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domingo, 14 de agosto de 2022

O renascer da consciência

Consciência –
Frequência em transição.
O mundo na vertical –
As pessoas na horizontal.
Na exclusão do discernimento,
A utopia do cancelamento.

Eventos sobrenaturais,
Mistérios adicionais.
O homem na compulsão,
Em desbravar o espaço sideral.
Aos próprios irmãos desconhece,
Desfalecem subnutridos.

Com a guerra,
Não se resolve nenhum dilema –
Mergulhados em teorias e estratégias.
Na fome pelo poder –
O aparthaid da desinformação.
Os atos –
Cruel convicção.
Armas bélicas nas mãos,
O sangue escorrendo.
O Estado impondo a gentrificação,
Enquanto, o povo pobre –
Anestesiado pela exclusão.

Anos e mais anos,
Os últimos enfadonhos.
Com a brutal solidificação,
Da força do mal.
A energia dos menos favorecidos,
Deve ser brutal.
Ainda mais em ano eleitoral,
Expurgar de uma só vez a ameaça.
Banir do país a desgraça,
O gado e sua arruaça.
Emitindo novos anseios,
A transmutação em sinergia.
O despertar de novos valores,
Em completa serenidade.
Embora a possibilidade de futuro,
Seja implacável.
De forma ardil,
A revolução não pode ser sutil.

Ameaçados –
Sobre pressão.
A mira em nossas cabeças,
Deixando-nos coagidos.
Indefesos –
Munidos pela esperança,
De um país voltado para a bonança.

As crianças aprendendo de fato,
A boa educação e respeito -
Tudo mais o que têm direito.
A mente voltada para o despertar,
Não sendo vítimas da ganância –
Do vírus maldito,
Sôfrega falta de ar.

Brasil –
País altamente miscigenado,
Miscelânea de cores e trejeitos.
Políticos incrédulos,
Pensamentos retóricos.
Almejando impor,
O que não existe -
Em velhos erros persistem.

A Nação Africana,
Mãe de todas as nacionalidades.
A quem não se sinta abençoado,
Com tal zelo e edificação -
Aos ensinamentos – Contribuições.

Estado imperfeito,
Montado na arte narcisista.
A democracia –
À duras penas conquistada,
Agora ameaçada por falsas notícias –
Por ideais fascistas,
Pensamentos nazistas.

A luta diária,
É maior do que se faz presente.
Em um governo omissor,
Totalmente ausente.
Para os maiores necessitados,
Transformando milhões de moradores –
Em flagelados.
A humanidade em degradação,
Na falta do que comer –
A falta do pão.

Devemos virar este jogo,
Meter o pé –
Derrubar a mesa,
Para que haja a sobremesa.
Erguer os punhos cerrados,
Em sinal de resistência –
Afim, de crescermos na existência.
Não sermos apenas mais um,
Na ladainha promíscua dos incautos.
Calar a triste estatística,
Acabar de vez com o zum zum zum.

sábado, 13 de agosto de 2022

Governo genocida

 

Governo genocida,
Na força e no ódio.
Retaliação,
Do povo que deve aprender -
De partir para a briga.
Vítimas do Estado sem noção,
Alimentando o vírus –
A contaminação.
Em seu status –
A omissão.

A revolução,
Gerada no caos
Munidos de estratagemas,
Disparando o tiro -
Na direção do próprio pé.
Cinematográficas cenas,
Dignas de cinema.
A originalidade,
Posta a prova.
Iminente derrocada,
Façam as apostas.

Ano eleitoral,
Polarização banal -
Com quantas emendas,
Muda-se este jogo?
A maioria da população,
Caindo em desgraça.
Enquanto, a minoria,
Sobre um palanque -
Promovendo graças.

Exorbitante guerra desigual,
Políticos e empresários.
Em ações bestiais,
Sujeitando um povo -
À escravidão.
Excluindo a dignidade,
Fora da realidade -
Como meta a infelicidade.

O racismo,
Rasgando na pele negra -
Penetrando a alma preta,
Dissonante constelação.
Em contraste,
Com a imaginação.
Tachados como impuros,
O avesso da raça ariana.
Quem disse que um Brasil miscigenado -
É totalmente puro?
Utopia de ilusão,
Digamos não ao fascismo
E toda a poluição.

