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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Caos político

 


Não era para ser assim –

Uma realidade totalmente distorcida,

Reverberando uma distopia de antagonismo.

Onde vidas são emaranhadas em um mesmo novelo,

Uma disputa acirrada –

Entre o real e o sobrenatural,

Reacendendo no plano físico.

 

Quantas falas distorcidas?

Quantas falas equivocadas?

Quantas ações a desfavor manipuladas?

 

O ter que se doar,

Ou até mesmo se sacrificar:

Múltiplas vezes,

Para se realmente demonstrar quem se é.

E, na maioria das vezes,

Não atingindo o real objetivo.

Fomentando o desperdício,

De um ciclo que nunca se fecha.

Instalando o vício,

De quanto mais se tem, mais se quer.

Gerando o vazio prazer,

Aquele que não sacia -

Muito menos a alma,

Nada de justa causa.

 

O que nos ensinaram,

Foi totalmente ao contrário,

Da vertente de rios.

Que jamais desaguam em seu destino,

Mudam a trajetória.

A transmutação do curso,

Deixando-o em desuso.

Sugando – Secando – Perecendo  -

A cada minuto,

Destruídos pela aniquilação,

Por uma falsa ilusão.

 

Condicionando-nos à revolta,

A luta injusta por uma sociedade melhor.

A ojeriza por dias de terror,

De repente,  horas de pavor.

Desconstruindo sonhos,

Desvanecendo metas.

Ao final da jornada,

Circunstâncias obsoletas.

 

Restando apenas a espera,

De mais uma manhã.

Isso se ela virá.

No final, nenhuma certeza,

Pairando dúvidas ao que julgamos ser verdade.

 

Ideias e ideais retrógrados,

Impostos a qualquer custo,

Dizimando o que enxergamos pela frente.

Um Governo omisso, 

Que mente descaradamente,

Para atingir objetivos nefastos.

Não importa a custa de quem,

Não importa o tamanho da dor.

Querem lucros!

Em troca a humanidade sem recursos,

Nem pensamentos críticos.

Massa de manobra,

Para bater dando a cara.

 

A população nunca foi prioridade,

Apenas números,

Gerando votos –

Promovendo a polarização.

Provocando o atrito,

Caos político.

Recebendo migalhas,

Ano eleitoral.

Enquanto,  presenciamos o escalabrio mental.

Breve apadrinhamento,

Abarrotando o orçamento.

 

Sobrevivemos sob uma imensa lona,

Gerada pelas matas em combustão.

Encobrindo o céu anil, a poluição,

De fato qual é a nossa contribuição?

Só fazemos parte das estatísticas,

Cada CPF em uma imensa lista.

Vivemos adormecidos,

Vendados os nossos olhos.

 

É o momento de despertar,

Emanar a luz.

Energia benéfica,

Transmutar a densidade.

Por mais que seja difícil,

Não existe o impossível.

Sempre prevalecerá o bem,

Independente da maldade de alguém.

 

Sejamos luz!


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Sons da Natureza



Há uma parte de mim que está se perdendo, o elo –

Necessito da conexão,

Aquela que vem de dentro.

 

Olho para a lua,

Observo o seu tom avermelhado.

Será que estou perdendo a razão?

É um efeito sobrenatural,

Dos meus ancestrais,  um sinal?

Triste perceber,

Ser a mão do homem -

Em tudo que toca,

Simplesmente o destrói.

 

O mundo está em chamas,

Florestas e mais florestas em tom ardil.

O que resta são apenas poeira e fumaça,

Sem pedir licença,  fuligem invadindo as nossas casas.

Desfazendo o oxigênio,

Sufocando-nos gradativamente,

Transformando tudo em pó e cinzas.

 

Sinto-me ferida –

Estamos perdidos.

Queimando-me por dentro,

Os pulmões almejando falhar.

 

A Terra é um ser imenso e vivo,

Assim como somos –

Interligados.

Único sistema em sinergia,

Mas estamos nos destruindo –

Cortando o cordão umbilical,

Com  Deusa Gaia.

Transformando tudo em um imenso umbral,

De almas divagando anestesiadas,

Vagando sem direção.

Deixando um rastro de destruição,

Sonhos desperdiçados.

Animais em sofrimento,

Propagamos o desmatamento.

 

Quanto tempo mais teremos por aqui?

