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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Anos apocalípticos


Sem algum precedente,
A destruição acontecendo em massa.
A mãe natureza chora –
O que estamos fazendo com o Planeta?

Visando apenas o imediatismo,
Em lucros cada vez mais exorbitantes.

Os recursos naturais –
Escassos –
Escassez de alimentos.
Animais em extinção –
Chegará o momento,
Em que também estaremos nesta lista.

Não adiantará chorar –
Diante do leite derramado,
O tempo perecerá.

Para quê a tecnologia de última ponta?
Se a água não mais fluirá –
Em suas nascentes.

Haverá apenas as cinzas –
O ar poluído espalhado pela atmosfera.
Um cenário caótico,
Pura destruição.

Imagina:
Uma terrível catástrofe – A guerra!
Países vizinhos em prontidão,
Na eminência do ataque –
Para impor o seu poder bélico.
Aniquilar a vida do inimigo,
Inúmeros civis.

Em um futuro,
Não muito próximo,
Promoverão a união,
Na luta pela sobrevivência.

Mas o que agora resta:
São alto egos arruinados pela ambição,
Com a única intenção de destruição.

Viveremos anos apocalípticos,
Na jornada pela resistência.
Chegará o instante,
De que o mínimo esforço,
De nada valerá a intenção.
Serão minutos perdidos,
Em meio a devastação.

O presente –
É o momento de revermos –
Novos e antigos planos.

Infelizmente, o que conta,
É a disputa pelo poder.
Entretanto, esquecemos que a natureza –
É uma força implacável,
Sem nenhuma piedade.

O homem só pensa:
Em desmatar –
Queimar –
Destruir –
Explorar –
Sem algum respeito,
Se acha livre no direito.

A cobrança um dia virá,
Como vem gradativamente –
O futuro, enfim,
No passado – Permanecerá.

Grão de poeira

 


Às vezes, é tão difícil imaginar,
O quanto tudo pode ser  imensurável.
A vastidão do Universo –
Os seus mistérios,
O que nos hipnotizam.
O que não foi explorado:
Por razões óbvias.

Os céus –
Com o reflexo dos oceanos,
Há uma conexão inimaginável.

O ser humano –
É apenas um grão de poeira,
Diante do esplendor,
O qual nos acompanha.

A força motriz –
Vital –
Para que se realize:
A  expansão –
O equilíbrio das energias.

Mas a humanidade,
Mostra-se cada vez mais caótica,
Diante dos fatos que acontecem.

Não há um aprendizado,
Que leve ao progresso.
Declinam-se às mesmices,
Seguindo ao contrário –
Do curso natural.
No retrocesso,
Culminando nos iguais erros –
Aqueles do passado.

Justificando-se pela ganância,
Impondo a força pelo poder –
Costumeiramente pelo cargo,
Que se tem ou se usurpa.

Quem deveria gerir –
Pensar no próximo,
É o primeiro a prover –
O seu próprio bem estar,
Não se importando:
Com a agonia que mantém.

Não há amor –
Existe apenas o egoísmo.
Promovendo:
A dor –
O sofrimento –
O caos.

A vida alheia não tem,
A devida importância.
Famílias inteiras,
São dizimadas.
Por uma fartura de arrogância,
Prepotência –
E falta de caráter.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Algoz da vez


As sombras –

A escuridão –
Querendo tomar conta,
Desejando se apossar:
Não somente de nossos corpos,
Como também de insanas mentes.
Alimentam-se de forma doentia,
Não há o mínimo de empatia,
Em plena covardia.

Eles preferem o desprezo,
A dor em sua forma mais lancinante.
Latejando na carne,
Fazendo jorrar o sangue.
Sem o menor escrúpulos,
Ingênua brincadeira infantil.
O sofrimento –
Queimando –
Dilacerando –
Entorpecimento ardil.

Os dias seguem em descompasso,
A ermo –
Pobres –
Favelados –
Descalços –
Sem eira e nem beira –
Nenhum pedaço de chão,
A melanina na pele, ou não.

Pelo cep –
A condenação.
Total subordinação,
Na intolerância de um governo desvalido.

Nas leis de um país violento,
Com a população desonesto.
Onde o que manda mais  –
É o dinheiro,
O poder aquisitivo notório.
Não importa de onde venha,
O ilusório se mantenha.

As palavras –
São jogadas ao vento.
O caráter de nada vale,
Quanto a falta dele,
Equivale milhões.

As atitudes desonestas,
O poder de persuasão.
Quem fala e age com a verdade,
Como prêmio:
Recebe a exclusão,
Ou uma sutil execução.

Em um lugar –
Onde se compactua com a desonestidade,
Para alcançar nefastos objetivos.
Na conivência de seus mal feitores,
Onde os imprevistos reinam –
Na competência da manipulação.

