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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Rastilho de pólvora


Uma época de confusão –

Espelha-se pela Terra o caos.

Intrigas e falsos clamores,

Correm à velocidade da luz –

Feito um rastilho de pólvora,

Pela internet,

Uma eminente explosão.

Um rastro de destruição –

Falsas acusações.


São tantos os erros,

Vidas perdidas.

Qual será a salvação,

Neste mundo de expiação?

Onde reinam a injustiça e a perseguição,

Sem alguma munição,

Ou respaldo de sobrevivência.


Vozes caladas pelo ódio,

Também a força –

Amordaçados pela violência.


Por mais que gritamos,

Nenhum resquício de esperança.

Resilientes –

Atolados até o pescoço,

Nessa lama.

De um governo a cada dia mais cruel,

Também omisso –

Negligenciando o próximo,

Sociedade servil.


Se existe uma luz no final do túnel,

Mostra-se cada vez mais distante.


É tão real a baixa energia –

Movimenta-se acinzentada,

Feito fumaça.

Sufocando –

Ceifando sonhos,

Às vezes, gera revolta.


Por quanto tempo mais?

A cada amanhecer,

Um misto de dor e agonia –

Dilacerando a alma.


O espírito se perde –

Por entre labirintos.

Manipulação:

Palavras fora de contexto,

Usurpando status.

Comportam-se como deuses,

De um país injusto.

Sem a devida preocupação –

Com os seus.

Sem o menor indício –

De dignidade.


domingo, 16 de janeiro de 2022

Pátria macabra


A humanidade mergulhada,

Escondendo-se na trincheira –

Aguardando, o melhor momento,

Para o contra ataque.

Espero que não tenha passado,

Neste Estado atrasado.


Desgastante Pátria macabra,

Não vale uma palavra,

Da qual foi e/ou é pronunciada.


Desmantelos –

Desmazelos –

Sem igual.

Impondo força,

Subterfúgios –

Artifícios.


Armam –

Manipulam –

Agem por conveniência.


Plantam mentiras,

Difamam –

Desfavorecem os inimigos.

Movimentam o caos,

Usam de sórdidas estratégias.


Quem pensa diferente,

Logo é posto de escanteio.

Atuam na surdina,

Atrás das cortinas.


Teatro macabro,

Sem dó e nem piedade.

Usam da força:

Matam –

Assassinam –

Aqueles que de seus atos discordam.


Silenciam –

Na tortura diária.

Asfixiam –

Usam de “sagradas” armas.

Perante aos olhos de Deus,

As mais profanas.

Não são à todos –

Quem eles pensam que enganam?


Oprimem –

Amordaçam –


Não contentes:

Matam-nos pouco a pouco.

Ceifando direitos,

Fomentando a fome.

Espalhando doenças,

As fake news.


Pronunciamento na televisão,

Mera formalidade.

Disseminando mentiras,

Ação inescrupulosa,

Enquanto vivem às nossas custas.

Enriquecem sem o suor no rosto,

Acumulam bens –

Com a dor alheia.



Teatro sórdido e macabro

 


Quem verdadeiramente somos?

Parece que vivemos numa dualidade,

De dimensões.

Com espectros se interligando entre si,

Na tonalidade de formas diferenciadas –

De pensamentos.

Onde por algumas questões,

O respeito não se dá.


Às vezes, não mais o adulto,

E sim, a criança no jardim da infância –

Que não aprendeu a compartilhar.

Claramente, o reflexo do egoísmo,

Em frente ao espelho.

Consagrando as horas com o narcisismo,

Tão descarado quanto as ações.


O retrato de um país incoerente,

Com a intragável justiça dos ricos.

Prega-se algo aos quatro ventos,

Ensaiando frases perfeitas.

Não causam nenhum impacto,

Mas que na verdade,

Soam e são interpretadas –

Com total desprezo.


Uma realidade nua e crua,

Estampada no olhar incrédulo –

De uma população sem o respaldo,

De um governo omisso e delinquente.


Observamos com atenção,

Um teatro sórdido e macabro –

O sangue vertendo –

Manchando mãos e a bandeira.

O massacre à olhos vistos,

Com o aval da injustiça.


Iguais a baratas tontas,

Correndo de um lado para o outro.

A população servil,

O acúmulo de riquezas –

Para quem?


sábado, 15 de janeiro de 2022

Descaso alheio


Praticamente dois anos –

Assombrados por um vírus mortal,

Dizimando vidas.

Não escolhendo a quem –

Acabando com sonhos.


Sujeitos a qualquer risco de intempéries,

Sem assistência – Negligenciados.

Proliferam os políticos desalmados,

Em causa própria.


A população vilipendiada –

Rasteja – Implora –

Por cuidados, saúde e comida.


A fome rasgando na alma,

A revolta cortando na carne.

