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sábado, 19 de novembro de 2022

Ancestralidade na alma

Ancestralidade na alma,
O sol reativando a melanina –
No corpo –
Colorindo a pele.
A essência impregnada pelo prazer,
Ao astral se revele.
Na continuidade da vida,
Na energia transcendental.

Nem tudo são flores,
Desde a época do descobrimento –
Tratados como intrusos.
Os desbravadores –
Usurpando toda sociedade.
Assassinando –
Torturando –
Estuprando –
A carne negra vilipendiada.
Como na permuta,
Tratados como mercadorias  –
Por seres humanos mesquinhos,
A barbaridade disseminada.

Na luta do povo subjugado,
Na resiliência –
Encontrando formas para sobreviver,
Também de resistir.
Em pleno século XXI,
Um povo ainda cativo.
Injustiçado:
Por leis e preconceitos,
O racismo –
Crescente e desproporcional,
Com vontade de viver.

A injustiça –
Dançando à passos largos.
Com o conceito,
Fomentado pelas atrocidades.
Tornando-se comuns os abutres,
Alimentando-se do sofrimento alheio.

As virtudes do espírito,
São as armas –
Contra toda e qualquer alienação.
Como reis e rainhas,
Sequestrados com os antepassados.
Não há nada de abaixar a cabeça,
Cada um tem dentro de si –
A realeza.
O sangue azul em sua maestria,
Regem-nos os espíritos reais,
Assim moldando a nossa força.

A própria sorte


Notas frias e calculistas –
Inverossímeis –
Jogadas na mídia,
Causando alardes.
Fazendo o rio sair do curso,
Traçando os trajetos –
Das inverdades.

Na ilusão mistificada,
Jogados em terra de ninguém.
Não há o potencial –
Avassalador –
Para a transformação.
Inóspitos –
Entregues a própria sorte,
Propícios a qualquer mal.
Diante dos nossos olhos –
O caos,
Em crescente covardia.

A dualidade dos momentos,
Os disparates em ascensão.
Fomentando os malefícios,
No desenvolvimento humano.
As ameaças,
Não mais veladas –
Tomando cor e forma,
Na centralização do poder.

O falso caráter,
Moldado na falta de empatia.
Alimentando com a mentira,
Desmerecendo o valor crucial –
Da vida.

Na gentrificação,
Na desaceleração do acolhimento.
Intrigas e mais intrigas,
Sendo geradas –
Por detrás das cortinas,
Sombrias nuvens de fumaça.
Os baderneiros espalhados,
Fazendo arruaça.
Em vidas alheias,
Impregnando a desgraça.

Sobrevivemos –
Em dias imperfeitos.
Com a realidade,
O ponto de colisão.
As virtudes por um fio,
As atitudes desordenadas.
Qual garantias –
Se é que possuímos –
De que algo possa mudar?

Aferição de valores

 

Quanto vale o ser humano?
Como pode ser medido este preço?
Por aquilo que possui?
Pelo caráter?
Atitudes?

Pessoas,
Prendem-se em ações capitalistas.
No egocentrismo,
De suas almas pueris.
Zombando –
De quem pode lhe estender a mão,
Ninguém sabe o dia de amanhã.

O mercado que abastece,
É o mesmo que enfraquece.
Sentimentos mesquinhos,
Na ressonância do abstrato.
Na falha hostil,
Fomentando a violência.

Desde a colonização,
A escravidão.
Tecendo o preconceito,
No racismo estrutural.
Com o passar dos séculos,
A sujeira jogada –
Para debaixo do tapete.
Na escravidão velada,
Independente da cor da pele.
Os pobres subjugados,
Por vis status sociais.

A classe média,
Fazendo o papel de carrasco.
Enquanto, a alta se empanturra,
Lambuzando-se com o mel –
Aos assalariados o fel.

O mundo gira,
Em grande incógnita mental.
O que não nos serve,
Não cai bem no outro.
Os fatores mistos –
Na transitoriedade.
Os pensamentos –
Em sintonia diferentes.
Alguns no grau maior,
Outros totalmente zero.
A transmutação humana,
Caindo drasticamente –
Na mística celestial.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Mágica da soberania


A paz é algo tão supérfluo,
Nesta sociedade –
A qual sobrevivemos.
Compartilhando de momentos,
Que destroem a alma.

Infelizmente,
Marcados pela objetificação.
Em massa a manipulação,
A humanidade,
Caindo em desgraça.
Direcionando-nos –
A um caminho sem volta.

