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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Golpe diário


Golpe diário –
A máquina de moer –
A engrenagem saciando a fome,
Por manipulação.
Entregues a jogos de azar:
A população -
Total falta de sorte.

Arrefecendo o poder de compras,
Alta dos preços.
Um soco no estômago –
O arremesso.
Incrédulos –
Sem ação –
Elevada inflação.
Desgoverno sem freio,
Atropelando os pobres –
Vítimas com propriedade.
Os ricos abastecidos,
Pela criatividade.

No jogo de cintura,
Para se manter no poder.
A gula –
Quem poderá deter?
Os açoites –
Invisíveis na carne.
A dor visceral,
Como virar a mesa?

Jogadas surreais,
São sempre as mesmas.
As falas sem compaixão,
Os grilhões –
A torto e a direita,
Dos fatos não há coesão –
Ou discernimento de raciocínio.

Lucrar é a primeira lição,
O dever.
O início,
Não há princípios.
A oposição comprada,
De maneira descarada.
Vítimas da ocasião,
Fomentando a pobreza –
O desgaste emocional.

Agindo na arbitrariedade,
Na contramão da ajuda –
Pelo lado social.
Discípulos da ignorância,
Ao favelado –
A doce implicância.
Desejando ver os seus direitos,
Rastejando por migalhas.
Não existe caminhos e trilhas,
Macabro labirinto –
De insatisfação.

Dissonante manipulação

 

Uma ventania imperceptível –
É o que desejo a varrer todo o mal para longe,
Distante da atmosfera que nos asfixia.
Como é desconcertante –
Viver da forma apresentada.

O medo surreal correndo por veias quentes,
No lugar da adrenalina.
A tempestade monstruosa vai se formando,
Sem ao menos nos darmos conta –
Tomando de assalto – A surpresa.
Fomentando na carne,
O desespero avassalador.

O mal parece pregar as suas peças,
Tirando-nos do eixo –
Sem alguma compaixão,
Demandando muita energia –
Gasta em algo sem valor.

O paraíso deve ser do outro lado,
Porque aqui habitamos:
Entre o inferno e o purgatório,
À mercê da falta de escapatória.

As nuances orbitam o sobrenatural,
Cogitando a luta entre o bem e o mal.
A forma desvalida como tudo acontece,
Transforma-se em avalanche,
Ou nos sugando feito  areia movediça –
Retirando as nossas forças de propósito.

Por mais que busquemos um alento,
Na verdade não existe.
É apenas quimera –
Uma ilusão –
Entorpecendo os sentidos,
Dissonante manipulação.
O som ameaçador forte e triunfal,
Ao ponto de invadir as nossas casas.

sábado, 2 de julho de 2022

Cartas manchadas

 

Inigualável fonte –
Que abastece gota a gota,
O mundo vasto de incertezas -
A dureza da raça humana e suas contradições.

Qual será o refúgio que nos protegerá –
De toda a aniquilação?
À mercê dos mistérios,
A total falta de coesão.

O olhar sórdido,
Por detrás da cortina.
Um jogo macabro,
Os dados viciados.

Não fazem mais a questão,
De se manterem escondidos.
Dando a cara a bater,
Mostrando a falta de caráter –
Contraditório cinismo.

As cartas estão manchadas,
E não é de tinta.
Jorra o sangue de inocentes,
Certeza da demagogia.
Na falta de tudo,
Utensílios básicos.
Sobrando a insatisfação –
Da maioria da nação.

Onde os porcos se chafurdam,
Em um lamaçal de hipocrisia.
Pensamentos nefastos –
Os atritos de interesses.
Idolatrados burgueses,
São piores do que os demônios –
Que tomam conta de suas almas.

Espíritos imundos,
Idolatria perversa.
Faltando o alimento na mesa,
A saúde em omissão.
De lado –
A educação.

Religião em ação

 


Não tenho nada contra as religiões,
E também com quem frequenta alguma.
Isso é bem particular do ser humano,
Em querer dividir ou criar grupinhos –
E excluir quem pensa diferente.

Religião é algo muito mais superior,
Do que as nossas próprias percepções.
O religar com a energia cósmica do Universo,
Ajudando quem está ao seu lado –
Em um momento de necessidade,
E não desfazendo do outro.

Cabe a qualquer pessoa,
O seu livre arbítrio.
Para decidir conforme a sua vontade,
Estando certa ou não.
Ninguém é detentor da verdade máxima,
Se assim o fosse,
Muitos males seriam evitados.