Qual será o futuro das próximas gerações?

Toda escolha tem a sua sentença,

O Estado nos deixando sem nenhuma das opções.

De vivermos em um lugar limpo e arejado,

Sobrevivemos com um alvo no peito –

Qual será o pecado?

 

A Natureza clama por salvação,

Mas contribuímos com os efeitos da alienação.

A humanidade se tornando cada vez mais patética,

Enquanto,  caminhamos de forma apática.

Sem nenhuma atitude,

Que configure um ato de bondade.

Vivemos à mercê da tecnologia,

No anseio em desbravar outros rumos,

Sem ao menos limpar o quintal de onde moramos.

A grande parcela perecendo à míngua,

Sem os direitos básicos de subsistência.

Os sombrios governantes negando assistência,

Sem água  -

Sem comida –

Morrendo ao leu,

Sobre suas cabeças, 

Somente o céu.

 

Em pleno século XXI a desnutrição,

Pagamos um alto preço,

Pela devastação.

O aquecimento global,

Os cientistas deram o alerta.

Com suas falas sendo negadas,

Potencializando o poder da polarização política.

 

E quanto à nós?

O que de nossas vidas serão feitas?

São inúmeras perguntas.

Sem alguma resposta.

Quais foram as cartas colocadas sobre a mesa,

Enquanto,  degustam da sobremesa?

 

E quanto à nós?

Perambulando em retalhos pelo deserto da omissão.

O fogo matando à tudo o que encontra pela frente,

Maltratando a Terra.

Destruindo qualquer chance de brotar a vida.

A seca sufocando as nascentes,

E outras formas de vidas remanescentes.

 

Uma chaga viva,

Aberta em nossa essência iluminada.

Feridas jamais cicatrizadas,

Estamos vivos ainda –

Agonizando sem perspectivas.

Do Estado qual é a contribuição?

O que encontramos é somente retaliação.

 

Perdidos –

Vagando –

Munidos pela esperança.

Em meio ao desespero,

Acreditando em dias melhores.

Colhendo o desprezo,

De um Governo Oculto,

Colocando em prática a sua agenda global.

Promovendo a sua destruição em massa,

Em âmbito universal.

 

E quanto à nós?

E quanto aos animais?

Fora ou dentro de seu habitat natural?

Vidas inocentes,

Movidas pelo instinto da sobrevivência.

Desejando cumprir o seu papel no equilíbrio da Grande Mãe Natureza.

 

Não!

Não estou ficando louca!

Em meio à essa guerra sendo travada.

Só desejo que continuamos a escutar –

Os sons da Natureza.

E que em algum momento,

Possamos encontrar a harmonia.

Se chegará este dia –

Sinceramente,  não sei.

 

A força nefasta do homem,

Não é e nunca será maior do que a do Planeta Terra!

Desejo tempestades de bonança,

Para que enfim, cesse esse sofrimento.

E renasça com total vibração a resiliência,

Em transformarmos este mundo,

Em um lugar habitável para todos,

Compartilhando a alegria.

 

Assim seja!

 

Sejamos luz!

 

13/09/24

 

domingo, 8 de setembro de 2024

Quem é de verdade


Há momentos,

Em que o silêncio –

Faz-se oportuno e necessário.

Fluindo os pensamentos,

Desvanecendo pela mente.

De forma coerente,

Ecoando em infinita imensidão.

Desprendendo do corpo,

Enchendo o copo –

Da transmutação.

Levitando o espírito,

Levando-nos por outra dimensão.

 

Basta fechar os olhos,

Imaginar-se em frente ao espelho –

Distanciando do exterior,

Buscando o novo dentro de si.

Encontrando respostas,

Depois de muito tempo arguir.

Fazendo no escuro as apostas,

Assim, redescobrindo a essência,

Valorizando as experiências.

 

Sempre bem vinda a maturidade,

Em qualquer faixa de idade.

Antes tarde do que nunca,

A vida terrena,  um tanto louca.

Há quem aprenda no cotidiano,

Mudando rotas, refazendo planos.

Desbravando inúmeras possibilidades,

A constante busca, a felicidade.

Abrindo várias percepções,

Batendo de frente com as ilusões.

Há uma grande demanda,

Milhares, efeito de luz,  debandada.

 

Na frente da tela, algoritmos,

Em desordem,  fugindo da qualidade.

