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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Carta para o mundo


Devoto-me em íntima existência –

Perco-me em minha insignificância de não produzir o nada perante a uma sociedade medíocre e retrógrada.

Sou um alguém sozinha –
À margem de convenções sociais:
Tachada como aquela que ninguém quer, ou deseja.
Mal sabe eles dos meus predicados e adjetivos,
Não é uma opção – E sim, uma escolha pensada e repensada.
Onde exploro cada nuance da essência,
Reconhecendo-me como gente –
Imperfeito ser humano.
Não concordo –
Como também discordo até certo ponto.

Para eles posso ser a pessoa mais sem graça, que possa existir na face da Terra,
Porém, para a mais importante, ou seja, a minha digníssima, sou a mais incrível do mundo em sua dinâmica.

Não há problemas nenhum viver à espreita de indivíduos fúteis que se julgam autossuficientes, devido às questões financeiras -
Não tenho um centavo no bolso!
Possuo um mundo fantástico, onde impera a imaginação.
Na expansão dos sentidos –
Explorando cada um dos meus territórios significativos.

Como aliada – A escrita – Tem o seu papel fundamental:
Em casa fase –
Em ciclos que se fecham e se abrem para uma nova perspectiva de vida.

Sozinha –
Cesso os movimentos –
Respiro –
Reconheço-me como o ser que sempre desejei ser.

Não tem importância, as lutas e as tempestades que se formam em meu pequeno universo exterior.

Para sempre –
Até o momento de minha pequena trajetória e existência,
Serei o que sempre desejei.
E nenhum acontecimento, por menor que seja,  fará com que mude este meu jeito de ser.

Expandindo-me –
Abastecendo-me –
Transbordando-me –
Em uma infinita inquietude.


Transitoriedade no infinito

 


Reviro-me do avesso,
Na transitoriedade do infinito.
Um mar revolto em perspectiva,
Às vezes, não supera a expectativa.

Sempre em frente –
Em busca do meu eu.
Sentada – Seguindo atrás,
Do que prometeu a vida.
Transcende ao fascínio,
Assola o certeiro vício.
Não me perco pelo caminho,
A consciência tranquila –
A cabeça no travesseiro,
Persuasão, o dia inteiro.

Luz translúcida – Opaco,
Imensidão do estado de espírito.
Quem foi que disse:
De que algo teria direito?
Na hombridade que me rege,
A indignação em desventura.
Tenho a certeza de que viver,
É uma delirante aventura.

Por enquanto, vivo o desespero,
Do que é natural.
A imaginação –
O sobrenatural:
No resplandecer –
Deleitoso esmero,
O ser primordial.


A ocupação do ser


O caos –
Apodera-se de nossos dias,
Desfaz os planos.
Quem sabe dos sonhos,
Alentos e desenganos.

Transcendo em metaverso,
Em nuances de tons lilás.
Imaginação psicodélica,
Não mais Intocável –
Nas pontas dos dedos,
Turvo e maleável.

Não tenho obrigatoriedade,
Naquilo que não transmite vida.
O respirar –
O inspirar oxigênio para os pulmões.
Possuir uma razão,
Na transcendência do tempo e espaço.

Do meu ser, exijo a ocupação,
Torne vitais além do sexto sentido –
Na incumbência de trazer a luz.
Ainda mais nos instantes de sombras,
No sobressalto de horas turbulentas.

Nada é perfeito em uma realidade,
A qual é diferente da sua –
Em que não há o pertencimento.

Uma trajetória terrena,
Com a que concordamos participar.
Nem sempre sai do nosso jeito,
Ao nosso contento.
Realizar um novo resgate –
Para viver em paz com o que há de mais precioso no universo –
A total expansão da consciência.

Transmutação

 


Um dia em que eu não estiver aqui,

Serei uma doce lembrança para alguns.

Quem disse que há morte para um poeta?

No fundo tudo é transmutação -

Alquimia da matéria.

As letras em uma composição poética, nunca morrem.

As palavras -

Os versos -

Apenas ficam tatuados,

Eternizados na linha da vida!


Gratidão

 


Sempre ouvi de pessoas...

Mesmo que passageiras em minha vida,

De amigos e ex amores, a seguinte frase:

- Você é uma pessoa muito especial!

Eu não sei lidar muito com elogios.

Mas agora, com tudo o que tem acontecido -

Por toda batalha travada.

Posso mensurar essa pessoa que sou e tenho muito orgulho disso!

Tenho muita gratidão, por quem me tornei, mesmo enfrentando as agruras do mundo, o narcisismo de alguns e encontrando pessoas menos evoluídas em minha vida.