Vítimas do descaso alheio.

Será que dormem tranquilos,

Com a consciência no travesseiro?


Enquanto, colhemos amargos frutos,

Pés descalços sobre as pedras –

Flagelo emocional.


Para quê tanta indignação?

Se no fim de tudo,

O que nos restam as migalhas.

Não mais sobre a mesa,

E sim, espalhadas,

No fétido chão da hipocrisia -

Que assola.

Ameaça invisível,

Pairando pelo ar.


Como sobreviveremos ao caos?


Uma sociedade sempre mais egoísta,

Um cabo de guerra,

Puxando a corda para si.

Vence quem for o mais forte,

Ou com a maior falha de caráter –

Para se obter um jogo sujo.


O quê mais esperar?

Senão sobreviver –

Um dia após o outro,

Até perecer.


Labuta sagrada


Autoflagelo –

A penitência pela sobrevivência.

Subjugado por parecer menos,

Julgado por não ser igual.

Feito a imagem e semelhança –

De seu criador.

Detentor se uma personalidade única,

Que o diferencia dos demais.


O ser humano –

É uma caixa de surpresas.

Talvez desenvolvido:

Para ser escravizado.

Ou quem sabe,

Torna-se uma grande explosão?

Em ataques eminentes,

À desordem, ou um ponto de combustão.

Uma mente, nem tão desvendada,

Agarrados aos devaneios fúteis.

Horas e horas a fio -

Jogadas fora, desperdiçada com nada,

Sem nenhuma conexão.


Há quem acredite no esplendor,

A beleza em harmonia.

Sem a escravidão da religião,

Que se apodera das mentes mais fracas.

É necessário a expansão –

A equalização –

Sobrevivemos do caos.


A Terra em desiquilíbrio,

A ordem para espalhar o mal –

E desfazer qualquer resquício de vida.


Mas existem aqueles que lutam,

Para a derrota do mesmo.

Doando-se –

Dando a cara para bater.

Sacrificando-se –

A luta –

Na labuta sagrada.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Eu acredito

 


Quero volitar pelo espaço...

Transmutar o desejo na ânsia –

Nada volátil.

No vento que entra pela janela...

E em meus sentimentos causa um tamanho rebuliço.

Não compreendo o motivo de ainda continuar em um lugar aonde tudo é invisível, menos a maldade alheia.

O narcisismo impregnado em suas entranhas.

Cadê a empatia?

O verdadeiro sentimento para com o próximo,

Estão muito ocupados para enxergar qualquer resquício de gratidão.

Envolvidos em suas verdades que julgam serem verdadeiras.

Eu acredito na luz que me guia -

Nós bons sentimentos que rodeiam a minha alma, sendo meu poderoso escudo.

A minha proteção!

É na luz infinita que alcança além das dimensões –

Que me desperta.

Por mais que a luta seja injusta –

Acredito que preciso caminhar.

Mesmo que haja a dor, não deixarei transparecer.

Por mais que haja o amanhecer impossível de se levantar,

EU CREIO...

EU ACREDITO...

Que não e nunca estarei sozinha,

O amor próprio existe!

E principalmente por parte daqueles que mesmo  de longe olham por mim.

EU ACREDITO!!!


Quimera


Uma sombra surgiu 

Uma nuvem negra em pleno dia ensolarado pairava no ar –

Precisamente sobre a sua cabeça.

Por que aquilo tudo estaria acontecendo?

Por mais que tentasse buscar respostas, no fundo sabia que elas não apareceriam.

Algo fazia com que tivesse a certeza de que tudo seria em vão -

Mas até quando?

***

Sem saber o que aguardaria o seu futuro –

Amanheceu outro dia repleta de dor.

As suas mãos e pés adormecidos,

No entanto, a angústia que mais a incomodava, era a da alma.

Como poderia escrever naquela situação?

A sua mente ansiava por horas de escrita, porém, o seu corpo não correspondia com as suas expectativas.

E, em seu desespero infinito, sentou-se no sofá, procurando relaxar na tentativa de fazer tudo a ser como antes.

Os sintomas não cessavam, apenas minimizavam e a entorpeciam. Enquanto a sua imaginação a levava para lugares antes nunca desbravados, continuava a sua sina.

Conhecia novas pessoas -

Reencontrava-se com outras -

Aquela vida jamais se parecia com a dela, sem graça na vida real.

Como era bom sentar em um parque da cidade e ficar vislumbrando a altivez das árvores,

De quantas histórias elas haviam sido testemunhas? E por quantas tempestades haviam passado até surgirem os primeiros raios de sol?

Ela continuava divagando pela imensidão de seus pensamentos.

Ouvia o canto dos pássaros -

Apreciava as borboletas voando -

Podia até sentir o aroma das flores,

O perfume da grama exalando vida em sua essência.