Na mão de quem estará a salvação?
O salvador da pátria –
Trazendo o alívio.
Ou estaremos sempre –
Nas mãos de algum algoz da vez?


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Dois gumes


Mais um dia da nossa jornada,
Vencido ou a ser.
Na luta constante pela sobrevivência –
Combatendo ao caos.
Na dissonante atmosfera,
Entorpecendo aos sentidos.

Moradores da periferia,
Sujeitos à covardia.
Se a pele for preta,
Mais um agravante –
Sem um mínimo de compaixão.

Na ponta da faca,
No fio de dois gumes.
Entre a cruz e a espada,
Desvencilhando-se.

Na resiliência –
Sinônimo de labuta árdua.
Ambivalência de dias,
Alternando:
A conquista –
E a dor do não conseguir.

Na injustiça reinando,
Procurando se manter longe –
Do descaso e da violência que abala,
Oprimindo todo discernimento.

Na falha do caráter alheio,
Pela falta de oportunidades:
Aquelas que nunca se tem.

Às vezes, com talento e desenvoltura,
Para quê? Alimenta a alma –
Mas não sacia a carne.
Compromisso consigo mesmo,
Para se manter são.

Até que finalmente,
A estrela brilhe,
Mostrando nova direção.

Por mais que demore,
Acredito que algum dia –
Isso possa a vir mudar.
Em uma guinada –
Virada de chave –
Devolvendo a paz.
Com ela a calmaria,
Que tanto necessitamos –
Para enfim, sobreviver.


terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A nossa extinção

 


De um jeito ou de outro,
Contribuímos para a destruição do Planeta.
A degradação humana –
A total falta de respeito –
O meio ambiente em agonia.

Quando estaremos à salvos?

A mão do homem em tudo o que toca,
Destrói com o pensamento da ganância.

A intolerância –
A arrogância –
A disputa do poder –
Mostra-se sempre mais e mais vil e cruel.
Passando por cima  de tudo,
Poluindo feito um rolo compressor.

O futuro –
As próximas gerações:
Não existem em suas egoístas agendas,
Prevêem o imediatismo.

Como poderemos conter,
Um espírito tão nefasto?
O único verbo que conjugam,
É o aniquilar.

Pobres crianças inocentes –
Talvez daqui há não longínquos anos,
As árvores estejam apenas nos desenhos animados -
Ou serão peças raras no museu.

Ainda somos agraciados –
Pelo esplendor da natureza.
Mas se não repensarmos,
Será apenas uma quimera -
Uma breve lembrança na mente de alguns.

Pelo andar da carruagem,
Caminhamos para uma devastação –
Sem precedentes.

A abundância de nossos rios,
A água doce e potável,
Hoje desperdiçada –
Se tornará mais preciosa,
Quanto ao próprio ouro.

Destruindo a natureza,
Pouco a pouco –
Contribuímos para a nossa extinção.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Rastilho de pólvora


Uma época de confusão –

Espelha-se pela Terra o caos.

Intrigas e falsos clamores,

Correm à velocidade da luz –

Feito um rastilho de pólvora,

Pela internet,

Uma eminente explosão.

Um rastro de destruição –

Falsas acusações.


São tantos os erros,

Vidas perdidas.

Qual será a salvação,

Neste mundo de expiação?

Onde reinam a injustiça e a perseguição,

Sem alguma munição,

Ou respaldo de sobrevivência.


Vozes caladas pelo ódio,

Também a força –

Amordaçados pela violência.


Por mais que gritamos,

Nenhum resquício de esperança.

Resilientes –

Atolados até o pescoço,

Nessa lama.

De um governo a cada dia mais cruel,

Também omisso –

Negligenciando o próximo,

Sociedade servil.


Se existe uma luz no final do túnel,

Mostra-se cada vez mais distante.


É tão real a baixa energia –

Movimenta-se acinzentada,

Feito fumaça.

Sufocando –

Ceifando sonhos,

Às vezes, gera revolta.


Por quanto tempo mais?

A cada amanhecer,

Um misto de dor e agonia –

Dilacerando a alma.


O espírito se perde –

Por entre labirintos.

Manipulação:

Palavras fora de contexto,

Usurpando status.

Comportam-se como deuses,

De um país injusto.

Sem a devida preocupação –

Com os seus.

Sem o menor indício –

De dignidade.


domingo, 16 de janeiro de 2022

Pátria macabra


A humanidade mergulhada,

Escondendo-se na trincheira –

Aguardando, o melhor momento,

Para o contra ataque.

Espero que não tenha passado,

Neste Estado atrasado.


Desgastante Pátria macabra,

Não vale uma palavra,

Da qual foi e/ou é pronunciada.


Desmantelos –

Desmazelos –

Sem igual.

Impondo força,

Subterfúgios –

Artifícios.


Armam –

Manipulam –

Agem por conveniência.


