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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Perspectiva particular


O universo é construído por paralelas,
Realidades que se convergem entre si.
Em sonhos psicodélicos,
O sono nos levando para outras dimensões.

Cada ser é único,
Olhando para o mundo –
Sob uma perspectiva particular.
A transformação fluindo –
Gradativamente,
Através do aprendizado.

No entanto, há caminhos diferentes,
Que nos levam para outros lugares.
Às vezes, nem tão confortáveis,
Com os quais imaginamos.

O desejo da paz – Tranquilidade,
É atropelado pela ambição,
Pela sede do poder alheio –
Trazendo o caos,
Gerando as guerras.
O bom senso deixado de lado,
Como se não valesse nada –
Gerando a revolta.
A vida se torna equivalente:
A um zero à esquerda,
Determinado por mentes psicopatas –
Da grande minoria.

É essa mesma individualidade,
Que mostra a essência de cada um.
Revelando a energia transformadora,
Principalmente, resiliente.
Muitas vezes, nem sempre viável,
Fazendo com que criamos novos mecanismos –
Para mover as engrenagens enferrujadas.

Em algum momento,
Pode parecer difícil –
Até tortuoso para alguns.
Mas pouco a pouco vencemos cada batalha,
Neste embate campal.

O viver e sua transitoriedade,
Que nos levam ao extremo.
Esvaindo as forças,
Incapazes de suportar.
Sempre ressurgindo –
A fênix.

À todo segundo,
Recebemos a oportunidade de aprendermos.
É só estarmos abertos,
E aptos a uma nova chance.

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Combustível da ignorância


A humanidade,
Vencendo o prazo de validade.
Descendo a ladeira,
Ao sabor da crueldade.
Totalmente perecível,
Mostrando-se substituível.

Afunilando-se estão os dias,
Descumprindo-se as regras.
Aproximando-se o momento das trevas,
Nada condiz com o que se prega.

Poucos são os que se salvarão,
Lavagem cerebral,
Para conter a massa –
Em rota de colisão,
O tiro saindo pela culatra.
Idolatrado “mito” servil,
Enchendo a linguiça –
Do Estado pueril.

Não confie em tudo o que está escrito,
Distorcidas são as figuras de linguagem.
Fazendo-se disfarçar de útil,
A grande demanda falida -
Impregnando-se de vivência inútil.

Puxando a sardinha,
Para o lado que se convém.
Nenhuma promessa cumprida mantém,
Aos “analfabetos” –
Impondo a cartilha da intolerância.
Prometendo o caos,
Espalhando o mal –
Ideias –
Ideais dissociativos.

Iminente guerra civil,
Aos seus olhos –
A coisa mais bonita de se ver,
Indescritível prazer.
A maldade reversa,
O progresso em recesso.

Queimando as matas,
O combustível da ignorância.
Vidas e mais vidas,
Ardendo sem compaixão,
Em prol de não sei o que –
Temida liberação.
Povos indígenas massacrados,
Por vil convicção.

Enquanto, dilacerados,
Por uma luta desleal -
A cada segundo é crucial.
No anseio de revertermos este momento,
Dissonante alucinação geral.
Modificar a história,
Traçar outra linha temporal na memória.
Revertendo o grande derramamento de sangue,
Impondo um fim nesta gangue.

Verdadeiro drama

 



De vez em quando,
Parece que nada faz sentido -
Anestesiados pela realidade.
A impura verdade,
Energia caótica –
Fazendo-nos vibrar lentamente.

Atos questionáveis,
Qual é o limite da intolerância?
Fatos infundados,
Arrefecendo as respostas.
Normalizando a crueldade,
Em qual momento –
Se dará a mudança de chave?
Isso é se em algum dia ocorrerá!

As transgressões,
Alicerçadas no desgoverno.
Estado criminoso,
Delimitando pequeno espaço.
Quem tem coragem de ultrapassar o limite?
A opressão presente,
A resistência deve ser crescente.

O lado mais fraco,
A mercê das intempéries desumanas.
Na pele sentindo no drama,
No sonho rebuscado –
No desejo de ser sempre mais,
Consigo levando os seus iguais.
No apoteótico ensejo,
A equidade do amparo social.
De vislumbrar verdadeiro modo de vida,
E não rastejando dia a dia –
Na luta pela sobrevivência.

Infelizmente, sempre foi assim,
O efeito manada.
Em grupos baseados,
Pregando –
Disseminando montaréus de mentiras,
Protegendo os seus.
Na força bruta dilacerando a carne,
Dos menos favorecidos.
A Deus se oferecendo em falsas indulgencias,
Transvestindo-se de frio caráter.
Afim de atingirem objetivos torpes,
A corrupção feito adrenalina.
Uma droga qualquer vertendo na veia,
Um vício famigerado –
Deixando rastros.

sábado, 17 de setembro de 2022

Mentiras midiáticas

Livre acesso,
A perpetuação –
A mente.

