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domingo, 27 de novembro de 2022

Infinito Planeta Terra


Essa pressão,
Ameaças de violência.
Conturbando o azul do céu,
Desconstruindo –
O que foi feito.

É como se cessamos,
No meio do caminho.
Para repensarmos,
O próximo passo.
Visando a boa estratégia,
Para combatermos o mal.

O bom senso,
O discernimento,
Transmutando-se –
Na expansão da consciência,
O despertar da humanidade.

No momento atual,
Somos dependentes.
A perversidade,
Fazendo-se fluente.
Nos castelos de indecisões,
A tomada da intolerância.

O falso indulto,
O desejo pelo retrocesso.
Apagando-se –
A iminente luz.
Jamais possamos permitir,
De que as trevas,
Se apossem –
Do que há de mais bonito,
Também natural.

A essência,
A pura inspiração.
Enchendo-nos de alegria,
Por compartilharmos da empatia –
Do amor ao próximo.

As constelações,
À bilhões de quilômetros –
De distância,
São capazes de nos conectar.
Porém, a humanidade,
É incapaz de refletir –
Sobre os seus atos.
Aprofundando-se,
No mais imundo buraco –
Da falta de zelo e empatia.


Tenho as minhas teorias,
Na alma as impressões.
Jamais poderemos nos abater,
Pois lutaremos –
Para sermos o farol,
No infinito Planeta Azul.

Imperfeitas simetrias

Não sabemos como voltar atrás,
Uma palavra lançada –
Um gesto –
Uma atitude –
Deixam as suas marcas,
Causam as suas impressões.

Atos impensados,
Mal calculados,
Desnorteiam-nos.
Levando-nos –
Para diversos caminhos.

Consequências dolorosas,
Devolvendo o frio –
Sensações sem calor,
No entorpecimento da dor.

Figuras sombrias,
Retornam para assombrar.
Minando as energias,
Imperfeitas simetrias.

A perseverança deve ser enaltecida,
Para que possamos buscar o bem.
Não em um modo remoto,
Ou quem sabe aleatório.
Assim desvencilhando,
Dos caminhos a serem seguidos.

A nobreza dos sentimentos,
Deve andar de acordo –
Com o que vislumbramos,
Para o futuro.

A correnteza,
Emana-se com as vibrações –
Da alta sinergia.
Resplandecendo as manhãs,
Outro bonito dia.

O bem é necessário,
A união é precedente.
O repartir –
Compartilhamento –
É primordial.
E trará a comunhão,
Um tanto quanto desejada –
Pelos seres interplanetários.

Ainda teremos,
Muito o que aprender.
E as guerras –
Só trarão o retrocesso.

Refletidos na aura


Vagando por labirintos,

Às vezes, totalmente fora de lógica.
Na busca pelo desenvolvimento,
Do melhor caminho –
Nem sempre é fácil prosseguir.

O cansaço toma conta,
A exaustão por alguma desilusão.
Sem percebermos cometemos erros,
Na tentativa de acertar.

Há um lugar mágico,
Para conhecermos -
Mas precisamos realizar as escolhas certas.
Com a constância, o bom uso,
Do livre arbítrio.
Mesmo tendo alguém para nos ajudar,
Não é fácil cumprir uma missão –
Sem saber qual é.

De uma maneira ou de outra,
Somos guiados através do subconsciente –
Levando-nos ao sobrenatural.
Não é loucura acreditar,
No que é capaz de nos capacitar –
Para a transmutação da consciência.

Outra era,
Na transfiguração das redes,
Que nos reconectam –
Ao esplendor do Criador.
Nenhuma figura abstrata,
Tem o poder da demonstração –
Em obra – A criação.

A perfeição faz morada,
Em cada um.
Por isso, é necessário,
A comunhão –
A ajuda entre os povos.

Dessa forma,
Atingiremos com louvor,
O significado do discernimento.
E descobrirmos o real motivo,
De estarmos aqui.
As respostas,
Os verdadeiros significados.
Estão em nosso interior,
Refletidos na aura.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Tenacidade do vento


Entre a luz e a escuridão,
Espelhando-se –
Seguem os dias.
Na tenacidade do vento,
Sussurrando as palavras –
Para outras dimensões.

São desconcertantes,
Os atropelos impostos –
Por horas metafóricas,
Camadas psicodélicas.
Nenhuma sombra,
Pode vencer o brilho da aura –
Irradiada aqui dentro.

A essência encantadora,
Desperta sentimentos bons.
A consciência da melanina,
Impregna a pele alva –
Na ancestralidade –
O empoderamento.

