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domingo, 9 de outubro de 2022

Poder descrente

 

Vozes ecoando à todo momento,
Perambulando pelos pensamentos.
Com algo a ser dito,
Se será proveitoso ou não –
Fica a cargo do discernimento.

A humanidade massa falida,
Desmoralizada pela crueldade.
Destruindo a evolução,
Cometendo os velhos erros –
Esquecendo-se da própria essência.

Atos impensados,
Hostilidades –
Impaciência.
Os genes da perversidade,
Em ascendência.
O gesto de empatia,
A desmoralização.
A crueldade em ação,
Para alguns –
A diversão.

Uma batalha sem igual -
Cabo de guerra,
Sem precedentes.
Aos bons de coração:
Da consciência a expansão,
O despertar com urgência.

Renascendo –
Reconstruindo –
O emanar de boas energias,
Em alta vibração.
Este é o início,
Para a regeneração.
O impacto na alma,
A condição.
Estupefatos na contramão,
Da vida humana –
A desvalorização.

O ocultismo à nossa volta,
Sacrifícios em larga escala.
Por onde andará a salvação?
Governo genocida,
Não há compaixão.

Crimes –
Vidas inocentes –
Poder público descrente.
Cortes de verbas –
Avareza,
A ganância.
Nos seguintes anos,
Iguais modos operandis.
Cedendo com uma mão,
Arrancando com a outra.
Cobrando o preço injusto,
Muito alto além do que provém.
Aprisionando mentes,
Atos inconsequentes.

Alto preço


 

Humanos?

Não sou daqui!

O coração estrangeiro,
Vaga por este lugar.
Na ânsia pela justiça,
Qual será o decreto?

Atos irrelevantes,
Fatos destorcidos.
Fazendo-nos reis,
Das próprias escolhas.
Tornando-nos mestres,
De ações equivocadas.

De maneira despretensiosa,
Não faço jus a este lugar.
Há condutas –
Que arrefecem o ar.
De pés e mãos atados,
Grilhões invisíveis.
No repúdio do mal,
Entorpecendo-nos o caos.

Seres humanos,
A crueldade banal.
Atitudes incorretas,
A perversidade –
Por motivos fúteis.

Um alto preço,
Pago injustamente –
Pelas atrocidades.
Mortes vorazes,
Do futuro em transformação,
O destino da humanidade.

Porém, prendemo-nos à pensamentos,
Tão pequenos e arbitrários –
Afugentando a expansão da consciência.

Crianças crescendo desnorteadas,
Em meio à violência.
Municiados pelas redes sociais,
Não há lógica –
Nenhum pingo de clemência.

A destruição cobra o seu preço,
Chora a Grande Mãe Terra.
A iminência de guerras,
Ataques nucleares.
A temperança indo pelos ares –
Como prosseguir,
Ao menos resistir?

Notas oficiais

A magnitude dos atos,
A exploração da consciência –
Lavagem cerebral,
Fatídicas consequências.

Um paralelo de utopia,
Desvencilhando a lucidez.
Guerras travadas –
Em qual lado acreditar?

O real em dualidade,
A maioria sem muito com o que se preocupar –
Deixando-se levar no banho Maria,
O tanto fez, como o tanto faz.

As notas oficiais,
Nada dizem.
Pelo contrário:
Contradizem.
No fogo cruzado,
A encruzilhada.
Palavras sem conteúdo,
Explorando a distorção.
Estado cruel,
Promovendo incautos ídolos.

Ânimos acirrados,
Ao bel prazer aprovado.
Na lucidez destorcendo os fatos,
A incongruência por decapitação.
O povo na favela,
A exclusão.
Destruindo a história,
Arrefecendo a educação.

Um país sem memória,
Fadado ao esquecimento.
Empobrecendo a cultura,
O seu crescimento.
Governantes insatisfeitos,
Ganhando milhões de votos –
Em prol do emburrecimento.

À passos largos a Involução,
Construindo o capitalismo –
Redes sociais,
A ostentação.
Na vida real:
A geladeira vazia.
Esperança tardia,
Morrendo à míngua.
Sem o mínimo,
Total desconforto.
Aguardando o salvador da pátria,
Ajuntando-se aos párias.

Onde está escrita a verdade?
O sofrimento como modo de expiação,
Reinventando os pecados que não se tem.
Agindo como lhes convém,
Escravizando os que lhes mantém.


sábado, 8 de outubro de 2022

Cidadãos reacionários

 

Marchamos lentamente para o abatedouro,
Consequências das escolhas equivocadas.
O mundo em turbulência –
Esquerda ou direita,
Não adianta ficar encima do muro.
De que lado você está?
Reativando a consciência,
Necessária a resistência.

