca desistindo,
Até que ocorra –
O último suspiro.