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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Manhã de 16.06.12

 


Tantas coisas já se passaram -

Sem que eu saia deste lugar!

Tantos sonhos tão claramente almejados e outros tantos ensaiados em minha mente tão imensa quanto a minha própria imaginação desfocada.

Uma vez me avisaram:

- Não sonhe tão alto para não cair da cama!

Pergunto agora:

- Será que eles têm a razão?

Os meus pés estão no chão,

Mas a cabeça vaga a milhões, bilhões, trilhões... De quilômetros de altura.

Quero tanto para mim...

No entanto, não consigo sair deste lugar.

Dar a entender que estou presa... Finquei raízes.

E nem mesmo quando sonho dormindo, não consigo chegar aonde quero.

É igual ao sinônimo de pânico... De medo...

Uma completa insegurança , quando me bateu à volta de um bairro comercial, no qual fui buscar uma encomenda no correio. Já que por falta de segurança, certas mercadorias não são entregues na própria residência.

Este é o tão sonhado, anos 2.000, cercados por medos... Pela falta de segurança.

Insegurança total!

“Ano 2.00 era o futuro, 

Há pouco tempo atrás.”

Humberto Gessinger, em Túnel do tempo (cd Gessinger, Licks e Maltz).

Se alguém me perguntasse qual seria o meu desejo neste momento, será trabalhar sem lidar com certo tipo de publico.

É mais fácil trabalhar com papéis e tintas!

Na maioria das vezes, as pessoas são educadas. No entanto, as regras têm as suas exceções.

Algumas pessoas ao saírem de suas casas, deixam a educação trancafiada no fundo do armário.

A falta de educação e respeito são duas coisas que me irritam profundamente.

Já que comecei este texto falando sobre sonhos.

O meu maior sonho (pode até parecer meio contraditório) é trabalhar com o público... Lidar com ele de forma diferente: Tecendo meus textos. Ouvindo opiniões... Até mesmos as críticas, sejam elas construtivas ou desconstrutivas.

Ou quem sabe fazer um dueto com o grande gênio Humberto Gessinger.

Há algum tempo atrás, cheguei a expor meus textos em um site (Recanto das Letras), apesar de algumas criticas, foram bem aceitos, tomando uma notoriedade sem tamanho.

Isso é o que desejo fazer:

Escrever...

Levando mensagens positivas.

Entreter ao público.

Não me julgo a melhor escritora... O melhor autor. Apenas dou o que há em mim. Tenho o meu cunho pessoa, assim como todo bom escritor tem o seu.

Cada pessoa tem que acreditar no algo a mais que seja necessário para acrescentar na vida do outro...

Ninguém está aqui por acaso!

O acaso não existe!

Em tudo há uma razão para ser...

Para continua existindo!

Na vida existe um caminho e entre eles duas bifurcações: o certo e o errado.

Cabe a nós fazermos a escolha procurando, claro... Ir pelo caminho que nos leve a alcançar os sonhos... A vivermos bem, perante o propósito... A missão de cada um.


Mistura de pesamentos

 


Caminhando -

Quero não pensar.

Mas pensando -

Sem sair do lugar.


Observando pessoas ao meu redor,

Ainda por cima sou obrigada a inspirar à fumaça expelida de cigarros algumas delas.

Infelizmente todos nós somos fumantes: ativos e passivos,

Talvez seja uma ironia dizer que estou no grupo dos passivos.

Odeio fumaça... Principalmente as que saem de cigarros.

Para quê alimentar a poluição?

Para que fumar?

Se sabem que estão diminuindo algumas horas de suas vidas e, daqueles que fumas passivamente, assim como eu!


Quero não pensar,

Caminhando.

Mas continuo pensando,

No mesmo lugar.


Na vida que tenho -

Ou como ela poderia ser.

Fragmentos de livros que, no momento leio povoam meus pensamentos,

As personagens vão criando forma -

Adquirindo vida.

Será que Liesel existiu?

Será que Liesel foi como Anne Frank?

Ou será o oposto por ser uma alemã?  Por não ser judia?

Será que Liesel tem muito haver com Anne Frank?

Assim como ela (Anne Frank) tem muito de mim?

O barulho da famosa avenida desnorteia um pouco os meus pensamentos... Embaralhando-os feito cartas em um jogo viciados de azes marcados.

Os sons parecem chocalhos no cotidiano das pessoas que por ela transitam, sejam motorizados, em suas bicicletas ou simplesmente a pé.

Aqui estou eu!

Uma simples mortal -

Com inúmeras coisas a fazer e aqui perdendo o meu tempo escrevendo palavras que nunca saberei se serão lidas.

Embora abandonando um pouco a escrita por mera falta de tempo, os meus pensamentos continuarão borbulhando, fazendo a minha imaginação crescer de uma forma contundente e crescente a cada ato ocorrido.

Talvez não seja o tempo o grande vilão, porém, por ser uma pessoa só, como eu, tenha que cumprir inúmeras tarefas durante o dia, como cuidar da casa, preparar o almoço, ler um livro ou alguma coisa que me venha à mão, cuidar dos filhos, escrever, verificar se os gatos (dois) precisam de algo e ter mais um dia de trabalho. Afinal de contas, preciso ganhar algum dinheiro para sobreviver neste mundo capitalista.


Continuo pensando,

Não querendo pensar.

Caminhando,

No mesmo lugar.


Sei que, às vezes, bate-me uma inquietude,

E meus antigos e novos pensamentos tendem a lutar contra si mesmo... Em um eterno cabo de guerra, dividindo-se: Uma metade deseja a leitura... Já a outra metade deseja a escrita.

Isso é -

Quando o sono vem se apossar de meu corpo cansado,

Jaz de tanta labuta.