Analfabetismo político,
O poder da ignorância.
Levando-nos ao extremo –
Polarização.
O pobre favelado,
O que menos tem:
Liberando munição,
Para o opressor.
Ovacionando o obsessor,
Inconsequente ditador.
Cidadão reacionário,
Incauto arbitrário.

Nos tele-jornais,
Mídias sociais.
Um povo escravizado,
Sofrendo censura.
Calado –
Amordaçado.
Século XXI,
A ditadura.

A população negra,
Desde sempre torturada.
O chicote,
Cortando a carne -
Rasgando a alma.
O sangue não velado,
O sacrifício.
Em prol de uma justiça,
Alimentando energias –
Ganâncias nefastas.

O ocultismo –
Revelando a face sombria,
Cada vez mais asquerosa.
Na excitação cruel,
Na perversidade que desarma.
Mais uma vida forjada,
Quantas mais?

O mesmo país –
Que deveria dar abrigo,
É o mesmo que escorraça.
Em tons de ameaça,
Políticos desalmados.
Usurpando o poder,
Comprando votos –
Aniquilando a dignidade.
Crescente alienação,
Não há argumentação,
Total submissão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Ser efêmero

 

Cada indivíduo é um ser,
Possuindo conhecimento ou não –
Tem a sua conexão com o Universo,
Trazendo consigo experiências terrenas.

O seu olhar é limitado,
Enxergando apenas o restrito.
Diferente dos despertos,
Que possuem uma visão amplificada –
Pelo Universo,
Atravessando as galáxias.

A expansividade,
A curiosidade pelo conhecimento,
Causa-lhe atração.
Fazendo com que adquira o aprendizado,
A partir daquilo que vive.

Todos nós sabemos,
Que a vida na Terra não é fácil.
Ainda mais com o decorrer:
Dos dias, meses e anos.
A humanidade –
Transformou o Planeta Terra,
Em modo de expiação,
Com as escolhas mal sucedidas.

Nem tudo deveria ser sofrimento,
Porém, a ganância e o poder,
Trazem consequências.
Mesmo desfrutando de prazeres,
Há um lado sombrio por detrás.

Os recursos -
Que a Natureza nos oferece,
Deveriam ser compartilhados igualmente.
Com a consciência do equilíbrio,
No entanto, são desperdiçados.
O homem é um ser efêmero,
Moldado no egoísmo -
Alienado pelo agir por causas inexplicáveis.

Somente a comunhão,
O pacto pelo bem estar comum.
Fará com que tenhamos um motivo,
Para continuar existindo –
E coexistirmos com a imensidão.

Ostentação nefasta

 


A humanidade:
Seres servis.
Procriando-se em alta demanda,
Transformando a experiência em hostil.

A grande maioria sem o menor resquício,
De consciência.
Destruindo o que encontra pela frente,
Em prol do desmedido capitalismo.
Ostentando o poder e a ganância,
De modo descrente.
Como sobreviver neste lugar incrédulo?

Uma luta desleal,
Onde o mal convence muito mais,
De maneira perspicaz.
Em tamanha ousadia,
Não há sacrifícios.

As fake news,
Espalhando-se feito rastilho de pólvora.
Atingindo a cada um de nós,
Sem piedade.
A compaixão e o respeito,
Riscados do vocabulário.

O que presenciamos é o caos,
O desmantelo –
Da sociedade hipócrita,
Vestindo-se de falsa burguesia.
Uma luta desleal,
Eterno cabo de guerra -
Promovendo atrocidades.

No meio dessa batalha campal,
Do governo o aval.
A população sofrida,
Do básico desprovida.

Como ponderar a ressignificação?
Do Estado sem ponderação,
Que tenta resolver o inevitável –
Na ponta do fuzil,
Promovendo o derramamento de sangue inocente –
Por motivo fútil,
O mártir na contramão da razão.

Ordens nefastas,
Comemorando o mal agouro.
Tempestade sombria,
A realidade fugindo de nossas mãos.

Vazio existencial

 

Ostentação -
É o luxo estampado na cara.
Postado na tela,
Disfarçando o vazio existencial.
Na corrida por like,
Gerando engajamentos.

Redes sociais -
Novo modo de viver.
Os sentimentos deixados de lado.
Humanidade robotizada,
Agindo mecanicamente.
O prazer incendiado na carne,
O gozo na alma –
Arrefecendo o essencial,
Perdendo-se os valores.
A maldade salivando pelos hates,
Fazendo escorrer o sangue.
Vísceras expostas,
Sadomasoquismo social:
A polarização na vida real.

A quem se submeta ao metaverso dimensional,
A realidade fundindo-se com o virtual.
Mentes doentias,
Impregnadas pelo sarcasmo.
A violência gratuita,
À troco de nada.
Pensamentos divergentes,
O antagonismo da ascensão.