Também tenho gratidão por elas e peço a Deus que as guiem por um caminho mais iluminado.

Gratidão por tudo!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Vozes ativas

 


Desconcertante –
Esta é a palavra que nos define.
O mundo em um turbilhão frenético,
As engrenagens em total descontrole –
A Terra.
Dia após dias sobrevivemos sem sabermos qual será o nosso destino.

A criação da humanidade –
Para fins únicos,
Geração a geração.
Perdendo-se pelo caminho,
Nas estradas e suas bifurcações.
Não é sempre que há um motivo plausível –
Para uma existência.
Ao resgate de sua essência,
Vidas entrelaçadas.
Talvez marcadas por trajetórias,
Um tanto triunfantes ou até mesmo trágicas.

Somos e seremos uma grande incógnita,
Confusos, caminhando sem o senso de direção.
A bússola biológica – Interior, por vezes, falha.
Seguindo à risca, o fio da navalha.

À cada dia, buscamos sobreviver,
Geralmente em um terreno hostil –
Que não favorecem as nossas verdadeiras intenções.

Julgados, subjugados, ridicularizados, humilhados –
Jogados na fogueira das vaidades de alguém qualquer sem o mínimo de escrúpulos ou decência.

O sistema não se mostra nítido –
Para se alcançar escusos objetivos é necessário a mentira.
Insuflam a população –
Conspiram –
Manipulam tudo ao seu favor.

Enquanto, os seres insignificantes para si,
Alimentam-se de migalhas.
Por estas, e outras questões, deve haver o poder da resistência –
O pobre – O negro – O favelado –
Precisam de vozes ativas,
Só assim, existirá um estado Democrático –
Clamando por justiça.



Injustiça

 


A luz resplandecente,
Tão pouco condizente.
O poder emana, a escrita,
Tempestuosa – Criativa.

Denota consciente a turbidez,
Sozinho, sem a clareza no mundo.
Insígnias em pleno submundo,
Ao fim de toda sensatez.

Erguendo vozes, a valorização,
Construindo pontes – Execução.
Ao compasso, tamanha polidez,
Injustiça, sanha a invalidez.

Bradamos ao planeta, o levante,
Os paradigmas, fortes e avante.
Aniquilando o subúrbio, horrores,
Sucumbindo à inversão de valores.

Novos caminhos, outros mapas,
As perseguições, cara à tapas.
Fomentando outras trilhas,
Gerações, perversa guerrilhas.

Desbravando lutas cotidianas,
Corpos tombados, fila indiana.
No ombro, a carregar cruzes,
Velhos ideais, no fim as luzes.

A cada batalha, luta amanhecer,
De pele preta ou não, resistência.
Dignidade da conquista, o prazer,
Não esmorecer, na resiliência.

Conclamamos o hino, desafio,
Às vezes, a vida segue por um fio.
Corte na carne, na ponta da navalha,
Na obstinação, todo instante valha.

Ao despontar da galhardia, direito,
A sociedade, apenas um cidadão.
Na igualdade não mais o sujeito,
O futuro melhor, a realização.

Céu - Vislumbrando o crescimento,
O brio da justiça o ressarcimento.
No Lumiar, sorriso estampado no rosto,
Miragem – O que enxerga é o oposto.

Espelho translúcido

 


Poesia –
Espelho translúcido.
Da alma –
Delirante paz.
Tênue – Acalma,
Doce e tenaz.
Primazia –
Lúdico mundo.

Resplandece a juventude,
No corpo –
As marcas do tempo,
No contraponto.
Da essência,
Total resiliência –
Pura felicidade,
Essa é a verdade.

Infinita fonte,
A inquietude.
Guia a bússola,
Novo Norte.
Momentos de angústia,
Afaga a carência.
Arrefece os erros,
Gestos e esmeros.

Desprazer –
Na desarmonia,
A entreter.
Conforta os anseios –
Seguidos por devaneios,
A vida -  A eminência.
A luz sobre as sombras,
Bem vindas penumbras.

Lufada de ar

 


Às vezes, o destino prega peças -

Vem com suas artimanhas nos jogando para baixo, ou dando um up.

Porém, há momentos que vem aquela lufada de ar...

Você respira e do nada o inesperado acontece.


E


3...

2...

1...


Você se sente vivo, esperando pelo inesperado.


Anjos de luz

 


Anjos de luz...

Espíritos amparadores...

Fazeis com que eu tenha o discernimento -

Para não me deixar abalar por coisas tão pequenas.

Fazeis com que eu possa enxergar mais do que os meus olhos limitados possam ver.

Resgatai o que for mais simples e singelo nos corações alheios,

E que nenhum mal possa nos atingir.

Amém!