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terça-feira, 8 de março de 2022

Catarses escrita

 


Escrevo –
Às vezes, racional,
Outras, mergulhada –
Transitoriedade.
A verdade –
A realidade –
Ressonância de ecos.

Os pensamentos –
Vagam livremente por caminhos,
Um tanto quanto desconhecidos.
Na transmissão de elementos,
Catarses escritas – Aleatórias –
Tecendo vários sentidos,
Incessantemente pressentidos.

Um arsenal de luminescência,
Vasculhando cada poro do corpo.
Irradiando em todas as direções,
Tocando com um ponto de luz –
No contra golpe o discernimento.

No desejo de fazer com que lêem,
A aura ascendente, ritual –
Expansão de aprendizagem.
Arrefecendo o caos, miragem,
Desenho de letras, visceral.

Transitoriedade

 


Vento,
Alento.
Tempestade,
Dualidade.
Nuances da alma,
Transitoriedade.
Sem calma,
Sonora.
Dissonante,
Loucura.
Ressonante,
Bravura.

Transmutação,
Pássaros.
A revoada,
Alucinação.
Cantos,
Raros.
Recantos,
Ensolarada.
Efêmera,
Lucidez.
Aventura,
Insensatez.

Expansões,
Arco-íris.
Domina,
A íris
Inquietude,
Juventude.
Anseio,
Liberdade.
Pluralidade,
Sensações.
Reações,
Emoções.

Fotossíntese humana

 


A energia da Natureza –
Revigora-me.
No espaço-tempo:
Como se uníssemos as forças.

Tenho a necessidade,
De me espelhar em seu cerne.
Transe profundo,
Livrando-me de todo o mal.

Na resiliência –
Na fotossíntese humana,
Ensinando-me como proceder.
A lidar com os acontecimentos.
Na falta de equalização alheia,
À minha maneira de ser.

A Natureza é a maior –
De todas as criações.
Enquanto, como seres humanos,
Somos fadados ao fracasso.

Pois está na falha de caráter:
O egoísmo –
Cheios de manias –
Vícios e implicações.
À passos largos –
Na contramão da evolução.

De fato, mascarando os atos,
Na encenação –
Manipulando os eventos,
A nosso favor – Guerra doentia.
Saindo da linha,
Negligenciando vidas,
Na tentativa de escapar das consequências –
Do livre arbítrio.
Porém, do que imaginamos são mais fortes,
Impondo as demandas à todos.

O ser humano é frágil –
Entorpecido:
Pelo ódio,
Ganância,
Sede de poder.
Não mensurando a força de seus atos,
Fazendo-os voltar contra a humanidade -
Sem alguma interferência e objeção.

A generosa aptidão de todas –
É o da Natureza.
Se for da sua vontade de nós esmagar,
Esta se valerá de sua magia.
Os governantes –
Estão bem longe dessa compreensão.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Interdimensional


Vozes distorcidas,
Entoando na mente.
Realidade conturbada,
Deslumbre irreverente.


Ecoam os pensamentos,
Breves momentos.
Lúdicos na imaginação,
Intrigante alucinação.

Amontoados decibéis,
Imperfeita equalização.
Dissonância em revés,
Sob o julgo, mentalização.

Uma pitada de canela,
Lado místico, aquarela.
Magnífica luz – A aura,
No enleio, a ternura.

Vislumbre – Cheiro de flor,
Alma em silêncio, louvor.
O edificar da Natureza,
Adoração íntima – Beleza.

Planeta Terra, a exaltação,
Olhar atento, sublimação.
Sobressairá feito a fênix,
Interdimensional Matrix.

Paralelo questionável

 


O coração, às vezes, toma forma de terra arrasada,
Inúmeras perfurações, e nenhuma estrada.
Questionamentos sobre o que acontece,
A revolta no estômago embrulhada.

Por que tanto sofrimento?
Vislumbro a aurora boreal –
Descortinando o céu da imaginação.
Talvez seja o desespero,
Por momentos que transcenda a existência –
Para quê tanta insistência?

O desejo por mudanças,
Por algo que faça transmutar a realidade –
Com o poder da alquimia,
Desvanecendo o caos, o sofrimento e a dor.
Que esta seja espelhada na alegria,
Do coral de sorrisos – A harmonia.
E não em choros e lamentos,
Vil descontentamento.

Ao abrir os olhos, a verdade é diferente,
Do que imaginei na beleza da ilusão.
O que resta a qualquer momento, a importunação,
Pareço que flutuo em transe – Decepção.

O indesejado apossando-se do cotidiano,
Sem alguma forma de aviso prévio –
Pegando-nos de surpresa.
Modificando os planos,
Como se fossemos obrigados a engolir a seco,
Goela abaixo, todas as suas mazelas,
Os maus feitos – Sangria esparrela.

Sem contestar –
E nem tão pouco colocando em prática a proteção.
É o que nos mantém vivos,
Neste estado de manipulação.
Promovendo a desordem como armas,
Fazendo com que caiamos em armadilhas –
Arrefecendo a dignidade.