A baixa densidade,  prefere a quantidade,

Falsos profetas, fora do ritmo.

É uma luta desleal,

Amontoado de barulho.

Fomentando o acúmulo,  entulho.

Tão desproporcional,

Quanto a realidade.

Separe o joio do trigo,

Entre riscos e perigos.

Um enigma desproporcional,

Desvende quem é de verdade.

 

Cenário caótico


Um corpo denso...

Em terceira dimensão.

Tenho a total convicção,

De que não acompanha os meus passos.

Vive bombardeado por ataques,

Entre o real e o sobrenatural.

Envolto em duras penas e dores,

Tenho que aprender a lidar,

Entre a sanidade,

E a falta de ar.

 

É uma luta constante,

Pois com consciência:

No espaço sutil,

Posso fazer aquilo que desejo.

Usufruindo de habilidades.

Somente os despertos,

Assim, compreenderão,  escolhidos.

 

Não é capricho, é zelo,

Pois, o meu espírito volita.

De muito depende a inspiração,

Ao que me rege a egrégora,

No desprendimento do ego.

De fato a constatação,

Para os ignorantes a loucura.

 

Posso não ser,

O que esperam muitos.

Mas sou,

O que para me tornar,

Enfim, nasci.

Cumprindo a missão,

De vagar pela Terra.

Distante dos meus,

Com a intenção –

De mantê-los bem.

 

O Planeta Terra,

A cada dia mais em perigo.

Em desaparecer, corremos riscos,

O  que acontecerá de fato.

As próximas gerações,

Condenadas à escassez.

Talvez não possuem as chances,

O que ainda podemos testemunhar.

 

Ao amanhecer,

Um céu acinzentado –

Não pelo nevoeiro,

Quem me dera, fumaça,

Ainda descortinando, o verde bandeira.

Espelhando a esperança,

O que se dará às nossas crianças?

Quais alimentos –

Às ofertaremos em meio a devastação?

 

Até quando?

A pergunta que me faço sempre.

Quem sabe,

O cenário transmute, de repente?

É o momento de cessar,

                             De refletir.

 

Para um Planeta denso,

Os nossos corpos não foram desenhados,

Para conviver –

Para suportar a poluição.

E sim,  o oxigênio de nossas florestas.

Mas que no momento,

Convive com a combustão –

O gás carbônico-

Invadindo-nos pelas narinas,

Sufocando-nos.

 

Até quando suportaremos a destruição,

A favor do progresso?

Enquanto,  alinhados com o retrocesso,

De mãos dadas com a involução.

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Amor interdimensional


 

Tudo é infinitamente  grandioso  -

Quando nos propomos sermos melhores do que a realidade que nos cerca.

Quando não nos deixamos contaminar pelo caos,

Há um ganho significativo em nossas vidas.

Por mais que não seja evidente no momento,

Aos poucos tudo vai se encaixando –

Resolvendo-se.

 

Tudo é questão de saber superar,

De separar o joio do trigo.

De querer ser melhor a cada dia,

Não se preocupando com as escolhas alheias -

Cada um colhe aquilo que plantou.

Por isso, precisamos semear boas escolhas,

Independente das opções que nos são ofertadas.

 

Tudo é simplesmente magnífico,

Basta sabermos enxergar com os olhos da compreensão.

E não deixar nos intimidar com a maldade  que, às  vezes, cerca-nos,

Tudo ocorre conforme precisa ser.

 

Não se apegue ao que é passageiro,

A vida se dá por várias dimensões.

Se alguém importante não está no plano físico,

Mas a sua essência vive no interdimensional.

 

O amor é um sentimento que transcende o físico.

No entanto,  há tantas possibilidades em sermos amados.

Basta com que tenhamos o entendimento –

O despertar  para senti-lo!

 

domingo, 1 de setembro de 2024

Terra: O grande laboratório



Para que entrar em desespero diante das dificuldades?

Às vezes, elas aparecem para nos testar.

Compreendo que seja chato quando os outros nos tratam com ignorância.

No entanto,  não entrar em uma discussão desnecessária equivale ao maior prêmio.

Nem todos estão ou possuem  o mesmo grau de consciência igual à nós.

Por mais que os acontecimentos sejam mínimos,  devemos ter grandes lições.

E imprimindo em nossa essência  como um registro,  feito impressão digital.