Direciona-me a intuição,
A sensibilidade –
De perceber quem é quem.
Não me deixando levar,
Por falsas impressões.

No simples sentir,
O fechar dos meus olhos –
Reverberando a sinergia,
Que nos rodeia,
Visando apenas o bem.
Para que possamos vivenciar,
Cada segundo de bem estar.

A luminescência,
Alimentando o meu ser.
Demonstrando –
Nas atitudes compartilhadas,
Regenerando as ações –
No vislumbre da aurora boreal.

As transmutações estelares,
Devolvendo novos ares –
Para a sobrevivência,
Jamais se apagarão.
De uma forma ou de outra,
Seremos eternos.
Mesmo vagando –
Por estranhos caminhos,
Cidades desconhecidas.

Voltar para casa


Uma viagem insólita,
Os meus pés –
Em passos estratégicos,
Não tão seguros.
O coração,
Saindo pela boca.
São tantas –
As aventuras.
O que mais esperava –
O paraíso?

Deparei-me com pessoas bondosas,
Também cruéis.
A paisagem de tirar o fôlego,
Gradativamente,
Cedendo lugar –
Para a destruição.
A mente iludida,
Construindo uma civilização –
Completa e diferente,
Da qual eu enxergo –
Sem algum exagero.

O verde,
Tomado pelo asfalto –
O frio concreto.
Nuvens de fumaça,
Em todas as direções.
Qual será a motivação?

O progresso,
Deveria andar de mãos dadas –
Com a Mãe Natureza.
Entretanto,
Há o retrocesso.
E a iminente morte,
De tanta beleza.

O bem estar não mais existe,
A não ser a sensação –
De instabilidade,
Incontáveis perigos.
Cada vez mais próximos,
De nossas casas.
Transformando-se –
Em uma realidade sombria.

Com o mar e o céu,
Entregando a perfeição –
Sujeitos a poluição.
Desejo que algum dia,
Essa verdade –
Possa ser modificada,
Com enormes árvores –
Frondosas.

Aí eu terei a certeza,
De voltar para casa.


Delírio coletivo


Tanto falatório,
Para não se chegar a lugar nenhum.
As ameaças,
Tomando conta de nossas vidas.
O dia a dia,
Sob a guilhotina febril –
Das perversidades.

Manobras estratégicas,
No velho jogo de xadrez.
A Democracia,
No fio da navalha.
Um país,
Refém de sórdidas armadilhas.

A lavagem cerebral,
Do mais inteligente –
Destruindo a massa cinzenta.
A realidade jogada fora,
Transmutando-se –
Na miragem desfocada do líder.

Imagens performáticas,
Do delírio coletivo.
Traduzindo ordens aleatórias –
Também incongruentes.
O zelo com a verdade,
É inexistente,
Promovendo o exercício do caos.

Na desordem,
Arrancando do fundo –
De seus seres,
O que há mais insano –
Na vil essência humana.
Muitos se vendendo,
Outros induzidos –
Pelo simples fato de serem aceitos.

Não há remorso,
Quando a meta a ser atingida –
É o sacrifício,
Para alcançar tais objetivos.
A dualidade,
Em dar com uma mão –
E tirar com a outra.
Na promoção de guerras,
Gerando a demanda –
Com corpos tombados ao chão.
A carne inocente,
Em putrefação.
Alimentando os urubus,
Da energia sombria –
Impondo a desarmonia.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Vírus mesquinho

 

Pouco a pouco perdendo a magnitude,
Da humanidade.
O mal como vírus mesquinho.
Tocando-nos –
Tomando conta de nossas almas.
Feito um micro organismo destruidor,
Tão poluente,
Quanto a fumaça devastadora –
Em nossos pulmões.

Nada é certo,
A não ser a dor da crueldade.
Tomando posse da carne,
A falsa empatia –
Arrefecendo sonhos.
Tornando-nos pobres mortais,
Seres rastejantes –
Por intolerante dimensão,
Totalmente desconhecida.
Diferente daquilo que imaginamos,
Transformando-se em doença –
Como rastilho de pólvora.
Bombardeando o que encontra,
Pela frente.

Todos os sentidos suprimidos,
Restando apenas os primordiais -
Às vezes, nem sempre.

A humanidade paga,
Um alto preço.
Por não aprender a tolerar,
As diferenças do próximo.