No meio do caos

 



Um ser sensível,
No meio da selvageria.
O silêncio ensurdecedor,
Em seus lábios.
Nos pensamentos,
Os gritos, por vezes,
Aterrorizados.
Na essência,
Emana a luz.

Narcisismo frio –
Arrasador.
A alma aquecida,
Infinita busca –
Pela excelência.

Fuga constante,
Do contágio.
Mente ágil,
Entrega-se à beleza –
Expansão.
Irradia horas sombrias,
Ao redor –
Caráter enferrujado.
Transmuta-se em sol,
Ouro – Armadura.
Luta constante,
Dura.
Devastadoras –
Arranhuras –
Por fora.
Por dentro –
Fortalecida,
Bravura.

O não desejado:
Aprendizado –
Malícia e maldade,
Imperfeições alheias.
Proteção –
A liberdade.

Jogo –
De gato e rato.
Raciocínio lógico,
Arma eficaz.

Decepções –
Sempre presente.
Não desfaz –
O brilho.

Uma lágrima cai,
Enfrente ao espelho.
Demonstração –
De ser forte.
Na sobrevivência –
A resiliência –
Bate.

Os dias de luta,
Escrita –
A labuta.
Mesmo diante,
Do cansaço.
Seguindo lento,
Desarmonioso –
O compasso.

Meses –
Anos após anos –
Pertinente expiação,
Vencendo a derrota.
Nada de jogar a toalha,
Cada instante –
A insistência valha.
Perspicácia –
De cada batalha,
Incoerência –
Das jogadas.

Ao final –
Tudo bem.
Sem olhar –
Para trás.
Os passos dados,
Firmes se mantém,
Seguindo enfrente.

O desespero –
Desfaz aos poucos.
Na eficácia –
Do equilíbrio.
Arrefece o estresse,
Momentâneo.
Serei o que sou,
Modo espontâneo.
Não fugindo –
De pré-julgamentos.
Na incompreensão –
Só lamento.

Jamais abaixando a cabeça,
De nunca anular –
A personalidade.
A maneira –
Que me encontro –
De verdade,
Pouquinho de felicidade.

domingo, 6 de março de 2022

Essência humana


O que acontece aqui na Terra é uma batalha espiritual –

Espelhada em outras dimensões.
Sob o véu do esquecimento,
O livre arbítrio,
No escuro sem sabermos a qual lado pertencemos.

Um olhar sombrio sobre as nossas mentes –
Desejando o pior,
Enquanto, travamos uma  luta por reconhecimento da luz.
Cada lado defendendo os seus interesses –
Os humanos usados como escudos.

Várias dimensões acontecendo ao mesmo tempo,
Um jogo de vídeo game –
Que a qualquer momento pode acontecer o game over.
Sem sabermos qual é a verdadeira razão,
Para tudo o que nos cerca.
Condicionados a sermos fantoches –
Sem o raciocínio lógico, fazendo bom que desejam.

Somos apenas uma peça –
À mercê de vontades impróprias.
O mundo gira fora do eixo, desgovernado,
A cada dia mais rápido.
O motivo dessa total correria,
Sem nos darmos conta do que realmente é essencial.
Lavagem cerebral –
Motivos fúteis.

O que devemos encontrar –
Não está no externo.
E sim, no mundo interior da essência humana,
O despertar de vários sentidos,
Reconectando ao verdadeiro propósito:
O de estarmos aqui no Planeta Terra,
Não vivermos pautados na banalidade,
Principalmente, da violência que nos cerca,
Sob a total exclusão –
Valendo a real vivência do primordial.

Algozes da História


As cenas do caos que hoje presenciamos não somente pelas redondezas, como em outros países lá fora, representam a capacidade da involução.
Em nada condiz com o futuro da humanidade –
O projeto em si –
Colaborativo –
De expansão –
O desenvolvimento da tecnologia no intuito de preservar a Natureza –
E não se digladiarem –
Matando entre os próprios.
E quem sabe tornando a vida no Planeta Terra mais fácil,
De igual menos dolorosa.
Porém, o comportamento desencadeado pela disputa de poder fomentada pelo capitalismo, onde a ganância tem um grande respaldo no caráter da grande maioria.
Principalmente, naqueles que regem as leis criadas –
Baseadas na manipulação.
Os seres humanos menos desprovidos tratados como animais em uma grande propriedade, condicionados a prover as particularidades dos demais, ao seu trabalho atribuído menor valor.