No subterfúgio do sacrilégio,
Asfixiando-nos –
Recesso do refrigério.
As luzes no céu,
Distorcem na terra –
A ignorância,
Desculpas esfarrapadas.
Aterrorizando os demais,
Circunstâncias diferentes.

A maioria adormecidos,
Descrentes –
Olhando para o próprio umbigo,
Desvalorizando os demais.
Diga-me:
Onde poderemos parar?
Muitos se julgam superiores,
Com suas mentes pequenas –
Pregando ódio e rancor.
Na indelicadeza,
Com os menos favorecidos.
Tomando para si,
A salvação inexistente.

Há quem ainda seja resistência,
Em meio ao caos.
Não se deixando abater pelo mal,
Surpreendendo-nos com a resiliência.
Retirando forças,
De onde é impossível.

Na mágica da soberania,
As horas transmutando na harmonia.
Em um tempo vindouro,
Tudo será diferente –
O ar límpido em nossas narinas.

Impulso da transição


Longe do mal,
Venero a distância –
A escuridão –
E todos os sinônimos.

É noite,
Véspera de mais –
Um amanhecer.
Na luz,
Que abrange –
A imensidão.

Nenhuma derrota,
É capaz de ofuscar –
Trilhas e caminhos,
Impulso da transição.

O elo do pacto,
Mostrado –
Total majestade,
Duplamente –
Demonstrando:
A resistência.
Nada é transitório,
Pelo contrário:
Torna-se permanente.

Se em algum dia,
O fim –
Se der.
Será pela mão,
Da humanidade.
Em ínfima –
Teimosia.
Desejando o mal,
Arrefecendo o ar –
De liberdade.

Os livros ocultos,
Revelam a verdadeira –
História.
Desfazendo a conexão,
Com o algoz.
São várias –
As vertentes inimagináveis,
Mágicas.
Até mesmo:
Surpreendentes.

Ao serem reveladas,
Surpreenderão –
Os mais incrédulos.
Aos intitulados –
Céticos,
Acreditarão.

Não haverá –
Outra maneira.
Senão, aceitar,
A realidade.
A sinergia,
Reverbera na alma.
Em espíritos –
Condescendentes.

O Planeta Terra,
Será tomado –
Por renovada concepção,
De vida.
Desprendendo-se –
Das mazelas.

Os dias iluminados,
Como devem ser.
A perfeição –
Na dualidade.
O reconectar –
Com outros mundos.
As próximas gerações,
Serão testemunhas –
Da convivência pacífica,
Entre qualquer –
Forma de vida.

Ápice da contradição


A cada passo, estamos distantes –
De todo o momento da evolução,
O ápice em contradição.
Ao invés,
De atingirmos o topo da montanha,
Jogando-nos no fundo do poço.

A humanidade atropelada,
O joio dominando o trigo.
Fazendo perecer,
O que há de mais concreto.
A areia tomando conta,
Arrefecendo a natureza.
A putrefação dos neurônios,
Em meio ao caos.

Pessoas perdidas,
Caminhando encolhidas.
Obedecendo as vozes de comando –
Sem tomarem o discernimento,
Do porquê que estão ali.
Entorpecidas no transe surreal,
Observam na imagem distorcida –
O próprio reflexo,
Visualizando a cena fora de nexo –
Imprimindo o complexo.

Talvez não estejamos prontos,
Para o salto na expansão –
De pensamentos.
Sempre mostramos o que somos,
Seres indefesos.
Entregues ao ostracismo,
Pensando somente na questão –
De nós darmos bem,
Em adquirirmos vantagens.

A sociedade –
É bem mais que o individualismo.
Para entrar no mundo evolutivo,
É necessário o corporativismo.
Compactuando com o objetivo –
Da comunhão.

domingo, 13 de novembro de 2022

Fuga interior

 

Fuga interior,
Corro para dentro de meu ser.
Navegando –
Vasculhando –
Qualquer espaço.
Conhecer-me –
Reconhecer-me.

Sou pequeno objeto translúcido,
Vagando por esta terra.
Com o único objetivo,
De transformar o que nos cerca.

O ser humano,
É um completo desvario –
Ou simples alucinação.
Perpetuando atos,
Feitos zumbis –
Sem vontade própria.
Não é mero acaso,
Fomentados para servir.
Talhados à ferro e ao fogo,
Na rebeldia do criador.
Na figura desproporcional,
Não há nada de casual.

A atmosfera,
Não foi mais a mesma.
Poluição e gazes tóxicos,
Para todos os lados.
Na subtração dos sentidos,
Fatos e construções históricas.
A movimentação dos mistérios,
É muito surreal -
Um tanto quanto assustador.