A humanidade –
À passos largos do retrocesso,
A involução.
Tanto tempo desperdiçado,
À troco de nada.
Há quem corra na contramão,
Do destino.

Pessoas com opiniões próprias -
Em que nada tem a acrescentar,
Mas que em tudo,
Têm a necessidade em se expressar.
Há momento para tudo,
Também o silêncio.
Não aquele da covardia pelo mal feito,
No entanto, a meditação -
Para alcançar o elo magnífico com o Criador,
Não somos apenas criaturas.
Em tudo há um motivo para coexistir,
Com o Universo –
Em toda a dimensão.

domingo, 25 de setembro de 2022

Aura expansiva

 

O futuro nos espera -
O que se desenha à nossa frente:
A morte ou a redenção?

O presente se faz incerto,
Desenhando arremedos de destruição.
O caos –
A floresta em combustão.

A Natureza –
O Planeta Terra –
Ser vivo –
A Grande Mãe –
Vertendo-se em lágrimas.
Para a poesia,
Buscando nova rima.

Os seres humanos,
Os últimos da fila.
Em estado vegetativo,
Plena tamanha procrastinação.
Na desordem desorientados,
Nenhum senso de direção.
Seguindo em dias aleatórios,
Como gados -
Cadê a interrogação?

Mentes falidas,
Adormecidas.
Lavagem cerebral,
Na dormência criativa.
Recriando exércitos,
Acrescentado números,
Na batalha eleitoral -
Usando da perversidade.

Como psicopatas –
Não medem o grau da maldade.
Alimentando-se do sofrimento alheio,
Não derramam uma lágrima sequer.
Devorando a energia do medo,
Vencendo pela dor, o psiquismo.
Refazendo novas leis,
Manipulando os acontecimentos -
Repetindo mentiras aos quatro ventos,
Promovendo a desordem –
Na ordem aleatória dos eventos.

A salvação se mantém distante,
Os náufragos em pleno mar.
A vida como o sonho de regeneração,
Onde possa haver o despertar,
Nova lufada de ar –
Uma aura expansiva de conscientização.

Chamada resistência


Homens incautos,
Transvestidos de incompetência.
Julgam ser maiores do que os outros,
Em tamanha prepotência.

Escondendo-se atrás de religiões,
Para cobrarem indulgência.
Mergulhados no orgulho, iminência,
Ao ser subjugado, nenhuma contingência.

Aos podres poderes,
Falhos, falta a eficiência.
Aos pobres recebendo migalhas,
Sobra a malemolência.

Aos impuros,
Resta a concupiscência.
Nos desejos a divergência,
Mais um corpo caído, condolência.

As dívidas sempre em pendência,
Os pecadores a penitência.
Um governo insólito, a decadência,
Quem deveria cuidar, negligência.

Por aniquilar, antecedência,
A comida em abstinência.
As contas do Estado, inadimplência,
O que falta na humanidade, sapiência.

Os da periferia, benevolência,
Pessoas com inteligência -
O surreal em ambivalência.

Os jogos de azar, condescendência,
Os legisladores e sua leniência -
O caos e a complacência.

O que nos falta:
A expansão da consciência,
O despertar para nova coexistência.

Na programada obsolescência,
O sofrimento, total veemência.
De uma parte da sociedade,
Em meio a precariedade –
Vestindo-se de resiliência,
A chamada resistência.

Contrastes sem medidas

A medida da vida -
Qual será a perspectiva sobre os contrastes,
Um novo prisma?

O claro e o escuro;
A pobreza e a riqueza;
O frio e o quente.

São tantos os exemplos,
Porém, o antagonismo social –
Torna-se mais escancarado,
Diante da utópica existência.

O preconceito estampado na cara,
O racismo batendo na face.
Pequenas diferenças,
Que não deveriam existir.
Mas que tomam proporções avassaladoras,
Espalhando o caos –
Disseminando a maldade.

Um olhar retrógrado lançado,
Incapaz de enxergar –
O potencial extraordinário do próximo,
Julgado como um qualquer.

Todo ser humano, ou não,
Merece a oportunidade por existir.
Em demonstrar a real natureza,
Em benefício dos outros.

Porém, a mediocridade,
Caminha a passos largos,
Ao seu lado –
Feito uma sombra nebulosa.

É tudo contraditório,
O que buscamos –
Através da resiliência transformar.
Os fatos estão presentes,
Para serem argumentados.

Por que ao invés da dualidade,
Não aprendemos a ser imparciais?
Pois possuímos a triste mania,
De julgarmos através da aparência.
Ninguém é perfeito,
Mesmo que faça o impossível para ser.