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sábado, 10 de setembro de 2022

Grande tabuleiro


Uma grande reviravolta está por acontecer,
A desmoronar – O futuro -
Desfazendo-se como areia em nossas mãos.
O grande tabuleiro,
As suas peças viciadas.
Articulando-se em movimentos frenéticos,
Desenvolvendo novos papéis.
A humanidade seguindo em novas direções,
Sem freios, avançando ao retrocesso –
Os olhos vendados.

A mídia e suas articulações,
Desejando nos prender em suas teias –
Condicionando-nos ao bel prazer,
Como vacas de presépio.
Sem argumentos,
Nem muito menos respostas.
O inimigo aniquilando,
Façam as suas apostas.

Neste jogo,
A mentira é aliada.
Mentes alienadas,
Usufruindo de subterfúgios –
A grande demanda por artifícios.

Remexendo velhas cartas:
Oposição e situação,
Trocando de lugar.
Interesses infiltrados,
No campo inimigo.
Vale tudo no titubear da discórdia,
Para conquistar o objetivo.
Chegando ao topo,
Derramando o sangue do oponente -
Mesmo que não se faça necessário.
Quem se importa?
Menos um adversário.

Nessa batalha –
Que de aleatória não tem nada.
Na transgressão de destinos inocentes,
A população –
A maior parte desavisada.
Enxerga-se de um lado para o outro jogada,
Sem saber qual será o dia de amanhã.
Crescente precariedade,
Sobrevivendo às adversidades.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Densidade ao contrário


Não sou quem transpareço ser –
Toda alma,
Tem o seu modo de expansão.
Na clareza do discernimento,
Dispersa quimera de ilusão.
No tópico que acende,
A transformação.

Dissonante transcendência,
Fugindo da realidade.
Legítima aparência,
No mundo imaginário.
Fluente rio –
A densidade ao contrário.

No infinito –
Efêmera alucinação.
Poeira cósmica,
Transcendente redenção.

Na fantasia que compõe,
Em versos expoentes.
O reverberar cintilante,
Volitando com a criatividade.

O viver é algo surpreendente,
Mesmo que não seja como desejado.
Na resiliência –
Refaz-se os planos,
Em meio aos desenganos.
Mesmo com um recomeço,
Nada tem um fim.
Tudo se transforma,
Para prevalecer o essencial –
O bem.

 

Usurpação de poder


Luzes se expandem na mente,
Aura cintilante –
Reluzente em dias frios.

Há quem não se acostume com a solidão,
Há quem almeje pela solitude –
Condensando-se na alma.

Cada segundo, o qual vivemos,
São ímpares,
Equivalem muitos anos de aprendizado.
Se prestamos atenção ou não,
O discernimento demanda da observação.

Somos frágeis – Relapsos,
Embora com essa atmosfera aterrorizante –
Prevendo os nossos passos.
Infelizmente, existe quem concorde com o descaso,
Traduzindo a inquietação.

A resiliência por um fio,
Conectando-se com a vontade em sobreviver.
Pessoas atormentadas pelo caos,
Na disputa entre partidos –
A população em desordem total.

O expoente,
Como o próprio nome diz:
Desponta para novo horizonte,
Sem sabermos se somos merecedores ou não.
A denominação da humanidade,
Sempre taxativa.
Excluindo aqueles que não são vencedores,
Mal sabem separar o joio do trigo –
Uníssonos arrebatadores.

Em uma idolatria desmedida,
Ultrapassando o limite do sarcasmo.
O que enxergamos daqui debaixo,
Somente um bando de asnos.
Que não sabem fazer com o poder,
Em suas mãos.
Usurpando famílias inteiras,
Sem nenhum pingo de remorso –
Hipócrita conscientização.

Resiliência em combustão

 

Semelhantes,
Diante a introspecção de conteúdos.
Desfavoráveis quanto a nossa condição humana,
Corpos volúveis – Frágeis.
Em meio a eternidade do tempo,
Quantas questões a serem resolvidas?

O mesmo tempo que engrandece é tão efêmero,
Quanto a veleidade do infinito.
Entorpecidos por nossa própria insignificância,
Embriagados em dissonante vaidade.
Na soberba que vicia,
Em palavras sem nenhum fundamento.
Castelos desmoronando em mentes inférteis,
Na propagação do caos –
Transitória maldade.

Inquieta felicidade,
Arbitrária realidade.
As perguntas são infundadas,
Sem nenhum alicerce.
A base corroída pela ferrugem,
Que se apodera de tudo.

