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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Em meio à multidão

 


Contando as horas,
Vislumbro o céu –
A melhor hora.

Face a face com o sobrenatural,
Não posso esperar muito –
Dos meus semelhantes.
Não há o acolhimento,
Atmosfera cinza e disforme.
O vento gélido,
Batendo nos meus cabelos –
Sentindo o ar quente da maldição.
Controvérsias tenebrosas –
A escuridão.

Não há outra solução,
Senão esperar o passar do tempo.
Revelam-me o que é verdadeiro,
No descontrole total.
Na dor que dilacera o corpo,
A alma na busca pela transmutação.
Não espelhando-se –
No que há de mal.

De mãos atadas –
De pés amarrados –
Sem alguma convicção.

Olhe-me!
Preste atenção!

O semblante emoldurado pelo desprezo,
Qual foi o crime cometido –
Na esperança de dias melhores?

Nas profundezas do âmago,
Há o zelo por aqueles que se foram.
E outros mais, que ainda irão.
Pela falta de afeto,
Pela incompatibilidade de compaixão.

Criaturas vistas como números,
De uma possível estatística.
Triste fim –
Não há mais o progresso,
Zerada a empatia.
O ser humano perdendo a essência,
Na luta contra o mal – Perdendo.
Nenhum movimento crístico,
Somo apenas mais um –
Em meio à multidão.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Egocentrismo

 


Manifesto o ato da sublimação,
Permanecendo na benevolência.
Chegará um momento,
Em que não será mais possível –
Continuar tentando,
Em algo que não deu certo.

Será que somos merecedores –
Por tal dádiva:
Usufruir da Terra –
E continuarmos com a devastação?

O ser humano –
É dependente do oxigênio,
Matéria-prima da vida.

Mas em nome do tal “progresso”,
Pouco a pouco –
Estamos destruindo –
O viável meio de vida,
Visando apenas o lucro.
Concretando,
Derramando asfalto –
Não deixando a natureza respirar.

É necessário que haja:
O bom senso e/ou equilíbrio.
Nada é de imediato,
Levam-se anos –
Para atingirmos o objetivo.

Entre o ser e o ter –
É primordial o existir,
Não somente dessa geração –
Como das outras,
Que também virão.

Precisamos pensar a longo prazo,
Na equivalência do aprendizado –
E compartilhamento de experiências.

Somente quando há divisão,
Também existe o crescimento.
Não somente de uma cultura,
De um povo –
Mas de toda população mundial.

O egocentrismo é uma mácula,
Que mancha toda a sociedade.
Por isso, devemos ficar atentos,
Do mal que estamos espalhando.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Muito além da humanidade

 


A revolta tatuada na pele,
Revelam-me condições desiguais.
Olhos lacrimejantes,
Uma vontade flamejante –
De querer e não poder.

Com os pés presos,
Falsas algemas –
Dilacerando a essência.

O não reconhecimento,
Inegável rotina –
O dia a dia.
O passar das horas,
Observando o tic tac –
Do relógio em lentidão.

Breves são os elogios,
Contato com o mundo lá fora –
Soam poucos.
Com o sobrenatural,
Sentados no sofá da sala.
Revelam-me segredos,
Ao mundo real –
Inimagináveis.
Não dizem ao que vieram,
Se a uma missão –
Nenhum estardalhaço.
O que se faz no irreal,
Ninguém precisa saber.

Os segundos incontáveis,
Pingando lentos.
Na ampulheta –
Conta gotas,
No lugar da areia:
O sangue.

Não venha com esquemas ilusórios,
Tentando persuadir,
Uma aparência frágil.
O corpo talvez dilacerado,
A mente poderosa –
Capaz de distinguir as verdadeiras intenções,
Ler nas atitudes alheias.
Não caio facilmente –
Em infundadas teias.
Desarmando jogos -
Derrubando peças com um simples olhar,
Disparando argumentos,
Totalmente sob um novo prisma –
Os fundamentos.

A ação psíquica em alinhamento,
Com o que não se pode tocar.
Dimensões paralelas,
Ao meu mundo presente.

A brutalidade do espírito –
A sobrevivência,
Mesclando-se com a sensibilidade.

No ser desconexo,
Não surpreendo-me com as mentiras.
Aceita-se somente a verdade,
Universo transcendental.