Reconecto-me com o sagrado,
A energia determinante –
Reverberando na essência.
A luz transcendental,
Perpétua toda a existência –
Da vida.
Pelo cuidado,
A gratidão.

O que não foi revelado,
No momento certo se dará.
Uma pequena parcela,
Está preparada –
Para testemunhar o que está por vir.
No entanto,
É necessário o cuidado,
Para que não haja os velhos erros.
A mente humana,
Possui atalhos inimagináveis.
E todos os passos,
Devem ocorrer com precisão.

Liberdade falsificada

 


A liberdade falsificada,
Corroendo os nossos corpos –
Consequências nada veladas.
Transmutando-se na realidade,
A expansão –
Dando lugar ao caos.

A dualidade dos acontecimentos,
Os movimentos ímpares –
Desolando os momentos.
Uma busca perversa e cruel,
Por justiça.
Os pés descalços,
Sangrando por tanto caminhar.
Agonizando em plena sede,
Cadê o apoio  -
De quem deveria vir?

O clamor ocultado,
Pela falta de empatia.
Distorcendo os fatos,
Em plena arrogância.
Aos desvalidos,
Tanta implicância.

A fuga –
O despertar da nova consciência,
A transição trás o refrigério –
A esperança por dias melhores.
Aos incautos a obscuridade,
De suas perversidades.

O desdobramento da luz,
Está prestes para acontecer.
No vislumbre de dias –
Mais acalorados,
No zelo do amadurecimento.

A utopia pungente,
Será apenas uma lembrança –
Diante do arrefecimento da dor,
E do sofrimento alheio.
A ilusão transitória,
Não fará mais parte das horas –
As quais se esvaíram as expectativas,
Do acolhimento.

A paz é um elemento primordial,
Para que possamos destruir –
Por completo a maldade.

Sussurro ao vento

Os ensinamentos –
Vêm e virão,
De uma forma ou de outra.
Até mesmo,
Com o sussurro do vento.

A natureza tem muito,
O que nos ensinar.
A humanidade,
Muito o que aprender.

Porém, o sentimento,
De narcisismo –
Põe a perder,
O que os mais antigos –
Repassaram-nos.

O retrocesso,
Não é o esperado.
No entanto,
O ser humano,
Deixa-se aprisionar –
Por antigas e falsas armadilhas,
Caindo em contradição.
Contaminando-se –
Com o ódio e amargura,
Perdendo a essência.

Os despertos,
Tratados como algozes.
Os incrédulos,
Espalhando o caos.
A maldade –
A perversidade –
Em abundância.

A realidade da luta,
Entre o bem e o mal –
Travada,
Acontecendo nas esferas celestiais.
O plano em dominar a raça humana,
Com a velha promessa de liberdade.
É tão irrisória,
Quanto a ilusão na areia do deserto.

Esvai-se o tempo -
A areia na ampulheta,
Sempre mais rápida.
As distorções das palavras,
Os textos bíblicos –
Colocados à prova.
Completa insanidade,
Da realidade cruel.

Mata-se por nada,
Mata-se em nome de Deus.
Quem são os beneficiados,
Pelos crimes cometidos em vão?
A História revelada,
Não é a mesma propagada.
No vil contexto de interesses,
Abalando os alicerces.

Tantos faróis

Não sou dada aos holofotes,
Não me gaba essa onda –
De querer aparecer.
Como se quer ser,
Mais do que os outros.

É perda de tempo,
Competir com pessoas:
Tão frias e vazias.
Prefiro me manter longe,
Do alcance das tempestades –
De alguém, as vaidades.
Que não se importa,
Com o bem estar do próximo.

Sou apenas uma centelha de luz,
Em meio à tantos faróis –
Que iluminam,
Mantendo-nos firmes.
Sem pisarmos nos outros,
Sem alimentarmos a fogueira do caos.

Há espaço para todos,
Quando a meta:
É o foco na expansão.
A união –
A confraternização da humanidade,
É o atalho para a vitória na luta.

Embora, nem todos estarão prontos,
Para enxergar com exatidão –
A luz,
Que nos ilumina bem distante –
De toda a revolta,
Que nos rodeia.

Em meio à tempestade,
Pode surgir novo amanhecer -
Perdido em meio à tantos outros.
Mas é apenas um turbilhão,
De sensações e reações.
Para sabermos de fato:
Quem é quem,
O emanar da essência.
A luminescência –
Sempre brilhará,
Com todo o esplendor.