Incontáveis são os tombamentos,
A injustiça realizando tragédias.
Incontáveis – Desfavoráveis  -
Sem memória,
Intolerante perspectiva –
Sem nenhuma expectativa.

Alimentando a solidão,
Causando angústia.
Na espera por dias de paz,
Como faremos –
Se não corremos atrás?

Pertinente alucinação,
O que será do futuro –
De seres manipulados?
Ao bel prazer – Aniquilados,
Sem nenhum resquício de remorso.
Incerta constatação,
A resiliência em combustão.

sábado, 3 de setembro de 2022

Ascendente concepção

 


Luz em pedra de turmalina,
Irradia na aura resplandecente.
Guiando os passos,
Fazendo-nos atravessar longos percursos.
Por trilhas estreitas,
Pontes escuras.
Sempre avistando o ponto de luminescência,
É difícil?
Todos nós sabemos que sim,
Pela fragilidade da vida humana.

Qualquer descuido ou intercorrência,
Pode ser fatal.
Há quem brinque,
Colocando-se em risco –
Feito um animal irracional.
A vigilância deve ser necessária,
Para que possamos prosperar.
E não andando em círculos,
No mesmo lugar –
Levando-nos à Involução.

A expansão da consciência,
Deve se fazer presente –
Ascensão.
Abrangendo nova concepção,
De existência.
Para com outros seres,
A coexistência.
Não estacionar na mesmice,
Em prol da babaquice.
Endeusando as tecnologias,
Tremendas analogias.

A adaptação precisa vir de dentro,
Transcender do interior –
Centelha de vida.
Este é o ponto de partida,
Meditação.
As nossas forças,
No mesmo ponto de concentração.
Aprendizado em novas áreas,
A mente reconectando –
Com o que é realmente necessário.
A evolução está na simplicidade,
E não no alter ego que se desenha.
Falsos mitos reverenciados,
Com pessoas falando demais –
O que não tem nada haver,
Com o plano escrito –
Condicionando para oposta direção.

Contemplação

Vai passar essa tempestade,
O absurdo em forma de tormenta.
Possuímos uma chance,
De aniquilar o mal –
Desvanecer o caos,
Retirando-nos da deriva –
Devolvendo-nos as expectativas,
Desenhando outro mundo –
A esperança.
O espelho restaurado,
Feliz temperança.

Cicatrizando as dores,
Sarando as feridas.
Serão apenas lembranças,
De um tempo árduo –
Que jamais retornarão.
Finalmente, seremos livres,
Em outra concepção.
As mentes acessadas,
Contemplação.

Todo o sofrimento se findará,
Os escolhidos darão nova vida –
A este lugar.
A Natureza de fato prosperando,
Livre da poluição.
Por longos anos,
Haverá o ciclo da regeneração.
Vidas serão recicladas,
As mentes estabelecidas.

Entretanto, tudo dependerá da humanidade,
De seu livre arbítrio.
Desfazendo-se das guerras,
Tornando-se mais tolerantes.
Recriando um caminho aberto,
Para o diálogo –
Fugindo dos labirintos do egoísmo.
A ganância e o poder,
São facas de dois gumes.
O que nos dá –
Apoderando-nos,
Também nos tira –
E aniquila-nos.

Os humanos ainda não se deram conta,
De quanto são frágeis –
Diante de suas próprias criações.
Poderosas máquinas –
Bombas atômicas,
O fogo amigo –
Em quaisquer direções.

Imperfeito labor

 

A polarização,
Gerando a luta.
Positivo e negativo,
Estado de insatisfação.
O certo e o errado,
Uma população –
Inteira renegada.
Sem colher os frutos,
Violada.
Desejando por vias invisíveis,
Compor a separação.

A melanina excluída,
Fomentando racismo estrutural.
A cor da pele,
Não determina o lado –
Do qual estamos.
Nada de ficar em cima do muro,
Prevalece o essencial na batalha –
O antirracismo valha.
Exterminar o mal,
O fogo em combustão –
Ruindo o Estado da gentrificação.

Vidas importam,
Independente da raça e credo.
A democracia na corda bamba -
A liberdade ameaçada.
Governo de outros tempos e atual,
Impondo a putrefação.
Corpos inocentes –
Tombados na sarjeta,
Para quem quiser ver.
Crianças desde cedo,
Aprendendo a lidar com a dor.
A violência estremecendo a carne,
Atormentando a mente -
Velhas táticas de guerra adquirindo.
Como nos proteger?