Dissonante imaginação,
Claustrofóbica realidade.
A energia em ebulição,
No interior a revolução.

Eles não desejam –
Que aprendamos a pensar.
O raciocínio causa estragos,
Provoca a evolução –
Em parceria com o discernimento,
A expansão.

Pensamentos lógicos,
Insanidades congruentes.
A loucura distorcida,
Transfigurando-se de perfil.
Os ânimos acirrados,
De forma ardil.
O caos – A pressão –
Tão pueril.

O fardo das mentiras midiáticas,
Pressionando as nossas cabeças.
O conta gotas do tempo acelerado,
Correndo de encontro aos segundos.
Desaceleração no dia a dia,
Imperfeita harmonia.

Incontáveis são as horas de expiações,
No corpo massacrado.
Entorpecido o flagelo da vulnerabilidade,
Por que não somos escolhidos –
Para colher os frutos da bem aventurança?
Semeando –
Plantando a generosidade,
Os frutos apodrecidos caídos ao chão.

Inconsciente rota de colisão,
Desfazendo o elo com a verdade.
A falsidade desenhada –
Em maiores proporções.

Efeitos enigmáticos,
Falcatruas e conchavos -
Disseminando o caos.
Como desfazer os maus entendidos,
Puxar a cortina –
Revelando a preciosa verdade?
Transformou-se a humanidade,
Em um arremedo de crueldade.

 

Nas entrelinhas dos acontecimentos

Todo amanhecer é uma largada,
Mas cruzar a faixa de chegada –
Nem sempre é visível.
Todas às vezes,
É um caminho árduo,
Com muitas implicações.

Por ora, pode haver um descanso,
Um refrigério -
Arremetendo-nos à esperança.
Onde possamos alcançar,
Momentos de bonança.
Mesmo com a alma sangrando,
Os pés dilacerados –
As mãos calejadas -
Por tentar algo,
Recria a expectativa.

A mente em sintonia,
O caráter em sinergia.
Com a realidade resiliente,
Nas entrelinhas dos acontecimentos.
Costurando cada intervalo,
Com o nosso jeito.

Utopia crescente,
Distopia ressonante.
Na ilusão –
De alcançar os objetivos.

A vida –
É como uma caixa de surpresa.
Nunca sabemos o que vamos encontrar,
Entre o ser e o realizar –
Há uma diferença muito grande.

A felicidade nunca se faz completa,
Faz-se como sonho distante -
Feito estrela no céu cintilante.
A diferença se dá no caráter,
Como o lapidamos.
É o que nos difere um do outro:
Em ações –
Em virtudes –
No trato com o próximo.

 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Colisão do destino


Um arrepio na pele,
Sensação de frio.
Aviso sobre o perigo,
Sem prever a direção.
Os sentidos em alerta,
A ansiedade em expansão.

Euforia negativa no corpo,
Adrenalina na veia.
Como externar –
O que realmente acontece?

Uma reação desmedida,
Que pouco a pouco se faz crescente.
Não há como verbalizar,
Um grito preso na garganta –
O único desejo de ecoar.

Fecho-me em pétalas,
Retraio-me na transmutação.
Em alquimia –
Vomitando a negatividade,
Alimentando-me da positividade -
Infinita ancestralidade,
A perfeição da realidade.

Bem – Mal –
Tempestades atemporais,
O duelo.
Nem tudo é sobre si mesmo,
Os dias correndo à fio.
A humanidade em rota de colisão do destino –
A destruição.

O fato de sermos esquecidos,
Não nos fazem negligentes.
O livre arbítrio,
Às vezes, ressoa veemente.
Sem sabermos para onde prosseguir,
Pelos labirintos territoriais de cada mente.
Única espécie provida de raciocínio,
Os animais comprovam mais sentimentos.
Há quem sugira a Involução,
É apenas o retrocesso –
Uma grande aberração.

Ciclos viciados

 

Por que será que fazemos a distinção da cor da nossa pele,
Se somos todos seres humanos?
Não nos fazemos capazes de tolerar as diferenças,
Como evoluir?

Dia a dia sofrendo –
Grandes ou pequenos atos,
De demonstrações de ódio.
Fazendo-nos incapazes –
Do sentimento de compaixão.

Há uma aura turbulenta,
Que nos rodeia –
Provoca o caos.
As velhas engrenagens,
Movendo-se para que não aconteça o belo.
Não dando ênfase ao que realmente nos tornamos,
E sim, a margem que prevaleça o mal.

Nem sempre é feita a boa interpretação,
Sobre o prisma de verdadeiras intenções -
E a realidade nos leva à ciclos viciados.
É necessário –
Que possamos atingir um estágio maior,
Na canalização.
Onde possamos nos reconectar com a expansão,
Galgando por uma nova conscientização –
Mais humana.

O Planeta Terra –
Não é somente o passado e o presente.
Precisamos trabalhar em conjunto,
Para que o futuro aconteça.