Se não me engano, foi assim desde o início da criação:  Confeccionados para servir.
Até o momento em que desenvolveu a capacidade de raciocínio, herança de seu Criador.
Dando-se conta que poderia  ser como um deles.
E, por quê não? Usar de igual ferramenta de escravizar e obter garantias de fortunas.
Então, esta é a nossa herança.
Em pleno século XXI –
Digo e repito: O mundo está vivendo um momento crucial, recebendo em sua carga genética, também em sua essência, a vil personalidade, a determinação de espalhar o caos, reivindicando terras, Nações inteiras na tentativa de escravizar os povos que o julgam com o menor poderio bélico.
A humanidade revive os mesmos erros do passado –
Com os governantes alheios às principais necessidades, olhando apenas para o próprio umbigo –
Desejando atingir um status que não existe, a não ser apenas em suas mentes insanas e doentias,
Prendendo-se à falsos grilhões dissociativos, impondo a escravidão do sistema capitalista sobre um povo pobre – Trabalhador – E sofrido –
A cada dia gerando infundados impostos.

O Planeta Terra é mais do que se apresenta:
A sobrevivência deve ser com alívio.
E não com o receio de não saber o que acontecerá no próximo momento.
O futuro é uma caixinha de surpresas –
Isso é se realmente existirá.

E neste dia, contando seis  março de dois mil e vinte e dois, em que há dez dias a Ucrânia é bombardeada pela Rússia, em que a Terra sofre uma grande ameaça, permanecemos estagnados sem sabermos o próximo passo a ser dado.
Enquanto, pela mídia, milhares de mortes são anunciadas em vários conflitos, não somente na Ucrânia, como na Somália, Paquistão, Palestina e Síria.
Infelizmente, a população é entregue a esta guerra de egos, pessoas narcisistas e megalomaníacas. E que ainda indiretamente possuem o sangue em suas mãos –
E não são eles que sangram!

No fundo do meu coração –
Desejo que o Grande Criador de tudo, possa apaziguar todo o mal e sofrimento, amenizando a dor daqueles que nada têm com isso, nenhum envolvimento –
Pelo contrário, são as maiores vítimas da desumanização de terceiros.
Daqueles que deveriam proteger, mas que se tornaram os maiores algozes da História, colocando em risco as suas frágeis vidas.

Esse é o momento para a reflexão –
Um detalhado exame de consciência.
Que daqui para frente aconteça o discernimento, afim de curar, mas não fazer cair em esquecimento todas as feridas.
E relembrarmos com gratidão dos que por algum infortúnio partiram, diante de tal expiação.

O Meio Ambiente –
Também faz parte desse todo.
A humanidade –
Sem a Natureza –
Nunca existirá!

sábado, 5 de março de 2022

Do sol o girassol


Às vezes, bate um cansaço –
De muito me doar –
E nada receber.
Mídia de superficialidades,
Um tanto fútil na mediocracia.

A decepção vertendo na alma,
Feito sangue incolor.
As pessoas -
Não se importam com os sentimentos,
Com o que realmente sentes.

Conviver(o) com a invisibilidade,
A busca por interesses,
Em que nada combina comigo.
O receio de ser mal interpretada,
Jogado na lata do lixo.
Está é uma grande incógnita da vida,
Que nem tão pouco gera a demanda.

A maledicência  - O disse me disse –
Fatos incontestáveis,
As batalhas travadas todos os dias.
Antes de levantar da cama –
A ansiedade cortando na carne,
A arte em não deixar transparecer –
Os seus limites e fraquezas,
Mesmo com um punhal cravado no peito.
Na indisciplina de sempre se apresentar –
Em estado pleno de graça.

O sol lá fora em todo o esplendor –
Feito girassol – Absorvo a energia.
De querer me mostrar como realmente sou,
E não como desejam os outros –
Infundados julgamentos.

A natureza –
Das flores a beleza –
Força vital incomparável –
A realeza –
Em qualquer lugar –
Sempre serei a mesma pessoa –
Tão absoluta –
Em pertencimento.

sexta-feira, 4 de março de 2022

Ascensão da humanidade

 


A tormenta –
Uma tempestade se formando sobre as nossas cabeças.
Agonia devastadora consumindo a carne,
O sobrenatural se condensando na mesma realidade –
Infinitas dimensões.

Qual é o motivo para está aqui em colapso com as provações?
Inúmeras são as questões –
Nenhuma resposta.
Qual será o respaldo para se continuar tentando?

O imaginário povoando a mente na busca pela razão,
Miscelânea de sentidos, sobrepondo-se à intuição.
A resiliência fazendo parte do corpo –
Como um órgão vital para a sobrevivência,
Entorpecimento.

A mente em colapso para amenizar o sofrimento,
Fuga em absoluta inconstância.
A dor cravada no peito:
O punhal da convivência diária.
Por alguns finitos instantes, transmuta-se em alegria,
Drasticamente se desfaz perante aos nossos olhos – Intocável.

O sagrado torna-se profano em questão de segundos,
Sem o menor conhecimento de que sobrevivemos a este mal –
Ninguém saberá responder.

Na terceira dimensão –
É tudo tão enigmático quanto ao estarmos vivos.
Se algum dia obtermos todas as respostas,
O mundo se tornaria ainda mais obscuro.
Apesar de todo o mal –
Devemos nos manter firmes,
Para que no momento propício possa haver a devida transformação.
Este momento chegará ou não –
Disso dependerá a evolução da humanidade.