Em um país:
Onde se escraviza por um salário.
À mercê, cortando direitos,
Por onde anda a dignidade?
Sem menção de respeito,
Cumprindo metas –
Seguindo as regras.
Imperfeito labor,
Como coexistir?

Nada é fácil,
Nunca será.
Na luta íntima de cada dia,
Não em busca da perfeição.
Nem muito menos de caridade,
Mas sim, por segurança, saúde e educação.
É o mínimo que desejamos,
No entanto, há aqueles que pensam que é demais,
Enriquecendo à custas de deveres infernais.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Simples existência

Eu sou uma poeta –
Calada em pensamentos,
Compartilhando as palavras com o papel.
No inconsciente,
Realizando o escarcéu.

Acredito que este mundo,
Não seja como imaginamos –
Ou desejamos.
Há forças muito além e poderosas –
Do que a nossa simples existência.

O livre arbítrio –
O auto flagelo –
Impulsionado pela maldade,
Da arbitrariedade humana.

Para que nos (me) enganar?

A esperança é um ponto de luz,
No meio do peito.
Que gradativamente,
Transformasse em um farol.
Com luminescência tão uniforme,
Desfazendo qualquer impacto da escuridão.

Não há nada quebrado,
Que possa ser consertado –
Com boa vontade e temperança.

***

Após tanta atribulação,
Um novo mundo renascerá.
Para os escolhidos,
E aqueles que venham se arrepender –
Dos malefícios.
Os irmãos da Luz,
Estão em intercessão.
Pois a poeira cósmica é eterna,
Mesmo não incorporada –
Em um corpo físico, terreno,
Estaremos vivos em algum lugar -
Na centelha que resplandece a vida.

O espaço do infinito –
É uma incógnita,
Cercado de mistérios.
No momento propício,
Desvendará-se-a.

Sublime

Ando invisível pelos lugares,
Sou ninguém.
E outro alguém,
O que me tornei –
Não imagina.

Uma palavra de luz aqui,
Outra ali –
Mais uma acolá.
Inundando de esperança,
Derramando energia.

***

No fundo – No fundo –
Sou mais uma a preencher este Universo,
Desbravando novas sensações.
O que desejo é deixar –
Apenas positiva contribuição,
De um modo ou de outro –
Para que haja nova concepção.

O viver não é somente este aqui,
Ele é carregado de mistérios.
Os quais não sabemos –
Se serão revelados ou não.

Ainda haverão muitos acontecimentos,
Dependerá da evolução da humanidade.
E todos nós não passaremos de vários ninguéns,
Que não teve o êxito em atingir os objetivos –
Inflamando o ódio e o rancor,
Fomentando a agonia e o sofrimento de seus semelhantes.
Espalhando a fome e a tortura psicológica,
Para implantar uma realidade inexistente.
A percepção mal sucedida,
Surpreenderá à todos.

***

Como uma simples mortal,
Desejo apenas a transmutação de sentimentos –
Tornando-se sublime.
O que mais posso fazer?
Se sou apenas uma poeta.

Lógica

 


A lógica nem sempre está presente em todos os lugares,
Às vezes, somos incapazes de procura-la.
Os caminhos a serem seguidos são totalmente diferentes –
Daqueles que algum dia almejamos.
A distorção soa como vidros quebrando,
Em milhares de caquinhos.

Ao nascermos –
Não nos tornamos donos de nossos próprios destinos.
Há sempre um acontecimento,
Que nos tira fora do prumo –
Deixando-nos à deriva,
Levando-nos em outra direção.

Em uma sociedade –
Que nos obrigada a agirmos iguais,
Como todo mundo –
Em um padrão,
Mostrando-nos como mesmos.
E desse modo,
Ao não possuir tal comportamento –
Discriminados,
Tratados como marginais –
Desertores, loucos,
Fora da curva.
Pois aquele em ascensão,
Demonstra a maturidade e o discernimento –
Para lutar por algo que não se encaixa.

A vida é luminescência,
Mesmo para atingirmos um objetivo maior –
Faça-se necessário excluir pessoas,
E se distanciar de círculos viciosos.
Afastando-se de pensamentos tão pequenos,
De seres incapazes de evoluir –
Em demonstrar compaixão,
Com o sofrimento dos semelhantes –
De seus irmãos.