Nunca existirá o progresso,
Em meio ao retrocesso.
Quem sabe unindo,
As nossas forças e dores -
Poderemos reverter este circo de horrores?
Desvencilhando-nos dos perigos,
De ir e vir –
Morar em um lugar decente,

Viver plenamente.

Costumaz burguesia

Justiça –
Tardia  -
Será que a teremos algum dia?

A pregação –
O aparato do bom cristão,
Na tela da televisão.
Antiga visão,
De um país inteiro –
Aprofundado na polarização,
Lavagem cerebral -
Em tempo surreal.

No horário eleitoral,
Estampado a hipocrisia.
De políticos –
Transvestidos de bons samaritanos.
De enriquecer,
De encher os próprios cofres –
Este são os seus planos.
Costumaz  parcela da burguesia,
Observando o próprio umbigo.
O próximo que se ferre,
O psicopata fazendo escola.
Aos pobres migalhas –
As esmolas.

O aprendizado a favor do mal,
Sobrevivendo no momento crucial.
Entre a cruz e a espada,
Trilhando devagar.
Na bamba corda,
A cada segundo novo desafio.
No fio da navalha,
Seja no calor ou no frio.

A pele negra arrepiada,
No farfalhar do estampido.
O tiro de fuzil,
Em sua direção.
Nem sempre há escapatória,
Na hora H,
No instante do julgamento.
Em segundos,
A vida vira um tormento.

O pesadelo,
Com os olhos bem abertos.
Ensanguentados os sonhos,
Escorrendo pela sarjeta –
Com a porta do desespero aberta.

Tudo isso não passa de uma quimera,
Uma ilusão.
Todos nós terminaremos do mesmo modo,
Traçados são os nossos destinos.
Em um buraco –
Ou na mesma vala comum,
Viraremos pó.

Por que tamanha exclusão?
 

Ordem mundial

Manipulação -
A ordem mundial.
O caos -
Abarrotando a violência.
Pessoas como propriedades,
Estado vegetativo.
Bois de piranha,
O bom sentimentalismo –
Não arranha.

A desordem,
Fomentando o mal.
A democracia,
Em perigo.
Mortes e mais mortes,
Menos são os abrigos.

A população -
A degradação.
O aumento da fome,
Batendo o desespero.
Falta de caráter,
O esmero.
Recriam guerras,
Sem precedentes.
Agindo,
Levando a última instância,
Arrancando o último dente.

Governo cruel,
Em prol –
Em curso a matança.
Outro negro asfixiado,
Alimenta a estatística.
Sórdida providência,
Escrúpulos nefastos –
A providência.

Partidos no centro do palco,
Batalha fajuta.
Atrás da cortina,
Combinando a permuta.
Em risco um país inteiro,
Cidadãos de bem –
Em meio ao tiroteio.
Protegidos em seus aposentos,
Falsos reis da meritocracia.

A resistência –
A luta –
Nunca é tardia.
Os mártires, a persistência,
Agindo com sagacidade.
Doando a vida,
Na causa justa e fiel.
Cobrando a justiça,
Em pleno turbilhão –
Da aquarela de esperança.
O sonho primaveril de uma criança,
Há quem diga que seja,
Apenas uma utopia –
No raiar de mais um dia.
De sermos tratados:
Como seres humanos,
Desde o início –
Foi este o plano.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Desafios


Discursões que não levam ninguém a lugar nenhum,
Tirando atenção do que se faz necessário.
Governo manipulador e seus comissários,
Mascarados – Maquiados –
Burlando as próprias leis a favor de si.
Impondo a mordaça,
Imperando o silêncio.

Quando não se forja as circunstâncias,
Vai ao sabor da bala –
Os tiros de fuzil para todos os lados.
Orquestrando cenas cinematográficas,
A quem desejar surpreender -
Resultado catastrófico.

Sangrando a população vulnerável,
Na carne ou na alma.
Mais uma humilhação,
Imposta pelo famigerado Estado –
Sem o mínimo de compaixão.