Mas a nossa concepção foi de tal maneira,
Em que por mais pertencemos a mesma raça –
Possuímos personalidade e caráter diferentes.
Cada um de nós possui a sua essência,
E as demandas de uma mente –
Capaz de qualquer coisa,
Tanto para o bem –
Quanto para o mal.

Infelizmente, vemo-nos obrigados,
A conviver com tais forças.
Se apenas existisse o bem,
Viveríamos em um mar de rosas.
Porém, não é assim.

A verdade,
Está em nosso discernimento.
Na simplicidade –
Do âmago.

Renovação diária

 


Viver entre a realidade e o sonho –
A perspectiva e a expectativa.
Um mundo ou mérito surreal,
A missão presenteada pelos superiores.
A essência demandando a energia positiva,
Emanada para o Universo.

Em tudo há o seu tempo,
A apoteose e o anonimato.
A meticulosa arte –
Entregue nas pontas dos dedos,
Que vertem de uma mente:
Extraordinariamente sensível.

Deus –
O Ser Superior –
Sabe exatamente onde encaixa as peças,
Jogando um pozinho mágico –
Enfeitando a aura de alguém.
Está que vos escreve,
É cheia de brilho.

Por mais que os acontecimentos,
Mostram-se difíceis -
Não se deixa abater.
A cada novo amanhecer -
É uma oportunidade de se mostrar,
Ou melhor,
Em demonstrar ao que veio.

É tão enriquecedor os instantes de paz,
O prazer da caneta deslizando sobre o papel.
É como se houvesse uma renovação diária,
O ser – O âmago –
Contemplando o Criador.

Sei que somos apenas grãos de areia,
Neste vasto Universo de estrelas.
Onde o sol e a lua causam os seus efeitos de hipnose,
De certa forma de curiosidade.
Envolvendo-nos com mistérios,
Nem sempre sutis.

Será surpreendente,
Que não nos tornamos os únicos habitantes –
De infinitas Galáxias.
Seria mesmo egoísmo,
Mesmo sem a certeza da nossa parte.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Transcendência estelar


Quilômetros –
Quilômetros –
Pelo mundo afora.

Quantos já percorri?
Nas trilhas –
Dos pensamentos.
Tão incomuns,
A favor da imaginação.
Realizando o caminho inverso,
De muitos que procuram a ostentação.

Retrocedo-me –
Na ilusão fantástica,
Na sintonia psicodélica.

No céu a famosa aurora boreal,
Presenteando-me –
Com seus tons lilás.

É uma dinâmica divertida,
A contemplação de uma mente contraditória –
Com seus fatores externos.

A vida e sua significância,
De forma eficaz –
Traduzindo com outros valores,
Injustificáveis horrores.

Na transmutação do ser,
Cada um tem a sua particularidade.
Uma maneira viável de se conectar,
Com o sobrenatural.
Para muitos algo estupendo,
Talvez dantesco.
Fluindo pela expansão da consciência –
Surreal!

Sei que em tudo há os seus mistérios,
Na metafísica –
No metaverso –
Do espaço sideral.

No interior –
Ser resplandecente,
Não há controvérsias.
Reconheço-me –
Em meu infinito íntimo.
Prazer tão leal,
Na própria essência.
Recriando –
Palavras, versos e poesia,
Tudo e transcendência estelar.

Fatores primordiais

 


As ideias de desfazem em minha mente –
Como nuvens que se dissipam.
Ao mesmo tempo –
Toma formas inerentes.

O descompasso –
O bailado da música fora do ritmo.
Como podemos ser tão absortos,
Em nosso raciocínio?

As pessoas caminhando para a involução,
Tomando o caminho inverso.
Novas gerações –
Querendo reviver o que os antigos,
Sentiram na pele –
Cortando na própria carne.

A história está escrita,
Para não repetirmos os velhos erros.
Mas somos sadomasoquistas,
Desejando ver o outro sangrar.
Quem é que se importa?
Se não for um dos nossos,
Tudo bem!

Em tempos atuais,
Muitos se escondem por detrás –
De uma tela,
Para destilar o seu veneno.
Ainda bem que existe uma grande maioria,
Que compõe o exercício reverso.

O ser humano deve reaprender –
A tratar os outros com empatia.
Porém, há aqueles que são como uma fruta podre,
E sai por aí contaminando os outros.
A empatia e o afeto -
Devem fazer parte do dia a dia,
E não ser mostrado como convém.
O amor e o acolhimento –
São fatores primordiais.
Para quem sabe possamos,
Reverter o redemoinho do caos.
Que faz uma bagunça,
E o maior estardalhaço –
Por onde quer que passa.

