sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
Anos apocalípticos
Grão de poeira
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Algoz da vez
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Dois gumes
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
A nossa extinção
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Rastilho de pólvora
Uma época de confusão –
Espelha-se pela Terra o caos.
Intrigas e falsos clamores,
Correm à velocidade da luz –
Feito um rastilho de pólvora,
Pela internet,
Uma eminente explosão.
Um rastro de destruição –
Falsas acusações.
São tantos os erros,
Vidas perdidas.
Qual será a salvação,
Neste mundo de expiação?
Onde reinam a injustiça e a perseguição,
Sem alguma munição,
Ou respaldo de sobrevivência.
Vozes caladas pelo ódio,
Também a força –
Amordaçados pela violência.
Por mais que gritamos,
Nenhum resquício de esperança.
Resilientes –
Atolados até o pescoço,
Nessa lama.
De um governo a cada dia mais cruel,
Também omisso –
Negligenciando o próximo,
Sociedade servil.
Se existe uma luz no final do túnel,
Mostra-se cada vez mais distante.
É tão real a baixa energia –
Movimenta-se acinzentada,
Feito fumaça.
Sufocando –
Ceifando sonhos,
Às vezes, gera revolta.
Por quanto tempo mais?
A cada amanhecer,
Um misto de dor e agonia –
Dilacerando a alma.
O espírito se perde –
Por entre labirintos.
Manipulação:
Palavras fora de contexto,
Usurpando status.
Comportam-se como deuses,
De um país injusto.
Sem a devida preocupação –
Com os seus.
Sem o menor indício –
De dignidade.
domingo, 16 de janeiro de 2022
Pátria macabra
A humanidade mergulhada,
Escondendo-se na trincheira –
Aguardando, o melhor momento,
Para o contra ataque.
Espero que não tenha passado,
Neste Estado atrasado.
Desgastante Pátria macabra,
Não vale uma palavra,
Da qual foi e/ou é pronunciada.
Desmantelos –
Desmazelos –
Sem igual.
Impondo força,
Subterfúgios –
Artifícios.
Armam –
Manipulam –
Agem por conveniência.
Plantam mentiras,
Difamam –
Desfavorecem os inimigos.
Movimentam o caos,
Usam de sórdidas estratégias.
Quem pensa diferente,
Logo é posto de escanteio.
Atuam na surdina,
Atrás das cortinas.
Teatro macabro,
Sem dó e nem piedade.
Usam da força:
Matam –
Assassinam –
Aqueles que de seus atos discordam.
Silenciam –
Na tortura diária.
Asfixiam –
Usam de “sagradas” armas.
Perante aos olhos de Deus,
As mais profanas.
Não são à todos –
Quem eles pensam que enganam?
Oprimem –
Amordaçam –
Não contentes:
Matam-nos pouco a pouco.
Ceifando direitos,
Fomentando a fome.
Espalhando doenças,
As fake news.
Pronunciamento na televisão,
Mera formalidade.
Disseminando mentiras,
Ação inescrupulosa,
Enquanto vivem às nossas custas.
Enriquecem sem o suor no rosto,
Acumulam bens –
Com a dor alheia.
Teatro sórdido e macabro
Quem verdadeiramente somos?
Parece que vivemos numa dualidade,
De dimensões.
Com espectros se interligando entre si,
Na tonalidade de formas diferenciadas –
De pensamentos.
Onde por algumas questões,
O respeito não se dá.
Às vezes, não mais o adulto,
E sim, a criança no jardim da infância –
Que não aprendeu a compartilhar.
Claramente, o reflexo do egoísmo,
Em frente ao espelho.
Consagrando as horas com o narcisismo,
Tão descarado quanto as ações.
O retrato de um país incoerente,
Com a intragável justiça dos ricos.
Prega-se algo aos quatro ventos,
Ensaiando frases perfeitas.
Não causam nenhum impacto,
Mas que na verdade,
Soam e são interpretadas –
Com total desprezo.
Uma realidade nua e crua,
Estampada no olhar incrédulo –
De uma população sem o respaldo,
De um governo omisso e delinquente.
Observamos com atenção,
Um teatro sórdido e macabro –
O sangue vertendo –
Manchando mãos e a bandeira.
O massacre à olhos vistos,
Com o aval da injustiça.
Iguais a baratas tontas,
Correndo de um lado para o outro.
A população servil,
O acúmulo de riquezas –
Para quem?
sábado, 15 de janeiro de 2022
Descaso alheio
Praticamente dois anos –
Assombrados por um vírus mortal,
Dizimando vidas.
Não escolhendo a quem –
Acabando com sonhos.
Sujeitos a qualquer risco de intempéries,
Sem assistência – Negligenciados.
Proliferam os políticos desalmados,
Em causa própria.
A população vilipendiada –
Rasteja – Implora –
Por cuidados, saúde e comida.
A fome rasgando na alma,
A revolta cortando na carne.
Vítimas do descaso alheio.
Será que dormem tranquilos,
Com a consciência no travesseiro?
Enquanto, colhemos amargos frutos,
Pés descalços sobre as pedras –
Flagelo emocional.
Para quê tanta indignação?
Se no fim de tudo,
O que nos restam as migalhas.
Não mais sobre a mesa,
E sim, espalhadas,
No fétido chão da hipocrisia -
Que assola.
Ameaça invisível,
Pairando pelo ar.
Como sobreviveremos ao caos?
Uma sociedade sempre mais egoísta,
Um cabo de guerra,
Puxando a corda para si.
Vence quem for o mais forte,
Ou com a maior falha de caráter –
Para se obter um jogo sujo.
O quê mais esperar?
Senão sobreviver –
Um dia após o outro,
Até perecer.
Labuta sagrada
Autoflagelo –
A penitência pela sobrevivência.
Subjugado por parecer menos,
Julgado por não ser igual.
Feito a imagem e semelhança –
De seu criador.
Detentor se uma personalidade única,
Que o diferencia dos demais.
O ser humano –
É uma caixa de surpresas.
Talvez desenvolvido:
Para ser escravizado.
Ou quem sabe,
Torna-se uma grande explosão?
Em ataques eminentes,
À desordem, ou um ponto de combustão.
Uma mente, nem tão desvendada,
Agarrados aos devaneios fúteis.
Horas e horas a fio -
Jogadas fora, desperdiçada com nada,
Sem nenhuma conexão.
Há quem acredite no esplendor,
A beleza em harmonia.
Sem a escravidão da religião,
Que se apodera das mentes mais fracas.
É necessário a expansão –
A equalização –
Sobrevivemos do caos.
A Terra em desiquilíbrio,
A ordem para espalhar o mal –
E desfazer qualquer resquício de vida.
Mas existem aqueles que lutam,
Para a derrota do mesmo.
Doando-se –
Dando a cara para bater.
Sacrificando-se –
A luta –
Na labuta sagrada.