No entanto, a involução –
O retrocesso –
É uma realidade palpável.
As energias estão sendo desperdiçadas,
Em movimentos desnecessários.
É isso o que desejam os seres,
Com baixa vibração.
Que o mesmo tempo passe rapidamente,
Fazendo-nos olhar para o lado positivo.
Com a percepção infantil,
Descartando o principal para a revolução.

Clamor estressante

Supremacia engatilhada,
Democracia ameaçada.
Vil realidade,
A perversidade.
Aos incautos,
Mostrando a verdadeira face.
O inferno –
Desabando sobre as nossas cabeças.
Longínquas fantasias distorcidas,
Bombardeando-nos a mídia.
Como distinguir o que é real,
Ou fake news?

Ameaças aterradoras,
Nadando contra a correnteza –
De um mar de lama.
Levados à revelia,
Julgados como se fôssemos um nada.
Seres desprezíveis,
Lembrados em um momento oportuno.
À mercê de sórdidos planos,
Palavras doces,
Usadas no momento certo.
A falsidade impetrando,
Cortina de fumaça -
Famigerado teatro.

Quantos votos,
Contabilizados nas urnas?
Uma população iludida,
Não sei com o quê.
Acreditando em um monte de mentiras,
Promessas esquecidas com o tempo.
O desgaste sub-humano,
Acontece ano após ano.
Desacreditados –
Quando se deu o engano?

São as semelhantes histórias,
Seguindo as disfarçadas trajetórias.
Onde haveria maior leveza,
Gera um clima pesado de resiliência.
Na obrigação de provarmos o que somos,
O tempo inteiro.
Perante a justiça,
Um clamor estressante.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Mil e uma teorias

 

Um mundo lúdico,
Imaginário.
Outras dimensões,
Miscelânea –
Do presente com o passado.
Rostos conhecidos,
Outros não.
Talvez não reconhecidos,
Que em algum momento –
Por minha vida passarão.
Será?
O surreal –
Completa incompreensão,
Enfim, nenhuma conclusão.

A humanidade distorcida,
Acontecimentos enigmáticos.
A criação,
Mil e uma teorias.
Em busca da verdade,
Para vim a tona –
Em algum dia.

Observando ao nosso redor,
Completo absurdo.
Comportamento desumano,
Estava incluso?

Rebuscado da tecnologia,
O homem em franca expansão.
Gasta-se milhões,
Em projetos que já nascem falidos.
Cometendo o maior dos pecados,
A fome em desenfreada proporção.
A ganância do poder,
Gerando a incredulidade.
Diga-me:
Se somos humanos de verdade?

A dor da injustiça,
Martelando na mente.
Pessoas desprezíveis,
Totalmente descrentes.
O buraco no estômago,
No barraco ao lado.
Um país de desordeiros,
Burguesia baderneira –
Com banquetes abarrotados.

Ao pobre –
Ao favelado –
O racismo marcado na pele,
Os açoites dos tempos modernos.
Rasgando a carne,
Fazendo sangrar a alma.

Triste sina,
Um povo que tem tudo –
Para viver outra realidade.
Os políticos de chacotas,
Desde sempre promovendo barbaridades.
Roubando –
Matando –
Escravizando –
Ações que amam cometer.
Enquanto, isso a população a perecer –
Completamente desamparada.

Agora me diga:
Se as cartas não estão marcadas?
Manchadas pelo vermelho,
De cidadãos inocentes -
Que provoca o luto.
Fazendo multiplicar a fortuna,
Tão descaradamente.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Distopia da manipulação

 

Realidade paralela,
Por onde anda a verdade?
Alucinações,
Completa dualidade.

Distopia da manipulação,
Jogo de ganância,
A ambição.
Acúmulo de riqueza,
Grande maioria na pobreza.
Massa falida,
Submergida na polarização.
Contraindo-se as mentes,
Na contramão da evolução.

Juízos imperfeitos,
Corpos doentes.
A sociedade e precarização,
Desfazendo-se do básico.
Escapando feito areia,
Em suas mãos.

Na arbitrariedade da escassez,
Reações inertes –
Perversa estupidez.
Na direção do consenso,
À olhos vistos,
O retrocesso.
Atitudes pelo avesso -
Pela vida do próximo,
O desprezo.

A militância em alta rotatividade,
O poderio bélico em ascensão.
Onde devia ser o contrário –
O desarmamento.
Porém, somos seres desprezíveis,
Sem o menor discernimento.

As cartas já foram marcadas,
Os abutres à espreita –
Loucos para enfiar as garras,
Não há trégua –
Nesta banal guerra.

Quantas vidas mais tombarão,
Neste dilema de azar?
Não basta o vírus sufocando,
Arrefecendo o ar.
Sacrifício sórdido e delirante,
Pecados, crimes e conchavos.
Diga-me em que lado está,
Desfazendo-se dos atrativos.