Desde o início da criação,
Há uma luta entre o bem e o mal.
Nuances espirituais –
Que estão muito além da compreensão.
O que acontece na Terra,
São apenas especulações.
Há algo maior em torno de tudo,
O que reverbera.
O ser humano não está preparado,
Se não há respeito pela própria raça –
Imagina por um ser desconhecido?

domingo, 26 de junho de 2022

A própria língua

 


É impressionante,
Todo e qualquer tipo de razão.
Levando-nos a nocaute –
Como se fosse o abate.

Vidas sobrecarregadas,
Com a discriminação.
Horrenda acusação:
De vitimização.

Em uma sociedade,
Que morde e assopra.
Antes alguma ajuda,
Hoje em dia –
Nenhuma migalha.

O dinheiro,
E sua desvalorização.
Aos pobres –
Resta apenas a inflação,
Retirando o poder de compra.
Cadê o seu quinhão?

O que se vê,
São injustiças para todos os lados.
Mesquinhos espíritos –
De políticos desalmados,
Em constante proliferação.
Enquanto, aqui desse lado,
Apodrecemos humilhados -
Na sarjeta vilipendiados.

Por onde anda –
O verdadeiro x da questão,
Para a tão sonhada modificação?
O solo urbano – As matas,
Sob um total escárnio e difamação.
Propinas a dar com o pau –
Proliferação.
Estado omissor –
Vil constatação.
O progresso a Deus dará,
Total falta de equalização.

Enquanto, pela mídia,
Testemunhamos o descaso –
As fake news à deriva,
Atingindo a sua meta.
Entretanto, surpreendemo-nos –
Com os números irrisórios,
Alcançando a seta.

Para o que é errado,
Tachado como normal –
Batemos palmas.
Contudo, pouco a pouco,
Morrendo a míngua –
Mordendo a própria língua.

Loucura diária

 


A minha lucidez –
Por onde anda?
Tento buscá-la –
Em meio à loucura diária,
E afazeres domésticos.

Às vezes, sinto-me tonta,
Numa espécie de corda bamba.
Os escritos –
Entorpecendo-me.
A satisfação –
Em meio à tormenta.
O refúgio –
Para encarar uma nova questão.

É tão salutar,
Manter-me distante de alguns:
Aqueles em que nada acrescentam.
Na indiferença,
Procurando o abrigo e proteção.
Naufragando no próprio eu,
Talvez num alter ego que se julga superior,
Mas nunca melhor do que alguém -
No entanto, frágil como o gelo no calor,
Julgo-me – Ninguém!

Permito-me –
Permeio-me –
Nesta busca redundante,
Por alto conhecimento.
Com a ajuda de seres invisíveis,
E incompreendidos pela humanidade.
A vida –
É tão frágil em momentos atuais.
Sem saber se estaremos aqui,
No próximo segundo.

Pensar –
Escrever –
É o que me mantém minimamente sã,
Em plena discordância –
Com uma sociedade fútil,
Cheia de regras e convenções hipócritas.
Por isso, fico perdida em meio à tudo isso,
Contemplando as poesias –
Em minha mente fértil –
Nada fútil.
Desenhando nos pensamentos:
Outros episódios,
Para os fatos cotidianos.
Recriando outro enredo,
Quem sabe,
Mais interessante.

Época de mudança


O que buscamos de mais concreto nesta vida –
É uma paz de valor tão irrisório,
Tornando-se efêmera.

Sobrevivemos à troco de nada,
Afim de contar migalhas.
Nos sobressaltos que nos permeiam,
Ao mesmo tempo –
Em que é fantástico e assustador,
Com as nossas mentes pregando peças.
Intercalando momentos de lucidez,
Com longos minutos de entorpecimento.

De onde vem nos abalar está angústia?
De nossos pés retirando a firmeza,
Os acontecimentos soam equivalentes.
Como dois pesos e duas medidas,
Em atitudes alucinantes –
Ais quais desconhecemos.
Agarrando-nos às virtudes,
Que chegam de surpresa.

Seria natural –
Se fosse normal,
Mas não é.
O sobrenatural salta aos olhos,
Porém, não lhe damos o devido valor –
Olhando através do espelho.

O passado –
Vira e mexe bate à nossa porta,
Para nos mostrar velhos e antigos hábitos.
Mesmo sabendo que é errado,
Não cansamos de comete-los

É época de mudanças,
De ressaltar o progresso –
Dizendo não a omissão.

Entretanto, os pensamentos se fazem fortes,
Comandando as nossas vidas –
Numa ansiedade desmedida.
É imprescindível mantermos a respiração –
Compassada –
Para que ela nos entoe:
Novas sensações de bem estar.