Ao espírito psicodélico,
As nuances em perspectivas viscerais.
Do futuro depende a resiliência,
Escapando do caos.
Existente conceito de identidade,
Muito além da humanidade.
Linhagens galáticas – Primordiais.

Ato de sublimação

Olho-me;
Através dos meus olhos,
O que posso contemplar –
Senão a imensidão?

O espaço terreno ao redor,
Talvez seja apenas uma ilusão.
Fazendo parte –
Daquilo que desejamos:
Permanecer em paz.
Contemplando a beleza ,
Oferecida pela natureza –
Em tudo o que se apraz.

O que aprendemos desde cedo,
Que nem tudo é perfeito.
Nem todos os seres humanos,
Compactuam de igual vontade –
Impedindo a admiração.

O alto ego se inflama, queima e destrói –
Onde põe a mão.
Aniquilando qualquer resquício de vida.

Em meu interior –
Contemplo o real potencial.
Imaginando o verde,
Em seu mais digno esplendor.
Voando pelas matas coloridas,
Miscelânea de flores e frutos.
Os pássaros com elegância –
As melodias cantarolando.

Qual será o nosso futuro,
Calcado em desinformações?
A autocrítica correndo pelas veias,
Como uma droga que se tornou lícita.
Viciando os ignorantes –
Com pré-julgamentos infundados.

A livre espontaneidade –
A leveza de pensamentos –
Isto é lembranças de anos atrás.
Não fazem mais parte do cotidiano,
Antes a ditadura velada nas entrelinhas –
Cada vez mais dá as suas caras,
As nossas para bater.

Aniquilar –
Julgar –
Submeter –
Fazemos parte de sórdidos planos.

Sofrendo o retrocesso,
Não existe mais o progresso.
Impondo uma mordaça em nossas bocas,
Asfixiando-nos –
Excluindo o nosso direito de fala.

O desejo de fluir –
De ir mais além –
Vão de encontro às suas atrocidades.

Vários países,
Várias formas de escravizar
A população mundial,
A mercê de seus desmandos.
Quando seremos colocados –
Em primeiro lugar?
Não somos nenhuma opção!

“Os poderosos” –
Seguem devastando as terras,
Que não são de uma minoria.

A maioria sofrendo com o caos,
Eternas vítimas –
Da agenda global.
Até quando aceitaremos,
De cabeças abaixadas –
Imperando o mal?

Caminhamos para a beira do abismo,
Sobrepondo-nos as artimanhas.
Na eminência de ataques –
Outra guerra mundial,
No meio de tantas outras.

Indivíduos de tantos países,
Vagando como zumbis –
De nação em nação.
Na busca de uma vida melhor,
Auto estado de flagelação.
Quem é que se importa?

Grandes homens “no poder”,
Pelos menos favorecidos –
Nada por fazer.

Enormes quantias,
Concentradas num mesmo lugar.
Famílias dizimadas pela fome,
Sem acesso ao básico.
Enquanto, poucos entorpecidos –
Pela gula.

Jogos de interesses,
Como numa partida de xadrez.
Colocando em riscos vidas alheias,
Quanto mais vai se ganhar,
Sem escrúpulos – Especula.

Olho-me;
Através dos meus olhos,
O que posso contemplar –
Senão a imensidão?

O espaço terreno ao redor,
Talvez seja apenas uma ilusão.
Fazendo parte –
Daquilo que desejamos:
Permanecer em paz.
Contemplando a beleza,
Oferecida pela natureza –
Em tudo o que se apraz.

O que possuímos de concreto,
É essa vontade de resiliência.
Não dependendo do Estado de direito,
Do poder público –
Ou de suas alusões.
Devemos realizar o que faz sentido,
Do nosso livre arbítrio –
Regidos pelas expectativas,
De acordo com as perspectivas –
Transmutação – Ato sublimação.

Bússola da ignorância

 


Desde o início dos tempos,
A humanidade vem desafiando –
O seu Criador.

A natureza veio antes,
E mesmo assim, não aprendemos –
Respeita-la,
Colocando-nos como princípio.

O que hoje acontece:
Os pequenos desastres, pequenas amostras,
São prenúncios do que pode vir acontecer.
Por isso, não devemos menosprezar,
Interferindo em seu curso natural.
Não há tecnologia para vence-la,
Ou conter o seu caminhar.
A única certeza, é de adaptarmos a sua realeza.