- Qual é a cor da tua pele?
- Branca.
- Deixa passar!
Se for a preta,
Outro corpo a tripudiar.

A falta de consciência,
Estampada sobre os holofotes.
A intolerância sentida na carne,
Quantos desafetos –
Por motivos fúteis.

Desde o início,
A perseguição fomentada –
Em ideias e ideais fajutos.
Não há razão plausível,
Para justificar os erros.

O preto, pobre e favelado,
Sem vez e nem permissão –
Para vislumbrar outro futuro.
Observado, às vezes, de soslaio,
Ou na cara de pau –
O mínimo de ostentação.
Mesmo agindo com naturalidade,
Mais um para a averiguação.
Assim, seguimos anos a fio,
Não há mudanças, somente desafios.

Lavagem cerebral


É forte a pressão sobre as nossas cabeças:
Faça isso –
Faça aquilo –
Compre –
Vote –
Conquiste –
Gaste –
Infinita lista de contradições.

Dissonante alucinação,
Na crescente polarização –
De um país desconstruído,
Aniquilado pela ambição.

Lavagem cerebral –
A influência,
Atribuindo ideias fajutas.
O poder da aquisição,
A repaginada santa inquisição –
De santidade não tem nada.

Falsos pudores –
Lobos em peles de cordeiros.
Não disfarçam mais,
Demonstram na cara dura ao que vieram.

Governo nefasto,
Espelhando-se em mentes sombrias.
Sussurrando nos ouvidos,
Despertando velhos espíritos malignos.
Escondendo-se em trapaças,
Teatro macabro -
Promovendo antagônica comoção.

Remexendo os pauzinhos –
Puxando a sardinha para o seu lado.
Almejando a maior parte do quinhão,
Lá fora, a violência em explosão.

Corpos aniquilados –
Mutilados –
Em nome de quê?
A favor de quem?

Velha ditadura velada,
Não mais em doses homeopáticas.
Barril de pólvora,
Na iminência de explodir -
Salve-se quem puder.

Os poderosos blindados,
Por uma falsa percepção.
Entretanto, a população –
Sob o poder da gentrificação.
Represada em becos e vielas,
Áreas denominadas de favelas.

Vícios ilusórios


Vícios e virtudes –
Contradições e solicitudes.
O amargo sabor,
Indo ao contrário do verdadeiro paladar.
Como sobreviver –
Apenas com o mínimo?
Entregue ao marasmo –
Concepções,
Desnorteado em decepções.

A felicidade,
Momento tardio –
Este comumente não chega.
O que nos mantém vivos,
É a esperança –
De que algum dia possa ser melhor,
Do que hoje –
Do que ontem –
Ou de anos atrás.

Caminhamos lentamente,
Apoiados em uma bengala invisível.
Muitas das vezes nos arrastando,
Escondendo-nos atrás de falsos sorrisos.
Sob uma falsa máscara da hipocrisia,
Fingindo está tudo bem.
Quando na verdade sabemos,
Que o mundo desmorona –
Sobre as nossas cabeças,
Dilacerando os corações.

É um amanhecer atrás do outro,
Em que nada modifica a realidade –
De solavancos e atropelos.
Os governantes de um país ilusório,
Seguindo com os desmandos -
Recriando utópica sensação de segurança,
De onde não enxergamos –
O trajeto da bala perdida,
Que sempre encontra algum corpo distraído:
Para se alojar nele.

Há controvérsias –
Questões tenebrosas –
Perversas índoles –
Mal caratismo –
Afugentando a fantasia,
Na lavagem cerebral cotidiana.

A resiliência na queda vertiginosa,
Acabando com os sonhos surreais –
De alguma conquista,
Mais um número  - Estatística.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Caminhos extremos

 

Grosserias –
Mandatos –
Desmandos –
Conchavos.

Em nome de quem?
A ditadura do poder,
Alta concentração de psicopatia.
Será que testemunharemos:
Mais um dia?

A vida segue o seu curso,
Em meios aos recursos –
Talvez desumanos.
Mais corpos estendidos ao chão,
Lavados de sangue.
Consequências do caos,
Vítimas da alucinação.