A intenção de poder,
De subjugar está no gene –
Do criador.
Lendo-se como mais forte –
Julga-se o poderoso.
No início de tudo,
Tomando posse.
Do que existe de valor,
Aqui na Terra.

De qualquer maneira,
Somos incapazes de progredir –
No que nos torna capaz,
O essencial em nosso cognitismo.

Atividade intelectual

 

Munidos de baixa atividade intelectual,
Vagamos desordeiros pelas ruas.
Na metafórica dos versos,
Corpos perambulando –
Pela tentativa de sobrevivência.

Para alguns a esperança,
Sempre presente.
A outros –
Totalmente ausentes.

Está se transformando o mundo,
Em um enorme hospício –
A céu aberto,
Humanos vazios –
Areia no deserto.
Onde ninguém mais se compreende,
A metamorfose do psique transcende –
A mente,
E não é para o bem.

As boas ações imperfeitas,
Aleatórias – Sem direções.
A quem devemos nos espelhar?
Em nações tão contraditórias,
Perdendo-se os direitos humanos.

Somos criaturas tão efêmeras,
Por estas terras estrangeiras -
Onde compactuamos com o silêncio.
Há muitos que se alimentam,
Dessa energia negativa.
Reiterando as forças malignas,
No descompasso.

A limitação do equilíbrio ,
Afugentando o bom senso.
O desperdício de horas a fio,
Em total perca de tempo.

No tremular dos segundos,
Colocando-nos todos em risco.
Nem tudo o que é certo, prevalece,
Somos meros imortais,
Indefesos –
Perante o furor da Natureza.
A mesma que a destruímos –
Durante ao longo dos anos.

Crueldade crescente

 

Dissonante o espaço atemporal,
De vidas marcadas por tantas diversidades.
A crueldade crescente,
Nas almas de alguns –
Condicionando o exército de zumbis,
Provocando a desarmonia da atmosfera.
Não se cumprindo o predestinado.

A visão completamente distorcida,
Modificando a solidez dos fatos.
O antagonismo sufocando a verdade,
A batalha cruel –
Atingindo aos inocentes.
Em que nada tem haver,
Quebrando o equilíbrio –
Gerando o caos.

Mortes –
A destruição que nos cerca –
Na lavagem cerebral –
Daqueles que se deixam levar,
Pelo condicionamento das mentes.
Sem alguma explicação,
Com objetivos nefastos –
Compactuando com o sofrimento,
Jogado no lixo o discernimento.

A população crescente,
Reacionária.
Desfazendo-se do elo com a empatia,
Esquecendo-se do amanhã –
Menos um dia.
Zafurdando-se em prazeres hostis.
Condenando povos, nações inteiras,
Em pactos diabólicos.
Os horrores espalhados –
Em todas as direções.
De onde virá a grata salvação?

domingo, 20 de novembro de 2022

Declaração do dia

 

Consciência negra –
A tomada da humanidade.
A declaração do dia –
Total ancestralidade.

O início de tudo,
Na Mãe África –
Detentoras de todas as nações.
Até mesmo o ariano,
O sangue do negro -
Possui na sua linhagem.
Não tem como fugir,
Nem tentar arguir.

Com suas mãos poderosas,
Estendendo por cada criatura –
Curvando-se a realeza.
No limiar da intercessão,
Tamanha desenvoltura.
Fazendo-nos rebeldes,
Com os testes diários.

O mundo dividido,
A raça humana subdividida.
Aos que julgam mais fracos,
Impondo os grilhões.
Injustiçadas ações,
Do tempo contemporâneo.

Refletindo o retrocesso,
Aos irmãos negros.
Repetindo episódios de racismos,
Crimes brutais cometidos –
Por aqueles que deveriam zelar.

Forjando –
O inocente criminalizado.
Friamente injustiçado,
Como único delito –
A cor da pele.

Ninguém vem com bula,
Ou letreiro no meio da testa –
Designando o seu papel,
Delatando o caráter.
A humanidade –
Fomentando o caos.

Não importa o sacrifício de alguns,
O sangue derramado –
Alimentando o macabro sistema,
Na impunidade imposta.
O acúmulo de divisas,
Vale muito a pena.

Os modos operandis,
Deveriam ser outros.
Na transparência dos fatos,
A alavanca manobrada –
Conforme a densidade.
No subterfúgio do submundo,
No genocídio imposto –
Pela mão do Estado.

Todos têm direito à vida,
E não ser julgado –
Ou subjugado em seu status social,
Independente da derme,
Raça ou credo.
Em nosso estado laico,
Ainda com sentimentos arcaicos.