Plantam mentiras,

Difamam –

Desfavorecem os inimigos.

Movimentam o caos,

Usam de sórdidas estratégias.


Quem pensa diferente,

Logo é posto de escanteio.

Atuam na surdina,

Atrás das cortinas.


Teatro macabro,

Sem dó e nem piedade.

Usam da força:

Matam –

Assassinam –

Aqueles que de seus atos discordam.


Silenciam –

Na tortura diária.

Asfixiam –

Usam de “sagradas” armas.

Perante aos olhos de Deus,

As mais profanas.

Não são à todos –

Quem eles pensam que enganam?


Oprimem –

Amordaçam –


Não contentes:

Matam-nos pouco a pouco.

Ceifando direitos,

Fomentando a fome.

Espalhando doenças,

As fake news.


Pronunciamento na televisão,

Mera formalidade.

Disseminando mentiras,

Ação inescrupulosa,

Enquanto vivem às nossas custas.

Enriquecem sem o suor no rosto,

Acumulam bens –

Com a dor alheia.



Teatro sórdido e macabro

 


Quem verdadeiramente somos?

Parece que vivemos numa dualidade,

De dimensões.

Com espectros se interligando entre si,

Na tonalidade de formas diferenciadas –

De pensamentos.

Onde por algumas questões,

O respeito não se dá.


Às vezes, não mais o adulto,

E sim, a criança no jardim da infância –

Que não aprendeu a compartilhar.

Claramente, o reflexo do egoísmo,

Em frente ao espelho.

Consagrando as horas com o narcisismo,

Tão descarado quanto as ações.


O retrato de um país incoerente,

Com a intragável justiça dos ricos.

Prega-se algo aos quatro ventos,

Ensaiando frases perfeitas.

Não causam nenhum impacto,

Mas que na verdade,

Soam e são interpretadas –

Com total desprezo.


Uma realidade nua e crua,

Estampada no olhar incrédulo –

De uma população sem o respaldo,

De um governo omisso e delinquente.


Observamos com atenção,

Um teatro sórdido e macabro –

O sangue vertendo –

Manchando mãos e a bandeira.

O massacre à olhos vistos,

Com o aval da injustiça.


Iguais a baratas tontas,

Correndo de um lado para o outro.

A população servil,

O acúmulo de riquezas –

Para quem?


sábado, 15 de janeiro de 2022

Descaso alheio


Praticamente dois anos –

Assombrados por um vírus mortal,

Dizimando vidas.

Não escolhendo a quem –

Acabando com sonhos.


Sujeitos a qualquer risco de intempéries,

Sem assistência – Negligenciados.

Proliferam os políticos desalmados,

Em causa própria.


A população vilipendiada –

Rasteja – Implora –

Por cuidados, saúde e comida.


A fome rasgando na alma,

A revolta cortando na carne.

Vítimas do descaso alheio.

Será que dormem tranquilos,

Com a consciência no travesseiro?


Enquanto, colhemos amargos frutos,

Pés descalços sobre as pedras –

Flagelo emocional.


Para quê tanta indignação?

Se no fim de tudo,

O que nos restam as migalhas.

Não mais sobre a mesa,

E sim, espalhadas,

No fétido chão da hipocrisia -

Que assola.

Ameaça invisível,

Pairando pelo ar.


Como sobreviveremos ao caos?


Uma sociedade sempre mais egoísta,

Um cabo de guerra,

Puxando a corda para si.

Vence quem for o mais forte,

Ou com a maior falha de caráter –

Para se obter um jogo sujo.


O quê mais esperar?

Senão sobreviver –

Um dia após o outro,

Até perecer.


Labuta sagrada


Autoflagelo –

A penitência pela sobrevivência.

Subjugado por parecer menos,

Julgado por não ser igual.

Feito a imagem e semelhança –

De seu criador.

Detentor se uma personalidade única,

Que o diferencia dos demais.


O ser humano –

É uma caixa de surpresas.

Talvez desenvolvido:

Para ser escravizado.

Ou quem sabe,

Torna-se uma grande explosão?

Em ataques eminentes,

À desordem, ou um ponto de combustão.

Uma mente, nem tão desvendada,

Agarrados aos devaneios fúteis.

Horas e horas a fio -

Jogadas fora, desperdiçada com nada,

Sem nenhuma conexão.


Há quem acredite no esplendor,

A beleza em harmonia.

Sem a escravidão da religião,

Que se apodera das mentes mais fracas.

É necessário a expansão –

A equalização –

Sobrevivemos do caos.


A Terra em desiquilíbrio,

A ordem para espalhar o mal –

E desfazer qualquer resquício de vida.


Mas existem aqueles que lutam,

Para a derrota do mesmo.

Doando-se –

Dando a cara para bater.

Sacrificando-se –

A luta –

Na labuta sagrada.