Nada é por acaso, tudo bem ao seu contento.

Com o passar dos tempos, as realizações vão se somando uma a uma gradativamente.

Por mais que na Terra não sejam valorizados, levamos para outras vidas, iguais a insígnias em nossas almas.

As pessoas ignorantes acreditam que haja somente o agora, ledo engano, as nossas ações geram recompensas.

Portanto,  tudo a seu tempo, contribuindo com o alicerce profundo da essência que há em nosso âmago.

E se pensarmos bem, é muito extraordinário!

Por mais que desejamos viver nesta vida, está se fará presente em um lugar longínquo.

Como se a Terra fosse um grande laboratório para se descobrir ou redescobrir quem realmente seja, a ferramenta para manter o equilíbrio entre os Mundos por várias dimensões.

Se a humanidade está cumprindo o seu papel?

Acredito que estejamos bem distante de sua realização.


 

Carta para Setembro - 2.024



Setembro?

Quem diria?

Chegamos até aqui!

Entre várias lutas, algumas decepções e o emocional um tanto quanto avariado.

***

Refletindo sobre os últimos acontecimentos...

A vida tem as sua inércias, acarretadas por movimentos que nos jogam de um lado para o outro.

E cabe a cada um escolher em qual lugar irá se apoiar.

A condição de seres humanos, oferecem-nos tantas opções.

Por mais que a indecisão venha nos atropelar, em algum momento algo fará sentido.

Embora, não aconteça o que tanto almejamos, caminhando na direção contrária dos desejos de nossos corações.

***

A gratidão não deve ser apenas da boca para fora, quando ocorre a satisfação, mas sim ressoar com a verdadeira energia.

O Universo não ler ou lerá  palavras, ele vibra na essência que ecoa em nossa alma.

As dificuldades devem ser lidas como trampolim, impulsionando a nos levar à lugares mais altos,

Fazendo com que haja o crescimento para vidas promissoras.

E nos direcionarmos  para  dimensões mais elevadas.

Há um vasto mundo em nosso interior, como os oceanos não tanto explorados.

Há quem seja ambicioso por querer desbravar ambientes desconhecidos.

Nós simples seres mortais devemos possuir essa ambição sadia, querendo redescobrir locais em nosso âmago nunca visitados.

Pois é neste recôndito, bem lá no cantinho, em que não há qualquer resquício de luz, onde  se encontram as respostas mais simples, por menor que sejam, as quais terão um grande efeito em nossa vivência.

***

Que em Setembro  -

Faça florescer uma nova e exuberante primavera.

E possamos reconstruir um Planeta Terra repleto de luz e de magia.

A humanidade tem essa capacidade com inúmeras habilidades.

***

Se isso tem um preço?

Apenas basta se reconhecer um ser que irradie luz –

Para que enfim, a mágica aconteça,

E todos os dias serão iluminados –

Diante de qualquer turbulência alheia que possa existir.

***

Que Setembro seja magnífico e sobrenatural.

 

E sejamos luz!

 

Perfume das flores


 

domingo, 25 de agosto de 2024

Risco iminente


 

Tudo é questão de equilíbrio e harmonização,

O tempo –

A vontade de ajudar –

A empatia com o próximo,

É tudo reluzente.

 

Faltam poucos dias para o fim do mês,

Faltam pouquíssimos meses para o final do ano.

A humanidade se encontra cada vez mais perdida em seu vazio,

Mergulhando em um abismo infinito, que não há como identificar o seu fim.

 

Somos seres indecifráveis, 

Procurando por respostas em lugares errados.

Elas nunca existirão,  enquanto,  não mudarmos as nossas atitudes,

E não voltarmos a atenção para o que realmente se faz necessário.

 

Há todo um processo de evolução, 

Mas com relação  à humanidade,

Está totalmente estagnado devido ao controle das massas,

A polarização promovendo o caos.

 

Por mais que alguns estejam despertos,

A turbulência de forças ocultas ainda se impõe sobre a luz.

E todo esse desrespeito contra a Natureza,

Em algum momento,  se voltará contra nós.

A sua fúria não distinguirá quem é quem,

E todos seremos castigados.

 

A Terra  um ser vivo,

Não suporta mais a ira da humanidade contra ela.

Independente de tudo,

Todos corremos riscos:

Principalmente,  as próximas gerações.