Porém, o ser humano foi moldado:
Para conquistar –
Obter riquezas –
Que vão além de seus gastos e necessidades.
No poder de massacrar:
Os que julgam inferiores às suas vontades.

Por estas, e outras razões –
Que o sobrenatural nunca é revelado.
A razão para que isso nunca aconteça,
É está triste mania de subjugar e ser superior.
Observamos isso, em pequenas comunidades,
Sempre há aqueles, que desejam ser mais do que são –
Impondo à força os seus comandos – Desmandos.

O mundo será um bom lugar,
Quando houver a união entre as nações.
Do contrário, será dizimado –
Em nome da ganância e pela fúria do poder.
O que vivenciamos hoje:
É uma seleção natural –
Moldada pela ignorância de seus governantes.

sábado, 8 de janeiro de 2022

Estado maquiado

 


Pessoas comuns –
Tratados como vassalos.
A maioria da população,
Sofrendo desse mal.

Em pleno século XXI,
Atentado à democracia.
Mentalidade de um país imperialista,
Fomentando-nos feito escravos.

A conquista de anos a fio de luta,
Vil derrocada,
Derramado sangue de inocentes.
Esvaindo-se –
Indo embora,
No lamacento regime –
Escoando pelo ralo.

Na mão do Estado,
A morte sempre à espreita.
Não se sabe a direção do disparo,
Pela mão da polícia ou não.
Nas guerras de facções,
Pelas costas sendo tramado.
No fechar das cortinas,
O caos se descortina.
Qual será a razão?

Aos mais interessados,
Tudo maquiado,
Num desmantelo de desespero.

Cidadãos sem direitos,
A pagar impostos –
Somente deveres.

Uma nação feita de políticos,
Sem discernimento –
Políticas públicas,
Visando abastecimento particular.
Escusos escrúpulos,
Fraudulento comportamentos.

No fim quem ganha,
Quem tem maior poder monetário.
Indignados sem justiça,
Fragilizados sem saúde,
Famigerados otários.

De uma maneira ou de outra,
Vistos com desdém.
Os seus bolsos –
Cheios de mantém.
Ao pobre trabalhador,
Nenhum valor incluso.
Corpos negros –
Observados como intrusos.

A democracia –
Clama no peito por supremacia.
Ameaçada –
Ajoelhada – Pedindo espaço.
A cada dia mais vilipendiada –
Caminhando à lentos passos.

Pensamentos falidos de direita,
O autoritarismo e podres raízes.
A liberdade pede licença em diretrizes,
O pavor não retornará.
Livre expressão de pensamentos,
Assim, ceifando as injustiças –
Arrefecendo os elos de suas premissas.
Abrandando a violência,
Refazendo uma nova Pátria.
Sem alguma ameaça,
Que assim seja – Aconteça.

Fuga do caos

 


Vagando pela noite –
O meu corpo inerte na cama,
Não me acorde.
Vislumbro trilhas e caminhos,
Sigo com convicção.
O que vou encontrar –
Eu não sei.
A única certeza:
Não posso ficar parada.
O destino é um ato de grandeza,
Nunca sabe o que vai encontrar.

Estou preparada para o novo,
Em um mesmo seguimento –
Humanos pela estrada?
Também não sei.

Na realidade a qual habito,
A vida estagnada por um fio.
Os sonhos –
Em outras dimensões,
Completam-me outros seres.
Percepções e alucinações,
Os anseios iguais aos deles.

A imaginação a fonte,
Discrepância da fertilidade.
Desejo outra realidade,
Onde não exista o caos.
Quem saiba, faça algum sentido,
A minha essência volita –
Por onde desejo estar.

A transmutação –
Arrefecendo a ansiedade,
Reverberando a felicidade.

Infelizmente, também me mostra –
O outro lado da moeda.
Em paralelos –
Pesadelos me atormentam.
É uma faca de dois gumes,
Morde e assopra.
Necessário e melhor remédio,
Exorcizam todos os meus fantasmas.

Para que em certo momento,
Possa viver o que sempre desejei –
Há muitos e muitos anos atrás.

Aqui na Terra –
Mais uma experiência.
Se cumpro ou não a minha missão,
Não é aqui que saberei.
As respostas se fazem muito além,
A pressa em saber não existe.
A alma está tranquila,
Esperando o momento da partida.

