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domingo, 31 de outubro de 2021

Esperança para a humanidade

 


Como é que se faz para ficar bem?

Se nada se compara com algo que se imaginou –

Restando a decepção.

A expectativa –

O que se deseja.


Triste realidade finita –

Há um prazo de validade para tudo.

O sofrimento não é infinito –

Basta com que saibamos usar com discernimento o livre arbítrio.


Mesmo com todas as adversidades –

Precisamos contribuir para o bem.

Somente dessa maneira –

Haverá esperança para a humanidade.


Ancestralidade

 

Qual é o teu lugar no mundo?

Aonde me encaixo neste?

Sinto-me como se não vivesse a minha realidade.

Aqui é tão surreal –

As peças de um quebra cabeça totalmente fora do seu espaço,

Não sei o que é viver.


Palavras não se conectam –

Explodem gerando um impacto negativo –

Flutuam numa atmosfera gravitacional.

Os iguais espelhos não refletem a mesma vivência.


Corpos –

Genética –

Nada se fundem.

A alma –

A essência –

Ímpar.


Assim, torno-me o próprio latifúndio,

Onde receio as regras para aqui sobreviver.


O mundo lá fora desconheço –

É completamente fora do contexto de tudo o que já vivi.

A minha verdade é oposta –

E longe  do que algum dia almejo.

Intenso desassossego –

Constante perigo.


Pareço uma estranha –

Uma alienígena fora do seu planeta.

É tão contraditório dizer.

Desde que me entendo por gente –

Por pessoa –

As impressões foram dando lugar as certezas:

Não sou deste tempo –

Não faço a menor ideia de como vim parar aqui,

Submetida a uma pressão –

Com regras e afins –

A natureza é a minha morada.


Às vezes, chamam-me de louca –

Outras vezes, passou-me por ensandecida –

Para ignorar a crueldade que existe lá fora, tentando me alcançar.


Como brinde –

A ansiedade impregnando o meu ser –

Transformando-se em um fantasma –

Que sozinha procuro exorciza-lo.


A cada novo amanhecer é um campo de batalha –

Uma luta a ser travada –

Uma guerra interna a ser vencida.


Eu sei que através das dimensões nunca estarei sozinha.

Mesmo que de certa forma, o amor não se faça presente.

Há um alicerce em meu âmago...

Toda a ancestralidade me guia –

Para que o mal seja superado –

Realizando assim para que o bem sempre prevaleça.


Por mais que seja dolorido talvez penoso...

Machucada –

Sangrando –

Resisto!


Porque há uma promessa:

Tudo ficará bem!


Luz em meio à escuridão

 


Infelizmente vivemos em uma realidade em que nada condiz com a nossa essência.

É como se viessemos de outra dimensão, de um lugar altamente evoluído. E quando nos deparamos com este mundo, somos obrigados a reavaliar todo o aprendizado de vidas anteriores.

Não são todas as pessoas capazes de suportar tais pressões impostas pelo destino. Muitas delas tem o seu livre arbítrio posto à prova.

Nem sempre realizamos uma escolha acertada, acabando subjugado por suas mazelas.

Por outro lado, aqueles por mais difícil que seja, mantém-se distante daquilo que possa a vir a fazer mal do que foi planejado.

O desenrolar do futuro –

Apresenta-se de uma maneira totalmente diferente  com o que desenhamos.

Este é o fato de visualizarmos o que aprendemos e constatar como podemos lidar com a vida. Não somente a nossa como as demais espécies, também de refletirmos, e quem sabe de possuir um discernimento maior daquilo que nos cabe de concreto realmente.

Não adianta, mostrarmos o que somos, se bem no fundo nos transformamos no oposto daquilo.

Não cabe o ser humano julgar o outro!

As palavras se perdem ao vento...

Exemplos –

Atitudes –

São o que nos revelam –

Desnudando o nosso caráter –

O lado humano que desejamos ser!

Há uma diferença muito grande entre o demonstrar e o ser!

***

Eu sei que sou forte –

Para superar a realidade.

Senão, não estaria aqui até hoje!

O coração que bate no peito –

Mostra as suas ressalvas.

Nem sempre o ser humano tem uma consciência evoluída, embora a minha esteja sempre em sua busca.

O igual ser humano que deseja conquistar o espaço, mostrar-se bitolado seguindo em uma mesma direção. Não abre o olhar para novas expectativas –

Outros prismas!

O pensamento –

A sensibilidade de enxergar o próximo, de perceber as suas necessidades.

Nem sempre é o material, e sim o aconchego de uma palavra amiga –

Uma mensagem de inspiração.

Nestes últimos dias, tenho aprendido bastante...