Mentes perversas,
Condensadas pela maldade –
E manipulação.
A violência mostrando ao que veio,
A humanidade e as escolhas erradas.
O mal uso do livre arbítrio,
Condenando uma raça inteira.
Auto se flagelando –
Por prazeres imediatos e perecíveis.
Na busca infinita –
Por manter um status ilusório.
Mentiras e mais mentiras,
Em uma rede de conspiração.

A resiliência –
Também sofre as consequências,
Promovendo as baixas;
Sem motivos aparentes.
Retaliações de uma guerra,
Travada entre o bem e o mal.

A quem se perca –
Pelos extremos dos caminhos,
Excluídos sem motivos aparentes -
Descortinando uma atmosfera cinzenta.

Há quem saiba lidar,
Ou aprenda a conviver –
Não se deixando abalar.

Nem todo mundo é igual,
Sigo de cabeça erguida.
Com o tempo,
O aprendizado vai ganhando forma.
No destempero,
Confirmando o velho ditado popular:
“Antes só do que mal acompanhado.”

Dimensão turbulenta

Muitas das vezes,
O destino envia os seus recados –
Demonstrando os seus sinais.
Fingindo-nos de cegos,
Ou não querendo ler nas entrelinhas –
A releitura se torna ineficaz.

Nem sempre em tudo há uma razão,
Ou qualquer entendimento –
Para ser.
Lembranças de energias passadas,
Reverberando pela memória.
As sensações tocando em braile,
Ecoando as reações.

Nesta realidade,
Sobrevivemos entorpecidos –
Em abundante crueldade.
O caos nos rodeando,
Em qualquer direção.
Almejando com toda força,
Um instante de alegria.
E nem ao menos somos lembrados,
Na correria diária – Fragilizados.
Bibelôs na estante,
Adeptos à sujeira.
Imóveis – Aniquilados,
Apenas um receptor qualquer –
Em meio à tantos outros,
Buscando algum significado.

O motivo para coexistir,
Em uma dimensão tão turbulenta.
Onde os julgamentos,
São atribuídos de forma gratuita.
Ninguém perde tempo,
Em averiguar os fatos.
Abastecendo-se de achismos,
Alimenta a indústria do cancelamento.

O mundo –
As pessoas mergulhadas na intolerância;
De pavio curto,
Defendendo ideias vis -
Não abrangendo o espaço para o discernimento,
Causando tremendo estardalhaço.

Somos poeira cósmica,
Algum dia voltaremos a sermos pó –
Sem nenhuma significância.

Extrema polarização

 


Estamos em pleno século XXI –
Emergindo a extrema polarização.
O absurdo acontecendo –
Diante de faces incrédulas,
Deixando-nos estarrecidos.
Complô tramado –
O caos orquestrado.

Não importa a maneira,
Em demonstrar o serviço.
Sangue derramado –
Inocentes dizimados.
Não há compaixão,
O bom senso deixado de lado.

Tragédias enigmáticas,
Vozes hostis –
Virtudes problemáticas.

É sempre o mesmo jogo:
O de poder.
Com os pobres:
Literalmente a se foder.
O xadrez viciado,
A manipulação –
Em alta dosagem.
Dissonante alucinação,
Não é miragem.
Onde não enxergamos,
Efêmera salvação.

Na guerra desleal,
O caráter comprado.
Leva quem paga mais,
O alvo certeiro –
Em qualquer direção.
Favorecendo quem tem:
Maior teor aquisitivo,
Na ordem do proativo.

Qual será o nosso futuro?
Mal podemos olhar de soslaio,
Que sofremos alguma repressão.
Ou por motivos fúteis,
Não somos poupados.

A natureza humana,
Revela-se em sua forma –
Cruel – Perversa  -
Mais arbitrária.

Mesmo que saibamos,
A perfeição não existe.
Mas o discernimento das ações,
Deve se fazer presente –
Culminando em bons atos,
Levando o bem para todos.

A convivência é a convicção,
Em uma via de mão dupla –
Afim de atingirmos os objetivos.
Porém, com o andar da carruagem,
Estamos bem distante da realização.