Transcendência da alma

 


Imaginação –
Mentalizando o poder da minha mente,
Posso vivenciar tudo aquilo que desejo.

A chuva caindo lá fora,
Presenteando-nos com a sua cascata cristalina.
Logo cedo –
No entorpecimento de meus sentidos.

A Grande Deusa – A Mãe – A Terra –
Fornece-nos  de tudo:
Alimentação e hidratação,
As necessidades mais básicas –
Indispensáveis.
Como podemos ser tão cruéis?
Ao ponto de destruí-la.

A minha conexão–
Vai além da percepção.
Colocando-me em transe,
Na perspicácia do meu destino.
O que está traçado,
Faz puro sentido –
Legitimamente em um todo.

O meu corpo reage,
Entra em transe –
Culminando na explosão da consciência.
A intuição firme e certeira,
É o meu guia –
Posso a transcendência na alma.

Às vezes, a realidade me faz desnorteada,
Nem sempre os acontecimentos –
Têm uma explicação.
Embora façamos com que seja transparente,
Talvez límpido,
Na esperança de dias melhores.

Igual transparência translúcida dos desejos,
Os anseios impregnados na essência –
Do bem querer –
Reverberando pelo âmago.
Possuímos a necessidade de datas -
De horas amenas,
Para que possamos viver novas experiências,
E ajudar quem mais precisa.
Assim como os outros,
E também a nós mesmos,
Sem sermos egoístas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Cada qual no seu lugar


Não existem contos de fadas –
A vida nem sempre é um mar de rosas.
Às vezes, apresenta-se de uma forma cruel,
Sem nenhum sentindo de compreensão.

Talvez porque a não enxergamos com clareza,
Por termos uma visão um tanto quanto deturpada –
Em desalinhos.
O poder de nada conseguir controlar –
Tudo aquilo que desejamos.

A imaginação segue fértil e necessária -
Abastecendo-nos com a sua riqueza sem par,
Na hipocrisia daqueles que não conseguem compreender.

À mercê de dilúvios  -
Que sem qualquer aviso,
Destrói tudo aquilo que um dia foi construído,
Com muito suor e lágrimas.

Infelizmente, a cada dia precisamos a aprender,
A lidar com situações que fogem do nosso alcance,
E/ou sobreviver a estes fatos,
Tornam-nos fortes.
Ao ponto de conseguir ultrapassar qualquer obstáculo.

A vida não foi feita para ser de provações,
Porém, o ser humano se julga maior do que as suas forças,
Desperdiçando energia aonde não convém.
Desafiando de maneira simples –
E até mesmo tão vil, o seu criador.

Na hierarquia desejando subverter,
As leis e diretrizes que imperam no Planeta Terra.
No entanto, de uma maneira ou de outra,
É lhe mostrando o seu devido lugar.

Ilusório sistema

 


É extremamente magnífico –
O quanto podemos ser livres em nossas mentes,
Desvinculando-nos das algemas as quais somos submetidos.
O ser humano com a sua capacidade de resiliência,
Capaz de reverter todo o mal que lhe é feito –
Com o espírito livre desaguando por onde deseja.

Religião –
É apenas uma prisão que lhe é imposta,
E, deixa a se sujeitar.

Eu prefiro a compreensão do extraordinário,
Que se expande por minha mente –
Impregnando o surreal em meu intimo raciocínio.

Não devemos dispensar o que se faz diferente,
São nas pequenas diferenças –
Que aprendemos a lidar com o respeito,
Com as grandes causas da humanidade.
Porém, não são todos os capacitados,
Para enxergar o sobrenatural –
Que se apresenta a sua volta.
É necessário um coração limpo de julgamentos,
E, principalmente, de falsos moralismos.

No entanto, estamos programados,
A lidar com o que é fútil.
Sem nos darmos conta da grandeza de nossas almas,
Ao ponto de revolucionar a humanidade.

Para que isso aconteça,
Possuímos a necessidade do redescobrimento –
De nosso potencial.
E excluir a dependência que nos fazem marchar,
Como bichos acuados.
Feito zumbis,
Condicionados ao abatedouro –
De uma sociedade civil,
Mascarada por seus esquemas,
Ilusório sistema.