E principalmente, não manter o foco nos erros alheios.

Não é todo mundo que tem a capacidade de se reconhecer,  aos seus erros e a ressignificar a vida, porque esta paltada no material.

O meu coração não é mais o mesmo...

Talvez me tornando um pouco egoísta, mas realista –

Preciso enxergar com mais precisão a minha essência, e seguir a intuição.

Para ter a certeza, de que o bem sempre se fará presente, fazendo com que a sua ausência não seja um março predominante.

Posso até parecer clichê –

Por não saber ainda ou motivo ou qual a razão por estar aqui.

Algum dia tudo passará...

No momento certo.

Deus tem me capacitado com uma força extraordinária.

Tenho a gratidão por ser um ponto de luz em meio à escuridão.

E quando não mais estiver aqui...

Aí sim!

Tudo será compreendido.

***

Nada é ao nosso tempo.

Tudo tem uma razão de ser –

Todas as tribulações serão apagadas...

Eu acredito!


Em nossas mãos


A minha agonia –

Dispersa-se com a esperança.

Fico aqui quieta – Encolhida –

Observando as pessoas...

Degladiando-se em seus egos,

Não mais distantes.

Crio um escudo imaginário –

Receio quantas vezes necessárias –

Um muro – Ou um rio –

Na imaginação –

É a proteção!


Foram em torno da insatisfação –

Os indivíduos...

Inflando psiques -  Cegos –

Fazendo-nos correr perigos,

Enaltecendo a vaidade –

Em ecos e vácuos.


Quanto tempo ainda nos resta?

Para o despertar – Enfim!

Ou ainda não sobra nenhum segundo –

Neste fim de mundo.

Por que tem que ser assim?

Até que não haja mais a expansão,

É o cessar da consciência –

Em uma breve existência,

Dissolvendo a razão.


Somos fadados ao fracasso –

Mergulhados no falso egoísmo,

Ruminando um triste lirismo.

Muitos pagando – Erros alheios,

E continuarão a pagar – Enleios.

Escolhas equivocadas, triste passo.


No silêncio –

Tomando arsênio.

Brindando o nosso destino,

Em completo desatino.

Quem se comprometeu?

Seja o que Deus –

Ou melhor, o que decidirmos,

Sem nos aludimos.


Impactados

 


Impactados –

Pelo vírus enjaulados.

Cada um escolhe o lado que lhe convém,

Nada de ficar em cima do muro,

Seguro não lhe mantém.


Famílias divididas –

Fomentadas em meio às dívidas.

Em seu próprio país –

O clima frio.

Esquerda e direita –

Sangue nos olhos.

Na navalha segue o fio.


Em meio à pandemia –

A ameaça espalhando o caos.

Asfixiando –

Afogamento à seco.

Como um serial killer, deixando os rastros de mortes.

Idosos, adultos, jovens e crianças –

Ninguém é poupado.


Políticos genocidas –

Brincando com milhões de vidas,

Aliando-se ao que for mais letal:

Pode ser o vírus da covid-19 –

Ou a violência, na mira do fuzil,

O que for mais letal!


Cidadãos carentes –

Sem o mínimo de apoio.

A fome se espalhando-

Minando a saúde.

Cadê a felicidade?

Perdeu-se em desalinho a realidade.

Em seu altar de falsa religião, outro alienado sem compaixão.

Dilacerando corpos –

Dando corda –

Realizando aglomeração.


Navegamos nau a deriva,

Sem que o próximo no poder reflita.

O pobre só é lembrado em ano de eleições,

Fora disso, é negligenciado sem compreensão.

O prato vazio –

Repleto de fome –

Cadê a refeição?


Sem moradia –

Sem cama –

Sem o pão nosso de cada dia.

Assistência médica é luxo!

Não há garantias...

No próximo amanhecer em meio ao turbilhão.

Às vezes, restando-lhe apenas um pedaço de chão –

Um resto de comida em meio ao lixo.

Ao relento –

No rosto o vento.

O gosto amargo da solidão...

Até quando a misericórdia de Deus, assim lhe permitir.


sábado, 30 de outubro de 2021

Pandemia

 

De repente, um furor,

Em meio a bonança.

Fez-se tempestade,

Em meio ao horror.

Coagidos, feito crianças,

Sombria a realidade.


Caiu nefasto míssil –

Sobre as cabeças.

Espalhando doenças,

O jogo, desfazendo peças.

Apenas mais um fóssil,

Mundial – Desgoverno Brasil.


A pandemia, conflitos,

De forma endêmica.

Com os seus atritos,

Quem é o mito?

Nulos lidamos – Sistêmica,

Restam as polêmicas.


Para o momento, reflexão,

Cabe o poder da união.