Às vésperas da guerra III

 


Preciso exorcizar todos os meus fantasmas -

Pois eles me perseguem há vários dias, principalmente deste a última madrugada de quarta-feira (20/06/12).

Quase todos se perguntam -

Alguns tolos fazem apostas de quando acontecerá... 

Em que ano se dará a terceira guerra mundial.

Para que isso?

Se já vivemos em nosso cotidiano uma guerra civil.

Com territórios demarcados por fronteiras invisíveis na cidade na qual vivemos.

Surgem vitimas inocentes à todo momento.

Como continuar vivendo?

Como ir e vir do trabalho sem alguma preocupação?

Ou não ter um ataque de ansiedade no meio do caminho?

Porém, quando penso que em minha própria casa estou em segurança.

Esta própria coitada fica escondida, embaixo da cama. 

Pois somos invadidos -

Violentados em nosso direito de ficar - De estar bem.



Fórmulas e regras


Não me pergunte as fórmulas,

Não as decorei.

Não queira saber sobre as regras nulas,

Eu não as encontrei.


Somente sei explicar,

Sobre aquilo que sei.

O que estudei,

E com os outros aprendi.


Não me peça para falar de intolerância,

Isso me causa ânsia.

Não quero estar no seu lugar,

Nada de metabolismo.

Chega de metafísica,

Prefiro a simplicidade.

Esta que me leva a felicidade,

Com todo o seu realismo.

Aonde foi parara a métrica?

Será que ela parou de respirar?


Pena que não todos,

Os que pensam nesse fim.

Bem que não poderiam ser assim,

Será que somos todos uns tolos?


Aquarela


Tudo se faz velho,

Quando olhamos através do espelho.

Mas repare bem,

Se olharmos com atenção.

A serenidade vem,

Junto com o passar do tempo.

Nada de revés,

Não há o contratempo -

Essa é a condição.


Borboletas voam pelo jardim,

Exibindo-se para mim.

Asas coloridas e abertas,

Posso avistar da janela.

Colorido de aquarela,

Faceiras, trigueiras e libertas.

Este é o ponto em que quero chegar,

Colocando-me em seu lugar.


Submissa ao mundo das Letras


Bem que queria saber as respostas para as perguntas sem explicações.

Porém, sou uma simples mortal com meus defeitos e com poucas qualidades.

Uma dessas pouquíssimas qualidades é ser adepta a escrita... 

Ser submissa ao mundo das letras.

Não sou e também não quero ser maior do que ninguém.

O que me prende aqui é a missão que tenho é o meu propósito ao que me prendo.

Não quero ser da maneira que gosto e sou.

Há algum tempo, não sei precisar o quanto, as pessoas terão ciência de quem de fato sou.

Conhecer-me-ão através de meus escritos, das memórias deixadas gravadas em folhas de papéis.

Não sei que juízo farão -

Entretanto, o que desejo não apenas para o futuro, mas no presente momento, é que as pessoas sejam melhores do que elas são.

Acredito em um futuro melhor -

Acredito em um mundo melhor,

Acredito em um novo lugar para se morar.


Inverno de almas

 


Os pensamentos que aqui os escrevo, fluem de uma mente puramente insana.

De alguém que deseja em seus momentos de loucura, estar bem consigo mesma.

Mas os dias estão mais densos, menos condensados ao meu propósito.

É inverno lá fora e, o frio teima em entrar pelas frestas das janelas como também pelas arestas de minha alma.

Só desejo que o mundo fosse menos egoísta e, que também as pessoas pensassem menos em si próprias.

Há tantas razões pendentes...

Há tantos, porém a serem resolvidos.

Não só o mundo, como também as pessoas são várias caixinhas de surpresa. Todos os dias que amanhecem e a nós é permitido abrir os olhos, também se faz necessário abrir os nossos corações para sabermos como o outro está.

Uffa!

Como viver se torna mais cansativo com o passar dos dias.

Sei que meu coração está leve.

Sinto que as coisas vão melhorar...

Fé em Deus!!!

E nos anjos protetores...

Dias melhores virão!

O inverno nas almas passará!


Ponto de interrogação

 

Quase tudo é um ponto de interrogação.

Em tudo o que faço -

Em algo que deixo por fazer.

Esta abstinência de pensamentos me consome,

Às vezes, falta o tesão, confesso.

Têm certas circunstancias que me levam ao marasmo,

A fome por aprender que se tornas insaciável, grita dentro de meu peito.

No momento sou igual a um robô, fazendo tudo mecanicamente, sem sentimento, sem a emoção, sem a motivação que se faz indispensável para toda e qualquer realização.

As engrenagens estão rangendo,

Falta o mínimo de óleo.

As peças com o tempo se fazem enferrujadas, tomadas pela corrosão,

Não sei se a lubrificação algum dia se dará um jeito, ou se resolverá a situação.

Às vezes, leva-me a crer que seja total perda de tempo,

É como se os remendos no velho cobertor, não adiantasse mais.

O frio supera todo e qualquer abrigo,

O calor é menos denso.

O inverno é intenso,

Então, vem a hipotermia.

A vida jaz,

A morte se faz presente.


Desligada


Estou muda,

Desligada do mundo.

Fora de conexão,

Há tempos -

Em outros distantes.

Seriam horas -

Passando devagar.

Seriam horas -

Que demoraria a divagar.


Estou gritando,

Ligada dentro de mim.

Preferindo as coisas,

Que gosto mais assim.

Do meu jeito,

Em minha maneira de ser.

Para me tornas aceita,

Não é necessário mudar.

As portas estão abertas,

Voo em pleno ar.



Máscaras

 


Uso minhas máscaras -

Eu sei.

Mas no momento oportuno,

Também, sei despi-las.

Tudo voa a favor do vento -

E não existe remédio melhor do que o tempo.

Tudo vai passar.