Naquele instante estava aonde queria estar: Envolta à natureza.

Ali sim era o seu lugar!

Havia uma conexão -

Uma razão de ser -

Principalmente um motivo para existir. 

Não na realidade sobrevivendo de um modo frio.

Essa não era ela,

Na vil crueldade não existe a coesão.

***

Por sua mente divagava,

De olhos cerrados –

Fechando as janelas para o mundo exterior.

Dentro de si, poderia ser quem desejasse -

Viajar por lugares distantes.

Permanecer o tempo que quisesse embrulhada em um manto de estrelas. 

Compartilhando o seu deleite com quem convidasse, e não com intrusos que sugam a sua energia e sua aura.

***

Às vezes, o mundo -

Ou melhor, algumas pessoas não são da maneira que desejamos.

Infelizmente somos feridos e magoados -

E se deixarmos causam danos em nossa alma.

Mas o que ela aprendeu -

É que não pode deixar pequenas decepções tire o brilho de sua aura.

Mesmo ferida,

Um tanto quanto machucada.

Persegue um sonho distante, fazendo com que o mundo seja mais colorido, feito a natureza em seu mundo interior.


Sou poetisa

     
    Altos e baixos -

    Neste lugar não me encaixo.

    Na vertente que me abastece,
    Um ar perene - Aquece.
    Dias de chuva,
    Que me deságuo.
    Caindo feito luva,
    Água turva -
    Instante ambíguo.

    A fênix perpetua a existência,
    Dores – A resiliência.
    O poder de ser forte,
    Recrio nuances.
    Galhardia em meu porte,
    Noção – Tenho dos pertences.
    Levanto – Ergo a cabeça -
    Luto - Com persistência.
    A esperança – Não pereça.

    Sou poetisa -
    Da vida – A pitonisa!

    quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

    Vírus mortal

     

     

    Cinzas no ar –
    Como poderemos respirar?
    A poluição –
    Invadindo os pulmões,
    Vírus mortal –
    Ameaçando à todos.

    O que serão dos sobreviventes?
    Políticos puxando a sardinha para o seu lado,
    Desejando uma fatia cada vez maior do bolo.

    Respirar –
    Sangrar –
    Rastejar –
    Oscilando nessa linha tênue e descompassada.

    Uma luta desigual pela sobrevivência,
    Onde o poder monetário –
    Vale mais do que uma vida.

    Até quando suportaremos as demandas,
    De um povo mesquinho e sem piedade?
    Priorizando lucros –
    Ceifando vidas.

    Para que falar?
    Se não querem nos ouvir
    O clamor de uma população,
    O ar rarefeito -
    A dor devastando os corpos.

    Para que ligar?
    Não é da família.
    Vivemos em uma dimensão paralela,
    Com toda a sociedade em colapso.

    A sobrevivência é apenas uma atmosfera,
    Coberta por cinzas, por circunstâncias –
    Por sentimentos vis – Mesquinhos.
    Onde a vida alheia não tem mais valor,
    Imperando a vontade própria.
    A vantagem de se manter sempre em frente,
    Principalmente, a cima de todos.
    Não importando o quanto de sofrimento,
    Isso possa causar.

    Só Deus para nos guiar –
    Em meio ao caos.


    quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

    Prelúdio


    Prelúdio –

    De um tempo que poderia ser bom.

    Mas o que vislumbra à nossa frente,

    É totalmente ao contrário.

    Depositamos esperanças –
    Em dias melhores.
    O que recebemos em troca:
    São apenas acusações,
    E dedos na cara.

    A humanidade vai se perdendo,
    Tornando-se mesquinha –
    Esfriando os sentimentos.

    Há a perseverança –
    Daqueles que acreditam,
    Na consciência desperta.
    Os atos colocando à prova,
    Expondo a cara para bater –
    Nós momentos de luta.

    Na constância infinita,
    Palavras são puramente vazias.
    Se as atitudes –
    Não demonstram o contrário.
    Na inércia de julgamentos,
    E jogos de interesses.

    Tudo não passa de uma falácia,
    Em dimensões que se conectam –
    Com a terceira,
    A qual vivenciamos.

    O ser humano,
    É posto à prova a todo momento.
    Colocando em cheque mate,
    O seu livre arbítrio –
    Cabe a cada um, a ponderação.

    Ninguém é insubstituível,
    Existem energias –
    Que se condensam.
    E de uma maneira ou de outra,
    Retornam para nova missão:
    A de aprender,
    De fazer corrigir,
    A de direcionar.
    E levar os outros a enxergarem,
    O que antes não conseguiam.

    O ensinamento –
    O aprendizado diário –
    É a porta para o discernimento.
    A fim, de evitar,
    Os iguais erros.