Como sobreviventes,

Da resistência, conscientes.

Garantindo a persuasão,

Não mais subservientes.


Está a espreita, o futuro,

A fusão, passado e presente.

O túnel iluminado –

Acabou o que foi escuro.

O mal por si fadado,

Ao cair por terra, pressente.


Atmosfera cinzenta


Estou submergida –

Tentando digerir toda essa atmosfera cinzenta.

Uma realidade que não acalenta –

E sim asfixia!

Pais perdendo seus filhos;

Filhos perdendo seus pais;

Mães que não tem o privilégio de ver os filhos nascerem.

Porque são arrancados de seus ventres por armas de fogo.

Uma violência desmedida –

Que faz sangrar a alma.

E nós?

Os que aqui ficamos nos deparamos uma realidade paralela, que por mais que nos esforçamos para que tudo seja mais leve e diferente –

Faz com que tudo seja mais pesado.

Moradores de comunidades:

Somos condenados –

Somos massacrados –

Pelo Estado que não protege, e sim condenada.

Sem ao menos projetar –

Tomamos um soco de impotência no estômago –

Ou uma arma de fogo:

Quando apontada, corre-se o risco de atirar.

Caímos de joelhos –

Na tentativa de respirar.

A cabeça atordoada, imaginando uma ilusão.

Mas não!

Mais uma vida –

Menos outra vida –

Mais uma vítima.

O algoz não pergunta quem é, ou o que representa!

Outras tantas mais condenadas pela falta de oportunidades.

Asfixiados –

Tentando respirar –

Andando em fila indiana –

Na expectativa de não ser o próximo –

Na infinita estatística!


Basta de violência!

Basta de nos matarem!

Moradores da comunidade,

Só tem um desejo:

De fugir da brutalidade –

Aquela que oprime,

Transformando a realidade!


Pressentimentos

 


Há uma energia voraz –

Implacável –

Embriagando-me –

Nela me reconheço...

E me pertenço.


Como o fogo –

Consome –

Renasço.

Oscilando a fortaleza –

E também a fraqueza –

Ninguém é perfeito.


Revelo-me –

Força motriz.

Desvencilhar –

Não há como!

Às vezes, não há escapatória,

A resiliência se mostra notória.

A engrenagem à mil por horas,

Também enferruja,

Mas jamais cessa.


Na escuridão –

Há uma pequena luz acesa.

Mesmo no meio da tormenta,

Fortíssimos ventos –

Jamais se apagará.

Sei que em algum dia,

Encontrarei o meu lugar.


Aniquilando toda a inquietude,

No presente de faz infinita.

No futuro será benigna,

O véu sobre os pensamentos –

Este será desfeito.

Terei o conhecimento,

Daquilo por direito.


Não haverá tristeza,

Cairá por terra a maldade.

Os pássaros serão livres,

Em meio ao colorido da paisagem.

Árvores frondosas darão frutos,

Para o nosso desfrute.

O ecoar iluminando as gargalhadas,

Não mais o som das lágrimas.


Sei que em alguma dimensão,

O impossível se fará presente.

É o que o meu singelo coração,

Em harmonia com a luz – Pressente!


Construção

 

Escrever –

Escrevendo –

Construo castelos.

Na proporção –

Da imensidão –

Reconhecendo-me!


Desde que o mundo é mundo


Não espere muito dos outros –

Faça a sua parte!

Nem todos estão vibrando na mesma escala da evolução,

Há um longo caminho a ser percorrido.

Embora tenhamos tido muitas chances de mudar o nosso futuro –

Do livre arbítrio:

Nem sempre fazemos o seu bom uso.

Ainda engatinhamos na evolução –

A maturidade é algo bastante distante.


Posso ser uma louca –

Talvez alienada!

Mas a cada dia, acredito na força do bem.

E ainda teremos muitas surpresas.


Os espíritos de luz –

Seres iluminados –

Sempre estiveram a nos observar...

E não deixarão que nada de mal nos aconteça.


Esperança –

Será maior do que toda e qualquer maldade.


Seres iluminados –

São aqueles que querem o nosso bem.


Desde que o mundo é mundo –

O ser humano é algoz de si mesmo.

Torna-se capaz da mais terrível atitude para atingir os seus objetivos:

Subjuga –

Tortura –

Estupra –

Mata –

A favor de si –

Destrinchando o mais vil sentimento.


Por que o desconhecido deva ser uma ameaça?


Talvez ou com certeza,

O desconhecido, possa ser a salvação, para uma nação terrena que vive humilhada e sem a mínima condição de existência.


Só desejo que o futuro –

Seja um lugar melhor para se morar.

Sem as atrocidades em que aqui vivenciamos.